A nova arquitetura bielorrussa é um reflexo da complexidade histórico-cultural de um país com um passado tão árduo quando diverso. Antiga República Socialista Soviética, a Bielorrússia é um país marcado por uma forte heterogeneidade cultural, especificidades que refletem a pluralidade de seus seis voblasts, ou províncias, e que finalmente caracterizam o ambiente construído diverso deste país. Desde a declaração de soberania do Estado Bielorrússo em 1990, as principais cidades do país passaram a receber um contingente populacional vindo do campo à um ritmo sem precedentes, e atualmente, as dez maiores cidades do país abrigam praticamente dois terços da população bielorrussa.
A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança.
Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas.
Seja por uma necessidade de adaptação ao terreno ou qualquer outro fator que leve à verticalização de um edifício, a presença de diferentes níveis requer soluções que os conectem. As escadas cumprem a função de interligar os diferentes pavimentos e desenvolver os fluxos de uma edificação por meio de uma grande variedade de conformações, desenhos e materiais. Quando são feitas de madeira, as diferentes espécies proporcionam ainda uma abundância de cores e texturas que contribuem para dar um aspecto singular a este componente em cada projeto.
De Wuhan a Nova Iorque, o epicentro do coronavírus está se deslocando para o ocidente e deixando um número impressionante de vítimas fatais. Lemos sobre relatórios alarmantes, notícias contraditórias e lembramos todos os dias que vivemos em tempos sem precedentes e difíceis. Uma boa notícia, no entanto: as emissões nas cidades estão diminuindo e a natureza segue seu curso regenerativo. Mas quanto tempo isso vai durar?
O bambu é um material construtivo utilizado desde a antiguidade em diversas edificações que demonstram sua superioridade frente a materiais inovadores como o plástico e o aço, graças a inúmeras qualidades — sem esquecer o incomparável fator estético que o consagrou como uma das principais tendências arquitetônicas da atualidade.
Como já destacamos em diversas publicações e projetos relacionados ao bambu, somos testemunhas de suas qualidades estruturais e sustentáveis, que comprovam que este material pode ser até três vezes mais resistente que o aço e crescer 1,22 m em apenas um dia.
Funcionalidade, boa ventilação, iluminação confortável e acesso a vistas externas são algumas das importantes características necessárias para o conforto humano em um espaço habitado ou ocupado. No entanto, esses elementos estão se tornando cada vez mais difíceis com habitações e construções urbanas menores. Arquitetos e indivíduos, portanto, recorrem a soluções de design para criar configurações mais agradáveis e personalizadas.
Uma solução para abrir e ampliar espaços é reduzir a quantidade de divisórias ou paredes sólidas e substituí-las por meios alternativos de separação espacial.
A arquitetura moderna nos ensinou um conjunto de lições que são apropriadas até os dias de hoje. Por esse viés, um dos cânones empregados neste movimento foi o uso de extensos panos de vidro sobre as fachadas, como elemento diluidor dos limites visuais entre interior e exterior. Assim, o que anteriormente baseava-se no mistério e resguardo, deu lugar a verdadeiros cubos envidraçados que revelavam a vida interior, a exemplo do Pavilhão de Barcelona e Casa Farnsworth de Mies Van Der Rohe, e Casa de Vidro de Lina Bo Bardi. No entanto, na contemporaneidade, com o boom causado pelas redes sociais, o espírito do voyeurismo parece despertar o desejo em observar a vida do outro e a arquitetura parece reinterpretar essa prática através de singelos detalhes projetuais, utilizando a transparência como elemento fundamental.
O que é mais masculino: um estádio ou uma enfermaria? Hannah Rozenberg, arquiteta recém graduada no Royal College of Art (Londres), afirma ser o primeiro e apresenta um algoritmo para comprovar sua opinião.
Tallwood house – Canadá.” Crédito: Cortesia de naturallywood.com
O setor da construção civil é um dos que mais contribuem para a questão das mudanças climáticas, exaustão dos recursos naturais e geração de resíduos. Nessa ótica, é necessário que a forma de pensar as cidades, as edificações e seus diversos elementos sofra alterações. Para isso, é preciso que se mude a forma de pensamento linear para um modelo circular, em que se aumente a eficiência do uso de recursos e diminua a geração de resíduos e poluentes, tornando a cidade e suas construções mais inclusivas, socialmente mais justas e sustentáveis.
