A água é um dos elementos não arquitetônicos mais utilizados para acompanhar a arquitetura e harmonizar as atmosferas e o habitar. Isso pode se dar por meio de espelhos d'água, tanques, fontes ou piscinas. Em climas tropicais, ela se torna uma ferramenta que consolida o programa e articula os espaços para promover a convivência em torno da piscina.
Entre os anos 1960 e 1980, o desenvolvimento arquitetônico da Região de Magalhães foi fortemente impulsionado pelo investimento público do Estado do Chile. O auge econômico da época viabilizou a construção de edifícios e infraestruturas de alta qualidade, projetados pelos escritórios de arquitetura mais prestigiados do país, oferecendo soluções para questões associadas ao território, à cidade e à sociedade. É nesse processo de desenvolvimento progressista que a Arquitetura Moderna assume um papel crucial.
Quando analisada do alto, a paisagem de São Paulo é uma enorme aglomeração urbana, com sua topografia, suas áreas verdes, seus bairros verticalizados e seu tecido urbano. Revela também todas suas camadas históricas sobrepostas, com edifícios centenários convivendo com espigões com poucas qualidades arquitetônicas. Museus e parques, shoppings centers e condomínios. E é justamente toda sua aparente desordem e heterogeneidade o que a torna uma cidade tão única.
Para aqueles interessados em conhecer a metrópole de um novo ponto de vista e também, parte de sua história, apresentamos a seguir um roteiro de mirantes e observatórios:
Aqueles que rejeitam sumariamente as arquiteturas clássica e tradicional deixam de reconhecer suas importantes qualidades biofílicas, resultantes da evolução e do refinamento ao longo de séculos para produzir alguns dos lugares mais bem-sucedidos, amados e duradouros do mundo — como o British Museum em Londres. Foto: Michael Mehaffy
Uma minuta de decreto presidencial intitulada “Tornando os Edifícios Federais Belos Novamente” está avançando rumo a uma possível assinatura pelo presidente Donald J. Trump. O documento proposto prioriza tipologias de projeto clássicas greco-romanas para edifícios federais em Washington, D.C., e em outros locais dos EUA. Este decreto revisaria as regras atuais que regulamentam o projeto de edifícios federais contratados por meio da GSA (General Services Administration — agência federal que gerencia a construção, administração e manutenção de edifícios e propriedades imobiliárias do governo dos EUA). A iniciativa partiu da National Civic Art Society, uma organização sem fins lucrativos sediada em Washington, D.C., que desaprova o que o governo norte-americano vem construindo há décadas. De acordo com o New York Times, o presidente da National Civic Art Society, Sr. Marion Smith, declarou que: “Por tempo demais, elites da arquitetura e burocratas ridicularizaram a ideia de beleza, ignoraram flagrantemente a opinião pública sobre estilo e gastaram silenciosamente o dinheiro dos contribuintes construindo edifícios feios, caros e ineficientes.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1126471/tornando-os-edificios-federais-belos-novamente-tres-comentarios-sobre-o-decreto-executivoMehaffy, Michael W., Nikos A. Salingaros, and Ann Sussman
O emprego do aço na arquitetura, no início do século XX, é considerado um dos desenvolvimentos mais inovadores da construção civil, tendo permitido que arquitetos criassem estruturas com alturas nunca antes vistas. Henry Bessemer desenvolveu o processo siderúrgico de maior sucesso em 1855, mas somente em 1890 o processo foi refinado a ponto de poder ser usado na construção. As primeiras edificações em aço dos dois lados do Atlântico, o Rand McNally Building em Chicago e a Forth Bridge em Edimburgo, quebraram recordes na época.
https://www.archdaily.com.br/pt/934109/20-projetos-famosos-do-seculo-20-construidos-em-acoNiall Patrick Walsh
"Um horroroso projeto para o futuro Centro de Informação Turística, a se situar em frente ao Palácio dos Despachos, um verdadeiro terror ‘modernoso’.” As palavras duras da colunista social Anna Marina Siqueira no jornal belo-horizontino Diário da Tarde em 1985 se referiam ao novo edifício construído na Praça da Liberdade, então epicentro político de Minas Gerais. Foi inaugurado como Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves e, por muitos anos, abrigou o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães. Em abril de 2017, foi reaberto após um restauro e se tornou o Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade e o Hub Minas Digital. Se, por estar fora do eixo Rio-São Paulo, ainda não foi possível ligar esses nomes ao prédio, a alcunha popular facilita a identificação: ele é conhecido como Rainha da Sucata, e também já foi chamado de o prédio mais feio do Brasil.
