O arquiteto, acadêmico e educador Moshe Safdie (14 de julho de 1938) deixou sua primeira marca na arquitetura com sua tese de mestrado, propondo o emblemático Habitat 67 aos 25 anos de idade. Atraindo a atenção do público, Safdie usou seu icônico primeiro projeto para criar uma reputação como prolífico criador de edifícios culturais, traduzindo seu radicalismo em um estilo dramático e sensível que se tornou cada vez mais popular em todo o mundo. Com cada vez mais projetos na Ásia e no Oriente Médio, o foco de Safdie em uma arquitetura que integra uma linguagem modernista com espaços verdes deu origem a edifícios comprometidos com o público e com o ambiente onde se inserem.
O estádio Antakya Atatürk de Hatay, na Turquia, foi originalmente construído em 1950, mas foi fechado recentemente devido à sua incapacidade de atender à crescente demanda. Em um novo projeto público intitulado Green Wings, a ONZ Architects pretende transformar esse antigo atrator urbano em um parque e polo cultural.
https://www.archdaily.com.br/pt/920696/onz-transforma-estadio-abandonado-em-um-parque-urbano-e-polo-cultural-na-turquiaLilly Cao
O Olson Kundig é um dos escritórios de arquitetura mais emblemáticos de Seattle, com um foco em criatividade, experimentação e rigor artesanal que lhe permitiu expandir-se em escala global ao longo das últimas décadas. Esse crescimento exigiu melhorias e reformas no escritório ao longo dos anos, sendo a mais recente delas realizada em 2018. Conforme abordado em um artigo recente da Metropolis Magazine, essa expansão de 2018 refletiu valores fundamentais de colaboração e flexibilidade, expressos por meio da linguagem visual e cinética singular do escritório.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071084/inovadora-reforma-e-expansao-de-escritorio-da-olson-kundigLilly Cao
Embora os pequenos projetos residenciais tendam a ser limitados em sua capacidade espacial, as possibilidades de projeto continuam infinitas, especialmente quando o terreno é a maior fonte de inspiração.
Para a casa de veraneio de uma pequena família, o escritório de arquitetura Wafai Architects, com sede em Turim, propôs uma vila de luxo com design singular e vista para o pitoresco lago Türlersee, na Suíça.
Publicado originalmente na Revista Metrópolis como "Dentro das residências e dos espaços de trabalho de 8 Grandes Arquitetos" este artigo mostra os espaços ocupados por alguns dos arquitetos mais conhecidos do mundo. Documentado para uma exposição que será apresentada em na Semana de Design de Milão 2014, as imagens dão um vislumbre de dentro dos mundos privados de alguns dos nossos arquitetos favoritos.
A curadora Francesca Molteni entrevistou cada um dos arquitetos em suas residências particulares e chegou a uma constatação: os arquitetos são, na verdade, muito organizados. Os escritórios estão todos impecavelmente organizados, os livros estão ordenadamente arrumados, estatuetas e objetos exibidos astutamente e tampos de mesa limpos. As fotografias a seguir são parte dos materiais da exposição, produzida com a ajuda com cenógrafo Davide Pizzigoni, que fielmente documentou os entornos físicos em imagens, vídeo e áudio. Eles serão utilizados para recriar os "cômodos" dos arquitetos na Salone del Mobile em abril.
Onde Vivem os Arquitetos não se limita em satisfazer nossa curiosidade sobre com são os lares desses arquitetos. A frase de Richard Rogers: "um quarto é o começo de uma cidade" ressoa com a intenção do projeto em articular seus gostos e obsessões particulares e a forma como eles refletem nas suas obras arquitetônicas.
Continue lendo para ver mais imagens do interior dos lares e estúdios desses arquitetos.
A resiliência parece ser um tópico de muita discussão nos círculos do urbanismo hoje em dia. No entanto, há um pequeno problema: não podemos chegar a um acordo sobre o significado de resiliência.
Duas definições parecem existir. A primeira, enraizada na ciência dos materiais. A segunda, na ecologia.
Orbis Façade / ARM (Ashton Raggatt McDougall). Image Courtesy of Shapeshell
Criado inicialmente para fins aeroespaciais, os materiais baseados em tecnologia avançada de termofixos reforçados com fibras estão sendo cada vez mais considerados não apenas para fabricar elementos específicos de construção, mas também para mudar a forma como os edifícios são concebidos, projetados e construídos. Apesar de serem incrivelmente resistentes - quase seis vezes mais fortes que o aço - os materiais reforçados com fibras são leves e fáceis de manusear, permitindo a criação de projetos arquitetônicos complexos, mas eficientes.
