Open More Doors é uma seção do ArchDaily, em parceria com o MINI Clubman, que apresenta os bastidores dos escritórios de arquitetura mais inovadores do mundo por meio de entrevistas em vídeo instigantes e de uma galeria de fotos exclusiva do espaço de trabalho de cada estúdio.
Este mês, conversamos com o escritório de design Heatherwick Studio, sediado em Londres, para falar sobre sua prática multidisciplinar, seus escritórios e como sua abordagem colaborativa de projeto se traduz de seu próprio espaço de trabalho para sua equipe e seus projetos.
Seul é considerada uma das cidades mais densamente povoadas e com o mercado imobiliário mais caro do mundo, com o metro quadrado chegando a custar 80 mil dólares. Esse cenário urbano extremo força os/as arquitetos/as locais a refletirem sobre as problemáticas urbanas, as tradições e os contextos históricos ao projetarem, intervirem e construírem a cidade. Essa abordagem deu origem à “Condição Arquitetônica de Seul”, um arcabouço teórico publicado pelo laboratório multidisciplinar TCA Think Tank que reúne a perspectiva de 18 arquitetos/as coreanos/as inovadores/as. Nesta entrevista, Pier Alessio Rizzardi conversa com o excêntrico arquiteto Moon Hoon, que compartilha sua visão única sobre a arquitetura e explica de que maneira seu trabalho busca transportar as pessoas para uma nova dimensão. (Traduzido por Tian Shan Jiahui)
Gerbert Rappaport. Diretor. Imagem do filme Cherry Town (Cheryomushki), 1963.
“Flying Panels: How Concrete Panels Changed the World” (Painéis Voadores: Como os Painéis de Concreto Mudaram o Mundo) é a mais recente exposição do ArkDes, com expografia projetada pelo escritório sueco Note Design Studio. A curadoria é assinada conjuntamente por Pedro Ignacio Alonso e Hugo Palmarola, autores da exposição Monolith Controversies, premiada com o Leão de Prata na 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2014.
A mostra reúne um conjunto de maquetes e materiais — como cartazes, pinturas, filmes, brinquedos, desenhos animados e cenários de ópera — para refletir sobre como os painéis de concreto influenciaram a cultura e ajudaram a construir uma nova sociedade.
Até 2050, projeta-se que a população mundial ultrapasse os 10 bilhões de pessoas, tornando as cidades superpopulosas um dos desafios mais urgentes da atualidade. A análise de dados, o aprendizado de máquina, a evolução dos transportes e o rápido avanço de novas tecnologias sociais estão transformando progressivamente as necessidades das pessoas e das comunidades. Isso terá um impacto cada vez mais direto sobre a superpopulação e o nosso ambiente construído.
Após séculos utilizando a madeira para o desenvolvimento de carpintaria de janelas e portas, o racionalismo do século XX começou a adotar um novo material para esses fins: o aço. Impulsionado pela produção industrial e promovido por arquitetos como Adolf Loos, Mies van der Rohe e Le Corbusier, o aço evoluiu para gerar estruturas cada vez mais finas e resistentes. No entanto, materiais eficientes e de baixo custo, como alumínio e PVC, começaram gradualmente a substituir seu uso maciço, aumentando a dimensão dos marcos e removendo a "limpeza" de uma arquitetura que começou a integrar grandes painéis de vidro em suas fachadas. .
Atualmente, as novas tecnologias aprimoram seus processos de produção, desenvolvendo perfis mínimos de alta rigidez e precisão, que aproveitam ao máximo a transparência do vidro e oferecem novos recursos de conforto e segurança. Conversamos com os especialistas da empresa Jansen para aprofundar sua aplicação na arquitetura contemporânea.
Casa Diego Rivera e Frida Kahlo. Via: Wikimedia, licença CC BY-SA 3.0
Formas geométricas, paredes de concreto armado aparente, instalações elétricas à vista, grandes janelas que priorizam luz e ventilação naturais, jardins que prezam por plantas autóctones. As primeiras construções do arquiteto mexicano Juan O’Gorman, construídas entre 1929 e 1932, trazem uma estética que pode ser vista nos dias atuais, mas na realidade são a pura expressão de uma das correntes do movimento modernista do século 20, o funcionalismo.
