The Reifier / Heffrence H P Teow. Cortesia de Heffrence H P Teow
A modelagem 3D virtual está cada vez mais popular, no entanto, as maquetes feitas à mão estão longe de ser extintas. Talvez uma razão para isso é que, apesar do "3D" das "maquete 3D", exibir esses modelos em uma tela ou em uma impressão ainda oferece, efetivamente, uma experiência bidimensional. Naturalmente, um modelo físico você pode segurar em sua mão, examinar e compreender espacialmente de uma maneira que um modelo CAD não proporciona. Maquetes de estudos também podem ser usadas como um esboço 3D rápido e intuitivo para gerar algumas idéias.Seja para um cliente ou um professor, as maquetes são quase sempre necessárias, a fim de produzir uma compreensão completa da relação entre os espaços em seu projeto. Para aproveitar ao máximo essa ferramenta, veja algumas dicas a seguir:
Não depende só dos ônibus um sistema de transporte coletivo de qualidade: a qualidade também está diretamente associada a elementos adjacentes – como os pontos de ônibus. Em todas as cidades que fazem parte do Grupo de Benchmarking QualiÔnibus, esse foi o elemento apontado pela população como um dos fatores mais problemáticos. Mas o que as cidades podem fazer para melhorá-los?
https://www.archdaily.com.br/pt/928810/pontos-de-onibus-boa-impressao-ou-frustracao-no-transporte-coletivoMariana Müller Barcelos, Priscila Pacheco e Manon Masi
Em zonas com alta temperatura e incidência solar, os edifícios devem garantir conforto térmico de maneira adequada para aqueles que irão utilizá-lo. Nesse sentido, a aplicação de brises é uma solução eficaz nos projetos que contam com grandes superfícies de vidro, reduzindo assim as temperaturas geradas pela onda solar direta.
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Inundações na Praça de São Marcos, Veneza. Imagem via Shutterstock
Ao longo de novembro de 2019, Veneza foi inundada pelos piores alagamentos da cidade em meio século. Fotografias e vídeos se espalharam pelo mundo mostrando a icônica Praça de São Marcos debaixo d'água, com uma onda de 2 metros de altura, ameaçando gerar danos irreparáveis a locais históricos, como a Basílica de São Marcos. Enquanto a cidade luta contra o aumento dos níveis de água desde o século V, as recentes inundações, no contexto das mudanças climáticas, estimularam o debate sobre como as cidades costeiras são vulneráveis ao aumento do nível do mar e como os danos podem ser mitigados.
É indiscutível a capacidade de adaptação dos profissionais da arquitetura no Brasil. Confrontados, nos anos recentes, com crises de diversas espécies que vêm dificultando a realização de trabalhos e, talvez ainda pior, imersos em uma estrutura que sistematicamente desvaloriza a profissão, o profissional e o projeto, é de surpreender a ampla diversidade e alta qualidade da produção atual.
Nos últimos anos, o interesse por um movimento que remonta ao século passado voltou a crescer — uma vertente introduzida inicialmente entre as décadas de 1940 e 1950 por meio das obras de Le Corbusier e de Alison e Peter Smithson. Com estruturas monolíticas, formas modulares e volumetria imponente, o Brutalismo destaca a integridade arquitetônica. Este movimento caracteriza-se marcantemente por superfícies ásperas, brutas e puras que evidenciam a essência dos próprios materiais. Disseminado pelo mundo, profissionais da arquitetura adotaram e desenvolveram suas próprias visões desse movimento moderno, criando variações contextuais.
Em meio ao caos que atualmente assola a cidade de Beirute, voltamos nossa atenção para as joias brutalistas escondidas da capital libanesa. Com o objetivo de lançar luz sobre um movimento muitas vezes negligenciado e esquecido, o arquiteto Hadi Mroue criou uma série de imagens que destacam o brutalismo libanês e sua evolução como parte fundamental do patrimônio moderno do país.
O estúdio de arquitetura e design Hello Wood desenvolveu uma linha de mobiliário de exterior "inteligente" para institutos educacionais e espaços públicos. As duas peças de mobiliário, Fluid Cube e City Snake, reintroduzem estruturas públicas modulares de maneira contemporânea e sustentável.
