As máquinas são capazes de projetar? Embora esta seja uma pergunta recorrente, ela está cada vez mais presente nas discussões sobre arquitetura e o futuro da inteligência artificial. Mas o que exatamente é a inteligência artificial hoje? À medida que descobrimos mais sobre aprendizado de máquina e design generativo, começamos a ver essas formas de "inteligência" se estenderem para além de tarefas repetitivas e operações simuladas. Elas passaram a abranger a produção cultural e, por sua vez, o próprio projeto.
No mundo altamente conectado em que vivemos hoje, a tecnologia influencia e impacta quase todas as decisões que tomamos. Big Data,Inteligência Artificial (IA), e a Internet das Coisas (IoT) têm aperfeiçoado nossas vidas no âmbito digital, nos ajudado a entender melhor os espaços em que vivemos. Além dos sistemas e equipamentos inteligentes que já fazem parte de nossa vida cotidiana – os quais foram sendo incorporados ao nosso dia-a-dia ao longo das últimas décadas –, uma série de outras tecnologias estão surgindo e prometem revolucionar também os nossos espaços de trabalho, as quais – mais cedo ou mais tarde –, também deveremos nos adaptar. Frequentemente, o objetivo dessas novas tecnologias é a otimização de todos os processos, fornecendo dados para que as empresas possam tomar decisões mais acertadas e compreendendo melhor o fluxo de trabalho de seus funcionários.
Intro Os sistemas de GPS e os Serviços Baseados em Localização (LBS) dão acesso a um volume expressivo de dados que, atualmente, são utilizados sobretudo para análise de tráfego — mas que, se devidamente processados, poderiam abrir infinitas possibilidades para o planejamento urbano.O acesso a esses grandes volumes de dados de mobilidade (Mobility Big Data) já não é um privilégio das grandes metrópoles; pelo contrário, é perfeitamente possível aplicar tais tecnologias a territórios cada vez mais diversos, de megarregiões a distritos e cidades compactas. Esses dados, quando comparados retrospectivamente com informações coletadas anteriormente, prestam-se a múltiplas aplicações que vão muito além da questão do tráfego, como estudos sociodemográficos ou econômicos. A Systematica abre as portas de seu laboratório para nos mostrar os potenciais e os limites dessas ferramentas a partir de uma experiência direta: um projeto de pesquisa desenvolvido na região de Los Angeles.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (de 21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para estimular o debate sobre como as novas tecnologias podem impactar a arquitetura e a vida urbana. A contribuição abaixo faz parte de uma série de artigos científicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: pesquisadores/as do mundo todo foram convidados/as a enviar suas reflexões em resposta à provocação dos curadores Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que você pode ler aqui.
Com o conhecimento adequado prontamente disponível, terra, areia, giz, cal ou cascalho podem produzir um material de construção altamente versátil, resistente e durável. Seus resultados coloridos variam de região para região, dependendo do componente natural do solo, do clima e do tratamento. Enquanto alguns preferem minimizar qualquer processamento adicional, outros apreciam a exploração das superfícies de Terra Compactada. Diferentes texturas e camadas fascinantes de terra multitonada ou multicolorida podem ser usadas para criar uma superfície sólida que enriquece a qualidade visual de um espaço e transmite uma sensação de calor a qualquer projeto.
Les Avanchets é uma cidade na Suíça onde a maioria das pessoas cultivam os seus próprios alimentos em hortas caseiras. Além do cultivo, a troca de alimentos também é muito comum: quem tem cenouras sobrando troca por couves ou limão e assim todos garante uma alimentação saudável e variada, sem agrotóxicos.
Quando o período de confinamento e de ampla contaminação da epidemia estiver encerrado não seremos mais os mesmos. Esta frase vem sendo dita e repetida, e realmente a sociedade mundial não será mais a mesma. Possivelmente muitas relações de trabalho irão mudar, e muitas legislações poderão sofrer adequações permitindo que a tecnologia passe a ser uma aliada nas relações entre empregador e funcionário, resultando inclusive em um impacto positivo nos aspectos de mobilidade, meio ambiente e consumo de energia.
https://www.archdaily.com.br/pt/937529/como-a-pandemia-de-covid-19-vai-nos-desafiar-a-criar-novos-espacos-publicosAna Paula Wickert
A palavra e a escuta, com o coração, têm muitos caminhos, muitos modos, muitos calendários e muitas geografias para se encontrar. E esta luta pela vida pode ser um deles. - Comunicado do Exército Zapatista de Libertação Nacional frente à COVID-19
Enquanto os governos do mundo clamam pelo “distanciamiento social” e alguns deles militarizam o espaço público recorrendo à violência e pulverizando a coletividade, o Exército Zapatista de Libertação Nacional faz um chamado para “erguer bem alto a bandeira da luta pela humanidade”, a não perder o contato humano e a não deixar cair as lutas sociais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126771/a-pandemia-torna-visivel-o-que-sempre-esteve-la-desigualdade-e-individualismoMariana Ordoñez y Jesica Amescua
No processo de formação acadêmica, arquitetos iniciantes são educados e incentivados a desenvolverem projetos e trabalhos nos softwares mais “tradicionais”, sejam pelas parcerias que essas empresas fazem com os laboratórios das universidades, pela falta de tempo para aprender um novo programa, ou pelo decorrente da cultura de se manter utilizando softwares mais populares.
Até 2050, a população mundial deverá ultrapassar os 10 bilhões de habitantes, fazendo a superlotação das cidades uma das questões mais prementes da atualidade. A análise de dados, os algoritmos de aprendizado de máquinas, o desenvolvimento de novos sistemas de transporte e a rápida evolução das novas tecnologias estão causando um impacto cada vez maior na maneira com que as pessoas se relacionam com o espaço urbano, algo que influenciará decisivamente o futuro das nossas cidades, e em maior medida, a vida de todos nós.