Materiais, produtos e sistemas construtivos estão em constante evolução e seguem novas tecnologias, descobertas e tendências de mercado. No âmbito do nosso tópico de outubro, “Inovação”, nos perguntamos: que produtos ou materiais poderíamos usar para que nossos projetos façam contribuições relevantes para a maneira como estamos habitando nosso planeta?
Vá a qualquer cidade medieval européia e veja como as ruas eram antes do advento do carro: lindas, pequenas, estreitas, íntimas, em escala indiscutivelmente humana. Temos poucas cidades nos Estados Unidos onde é possível encontrar ruas como estas. Em sua grande maioria, o que se vê nas ruas são aquelas projetadas para os carros - de grande escala para alta velocidade. Em minha São Francisco natal, estamos tornando as ruas mais seguras para caminhar e pedalar aumentando as larguras das calçadas, transformando faixas de carros em ciclovias, diminuindo a velocidade dos carros. Estamos trabalhando com as ruas que temos; uma rua típica em São Francisco possui entre 18 a 24 m de largura, comparada a uma rua medieval de antes do carro que possui entre 3 e 6 metros de largura.
https://www.archdaily.com.br/pt/867519/4-dicas-importantes-para-projetar-ruas-para-as-pessoas-e-nao-apenas-para-os-carrosKristen Hall
O aumento da passagem do metrô de Santiago em 30 pesos (4 centavos) foi o início de uma agitação social no Chile que, após dias de evasões em massa e manifestações espontâneas, explodiu na sexta-feira, 18 de outubro. Naquele dia, o sistema Metro entrou em colapso, os protestos se multiplicaram e os saques e incêndios saíram fora de controle. Na mesma noite, o Estado de Exceção Constitucional declarado pelo presidente Sebastián Piñera encerrou uma sexta-feira obscura.
Existe algo de instigante na maneira em que o ar, matéria extremamente fugaz e invisível, pode modelar as mais variadas formas. Essa fascinação está presente no nosso imaginário desde que somos crianças, quando somos atraídos pela leveza, cores, ludicidade e variedade dos balões infláveis.
O domínio da arquitetura sempre esteve dividido entre o cosmos artístico e o racional. Durante nossos anos de estudo em arquitetura, raramente nos é oferecida uma metodologia específica com a qual podemos desenvolver um projeto, gerando diversos resultados e métodos diferentes. No entanto, para descobrirmos o método que melhor funciona para nós, precisamos entender o modo de pensar e projetar dos grandes pioneiros que influenciaram a arquitetura antes de nós.
Le Corbusier, Mies van der Rohe, Frank Lloyd Wright e Louis Kahn são quatro dos arquitetos mais influentes da história. A seguir, descubra o processo criativo desses quatro mestres da arquitetura moderna e por que seus projetos e métodos ainda seguem relevantes.
Organizado pela Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), Ordem dos Arquitectos (OA) e Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI), a 5ª Edição do PNAM'19 Prêmio Nacional de Arquitetura em Madeira, - responsável por premiar as melhores construções em madeira com carácter permanente, construídas no território continental português e ilhas, realizadas por arquitetos portugueses e concluídas entre 1 janeiro de 2017 e 31 dezembro 2018 -, acaba de anunciar suas obras finalistas.
O projeto de arquitetura de um espaço e o mobiliário escolhido para preenchê-lo podem trabalhar em conjunto para definir a função de um ambiente, estabelecer uma atmosfera específica e expressar uma identidade. Embora um/a arquiteto/a ou designer possa desejar móveis específicos para criar uma determinada estética no momento da conclusão do projeto, a versatilidade também é fundamental ao longo da vida útil de uma edificação. Além de as necessidades dos programas arquitetônicos e dos/as habitantes mudarem com o tempo, a administração de espaços comerciais e públicos frequentemente busca a capacidade de reagir às tendências estéticas e sociais para se manter atualizada.