"Uma antiga pista de skate, um jardim abandonado em baixo da ponte e o projeto de reconstrução dos espaços públicos em um bairro operário da cidade de Barcelona são os cenários do documentário Landskating. A narrativa conta o processo de reurbanização de três espaços públicos na cidade, explicando como territórios antes marginalizados foram re-inseridos no tecido urbano respeitando a história do lugar, sua memória, seu povo e o dia-a-dia de seus moradores."
A estréia de Landskating está sendo esperada ansiosamente por arquitetos, urbanistas e também pelos moradores de tais comunidades. Dirigido por Kike Barberá, com roteiro de produção de Sergi Carulla e Oscar Blasco (SCOB), o documentário foi filmado entre 2013 e 2015, durante o período de implementação dos processos participativos, conduzido pelos próprios jovens, e a construção dos três primeiros parques urbanos de lazer da cidade de Barcelona.
Aproveitando a programação de estréia do documentário, entrevistamos a equipe do SCOB para saber mais sobre o seu último trabalho desenvolvido na cidade Barcelona.
Embora saibamos o quão importante é permitir a presença de crianças em espaços públicos e externos, é difícil negar que há poucas cidades preocupadas em oferecer ambientes preparados para crianças; espaços seguros e dignos que lhes permitam experienciaro urbano e, assim, tornarem-se cidadãos conscientes da vida comunitária. É também compreensível que, cada vez mais, as famílias criem momentos de lazer nos espaços internos, dando aos filhos a liberdade e a segurança necessárias.
Neste artigo, selecionamos 11 exemplos incríveis que demonstram como a arquitetura de interiores pode ajudar a criar espaços de recreação para meninos e meninas de todas as idades, ajudando-os a dar os primeiros passos neste mundo com maior autonomia e confiança.
Nos últimos dias uma série de matérias e artigos diagnosticou corretamente o motivo das enchentes recentes nas capitais Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, assim como em cidades menores como Iconha, no Espírito Santo. O principal motivo para estes desastres foi a urbanização das nossas cidades — tanto planejada quanto não planejada —, que reforçou os potenciais danos causados.
Visual do Morro do Piolho com casas na Rua Lavapés e o conjunto da Light ao Fundo antes de ser demolido. Ilustração feita pelas autoras com base em foto do Acervo Casa da Imagem DPH/SMC
O “Caminho Histórico Glória-Lavapés” é composto pelas ruas da Glória e do Lavapés, que interligam os bairros da Liberdade, Glicério e Cambuci situados na região central do município de São Paulo. Apesar de ter sido tombado em março de 2018 e homologado em julho de 2019 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), esse lugar ainda enfrenta problemáticas que reiteram e reforçam o apagamento histórico de memórias importantes compreendidas ao longo dessa extensão como a memória de ocupação negra, a memória morfológica do traçado da cidade colonial e a memória visual e topográfica da condição acidentada do terreno.
https://www.archdaily.com.br/pt/929303/bairro-da-liberdade-o-apagamento-historico-da-memoria-negra-em-sao-pauloBeatriz Hubner, Fernanda Galloni, Paloma Neves, Stela Mori
Certa vez, uma colega arquiteta comentou comigo que haviam contratado um novo estagiário no escritório do qual ela era sócia. Rapaz competente, dedicado que estava cursando os semestres intermediários do curso de arquitetura. Sua admissão se deu, principalmente, pelo fato de ter apresentado boas habilidades em softwares de modelagem BIM (Building Information Model), com um portfólio repleto de projetos de escala média bem resolvidos.
Figura 1: Sob a nova política da UE, uma fiel reconstrução, digamos, do campanário de Veneza após um colapso (como aconteceu em 1902) seria proibida, e em vez disso seria necessária uma inserção “contemporânea” — talvez como este edifício de Madrid? (Fotos do domínio público).
