ArchDaily em colaboração com Google Arts & Culture. Imagem Cortesia de Tomás Olivos
Bauhaus: uma escola, uma disciplina de design e um movimento que vem influenciando gerações de arquitetos e designers há 100 anos.
A Bauhaus foi muito mais do que desenhos modernistas e cores primárias, foi um movimento com impacto político, social e cultural, liderado por algumas das figuras mais notáveis do campo disciplinar. Desde a sua inauguração em 1919, a escola definiu seu próprio estilo através da interseção de arquitetura, arte, design industrial, tipografia, design gráfico e design de interiores. Quando a escola foi obrigada a fechar as portas diante da pressão política, seus professores e alunos se dispersaram, espalhando seus ensinamentos por todo o mundo.
Durante o último ano foram construídos 6.900 milhões de metros quadrados destinados a espaços de escritório, consolidando um aumento de 12% em relação ao ano anterior, segundo um estudo realizado pela Avison Young que pesquisa o mercado imobiliário de escritórios a América do Norte, Europa e Ásia.
Há não muito tempo atrás, o concreto e o aço predominavam em absoluto nos canteiros de obra ao redor do mundo, principalmente quando se tratava de construir grandes estruturas. Mas à medida que avançamos no século XXI, esta tendência tem começado a mudar principalmente devido ao surgimento de novas tecnologias que por sua vez, tem provocado uma profunda mudança de paradigma na disciplina da arquitetura, apontando para uma maior eficiência, economia e sustentabilidade na industria da construção civil.
Os arquitetos Gilles Retsin e Stephan Markus Albrecht foram recentemente escolhidos como os grandes vencedores do concurso internacional de arquitetura para a ampliação do Meistersingerhalle, localizado na cidade de Nuremberg, na Alemanha. Trabalhando em colaboração com os engenheiros da Bollinger-Grohmann, os especialistas em meio ambiente da Transsolar e os especialistas em acústica da Theater Projects, Gilles Retsin e Staphan Markus Albrecht apresentaram a proposta daquela que será a primeira sala de espetáculos do mundo construída em estrutura de madeira laminada cruzada (CLT).
Paredes não podem falar. Pelo menos, ainda não. Isso não quer dizer que elas não possam mentir. Como o ArchDaily relatou recentemente, uma nova tendência urbana está surgindo na qual a totalidade de um edifício histórico é demolido, com exceção da fachada externa, e um novo edifício é construído por trás dele. Este procedimento tem um nome: fachadismo. Embora o ato de construir uma nova estrutura atrás de uma fachada histórica possa parecer na melhor das hipóteses altruísta, ou na pior trivial, o fachadismo oferece uma visão de como as forças políticas e o mercado imobiliário moldam nossas cidades.
Vista aérea de Houston. Cortesia de Caos Planejado
Embora seja sabido que o urbanismo convencional americano leva ao espraiamento excessivo, vale a pena lembrar que, no fim das contas, a extensão real da expansão horizontal das cidades está muito além do alcance do controle do planejamento urbano.
¿Puede una obra construida manifestarse como el reflejo honesto de los pensamientos de un/a arquitecto/a? Es notorio que, en el campo de la arquitectura, en muchos casos os procesos de projeto são condicionados por questões associadas à cultura dos clientes, a suas demandas, a seus hábitos ou a seu orçamento, indo além das buscas pessoais de quem os projeta.
Para a Feira Internacional dos Construtores de 1957, que ocorreu em Berlim, Oscar Niemeyer projetou o bloco de apartamentos da Interbau, um edifício modernista apoiado sobre uma série de pilares em forma de V. Apresentando as típicas janelas em fita da arquitetura da época, a fachada é interrompida por duas passarelas que conectam o bloco à torre de circulação vertical.