“Past, Present, Future” (Passado, Presente, Futuro) é uma série de entrevistas em vídeo realizada pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as renomados/as a compartilharem suas perspectivas sobre o constante processo de transformação do campo da arquitetura. Cada entrevista divide-se em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo desse percurso, os/as entrevistados/as expõem suas ideias e experiências práticas a partir de suas próprias trajetórias. A primeira edição da série contou com a participação de 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reúne 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo do projeto é compreender a atuação de escritórios de destaque global, investigando suas metodologias e filosofias de projeto para alcançar uma compreensão mais clara sobre "o que significa ser arquiteto/a no século XXI". A série serve também de inspiração para a nova geração de arquitetos/as e estudantes que iniciam suas carreiras no setor.
Andrés Jaque é arquiteto, educador e escritor, tendo fundado o escritório internacional de arquitetura Office for Political Innovation (OFFPOLINN) em 2003. Com sedes em Nova York e Madri, o premiado escritório OFFPOLINN atua em projetos de diversas escalas e suportes, no design interdisciplinar, na pesquisa acadêmica e no ativismo ecológico crítico. Paralelamente à prática de projeto, Jaque atua como diretor do programa de Mestrado em Advanced Architectural Design na Graduate School of Architecture, Planning and Preservation da Universidade Columbia, além de ser professor visitante na Universidade de Princeton e na Cooper Union. O arquiteto é amplamente reconhecido por sua abordagem "transsecional" (transectional approach) do projeto, defendendo que "os projetos arquitetônicos são intervenções em uma série de relações complexas, nas quais as negociações entre diferentes agências podem envolver outras associações nelas contidas".
A seguir, assista aos vídeos e leia os principais trechos da entrevista com Andrés Jaque.
Nos últimos anos, as prioridades de mobilidade dos habitantes dos EUA apresentaram notórias mudanças, sobretudo entre os jovens. Se antes, a opção quase unânime de deslocamento era o automóvel, agora as opções incluem caminhadas, bicicletas ou o transporte coletivo, segundo apontam pesquisas recentes.
Planejado para ser construído em um dos pontos mais deslumbrantes de Alanya, na Turquia, o projeto Vertical Villa é uma complexa composição geométrica de vidro, concreto e paisagem, com vistas deslumbrantes para a verdejante cordilheira e a linha costeira distante.
A equipe de arquitetura desenvolveu o projeto a partir de uma análise da interação social e da atmosfera da cidade de Alanya. A equipe combinou diferentes unidades individuais e aplicou o sistema de telhados inclinados típico da arquitetura residencial da cidade.
“Past, Present, Future” é uma série de entrevistas criada pelo Itinerant Office que convida arquitetos/as de destaque a compartilharem suas visões sobre a constante evolução do setor da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo dessas seções, os/as entrevistados/as discutem suas ideias e experiências na arquitetura sob suas próprias perspectivas. A primeira edição da série apresentou 11 profissionais da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reuniu 13 de Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo do projeto é compreender a atuação de escritórios de destaque no setor, explorando suas filosofias e métodos de projeto para obter uma visão mais clara do que significa “ser arquiteto/a no século XXI”. A série serve também como fonte de inspiração para a nova geração de arquitetos/as e estudantes que ingressam na profissão.
“Past, Present, Future” é um projeto de entrevistas idealizado pela Itinerant Office, que convida arquitetos e arquitetas de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre as constantes transformações no campo da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três partes: passado, presente e futuro. Ao longo desses três vídeos, os/as entrevistados/as discutem diante das câmeras suas ideias e experiências no campo da arquitetura. A primeira edição do projeto contou com a participação de 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda apresenta entrevistas com 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Além da tecnologia, a política é um fator crucial na definição do espaço público, e a sua evolução está intimamente ligada ao exercício dos direitos garantidos pela Primeira Emenda constitucional nesses locais. (Nota do/a Tradutor/a: A Primeira Emenda proíbe o Congresso dos EUA de legislar contra a liberdade de religião, de expressão, de imprensa e de associação, tendo sido ratificada em 15 de dezembro de 1791 como parte da Carta de Direitos). Grandes espaços públicos funcionam como refúgios naturais. No entanto, a maioria das áreas que as pessoas consideram públicas — como aeroportos, por exemplo — pertence, na verdade, a corporações privadas ou foi concedida a elas. O verdadeiro valor social do espaço público se manifesta quando ele se torna uma extensão física dos direitos individuais no mundo real.
