Arquitetura e Urbanismo é um dos mercados que mais evolui de acordo com os novos desenvolvimentos tecnológicos. É assim com o maquinário pesado usado na construção, com os materiais de obra e também com as ferramentas de projeto. Hoje, essa evolução está relacionada à tecnologia BIM.
Essa é a sigla para Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção. Trata-se de um método de trabalho que reúne, por meio de ferramentas digitais, todas as informações que dizem respeito à construção de um edifício.
Os artefatos encontrados no espaço público na maioria das cidades latino-americanas — onde são permitidos — variam em suas funcionalidades e usos, abrangendo desde estruturas para o comércio ambulante e palcos até dispositivos para a coleta de resíduos descartados que ganharão uma nova vida pelas mãos de outrem.
Ruta 4 Taller junto com o Coonvite criaram esta iniciativa em formato de oficina para refletir sobre os artefatos artesanais, ou cacharros (engenhocas), implantados no espaço público para abrir espaço a novas situações de encontro por meio da trans-arquitetura.
Placas por toda a cidade, nos trens e metrôs. As palavras "Souto Moura" dispensam maiores explicações em uma cidade com dois arquitetos reconhecidos mundialmente. É a noite de abertura de sua Exposição “Souto de Moura: Memória, Projectos, Obras”, na Casa da Arquitectura, dia 18 de outubro de 2019, e ali estão os dois maiores expoentes da chamada Escola do Porto, lado a lado. Álvaro Siza, junto a outros convidados de honra, percorre todos os quarenta projetos da exposição ouvindo as explicações sintéticas, humildes e quase simplórias de Eduardo Souto de Moura sobre cada um deles. São os dois prêmios Pritzker portugueses, que por acaso também moram e trabalham nos mesmos edifícios, além de já terem trabalhado juntos em alguns projetos. Eduardo não esconde o orgulho da presença de Siza em sua exposição individual. Assim como não se omite ao reconhecer a influência do mestre na a sua carreira. Mas a arquitetura de Souto de Moura é única, tem vida própria. E todos ali sabem disso.
Cidades passam constantemente por mudanças que acabam deixando muitos espaços do tecido urbano esquecidos ou sem uso. Edifícios históricos são reformados e, através de reuso adaptativo, exploram novas possibilidades, mas o que acontece com o espaço público? Pequenas intervenções com recursos singelos e soluções inovadoras são a maneira perfeita de recuperar esses becos, praças e vias negligenciadas, e incorporá-los novamente às cidades.
Situado em uma localização privilegiada na cidade de Taipé, o valioso e amplo espaço aberto do Laboratório de Cultura Contemporânea de Taiwan (C-LAB) possui grande relevância histórica, tendo abrigado o Instituto de Pesquisa Industrial do Gabinete do Governador-Geral de Taiwan e também o Quartel-General do Comando da Força Aérea, subordinado ao Ministério da Defesa Nacional. Desde que o Ministério da Cultura assumiu suas operações em 2018, o C-LAB transformou-se em um espaço de experimentação artística e cultural. Nele, são iniciadas diversas ações e eventos participativos, além de serem projetadas reflexões e imaginações sobre o espaço urbano contemporâneo e o estilo de vida atual.
A fachada é o elemento que oferece a primeira impressão de uma obra de arquitetura, adquirindo muitas vezes um caráter icônico e reconhecível que passa a fazer parte do imaginário coletivo.
Frequentemente as vemos em fotografias e arte como, por exemplo, no trabalho de Andreas Gursky, ou como parte do cenário de filmes - impossível esquecer a fachada simétrica do Grande Hotel Budapeste, do diretor Wes Anderson - ou mesmo em videoclipes ou capas de álbuns, como o famoso "Physical Grafitti" do Led Zeppelin.
Uma onda de prestadores de serviços e clínicas vem utilizando uma identidade de marca atraente e design de interiores para atrair pacientes frustrados com as instituições médicas tradicionais. Mas será que a crescente mercantilização da saúde é a resposta?
Alguns anos atrás, contratei o plano de saúde Oscar. Cofundado em 2012 por Joshua Kushner e com sede em Nova York, era o plano de saúde que a maioria dos meus colegas freelancers usava. Além disso, para quem morava no Brooklyn, como eu na época, era muito fácil visitar o Oscar Center, um espaço de cuidados primários em um loft de galpão que também abrigava escritórios de revistas literárias. Fui fazer um check-up, sentindo-me um pouco tenso, como ocorre em qualquer consulta médica, mas me surpreendi ao abrir a porta e me deparar com um consultório amplo, minimalista, com piso de madeira, cores primárias, divisórias de vidro e espadas-de-são-jorge. Havia até uma sala de ioga decorada com o adesivo de parede “Let the Healing Begin” (Que comece a cura).
