As gerações atuais já não encaram o trabalho como as anteriores. Novos modelos de empresas e de possibilidades de ocupações acabam por alterar os espaços onde as pessoas desenvolvem suas atividades profissionais. Trabalhar de casa, de espaços de coworking, ou remotamente de qualquer lugar no mundo já é uma realidade bastante comum. Mas diversas empresas continuam não dispensando espaços em que seus funcionários possam trabalhar reunidos, colaborando no mesmo ambiente. Além da imagem que elas buscam passam através de suas sedes, é imprescindível que o projeto de um escritório leve em conta as necessidade e particularidades de cada tipo de trabalho e que permita interações, ao mesmo tempo que propicie locais para concentração e foco. Com as mudanças de gerações e das culturas corporativas é natural que a organização espacial dos escritórios se distanciem dos tradicionais leiautes, com as baias, mesas, salas de reuniões e minúsculas copas para refeições.
The Midnight Charette é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, designers de arquitetura, o programa recebe diversos/as profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais. Uma ampla gama de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para designers, enquanto outros apresentam análises de projetos, entrevistas ou explorações sobre o dia a dia e o design. O Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Neste episódio do podcast The Midnight Charette, os apresentadores David Lee e Marina Bourderonnet conversam com Andrew Kovacs — arquiteto, fundador do Office Kovacs e curador do Archive of Affinities — para discutir a filosofia por trás de seu trabalho, a escassez de oportunidades para jovens arquitetos/as progressistas nos Estados Unidos, o projeto da instalação Colossal Cacti para o festival Coachella, os pontos positivos do pós-modernismo, o uso do Archive of Affinities como recurso de projeto e muito mais! Ligue para a nossa linha direta e deixe seus comentários e perguntas por mensagem de voz no número +1 213-222-6950.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118464/andrew-kovacs-sobre-o-archive-of-affinities-e-o-pos-modernismoThe Second Studio Podcast
Campo Baeza afirmava que “A luz é o material mais bonito, o mais rico e o mais luxuoso utilizado por arquitetos/as. O único problema é que ela nos é dada gratuitamente, está ao alcance de todos e não é valorizada suficientemente” [1]. Inúmeros arquitetos e arquitetas concordam hoje sobre a importância das questões lumínicas na hora de criar espaços arquitetônicos, refletindo sobre sua qualidade, quantidade, matiz e direcionalidade. Apesar disso, no momento de determinar as características de seus fechamentos, muitos optam por trabalhar com materiais que garantam altos graus de privacidade, seja por meio da incorporação de elementos opacos ou envoltórias que filtrem as visuais e diluam o contato com os exteriores públicos.
Em determinados casos nos quais a insolação permite, o desenvolvimento tecnológico atual possibilita a incorporação de sistemas de fechamento translúcidos que garantam a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, sem que isso implique em perda de privacidade. Trata-se de sistemas de painéis autoportantes de vidro tratado, que oferecem a possibilidade de gerar superfícies completamente envidraçadas, contínuas, homogêneas, sem obstruções e translúcidas, que ao mesmo tempo filtram as visuais para o interior dos espaços. A seguir, apresentamos 6 obras localizadas na Argentina que exemplificam diversas formas de trabalhar com esses sistemas.
Recuperar os espaços abandonados ou descuidados para transformá-los em novos lugares voltados para os habitantes é atualmente o enfoque de diversos projetos que, independentemente de sua escala, estão contribuindo para melhorar a qualidade da vida urbana. Os casos que refletem esta visão são muitos ao redor do mundo e podem inspirar outras cidades a iniciar suas próprias transformações.
No experimento do coletivo Mouraria 53 o funcionamento do espaço, ao contrário do que ocorre normalmente em um projeto arquitetônico, começa antes da conclusão da obra e faz parte do seu desenvolvimento: exposições, apresentações, shows, oficinas e aulas funcionam como uma troca cotidiana na construção da casa. O processo possui um valor excepcional nessa iniciativa, que reúne projetos, materiais, conversas, execuções e sonhos coletivos.
A cidade de Amsterdã é popular por sua arquitetura, suas pontes e canais. Junto a estes últimos, antigas cabines de fiscalização perderam seu uso e acabaram abandonadas. Um projeto recente de restauração encabeçado pelo escritório space&matter pretende dar novos usos a estas singulares arquiteturas esquecidas.
Neste verão, o governo federal americano divulgou uma estatística surpreendente: 87% dos lares americanos agora estão equipados com ar condicionado. Como o mundo está ficando inegavelmente mais quente, suponho que isso não seja tão surpreendente, mas lembre-se de que um grande número dessas casas refrigeradas mecanicamente localizam-se em climas razoavelmente temperados. Portanto, minha pergunta é simples: quando o ar condicionado nos Estados Unidos se tornou um requisito, e não um complemento?