O fotógrafo de arquitetura libanês Bahaa Ghoussainy explorou o edifício em sua mais recente série de fotografias, destacando a relação entre a uniformidade do bloco e a natureza dinâmica da geometria dos apoios. Veja, a seguir:
Seguindo a missão de oferecer ferramentas e inspiração para melhorar a qualidade de vida em nosso ambiente construído, os curadores do ArchDaily investigam constantemente as melhores obras de todas as partes do mundo, disponibilizando o melhor da arquitetura aos nossos leitores. Para celebrar estes projetos e agradecer os profissionais que contribuem ativamente com nossa comunidade, reunimos a seguir as 50 melhores obras publicadas em 2019.
Videos
Parede de treliça espacial de argamassa com extrusão robótica (IASS 2019, Form and Forces) de Romain DUBALLET (Diretor Acadêmico do Design by Data Research Studio) com Mahan MOTAMEDI, Nicolas DUCOULOMBIER, Paul CARNEAU, Léo DEMONT, Romain MESNIL, Olivier BAVEREL, Jean-François CARON.
O programa de Mestrado Avançado “Design by Data” em Design Computacional e Robótica para Arquitetura e Construção foi lançado em 2016 e é um dos mais recentes programas de formação profissional inovadora na Ecole des Ponts ParisTech. O programa foi concebido para atender à crescente necessidade dos setores de arquitetura e engenharia de combinar habilidades em arquitetura com engenharia criativa. O Design by Data capacita profissionais a dominarem ferramentas avançadas de design (programação, abordagem algorítmica, inteligência artificial), bem como processos de fabricação digital e design (robótica, impressão 3D, eletrônica e mecatrônica), aplicando-os a projetos de arquitetura e construção.
Durante o último mês de setembro, esgotaram-se todas as entradas para o show do músico Afrobeat nigeriano Wizkid no Royal Albert Hall, em Londres. Wizkid junta-se a uma crescente lista de ilustres músicos africanos que já se apresentaram na prestigiada casa de shows londrina, como Selif Kaita, Youssou Ndour, Miriam Makeba entre outros. Este importante evento serve para reafirmar o renascimento cultural pelo qual todo o continente africano está passando, marcando ainda a crescente influência da música africana no cenário global, assim como do cinema, da moda, da gastronomia e das artes em geral.
Infelizmente, a arquitetura africana vernacular, especialmente na África subsaariana, não tem se beneficiado desse renascimento cultural. Muito pelo contrário, ao longo dos últimos anos ela tem sido amplamente ignorada. Apesar de sua eminente influência durante a era pré-colonial, a arquitetura vernacular africana pouco evoluiu desde então, se limitando às tradicionais choupanas de paredes de barro e cobertura de palha; e por esta razão ela tem sido desdenhada pela população, freqüentemente associada à escassez e a insuficiência. Conseqüentemente, a negligência da arquitetura popular africana resultou na exiguidade de seus artesãos experientes, conhecedores da arte da construção tradicional. Atualmente, restam poucas esperanças de um possível avivamento de um dos mais tradicionais estilos de arquitetura do nosso planeta.
17 x 17. Imagem: Cortesia de Sharon Figueroa / Camilo Amézquita (Colectivo Microurbanismo)
O urbanismo tático, prática que vem ganhando destaque nos últimos anos, tem se mostrado uma estratégia atrativa para coletivos ativistas, arquitetos, urbanistas e designers ao redor do mundo por propor, a baixo custo e numa micro-escala, intervenções urbanas pontuais na intenção de promover o direito à cidade. Essa maneira de se pensar espaços públicos na cidade busca atuar por uma lógica não-hierárquica, na qual a sociedade civil (em colaboração ou não com o Estado e/ou empresas privadas) propõe alternativas ao processo tradicional de projeto na esfera urbana.