Em exercício recente, nós debruçamos sobre as principais narrativas em torno da desigualdade brasileira para uma formação interna do Instituto Pólis. Não foi exatamente uma surpresa identificarmos a predominância da renda no centro do debate, seja em veículos de mídia ou em estudos acadêmicos. Nosso objetivo com esse estudo era compreender como o Direito à Cidade [1] pode contribuir nas leituras das desigualdades e ser uma ferramenta de luta para diminuir as distâncias entre os cidadãos.
https://www.archdaily.com.br/pt/928808/termometro-da-desigualdade-o-20-de-novembro-tambem-pode-te-tirar-do-lugarFelipe Moreira e Jéssica Tavares
A construção com terra continua atual, desde a preservação do nosso patrimônio até novos projetos que buscam horizontes de sustentabilidade, passando também pelas inúmeras capacitações promovidas por institutos e universidades. No entanto, não podemos esquecer um dos grandes motores desse material construtivo: a autoconstrução. Devido às suas vantagens técnicas e ao seu fácil acesso, inúmeras comunidades ao redor do mundo escolheram construir seus assentamentos com terra. Dessa forma, a construção se transforma em um exercício comunitário no qual cada indivíduo pode contribuir para concretar um futuro comum.
Neste artigo, em particular, descobrimos como a ONG Terrachidia trabalha com a comunidade de Mhamid, no Marrocos, reabilitando espaços públicos escolhidos pelos próprios moradores. O trabalho conta com a colaboração de voluntários e voluntárias para resgatar as tradições construtivas locais, conseguindo conservar e valorizar o conhecimento acumulado em locais onde a ideia de modernidade levou ao abandono, mas que ainda são valorizados por quem os habita.
BIM (Building Information Modeling) é uma sigla cada vez mais usual entre os arquitetos. A maioria dos escritórios e profissionais já vem migrando ou planeja mudar para esse sistema, que representa digitalmente as características físicas e funcionais de uma edificação, integrando diversas informações sobre todos os componentes presentes em um projeto. Através dos softwares BIM é possível criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, o que proporciona maior controle de custos, eficiência na obra. Também há possibilidade simular o edifício, entendendo seu comportamento antes do início da construção, e seu respectivo suporte ao projeto ao longo de suas fases, inclusive após construído ou na sua desmontagem e demolição.
São Paulo. Imagem: Leandro's World Tour on VisualHunt / CC BYCopy
A especulação imobiliária é definitivamente a maior vilã apontada por aqueles que hoje estudam, habitam ou simplesmente se interessam por cidades. Ela recebe a culpa de praticamente todos os problemas urbanos: se a cidade é muito densa, se é pouco densa, se tem tem muito trânsito, se é muito cara, se a política municipal é corrupta, se pobres são excluídos às periferias, se empresas lucram com investimentos públicos, se a infraestrutura pública está ociosa, se o patrimônio histórico é destruído, se prédios transformam o visual da cidade, se favelas são incendiadas. A lista é interminável.
O Movimento Moderno teve um papel inquestionável na renovação dos ideais arquitetônicos, aportando uma nova atitude frente ao entendimento dos modos de habitar, da técnica e da estética, marcando profundas mudanças na percepção geral do mundo. Em relação à Argentina, apesar de ser complexa a localização periódica da produção arquitetônica moderna, é possível mencionar alguns dos arquitetos que começaram, a partir dos anos 20, a vincular-se com estas ideias. As contribuições intelectuais e de criação arquitetônica de Alejandro Virasoro, Alberto Prebisch, Ernesto Vautier, Fermín Beretervide, Wladimiro Acosta, Alejo Martinez, Antonio e Carlos Vilar, Juan Kurchan, Jorge Ferrari Hardoy, Antonio Bonet, Abel López Chas, Eduardo Catalano, Eduardo Sacriste e Amancio Williams, entre outros, incluiram, em muitos casos, abordagens originais associadas a novos modos de pensar, manifestando uma arquitetura resultante da análise das condições locais e regionais de seus cidadãos.
"Desde muito pequeno eu me lembro da lareira que tínhamos em casa, de como nos reuníamos ao redor dela. O calor do fogo é uma necessidade básica para as pessoas que vivem no extremo sul do Chile. Aqui, na zona tropical, é o frescor da sombra que reune as pessoas, e ao contrário da lareira, ela está por toda parte".
Atualmente na Costa Rica, o arquiteto Bruno Stagno reflete sobre a sua prática profissional e os projetos que tem desenvolvido ao longo dos últimos anos. Ele reflete sobre como o contexto pode servir como principal fonte de inspiração para um projeto de arquitetura, sobre como as condições climáticas podem ajudar a construir a identidade da arquitetura, e mais do que isso, como para cada latitude do planeta há uma solução específica de projeto.