Você provavelmente já deve ter ouvido falar em renderização em tempo real para visualização de arquitetura e como ela está mudando a maneira como os projetos são apresentados. Com a renderização em tempo real, é possível editar o projeto e ver as alterações atualizadas instantaneamente, com alta qualidade, além de produzir animações e panoramas em minutos, em vez de dias. A renderização em tempo real também abre as portas para experiências imersivas, como vídeos em 360° e realidade virtual.
Parte importante da educação das crianças acontece no playground, e não na sala de aula. Apesar disso, muitas vezes encontramos parquinhos vazios.
Devido à sua importância e significado, muitas escolas e instituições de ensino quebraram paradigmas tradicionais e optaram por explorar novas possibilidades. Selecionamos, a seguir, alguns exemplos inovadores que, através do uso de equipamentos especialmente projetados, cores vibrantes e uma variedade de texturas, permitem que as áreas de lazer promovam intercâmbio, aprendizado e descoberta.
A história a seguir se passa durante a vigésima sétima edição do Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura em Ciudad del Este, Paraguai, onde cerca de 800 estudantes da América Latina participaram de um cenário de mobilização coletiva, integração e aprendizado. Entre diversas atividades, estava a construção de duas estruturas de madeira em dois locais específicos: o "Pavilhão do Lago", no pátio dos fundos da escola Virgen de Fátima — separada de uma escola particular por um córrego poluído — e "A Nuvem", em uma praça pública sem manutenção no Bairro Don Bosco, na periferia da cidade.
O laureado com o Prêmio Pritzker Tadao Ando afirma que, se existe uma busca constante em sua obra, esta é pela luz. A maestria com que o arquiteto manipula a iluminação permite que os/as visitantes experimentem transformações sutis ao longo de seu percurso. Em alguns momentos, as paredes aguardam serenamente o instante de revelar reflexos; em outros, a luz refletida pela água projeta-se sobre as superfícies da edificação, conferindo-lhes vida. Ao fundir o vocabulário da arquitetura tradicional japonesa com o modernismo, Ando deu uma contribuição fundamental ao regionalismo crítico. Suas obras respeitam o contexto de cada terreno, vinculando o conceito de identidade local ao espaço, aos materiais e à luz, o que se evidencia em projetos como a Igreja da Luz, a Casa Koshino e o Templo da Água Hompukuji. A luz difusa que atravessa as divisórias de papel shoji no Japão encontra uma interpretação muito distinta em outras culturas — como, por exemplo, no feixe de sol que despenca do óculo na cúpula do antigo Panteão de Roma. A rica imaginação de Ando resulta em sequências espaciais de luz e sombra, claramente expressas em seu projeto para a Fundação de Arte Contemporânea Pinault.
Em comemoração ao feriado de Ação de Graças, celebrado em alguns países do hemisfério norte no dia 28 de novembro, o escritório Hou de Sousaprojetou Ziggy, uma instalação composta por arcadas coloridas que ocupará as ruas de Nova Iorque.
Como parte da série de exposições concebidas para o Aberto Mexicano de Desenho de 2019, o escritório de arquitetura mexicano Dellekamp + Schleich apresenta uma instalação chamada Dicotomías del Poder, uma intervenção no espaço do histórico Museu Numismático Nacional da Cidade do México, a qual estará aberta à visitação entre os dias 9 outubro até 17 de novembro, de terça à domingo das 10:00 às 16:00 horas.
Se pararmos para pensar, desenvolver Singapura — uma das metrópoles mais densas do mundo — é como jogar Tetris; por mais compacto e adensado que o espaço seja, os/as arquitetos/as sempre precisam criar mais espaço. No entanto, esse ato de "empilhamento estrutural" frequentemente resulta em composições arquitetônicas únicas.
Corridor Diversity, do fotógrafo e artista visual singapurense Kevin Siyuan, é um curta-metragem de montagem composto por corredores de apartamentos e fachadas de edifícios residenciais da HDB (Housing & Development Board), que serve como sequência de seu primeiro livro de fotografia. O filme revela o design dinâmico e as formas arquitetônicas do denso ambiente construído de Singapura.
Ruínas do Fórum Romano. Foto: hl_1001 no Visual Hunt / CC BY-NC
Metrópole é uma palavra derivada do grego metropolis, união de meter (mãe ou ventre) e polis (cidade). Assim, a metrópole é a cidade mãe, a mais importante dentro de um contexto em que várias cidades estão interligadas, de forma que uma depende da outra para exercer as suas atividades de forma plena. Na maioria dos casos, temos conurbações entre vários aglomerados urbanos nas metrópoles.
https://www.archdaily.com.br/pt/926381/o-que-a-roma-antiga-tem-para-ensinar-as-metropoles-brasileirasPaulo Sa Vale
Encaixar uma rampa pode ser um pesadelo na hora do projeto. Mas só quem já precisou subir uma rampa inclinada de cadeira de rodas ou empurrar alguém, sentiu na pele que um bom projeto faz toda a diferença nessa hora. A NBR 9050, de 2015, estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados em projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.