Aumento das áreas urbanizadas, produção exagerada de resíduos, consumo de bens materiais e exploração de recursos naturais. São muitos os fatores que influenciam no impacto ambiental dos humanos no Planeta Terra. A escassez de matérias-primas e recursos não renováveis já é a realidade para alguns materiais em determinados locais e a natureza já não consegue recuperar os renováveis no mesmo ritmo que é explorada. O impacto das atividades humanas é tão notável que cientistas apontam que estamos vivendo na era geológica do Antropoceno (palavra de origem grega que designa “a época recente do ser humano”). E a indústria da construção civil é das maiores consumidoras de recursos e geradora de resíduos. Na União Européia, a construção e o uso de edifícios representa cerca de 50% de todo o consumo de recursos e energia extraídos, bem como cerca de um terço de todo o consumo de água. [1] Em 2014, 52% de todos os resíduos foram atribuídos ao setor de construção. [2].
O ano de 2019 foi rico em reconhecer projetos, visões e carreiras que abrangem várias camadas do campo da arquitetura, revelando a importância e profundidade da disciplina em nossa sociedade. Do reconhecimento de Arata Isozaki com o Prêmio Pritzker à divulgação do tema da Bienal de Veneza de 2020, veja, a seguir, alguns dos pontos altos da arquitetura mundial este ano.
Buscando na história da arquitetura, você poderia ser perdoado por pensar que as mulheres eram uma invenção da década de 1950 no ramo, mas isso isso está longe de ser verdade. Grandes nomes como Le Corbusier, Mies, Wright e Kahn, muitas vezes tinha igualmente inspiradores pares femininos, mas a estrutura rígida da sociedade fez com que suas contribuições fossem esquecidas.
Lina Bo Bardi foi, sem dúvidas, uma das arquitetas de maior expressividade que já atuou no Brasil. Nascida na capital italiana, tornou-se uma das figuras mais importantes a sintetizar a cultura brasileira ao mundo, unindo arquitetura e política a partir do rompimento de barreiras entre o erudito e o popular.
Durante os últimos anos, o ArchDaily Brasil publicou uma série de artigos e reflexões acerca de sua produção material e imaterial. A partir disso, compilamos um conjunto desses textos que pode servir de base para uma compreensão mais profunda sobre a arquiteta:
Os projetos de edifícios e infraestruturas públicas sempre devem prever em seu funcionamento a melhor forma de acesso e conexão com as vias do entorno, sobretudo considerando a rua como caminho de chegada do pedestre aos espaços. No entanto, alguns arquitetos conseguiram sublimar o aspecto prático da conexão entre arquitetura e rua, incorporando essa condição de vínculo como cerne das propostas de projetos que carregam, desde seu ponto de partida, a vocação de espaço público em um sentido rigoroso.
Através de seus croquis, Renzo Piano apresenta a verdadeira intenção de seus projetos, evidenciando em muito deles a preocupação com a escala humana, estudos de insolação, conforto, diálogo com o entorno imediato e outros elementos que serão protagonistas de suas obras. Compilamos aqui dez projetos do arquiteto acompanhados de seus croquis, através dos quais é possível traçar um paralelo entre a criação e execução das obras do vencedor do Prêmio Pritzker de 1998.
Toda disciplina tem seus heróis. Na arquitetura, não são poucos os personagens que costumam ser celebrados e exaltados como figuras ilustres. Frank Lloyd Wright e Louis Kahn podem ser considerados uns dos maiores ícones da arquitetura do século XX. Mais recentemente, Zaha Hadid chegou a ser tão exaltada quanto suas próprias criações, ela se tornou uma “stararchitect” (para usar um termo bem específico e tão em voga atualmente) e sua morte prematura apenas colaborou para elevar ainda mais o seu status. Mas os nossos heróis são feitos de carne e osso, isso significa que após à morte, nem todos tem um lugar garantido em nosso panteão. Embora nossos heróis sejam todos mortais, suas contribuições tendem a perdurar ao logo dos séculos.
As folhas ainda estão salpicadas com delicadas gotas de orvalho matinal. Lá fora, em Hamburgo, a agitada metrópole no norte da Alemanha, as ruas já fervilham de atividade com o início de mais um dia de trabalho.