Conversamos com especialistas da ShapeShift, os criadores do produto ShapeShell, para aprofundar nossa compreensão dessa tecnologia e aprender mais sobre como podemos aproveitar suas possibilidades em nossos futuros projetos.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office, que convida arquitetos/as consagrados/as a compartilharem suas perspectivas sobre o mundo da arquitetura em constante evolução. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os/as entrevistados/as discutem suas reflexões e experiências sobre a arquitetura sob cada uma dessas perspectivas. O primeiro episódio do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, e o Episódio II é composto por entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo da série é investigar esses escritórios de sucesso e buscar compreender seus métodos e abordagens. Com a expectativa de traçar um panorama mais claro sobre o que significa ser arquiteto/a no século XXI, os vídeos também servem de inspiração para a próxima geração de novos/as profissionais e estudantes ao ingressarem na área.
Dando sequência à série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit sobre o estudo da habitação social na América Latina, nesta ocasião os autores questionam as alternativas econômicas para enfrentar os custos de construção.
https://www.archdaily.com.br/pt/920701/estrategias-de-financiamento-de-pequena-escala-para-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
À medida que as profissões de arquitetura e design de interiores avançaram ao longo dos séculos, suas ferramentas também evoluíram, do desenho em pergaminho na Idade Média ao desenho técnico em papel vegetal com grafite no século XX. Hoje, ferramentas como o Revit e inúmeros programas de modelagem 3D permitem aos/às usuários/as criar a imagem de um projeto mais rapidamente do que nunca; em alguns casos, os programas chegam a gerar elevações e detalhes. Imagens digitais de materiais de acabamento e bibliotecas de blocos 3D de mobiliário e metais nos permitem criar um projeto inteiro sem qualquer interação tátil com as peças ou acabamentos especificados. No entanto, essas ferramentas — e a gratificação instantânea que oferecem — levantam questões críticas: será que arquitetos/as e designers de interiores estão perdendo o aspecto físico do projeto? Nossa relação com as qualidades físicas do design teria se diluído pelo fato de não precisarmos mais desenhar uma cadeira ou uma banheira, podendo simplesmente baixá-las, perdendo assim a intimidade de elaborar os próprios detalhes?
Federico Babinadivulgou sua mais recente série de desenhos. “Abstructure: embriões arquitetônicos” procura questionar o uso da arquitetura na criação do desenho, em vez do uso do desenho na criação de arquitetura.
Através de suas composições, Babina propõe uma conexão ideal entre a arquitetura como forma de representação e a representação utilizada nos desenhos. Volumes arquitetônicos são fragmentados para alcançar uma representação “abstrata”, sem perder sua essência.
Dos hashis aos templos religiosos, frequentemente associado à cultura e, mais especificamente, à arquitetura produzida nos países asiáticos, o bambu é um material muito versátil, com grande desempenho ecológico, seguro e resistente. Graças a seu rápido crescimento, é um material relativamente barato em relação a outras técnicas construtivas e tem seus exemplos de uso mais notável em projetos que se valem de sua materialidade, cor e ritmo.
Construção do estádio Al Wakrah. Image Cortesia de Supreme Committee for Delivery and Legacy’
O ano é 2010. O Catar como o primeiro país árabe a sediar o Mundial da FIFA em 2022 já inicia intensamente os preparativos para receber dali a 12 anos o tão esperado e custoso evento. São postos em marcha extensos esforços de construção e reconstrução não só de equipamentos diretamente ligados às demandas feitas pela FIFA, mas também e de forma mais ampla, sistemas infraestruturais urbanos das principais cidades do país.
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Image Courtesy of TuDelft and the Spong3d project
O termo “resiliência” tem sido utilizado para os mais distintos assuntos. Sua definição científica é a capacidade de uma substância ou objeto retornar à forma depois de sofrer algum trauma. Ou seja, é bem diferente da resistência, pois trata-se da capacidade de adaptação e recuperação. Na ecologia, a resiliência trata da capacidade de um ecossistema em responder a uma perturbação ou a distúrbios, resistindo a danos e recuperando-se rapidamente. Já na arquitetura, desenhar algo tendo a resiliência em mente pode levar a diversas abordagens. Um projeto resiliente é sempre localmente específico. Prever os possíveis cenários típicos de uso da edificação e mesmo as situações de desastre que poderiam desafiar a integridade do projeto e dos ocupantes é um importante ponto de partida. Além disso, podemos abordar sobre as estruturas e materiais adaptáveis que podem “aprender” de seus ambientes e se reinventar continuamente. Se pensamos em programas e robôs com logaritmos que aprendem com o contexto, porque não podemos usar o mesmo raciocínio em nossas construções?
Selecionamos 10 materiais e soluções adaptativas que trabalham no conceito da Resiliência na Arquitetura e Construção. A pergunta que fica é se essas soluções algumas dia terão uma aplicação massiva ou serão apenas inovações pontuais.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily colabora com a curadoria da seção "Olhos da Cidade" da Bienal para estimular o debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial de “Olhos da Cidade”, elaborado por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119180/de-quem-sao-os-olhos-da-rua-liu-jian-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Jian Liu
Com exibição programada para o festival ADFF:NOLA, o documentário Frank Gehry: Building Justice mostra como ateliês de estudantes de arquitetura liderados por Gehry desenvolveram propostas para prisões mais humanas.