Imagine o seguinte cenário. Estamos em 1902, e para grande choque e angústia dos cidadãos de Veneza, a bela torre campanária da Piazza San Marco acaba de desabar. Nessa mesma noite, o conselho municipal da cidade vota para aprovar 500.000 Liras para a pronta reconstrução, “com’era, dov’era” — “como era, onde era”. Os futuros residentes e visitantes podem agora continuar a desfrutar desta bela estrutura, que de qualquer forma já antes tinha sido restaurada e acrescentada várias vezes.
Mas depois uma autoridade, de algures muito longe, decide intervir. “Os nossos regulamentos não permitem isto! As nossas políticas de financiamento exigem que ‘um projeto use design contemporâneo’ — o que significa que podem usar apenas os estilos atuais que nós aprovamos, e não pode usar os estilos tradicionais de Veneza. Isso seria uma ‘falsificação da história’, uma ‘mistura do falso com o genuíno’, e nós decretamos que isso teria consequências nefastas!” O projeto não vai adiante, e algo inteiramente “contemporâneo” é construído em seu lugar.
Eixo Cerro Mar Maipú – Mall Plaza | Archipiélago SPA
O Concurso de Ideias Redes de Pedestres teve como propósito potencializar a conectividade de pedestres e melhorar os espaços públicos de encontro e circulação na cidade de Antofagasta. Escritórios de arquitetura e equipes multidisciplinares chilenas apresentaram projetos de desenho urbano sustentável sob os aspectos ambiental e econômico, que garantissem a acessibilidade universal, a convivência dos habitantes com diferentes meios de transporte e incluíssem equipamentos para tornar esses espaços de pedestres mais atraentes, inclusivos e seguros.
Bjarke Ingels, um dos nomes mais célebres da arquitetura contemporânea, discute suas visões em uma conversa com a Sky-Frame em Copenhague, abordando como criar a realidade, a importância de ter coragem e revelando os segredos por trás de seu pragmatismo inabalável.
Reunimos aqui uma lista com os melhores artigos, notícias e projetos que abordam um material que ainda pode ser muito explorado pela arquitetura: o bambu.
Domus é uma iniciativa da Faculdade de Arquitetura e Design da Universidad Privada del Norte que busca aproximar os conhecimentos em técnicas construtivas sustentáveis das populações vulneráveis do Peru, vinculando o ambiente acadêmico às problemáticas reais da cidade. Com a participação de docentes, equipe administrativa e estudantes, além da colaboração da Fundación Acción Contra el Hambre, um total de 500 pessoas trabalharam em conjunto para capacitar sobre a construção com bambu 70 famílias em situação de pobreza localizadas nas encostas dos morros do Assentamento Humano Virgen de las Mercedes (distrito de Comas, Lima, Peru). A divulgação do conhecimento em torno das boas práticas busca reduzir significativamente os perigos próprios dos processos construtivos realizados em áreas de altíssimo risco.
Empregar materiais naturais biodegradáveis é uma das estratégias ambientais mais eficientes da construção civil atualmente. Embora alguns possam considerá-la passadista, é uma maneira fácil e acessível de promover uma arquitetura ecológica. A implementação de telhados de palha é um excelente exemplo de solução construtiva sustentável e, ainda, eficiente em termos de conforto ambiental.
Ausência de pavimentação. Calçada com piso danificado por raízes de árvores. (Imagem: Divulgação)
Mesmo que um terço dos deslocamentos nas cidades brasileiras seja feito a pé, os cidadãos que usam as próprias pernas ou uma cadeira de rodas em seus trajetos não são tratados com prioridade. As palavras “pedestre” e “calçada”, aliás, nem aparecem na Lei 12.587/2012, que estabelece as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, sinal de um quadro de inconsistência jurídica em nível federal e municipal.
https://www.archdaily.com.br/pt/933743/territorio-sem-dono-calcadas-brasileiras-revelam-negligencia-com-o-pedestreNelson Oliveira e Ana Luisa Araujo
Dizem que trabalho perfeito não existe. Estamos acostumados com o mau humor característico dos ambientes corporativos e todos sabemos que a nossa produtividade continuará despencando à medida que a semana avança. Não que a segunda-feira seja o dia mais querido pelos trabalhadores, muito pelo contrário. Acontece que devemos para de culpar nossos colegas ou clientes pela nossa ranzinzice; o problema no trabalho talvez esteja na cadeira em que nos sentamos, na iluminação inadequada acima da tela do computador ou no ruído contínuo das máquinas que operamos.