Hora de apreciar um olhar longo e descontraído sobre o Alster. De observar as gaivotas planando silenciosamente pelo céu. Ao contemplar a imensa e infinita extensão, a partir de um ambiente inundado de luz natural, os limites entre o interior e o exterior começam a se dissipar, como se as leis da física já não se aplicassem.
Você sente os primeiros raios quentes de sol no rosto. Não são justamente momentos como este que trazem a energia necessária para mais um dia agitado? – Uma vista, não uma janela.
Rio de Janeiro. Foto: Jaime Spaniol, via Unsplash. Licença CC
No livro “Order Without Design”, Alain Bertaud menciona que indicadores são importantes na gestão urbana para que a cidade tenha uma visualização em tempo real do que está acontecendo com a cidade. Um indicador interessante relacionado à acessibilidade da moradia é o chamado “Price/Income Ratio”, ou “Razão Preço/Renda”. É, basicamente, a divisão entre o preço médio de um imóvel na cidade e a renda média de um morador. Ele é um indicador bastante genérico, não levando em consideração as diferenças entre imóveis, como a sua localização, nem aborda imóveis de aluguel (ainda uma minoria no Brasil), mas dá uma noção geral sobre a acessibilidade à moradia em uma cidade.
Grigri Projects se autodefine como uma plataforma dedicada à pesquisa, criação e produção cultural que foca sua área de atuação no design participativo, na intervenção urbana e nos processos comunitários de caráter transdisciplinar,graças à colaboração com outros coletivos e agentes em nível local e internacional.
A abrangência do termo Direito à Cidadepode dificultar seu entendimento, e sua complexidade exige do leitor uma visão ampliada das questões urbanas, indo além do escopo da arquitetura e compreendendo, necessariamente, aspectos sociais, históricos, culturais, econômicos, políticos, de gênero e raça. A sobreposição dessas - e de várias outras - variáveis no território urbano pode ser o ponto de partida para abordar a noção de direito à cidade.
O Museu Casa de la Memoria está localizado no distrito de Boston em Medellín e foi desenvolvido em comemoração aos 200 anos de independência da Colômbia. Liderado por Juan David Botero, como coordenador da equipe de design, o projeto foi concebido desde o início como um edifício reconhecível para a comunidade e visitantes, assumindo sua forma plástica de habitações de duas águas tradicionais. "É um museu para vítimas de violência e, como tal, tivemos que torná-lo um espaço para tudo; uma casa, a casa onde a memória ganha vida", diz Botero.
O equipamento cultural de 3.800 m² inclui salas de exposições, oficinas, arquivos, escritórios e um auditório. Sua envoltória funciona como uma pele dobrada, incorporando uma câmara de ar que absorve o ar frio, o injeta pela fachada e o expele como ar quente na parte superior. Este efeito chaminé permite controlar os 30ºC de temperatura, típica da região no verão, garantindo uma temperatura interna estável e confortável. Vamos revisar em detalhes essa solução térmica e acústica.
Intervenção urbana no entorno da escola Anne Frank, em Belo Horizonte. Foto: Rafael Tavares / Octopus Filmes
Em setembro deste ano as vias no entorno da escola Anne Frank, no bairro do Confisco, em Belo Horizonte, receberam pintura de solo, com faixas para a travessia de pedestres e marcas de delimitação nas faixas de circulação de veículos. Além disso, foram instalados vasos feitos de pneus reciclados, cones de sinalização e mobiliário para descanso. No final de semana seguinte, entre os dias 20 e 22 de setembro, coincidindo com o Dia Mundial Sem Carro, o trânsito de veículos motorizados foi interrompido e o espaço se transformou em uma Rua Aberta, com shows, atividades culturais e espaço de convivência para os moradores da região. No mês seguinte, em outubro, alunos de 8 a 10 anos da escola Anne Frank participaram de uma oficina de montagem de placas de trânsito, escrevendo mensagens que passariam a compor a sinalização viária da região.
https://www.archdaily.com.br/pt/929253/urbanismo-tatico-tintas-cones-e-a-transformacao-das-cidadesITDP Brasil