New Créteil foi um programa de urbanização realizado nos anos setenta na França. O objetivo era construir na cidade de Créteil, localizada cerca de 6 km a sudeste de Paris, novos edifícios de apartamentos e instalações públicas, como prefeitura, hospital e tribunal. Em uma série chamada See the New Créteil, o fotógrafo Robin Leroy documenta essa cidade que leva aos limites alguns preceitos da arquitetura moderna.
https://www.archdaily.com.br/pt/925029/serie-de-fotografias-apresenta-new-creteil-o-experimento-moderno-no-interior-da-francaLilly Cao
Em todo o Brasil e nos diferentes setores da sociedade há grupos organizados e articulados na elaboração de projetos e iniciativas de melhorias da qualidade da vida urbana e na transformação da cidade em lugares mais democráticos, reforçando a identidade coletiva e o senso de pertencimento. A 4ª Mostra de Projetos, atividade que ocorrerá no 4º COURB - Encontro de Urbanismo Colaborativo, visa celebrar e dar visibilidade a esses grupos, nas temáticas de Políticas Públicas e Legislação, Comunicação e Informação, Educação e Cultura, Intervenção Física no Território, Mobilização e Advocacy, Pesquisa, Projeto e Planos.
https://www.archdaily.com.br/pt/925160/21-projetos-de-urbanismo-colaborativo-de-todas-as-regioes-do-brasilCOURB Brasil
Jardim de Infância Timayui, Giancarlo Mazzanti, 2011
A aprendizagem acontece em múltiplos espaços. De fato, as primeiras lições de vida ocorrem em nossas casas, ao lado de nossas mães, em família; não em aulas escolares. A educação –poderíamos afirmar– está determinada pelo contexto onde ocorre. Aprende-se espontaneamente em uma praça, no parque, em casa, etc., o que não quer dizer que muitas vezes não seja necessário um espaço desenhado especialmente para o aprendizado; estes propiciam experiências educativas. Não se trata de uma novidade: já há mais de um século, pessoas como Maria Montessori, Rudolf Steiner e Loris Malaguzzi questionaram não só a maneira de educar, como também o espaço em que se educa.
Fruto da incerteza programática, da variedade de estilos de vida individuais e da impossibilidade de planejar os modos de habitar o futuro, nossos espaços arquitetônicos começaram a colocar seus limites em xeque. A impossibilidade de delimitar as formas de agir contemporâneas em recintos determinados, somada às novas exigências de adaptabilidade e mutação constante dos microespaços, abriu caminho para a manifestação de diversas estratégias arquitetônicas em busca de uma flexibilidade no habitar.
Memorial aos Judeus Mortos da Europa. Foto: paula soler-moya, via Flickr. Licença CC BY-NC-ND 2.0
A constante escalada de complexidade atribuída à arquitetura e demais campos da arte no último século devido a um longo processo de redefinição das disciplinas desde o período moderno, aliada a uma efervescência de experimentos e hibridações, contribuiu para a produção de inovadoras soluções desenhadas para o ambiente humano - e com elas surgiu uma nova dificuldade de categorização.
Padre Alonso de Ovalle, Santiago de Chile. Image Cortesía de Urb-I
Proporcionar mais espaço aos pedestres é uma das principais metas dos projetos de renovação urbana em muitas cidades do mundo.
Recorrendo à distribuição do espaço público, que implica, muitas vezes, em restringir o espaços dos automóveis - seja nas ruas ou estacionamentos -, plantar mais árvores, construir mais calçadas e ciclovias e estabelecer novas zonas de lazer, é possível projetar lugares mais acolhedores, com menos congestionamento viário e que fomentam o uso de meios de transporte sustentáveis, como as caminhadas e o ciclismo.
O projeto mais recente do escritório finlandês JKMM, intitulado The Dance House Helsinki, se tornará o primeiro edifício da Finlândia dedicado inteiramente à dança e às artes cênicas. Oferecendo espaços de ensaio e performance para artistas, o projeto é uma extensão da Cable Factory, o maior centro cultural da Finlândia.
https://www.archdaily.com.br/pt/924960/jkmm-projeta-primeiro-complexo-de-danca-e-artes-cenicas-da-finlandiaLilly Cao
Alternativas para os estudantes que decidem estudar fora das suas cidades natal, as moradias estudantis são uma espécie de extensão das instituições de ensino. Surgiram quase contemporaneamente às primeiras universidades e ao longo dos anos têm se remodelado para se adaptarem às mudanças da sociedade, como no caso do surgimento dos dormitórios mistos.