A pandemia do COVID-19 caracteriza-se pela abrangência territorial de seu contágio. Não se trata de uma epidemia restrita a um local específico. O contágio ocorre por meio de uma rápida proliferação que se aproveita do mundo urbanizado em que vivemos. O vírus espalha-se pelas aglomerações nos espaços públicos e nos equipamentos privados de serviços, pelos terminais e estações de transporte, pelos assentamentos precários sem saneamento e, em última instância, pelo intenso fluxo nacional e internacional de pessoas e mercadorias que ocorre na rede de cidades que caracteriza o mundo urbano. A rede de aeroportos foi a grande entrada do vírus pelo mundo. Mas, a rede de trabalhadores informais que percorre as ruas da cidade entregando mercadorias em meio à pandemia e que não deixa o comércio parar parece ser uma das faces mais frágeis desse risco. Mas, se a vida urbana facilitou o contágio, alguns padrões de urbanização também podem ajudar a combatê-lo.
Abordando o problema da saúde na África e outros países, o escritório MASS ajudou a definir estratégias de projeto para mitigar e reduzir questões médicas críticas. Com alguns projetos operacionais e outros em andamento, estas instalações ajudam a combater uma ampla gama de doenças.
Conhecida por ser um material versátil, resistente, barato e longevo, a pedra vem sendo há muito tempo utilizada em sistemas construtivos tradicionais de diversas partes do mundo. Sua praticidade, neutralidade e disponibilidade em determinadas regiões são fatores diretamente relacionados a tais características e que, combinados ao seu apelo estético, influenciam no uso deste material em projetos arquitetônicos contemporâneos.
Assim como os elementos arquitetônicos que compõe e conformam o espaço construído – piso, paredes e teto, os elementos vegetais também são capazes de conformar espaços livres em áreas de grande, média e pequena escala, de parques a jardins residenciais, atuando como estruturadores espaciais. Segundo Benedito Abbud, “O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano. Enquanto a arquitetura, a pintura, a escultura e as demais artes plásticas usam e abusam apenas da visão, o paisagismo envolve também o olfato, a audição, o paladar e o tato, o que proporciona uma rica vivência sensorial, ao somar as mais diversas e completas experiências perceptivas. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel”. [1]
De maneira prática, faremos alguns posts mostrando a conceituação e utilização dos componentes vegetais – árvores, arbustos, grama e forrações nos espaços livres. Neste artigo abordaremos os planos, maciços vegetais e a disposição de árvores.
A humanidade está enfrentando um novo desafio coletivo sem precedentes. O isolamento, impulsionado pela auto-quarentena, por um período desconhecido. É um experimento social sem resultado previsível, porém uma constante na equação é a arquitetura.
Com mais da metade da população mundial habitando em cidades ou áreas densamente povoadas, atualmente bilhões de pessoas residem em pequenos espaços, separadas uns dos outros por tijolos, concreto e aço. O experimento de habitação social dos anos 50 e 60 originou uma nova tipologia arquitetônica, composta pela construção social subjacente, impulsionada pelo capitalismo, que nos orientava a cuidar de nossos próprios negócios. De alguma forma, durante a era dos arranha-céus, a ideia de isolamento se transformou em um símbolo de status, já que coberturas particulares, acessadas por elevadores privativos, hoje flutuam sobre as ruas da cidade.
Traduzido por Chen Yidong O professor do MIT, Max Tegmark, escreve em seu livro Life 3.0: “Nós moldamos a era da inteligência artificial, por isso somos os guardiões do futuro.” A inteligência artificial tem sido uma caixa de Pandora repleta de oportunidades, podendo aumentar a segurança, a eficiência e a sustentabilidade das cidades, mas também ameaçando impactar o trabalho, a sociabilidade e a privacidade humana. A questão de como a inteligência artificial afetará o futuro das cidades também despertou o interesse de arquitetos/as e designers, tornando-se a pergunta central da Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen/Hong Kong de 2019 (UABB), a bienal de arquitetura mais visitada do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126163/6-visoes-sobre-como-a-inteligencia-artificial-transformara-o-projeto-de-arquiteturaNiall Patrick Walsh
Luanda, Angola. Imagem de mbrand85, via Shutterstock
Este artigo é um exercício de observação e análise das diferentes formas de ocupação e uso do solo em tecidos urbanos informais ou autoproduzidos nos arredores de Luanda, e sua relação com o centro urbano consolidado da capital angolana.
Casas estreitas nos canais de Amsterdã. Foto de Vlad Hilitanu, via Unsplash
A capacidade das legislações urbanas em alcançar resultados completamente diferentes daqueles previstos é notória. Como é de costume, as diversas experiências frustradas registradas em cidades pelo mundo não são suficientes para impedir que novas leis e regulações sejam postas em prática.