Sendo assim, o que deve constituir um espaço público?
Os espaços públicos são amplamente reconhecidos como o elemento-chave para a construção de um senso de comunidade. Um espaço público bem-sucedido vai muito além do mero plantio de árvores e da instalação de alguns bancos (para ilustrar, basta conferir a hashtag #PlacesIDontWantToSit). Acredito que a construção comunitária reside no fortalecimento das relações interpessoais, no compartilhamento de identidades fluidas e comuns, no fomento do engajamento e do pertencimento, e na capacidade de acolher novos membros com confiança. Espaços públicos exemplares exigem uma investigação profunda, que deve ser integrada às futuras práticas de projeto.
Como parte da agenda cultural do Jardín 17 - um espaço projetado por Luis Barragán como uma extensão da casa-estúdio e que há 20 anos recebe diferentes programas acadêmicos de todo o mundo - o arquiteto japonês Go Hasegawa projetou a instalação Flying Carpet (ou, Tapete Voador): um pavilhão suspenso em meio ao jardim de Barragán.
A nova edição da Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (XI BIAU) propõe um desafio diferente. Desta vez, às margens do tranquilo Rio Paraguai, o bairro Ricardo Brugada, conhecido como La Chacarita — um dos mais antigos no centro histórico de Assunção — é o principal protagonista.
Junto aos moradores e moradoras — que inclusive expuseram em suas próprias casas os projetos premiados da bienal — os/as curadores/as nacionais lideraram 13 grupos de trabalho para desenvolver propostas de melhoria e transformação de um setor negligenciado pela cidade, associado a problemas de criminalidade e desemprego. Algumas dessas propostas já foram colocadas em prática.
A Bauhaus, assim como diversos outros movimentos e disciplinas de design, exerceu forte influência sobre a arquitetura contemporânea. Há quem afirme que a escola é, de fato, um pilar da arquitetura e do design modernos, com sua racionalidade, simplicidade e eficiência. No entanto, por trás das superfícies polidas da Bauhaus, desenrolava-se uma vida de violência, ocultismo, sexualidade e farmacologia.
Em um artigo recente para a Metropolis Magazine, Beatriz Colomina, historiadora da arquitetura e professora da Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, explica como a Bauhaus era um “caldeirão de perversões”, suprimindo ideias e pedagogias transgressoras.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas desenvolvido pelo Itinerant Office, que convida arquitetos/as de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre o constante desenvolvimento do campo da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três vídeos temáticos: passado, presente e futuro. Em cada seção, os/as entrevistados/as discutem suas visões e trajetórias profissionais. A primeira edição do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, enquanto a segunda reúne entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, de Portugal, da França e da Bélgica.
O objetivo desta série de entrevistas é analisar essas práticas de sucesso e compreender suas metodologias. Os vídeos buscam traçar um panorama claro do que significa ser arquiteto/a no século XXI, servindo também de inspiração para a próxima geração de profissionais emergentes e estudantes da área.
João Luís Carrilho da Graça é um arquiteto e professor português, fundador do escritório Carrilho da Graça Arquitectos. Além de projetar obras premiadas, ele lecionou na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa e atuou como professor convidado na Universidade Autónoma de Lisboa e na Universidade de Évora, além de proferir palestras, seminários e conferências em diversas instituições pelo mundo. Sua atuação profissional concentra-se sobretudo em projetos públicos, desenvolvendo espaços singulares para a comunidade.
No último ano, foram construídos 6,9 bilhões de m² de espaços de escritórios (um aumento de 12% em relação ao ano anterior), de acordo com um estudo da Avison Young que analisa o mercado imobiliário corporativo na América do Norte, Europa e Ásia.