A automação está rapidamente se tornando uma parte do cotidiano e das carreiras de muitas pessoas, uma tendência que de maneira alguma escapou à indústria da construção. Embora essa tecnologia cada vez mais difundida seja considerada um sintoma do século XXI contemporâneo,a tecnologia de construção automatizada pode ter uma história que remonta à década de 1960. Essa tecnologia, o robô de alvenaria, transformou-se dramaticamente desde sua realização limitada há mais de 50 anos, fragmentando-se em variações mais novas e tecnologicamente avançadas atualmente.
https://www.archdaily.com.br/pt/928479/a-evolucao-dos-robos-de-alvenaria-mudando-as-regras-da-construcao-tradicionalLilly Cao
Localizada no bairro histórico de San Ignacio, na cidade de Bilbao, na Espanha, a Plaza Levante representa um ponto de interesse e de encontro para moradores/as e visitantes. Diante da falta de espaços cobertos que protejam da chuva intensa, o escritório de arquitetura espanhol CANOBARDIN projetou uma solução para o público, criando uma estrutura concêntrica intitulada "Um pedaço de céu na Plaza Levante". O projeto permite habitar a praça e abrigar as pessoas sem deixar de testemunhar o que acontece ao redor, funcionando de dia como um pedaço de céu e, à noite, como um reflexo da praça.
No século XXI a gestão inteligente das cidades será um dos fatores mais influentes no desenvolvimento econômico. Questões sobre como serão confrontados os desafios na área da habitação, saneamento, democracia, educação, segurança, desenvolvimento econômico e qualidade de vida, serão as principais pautas dos gestores.
https://www.archdaily.com.br/pt/928652/planejamento-urbano-e-espacos-publicos-parques-como-ferramentas-de-transformacao-socialAna Paula Wickert
Originalmente publicado na ArquitecturaAhora, a arquiteta Ana Sugranyes explora a origem e a evolução do conceito de direito à cidade desde os anos sessenta em Paris até a sua expansão mundial.
Em nome da integração social ou da sustentabilidade, a Nova Agenda Urbana das Nações Unidas (2016) também incorporou uma menção ao direito à cidade. “As palavras, então, não servem: são palavras”, diz Alberti. Enquanto isso, o Chile mantém sua posição elevada no ranking de desigualdade na distribuição de renda, o que tem um efeito correlativo direto na profunda segregação socioespacial dos territórios e das cidades; esta, por sua vez, corresponde a dimensões preocupantes de violência social, cultural e estrutural.
A entrevista de Per Kirkeby: "construímos sobre ruínas", publicada no Louisiana Channel, não apenas apresenta as telas coloridas do pintor, escultor, cineasta e escritor dinamarquês, mas também, como o título sugere, reflete sobre a importância de observar o ambiente e o contexto. Pensamento que parece consolidado em seus pavilhões públicos de tijolo, onde algo simples e, às vezes, útil, deixa de lado conceitos inacessíveis para render homenagem ao lugar onde se inserem.
Dando sequência à série de artigos sobre habitação social na América Latina, Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit apresentam uma reflexão sobre os problemas e soluções para as favelas.
https://www.archdaily.com.br/pt/928399/problemas-e-solucoes-para-a-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
A arquitetura dos centros culturais no México ganhou relevância nos últimos anos, onde existe um interesse latente em proporcionar espaços recreativos e educacionais, fazendo destas estrutura verdadeiros marcos urbanos que atraem visitantes de todo o país ano após ano.
De forma muito louvável, o American Institute of Architects (AIA) denunciou recentemente a decisão do governo Trump de se retirar formalmente do Acordo de Paris sobre o Clima. Embora a iniciativa coloque a organização profissional no lado certo da história, é improvável que ela sensibilize as mentes e corações endurecidos em Washington. Obviamente, o poder executivo é pior do que inútil nessa questão: não apenas um obstáculo à mudança, mas uma força malevolente em prol de uma inércia deliberada. É difícil vê-lo como algo diferente de um inimigo do clima.
A maioria dos/as arquitetos/as concorda que preferiria passar mais tempo projetando e menos tempo gerenciando. A gestão é uma atribuição vital na arquitetura, mas o aumento da eficiência é sempre valioso. Seja coordenando consultores/as ou garantindo que a obra avance conforme os documentos contratuais, os/as arquitetos/as são responsáveis por orquestrar diversas frentes de trabalho ao longo da vida de um projeto. Com um aplicativo como o Archireport, arquitetos/as podem acompanhar seus projetos no escritório ou no canteiro de obras, onde quer que a jornada de trabalho os/as leve.
Marte faz parte do imaginário das pessoas há décadas, servindo de tema a ficções literárias e cinematográficas que fascinaram diferentes gerações. Também tem sido objeto de desejo de ambiciosos empresários como Elon Musk e Jeff Bezos, que iniciaram uma corrida bilionária para ocupar o planeta vermelho. Mas a humanidade tem mesmo o direito de colonizar Marte? E, caso positivo, a quem interessa essa ambiciosa tarefa?