Graças a iniciativas como o Art for Justice Fund, a Open Society Foundations e uma série de reportagens investigativas profundas, o sistema de justiça criminal norte-americano tem enfrentado forte escrutínio e pressão por reformas. Algumas dessas mudanças têm sido bastante proeminentes — como a crescente descriminalização da maconha e importantes projetos de lei federais em andamento — e encontram oposição no forte lobby das corporações de prisões privadas. No entanto, apesar da profundidade e do alcance da reforma da justiça criminal, um elemento crucial continua sendo amplamente negligenciado: o projeto dos estabelecimentos prisionais.
O escritório de arquitetura SAGA Space, em colaboração com a D-MARS, construiu um laboratório de habitação em Marte no Deserto de Negev, em Israel, simulando as condições de vida em espaços limitados na superfície peculiar do planeta. Esta estrutura experimental complementa o habitat analógico de Marte original da D-MARS, integrando um experimento de maior escala. O espaço habitacional servirá de protótipo para um plano de longo prazo projetado para 2020.
Após a Segunda Guerra Mundial, o brutalismo se espalhou pela Europa, redefinindo a arquitetura moderna e estabelecendo um novo estilo para moradias populares e edifícios comunitários. Embora a maior parte da atenção tenha se detido em monumentos nas principais cidades, os subúrbios europeus também abrigam muitos edifícios brutalistas excepcionais.
Para apresentar a arquitetura brutalista "despercebida" da Europa Central e Oriental, a editora Zupagrafika registrou e reuniu mais de 100 fotografias em um livro intitulado Eastern Blocks, convidando os leitores a explorar conjuntos habitacionais brutalistas em Moscou, Berlim Oriental, Varsóvia, Budapeste, Kiev e São Petersburgo.
A acessibilidade universal na arquitetura refere-se à capacidade de todas as pessoas acessarem e habitarem um espaço, independentemente de suas capacidades cognitivas e físicas, tratando-se de um tema que não pode ser negligenciado. Embora pequenas modificações possam fazer a diferença, o ideal é que os espaços sejam pensados desde o início de acordo com as diretrizes do desenho universal.
No caso das cozinhas, surgiram diversas novas tecnologias que aumentam o conforto e a eficiência dos nossos espaços cotidianos. Com isso, multiplicam-se suas funções e viabiliza-se um melhor aproveitamento da superfície disponível. A seguir, apresentamos as últimas inovações da Häfele.
Profissionais de gerenciamento de projetos continuam sendo a força motriz por trás dessa mudança e têm grande demanda em todo o mundo. O PMI também apontou a necessidade de 97,7 milhões de profissionais da área de projetos globalmente até 2027. Sem talentos qualificados nessas posições, empresas do mundo todo podem perder bilhões de dólares.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071249/de-arquiteto-a-a-gerente-de-projetos-dando-o-saltoSponsored Post
Aproveitando da oportunidade de participar da 9a Semana de Arquitetura e Urbanismo do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), nós do Arquicast gravamos o programa da quinzena a partir do tema que deu nome ao evento: Escalas e Lugares. Ocorrida em maio, a semana foi organizada pelos alunos do curso e contou com uma série de palestras e atividades, dentre as quais este programa especial, abordando algumas relações sobre a importância da escala e do lugar no processo de ensino e de prática de projeto, em suas diferentes dimensões. O convidado foi o arquiteto e professor Frederico Halfeld que compartilhou com a gente um pouco da sua experiência como docente, além de outras percepções sobre o tema.
O Chile é um paísacostumado tanto com desastres naturais quanto com processos de reconstrução. No entanto, a frequência desses ciclos tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com o Ministério do Interior, 43% de todos os desastres naturais registrados no Chile desde 1960 ocorreram entre 2014 e 2017.Inclusive o governo já está envolvido em vários processos de reconstrução em todo o país.
A série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit sobre o estudo da habitação social na América Latina continua, e nesta ocasião os autores questionam as escolhas dos materiais construtivos mais frequentemente empregados.
https://www.archdaily.com.br/pt/920498/a-necessidade-de-materiais-adaptaveis-na-habitacao-social-latino-americanaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
A cena é comum. Você está em um restaurante e parece ouvir mais a conversa da outra mesa do que da pessoa que está ao seu lado. Para tentar resolver isso, todos começam a falar mais alto, tornando o ambiente caótico. Ou, quando vendo um filme e precisa aumentar o som para entender alguma coisa, faz seu vizinho perder o sono. Absorção, reflexão, reverberação, frequência, decibéis, etc. Ainda que a acústica seja uma ciência complexa e possa tornar edifícios quase inabitáveis quando mal pensada, nem sempre os arquitetos possuem os recursos teóricos e a preocupação necessária para desenvolver espaços confortáveis acusticamente.