Em maio deste ano, o The Guardian recomendou, por meio de seu manual de redação, que jornalistas e colaboradores subam o tom para falar sobre as mudanças climáticas ou aquecimento global. Agora, anunciou o jornal britânico, é crise, emergência ou colapso climático.
https://www.archdaily.com.br/pt/925200/crise-climatica-e-o-direito-a-cidadeTama Savaget e Henrique Frota
As fachadas constituem a interface entre interior e exterior de uma edificação. São as partes mais marcantes e visíveis das obras, atuam na proteção contra os agentes externos e são dos maiores responsáveis por criar ambientes confortáveis, uma vez que é ali que ocorrem os ganhos e perdas térmicas. Assim como a nossa pele, um órgão extremamente versátil no corpo, seria natural que fosse a parte da edificação que carregasse tecnologia de forma a tornar-se adaptável às condições ambientais do local onde está inserida.
A ArkxSite anunciou os/as vencedores/as de seu concurso internacional de ideias de arquitetura. O concurso convidou estudantes de arquitetura e jovens arquitetos/as a desenvolverem ideias inovadoras para o projeto de um Mausoléu no Local (Site Mausoleum) situado na Pedreira do Jaspe, na Serra da Arrábida, em Portugal. O local possui uma imensa força natural, com os vestígios de uma antiga pedreira esculpidos em sua paisagem, ladeados por falésias imponentes que se projetam dramaticamente sobre o Oceano Atlântico.
A comissão organizadora do concurso buscou propostas que enfatizassem, respeitassem e celebrassem o local, ao mesmo tempo em que proporcionassem aos/às visitantes uma experiência única de transição entre espaços fechados e abertos.
Projetado pelo arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker 2006, Paulo Mendes da Rocha, o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), concluído em 1995, no bairro Jardim Europa, em São Paulo, é uma das obras mais emblemáticas da Arquitetura Contemporânea Paulistana.
Para empresas de tecnologia, imagem é tudo. Seja o iPhone mais novo, a mais recente interface do Slack ou a atualização do Uber, essas gigantes se esforçam diariamente para manter o usuário envolvido e para manter sua imagem jovem, atual e de vanguarda. Invariavelmente, essa necessidade de ser percebido transcende a tela digital e se manifesta na arquitetura dos escritórios onde essa inovação ocorre.
Em todo o mundo, de Dublin a Tel Aviv e Tóquio, os espaços de trabalho das maiores empresas de tecnologia do mundo estão redefinindo a forma como os escritórios são projetados, auxiliados por arquitetos de ponta como Foster + Partners, Snøhetta e Gehry Partners. Embora nosso artigo recente sobre soluções para home offices flexíveis reflita questões de funcionalidade e expressão individual, os 30 espaços de trabalho abaixo dedicam-se à colaboração e inspiração através de escalas, cores, formas e elementos inesperados.
A edícula, também conhecida em algumas regiões do Brasil como meia-água, é uma pequena edificação usualmente construída nos fundos de terrenos de casas para abrigar um dormitório extra na composição do programa doméstico. De modo geral, esse espaço apresenta, com algumas variações, além do quarto, um banheiro, dependências de serviço e, às vezes, coincide com o final da garagem. Historicamente as edículas eram utilizadas como dormitório de funcionários domésticos, apresentando, inclusive, entrada independente da casa.
A habitação para a população urbana de baixa renda ocupa o centro das preocupações de gestores e urbanistas brasileiros contemporâneos. Nas últimas décadas, ao apostar na construção de conjuntos habitacionais situados em regiões periféricas, desprovidas de infraestrutura de transporte e de saneamento, o Estado vem contribuindo para o agravamento do problema.
https://www.archdaily.com.br/pt/925107/criminalizado-no-brasil-movimento-sem-teto-do-centro-e-destaque-na-bienal-de-chicagoMarisa Moreira Salles e Tomas Alvim
O dia 20 de julho de 2019 marcou o 50º aniversário do pouso da Apollo 11 na Lua, que partiu da Terra em 16 de julho de 1969 e pousou em solo lunar quatro dias depois. Esse momento histórico tornou-se um marco para a humanidade e nos faz refletir até hoje sobre como os avanços tecnológicos tornam a vida fora da Terra cada vez mais viável.
Com o auxílio de impressoras 3D e de tecnologias de construção totalmente automatizadas e maduras, reunimos 15 projetos de arquitetura que provam que a vida na Lua e em outros planetas não está tão distante quanto imaginamos.