Além do fato de que passamos em média 70 a 80% do tempo de nossas vidas em ambientes fechados, dedicamos aproximadamente nove horas do nosso dia ao trabalho. Estudos indicaram que a qualidade do ambiente de trabalho tem efeitos positivos a curto, médio e longo prazo na vida, saúde e produtividade das pessoas que o ocupam. Embora as pesquisas no campo das condições de conforto em ambientes corporativos ainda estejam muito aquém do seu verdadeiro potencial, reunimos uma lista das principais descobertas na área, elementos que provaram ser altamente influentes para uma melhor sensação de conforto das pessoas em seus espaços de trabalho.
O Midnight Charette é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Conduzido pela dupla de designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas, abrindo espaço para reflexões profundas e debates pessoais. Uma ampla gama de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para designers, enquanto outros consistem em análises de projetos, entrevistas ou explorações sobre o cotidiano e o design. O Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Gregg Pasquarelli, arquiteto e sócio-fundador da SHoP, para conversar sobre o projeto do arranha-céu mais esguio do mundo, o modernismo e o provincialismo em Nova York, a essência do fazer arquitetônico, apresentações rápidas de 30 minutos, desenvolvimento urbano, restaurantes favoritos e muito mais!
https://www.archdaily.com.br/pt/1127246/gregg-pasquarelli-do-shop-fala-sobre-o-arranha-ceu-mais-esguio-do-mundo-e-o-desenvolvimento-urbanoThe Second Studio Podcast
O fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin visitou recentemente Madri para continuar sua jornada documentando diversos estúdios de arquitetura e escritórios de design. Ele já registrou firmas de diversas cidades e países ao redor do mundo, incluindo o Brasil, Cidade do Panamá, Holanda, Dubai, Londres, Paris, Pequim, Xangai, Seul, países nórdicos, Barcelona, Los Angeles e Istambul. Em Madri, Marc fotografou 16 escritórios e diversos estúdios.
Os/as artistas estão em conexão com o território e a comunidade?
Todo por la Praxis nos apresenta seu projeto Residência Monumento, uma investigação ativa que aborda o espaço das residências artísticas e o engajamento do/a residente com o contexto.
Devido às suas qualidades estéticas, sustentáveis, de durabilidade e resistência, os materiais pétreos têm acompanhado as disciplinas de arquitetura e engenharia desde a sua origem. Como se sabe, no México, a pedra tem sido um elemento fundamental nas construções pré-hispânicas, nas quais se experimentou com abóbadas, silhares, alvenarias, etc.
No entanto, a industrialização deste material, o aperfeiçoamento das técnicas e a experimentação com suas diferentes aplicações têm permitido que os edifícios erguidos atualmente continuem a utilizá-lo de diversas formas e em diferentes regiões do país, especificamente em áreas florestais. Por esse motivo, reunimos uma seleção de projetos que incluem casas, fazendas, hotéis, restaurantes e terraços para que você continue se inspirando.
Nossas cidades, vulneráveis por natureza e desenho, geraram o maior desafio que a humanidade precisa enfrentar. Com a expectativa de que a grande maioria da população se estabeleça em aglomerações urbanas, a rápida urbanização levantará a questão da adaptabilidade à futuras transformações sociais, ambientais, tecnológicas e econômicas.
De fato, a principal problemática da década questiona como nossas cidades irão lidar com fatores que mudam rapidamente. Ela também analisa os aspectos mais importantes a serem considerados para garantir o crescimento a longo prazo. Neste artigo, destacamos os principais pontos que ajudam a proteger nossas cidades no futuro criando um tecido habitável, inclusivo e competitivo que se adapta a qualquer transformação futura inesperada.