Um Homem com uma Câmera (Dziga Vertov, URSS, 1929)
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Às vésperas da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (Urban Interactions), o ArchDaily trabalha em conjunto com a equipe curatorial da seção "Olhos da Cidade" (Eyes of the City) da Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler a declaração curatorial da seção "Olhos da Cidade", escrita por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
Desde que os irmãos Lumière apontaram sua câmera para a Place des Cordeliers em Lyon, em 1895, o cinema molda nosso imaginário urbano coletivo. Ao longo de 125 anos, o cinema tem registrado incansavelmente a vida e a morte não apenas de grandes cidades americanas, mas de todas as grandes – e não tão grandes – cidades do mundo. Cineastas observaram, expressaram, caracterizaram, interpretaram e retrataram centenas de milhares de ruas urbanas. Ao mapear a evolução das cidades desde o século XX até os dias atuais, os filmes são, por excelência, os Olhos sobre e da Cidade.
No âmbito do Abierto Mexicano de Diseño 2019 (AMD2019), a Jumbo, uma empresa internacional que se concentra no desenvolvimento de espaços e móveis urbanos, apresentou a lúdica escultura "Infinity", projetada por Ariel Rojo. O projeto parte do desejo de criar uma linha de elementos urbanos que estimule o senso de aventura e brinque com uma variedade de esculturas lúdicas respondendo, não apenas a uma responsabilidade estética com os usuários, a cidade, seus parques e playgrounds, mas que também aflore a originalidade existente na maneira como as crianças brincam e aprendem.
Nem todo cinza de São Paulo é triste. A cidade foi o caldeirão de uma das escolas mais importantes da arquitetura brasileira, a brutalista. Com nomes fortes como Lina Bo Bardi e Vilanova Artigas, o movimento buscou a poesia dura do concreto. Mas o maior expoente do brutalismo paulista acaba de entrar também para o seletíssimo grupo de um dos maiores arquitetos do mundo. Na semana passada, Paulo Mendes da Rocha recebeu a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects, honraria que receberam também Le Corbusier e Frank Lloyd Wright. Esse prêmio só vem a se somar a tantos outros como o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, o Praemium Imperiale japonês e o Prêmio Pritzker.
Os Maggie's Centres são uma rede de centros de cuidados intensivos para o tratamento de pessoas afetadas pelo câncer. Desde a inauguração de sua primeira sede, a instituição tem incumbido aos mais importantes e reconhecidos nomes da arquitetura contemporânea, a difícil tarefa de projetar espaços capazes de renovar as esperanças destas pessoas, ajudando-as a encontrar forças e manterem-se positivas na luta contra o câncer.
Desde a inauguração do primeiro Maggie's Center na cidade de Edimburgo, em 1996, importantes arquitetos se uniram a esta iniciativa, desenvolvendo projetos de arquitetura inovadores e que têm provocado uma mudança de atitude nas pessoas em tratamento contra o câncer e seus respectivos cuidadores, amigos e familiares.
Videos
Gerbert Rappaport. Diretor. Cena do filme Cherry Town (Cheryomushki) 1963.
Flying Panels – How Concrete Panels Changed the World é a nova exposição do ArkDes projetada pelo Note Design Studio e com curadoria de Pedro Ignacio Alonso e Hugo Palmarola — autores da exposição Monolith Controversies, vencedora do prêmio Leão de Prata na 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza em 2014.
A mostra reúne uma série de maquetes e materiais originais, como cartazes, pinturas e filmes, para refletir sobre como os painéis de concreto influenciaram a construção de uma nova sociedade.
Kate Wagner cresceu na zona rural da Carolina do Norte. Sua mãe não tinha ensino superior e trabalhou desde jovem no setor de frios de uma mercearia, passando depois para uma creche. Seu pai era funcionário público, tinha um emprego estável e direito à aposentadoria; sua passagem pelo exército lhe garantiu recursos e benefícios para conquistar um diploma universitário. Wagner descreve laços financeiros de sua família como tendo "um pé na classe trabalhadora e outro na classe média, sempre oscilando entre as duas". Segundo ela, seus pais eram apenas "americanos comuns".
Forêt Monumentale é uma exposição sustentável de arte e arquitetura que recebe obras e pavilhões site-specific temporários, concebidos para a região de floresta que cerca a cidade de Rouen, no norte da França.
Estação de metro em Berlin. Foto: Tuomo Lindfors on Visual Hunt / CC BY-NC-SA
Berlim é líder mundial em mobilidade urbana, de acordo com o estudo Mobility Futures, da empresa de dados e consultoria Kantar, que avaliou grandes cidades do mundo. A capital da Alemanha ficou no topo da mobilidade, e isso devido a diversos fatores, principalmente maior economia nas viagens, facilidade de acesso a uma ampla rede de infraestrutura de transporte público e de serviços de compartilhamento.