YAC - Young Architects Competitions e Dartagnans lançam o Tree House Module, um concurso de ideias que visa projetar e construir um sistema de casas na árvore situado entre os oníricos castelos franceses de Vibrac, Mothe Chandeniers e Ebaupinay. Um prêmio em dinheiro de € 15.000 (além da execução do projeto vencedor) será concedido aos vencedores selecionados por um júri de destaque, composto por Espen Surnevik, Matthew Johnson (DS+R), Giulio Rigoni (BIG), Tue Hesselberg Foged (Effekt Architects), Peter Pichler e Patrick Lüth (Snøhetta).
Como parte de um esforço da Faculdade de Arquitetura da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), a Livraria Carlos Obregón Santacilia disponibiliza gratuitamente algumas de suas publicações em formato digital. Esses textos abrangem publicações sobre temas como métodos de pesquisa, análise de processos administrativos relacionados ao campo da arquitetura, publicações teóricas, história da arquitetura em diferentes períodos e contextos, sistemas estruturais, eficiência energética, planejamento urbano, paisagem, patrimônio e reconstrução.
Vista aérea da cidade de São Paulo - SP. Foto de Sergio Souza, via Unsplash
As cidades podem ser consideradas os grandes centros econômicos, sociais, tecnológicos e culturais da humanidade, tendo em vista as suas diversas funções e importância em termos de qualidade de vida de seus cidadãos. De acordo com dados das Nações Unidas (2017), atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades ou centros urbanizados e se espera que até 2050 esse número cresça para cerca de 70%. Ainda, no final de 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem alcançados por todos os países até 2030. Dada a importância das cidades, o ODS11 “Cidades e Comunidades Sustentáveis, é dedicado a esta agenda e busca essencialmente que as cidades e os assentamentos humanos procurem formas de serem inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
https://www.archdaily.com.br/pt/936764/como-tornar-as-cidades-mais-inteligentes-diante-das-mudancas-climaticas-e-pandemiasLucas Rosse Caldas, Andrea Santos e Luan Santos
Imagem cortesia de Instituto a Cidade Precisa de Você
Confinados, alguns em mais metros quadrados do que outros. Me lembrei do filme Medianeras, aquele argentino onde a protagonista discorre sobre a solidão urbana falando de apartamentos “mono-ambientes” ou caixas de sapatos, mas também de encontros virtuais. Aquela realidade cinematográfica de 2011 é ainda mais real nesse momento, onde começamos a planejar happy-hours virtuais.
Os megadados, também chamados de dados massivos, dados em grande escala ou simplesmente big data (terminologia usualmente utilizada em espanhol ou inglês) é um termo que faz referência aos conjuntos de dados que, por sua dimensão e complexidade, requerem aplicativos informáticos para seu processamento. Em relação ao urbanismo, a copilação e gestão de dados, junto ao desenvolvimento de novas plataformas e conjuntos de ferramentas para sua interpretação, deu início a uma nova era no que diz respeito à análise da forma urbana, habilitando novos recursos para compreender, avaliar, supervisionar e gestionar a morfologia e a evolução das cidades.
Em meio a um período de restrições e isolamento, não é apenas o aspecto social que fica submetido ao distanciamento. O hábito de visitar museus e exposições também teve de ser interrompido na vida dos brasileiros e, apesar da experiência física frente às obras sempre representar uma oportunidade inesgotável de apreensão do impacto da imagem, a possibilidade de conhecer mostras e edifícios de museus online representa uma forma de manter preenchido este espaço no cotidiano de todos. As visitas online também são interessantes por viabilizarem o acesso à arte e à cultura de forma mais ampla e facilitada, e podem ser um estímulo àqueles que não têm por hábito na vida este tipo de atividade, para que um possível interesse se desperte e, passado o período de fechamentos, fomente a participação ativa no circuito museológico e artístico disponível nas cidades.
The Midnight Charette é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos/as profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais. Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para designers, enquanto outros apresentam revisões de projetos, entrevistas ou explorações sobre a vida cotidiana e o design. O The Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina respondem a perguntas de ouvintes sobre como encontrar um emprego quando se é muito mais velho/a que os/as colegas de turma, formar-se na faculdade sem experiência profissional, deixar a arquitetura ao final de um programa de mestrado, prestar o CSE e transferir-se de instituição de ensino por causa do IPAL. Se você tiver alguma dúvida, ligue ou envie uma mensagem de texto para o canal de atendimento no número 213-222-6950.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126158/sobre-encontrar-motivacao-para-continuar-exercendo-a-arquitetura-e-a-relevancia-da-idade-na-contratacaoThe Second Studio Podcast