Etudes é uma obra singular entre os livros de arquitetura. Seu tema não são projetos construídos ou não construídos, mas sim lugares imaginários e composições abstratas do arquiteto de São Francisco, John Marx. Representados em delicadas aquarelas, os espaços de Marx são oníricos, assemelhando-se à estrutura e à sensibilidade de sua poesia concisa, que acompanha as páginas de suas pinturas.
Curiosamente, as ruas silenciosas e as paisagens desertas da imaginação de Marx dialogam conosco de forma extremamente oportuna, no momento em que nos deparamos com um novo mundo de cidades vazias e de atividades suspensas — um mundo que parece ter estagnado.
A arquitetura brutalista responde a um momento histórico. Terminava a Segunda Guerra Mundial e das cinzas surge uma nova forma de Estado, junto com um nova ordem global que vai incluir, com maior protagonismo, a Estados periféricos.
A arquitetura brutalista nasce como resposta a ideias de estados benfeitores, estados robustos que vão sustentar e dirigir a nova sociedade de massas. Como disse o crítico Michael Lewis "o brutalismo é a expressão vernacular do estado benfeitor".
Com o sentido perdido, as cidades buscam novos significados. Hoje dependemos das redes sociais digitais para acessar bens comuns como cultura, lazer, encontros significativos - mas como podemos usufruir das tecnologias para permitir o direito à cidade em tempos de pandemia? Vivemos um movimento global de diminuição do ritmo do desenvolvimento urbano: o esvaziamento das cidades na Índia, o êxodo urbano na França, o retorno às menores cidades e às áreas rurais, onde há menor densidade populacional e maior qualidade de vida. O que significa a cidade se não a promessa do acesso aos bens comuns que ela oferece?
Como expressão de poder e símbolo de vigilância, o panóptico é um notório conceito arquitetônico concebido como um mecanismo disciplinar. O/A fotógrafo/a Romain Veillon compartilha suas imagens da prisão inspirada no modelo panóptico em Autun, na França.
Os arquitetos de hoje enfrentam uma tarefa comum que desafia a intuição - como equilibrar o desempenho da construção e metas estritas de carbono e custos. A sustentabilidade nas edificações é certamente uma meta digna e necessária, mas a quantidade de opções pode ser avassaladora e os custos proibitivos, especialmente aos olhos dos proprietários. Como os projetistas podem convencer melhor seus clientes a integrar sustentabilidade em um projeto? Manter os custos baixos e fazer decisões com análise baseada em fatos são os primeiros passos sólidos.
Ainda que a alguns anos a tecnologia BIM pudesse ser considerada como uma grande novidade ou até um futuro muito distante, o fato é que o termo BIM é hoje algo pra lá de familiar dentro dos escritórios de arquitetura e também de engenharia. Entretanto, vocês já se perguntaram por que o uso dos sistemas BIM cresceu tanto ao longo dos últimos anos? Acontece que os chamados modelos de informação da construção simplificaram e muito o trabalho dos diferentes atores envolvidos nos processos de projeto e construção, uma vez que não apenas facilitam o processo de projeto mas também simplificam a análise global de todos os componentes de um edifício, fazendo da compatibilização de projetos uma brincadeira de criança além de minimizar todos os possíveis erros e conflitos que possam existir em um projeto de arquitetura.
Graças as ferramentas BIM, atualmente é possível trabalhar de maneira colaborativa e simultânea, maximizando a eficiência da gestão e administração de projetos desde a micro à macro escala, permitindo que arquitetos e engenheiros possam compartilhar seus modelos paramétricos que incluem, evidentemente, informações em 2D, 3D e o que é melhor, dados quantitativos e precisos sobre todos os componentes de um edifício.
https://www.archdaily.com.br/pt/937749/curso-online-gratuito-de-revit-para-arquitetos-e-estudantes-durante-a-quarentenaGoPillar Academy
Construção do estádio Al Wakrah. Imagem cortesia do Supreme Committee for Delivery & Legacy
Entre fevereiro de 2014 e setembro de 2015 – poucos meses antes de seu precoce e inesperado falecimento – a arquiteta Zaha Hadid esteve no centro de um acalorado e polêmico debate. Debate esse que teria como foco, de um lado as crescentes e cada vez mais graves denúncias sobre as condições de trabalho no Qatar de forma geral, e em específico nas obras empreendidas para a realização da Copa FIFA – Fédération Internationale de Football Association, de 2022 (ITUC, 2014; Amnesty International, 2016); e do outro o projeto do Al Wakrah Stadium – elaborado pelo escritório de arquitetura sediado em Londres que leva seu nome, e assinado por Hadid e Patrik Schumacher, para o referido evento.
https://www.archdaily.com.br/pt/937775/arquitetura-forma-e-trabalho-reflexoes-sobre-zaha-hadid-e-as-obras-do-estadio-para-a-copa-2022-no-qatarMarianna Boghosian Al Assal
Como parte de uma iniciativa do Makers México, um grupo de cerca de 300 profissionais criativos de diversas áreas continua se unindo para enfrentar a pandemia de COVID-19. Arquitetos como Juan Carlos Baumgartner, Michel Rojkind e o designer Ariel Rojo começaram a se somar a esse esforço para contribuir de diferentes maneiras na criação de peças impressas em 3D que possam ser doadas a vários hospitais do país. Atualmente, eles estão trabalhando em um splitter – que permite que dois pacientes fiquem conectados ao mesmo tempo em caso de escassez de respiradores –, em uma máscara de proteção para médicos/as e pacientes, bem como em outras peças que complementam o funcionamento desses equipamentos.
Hashim Sarkis, curador da 17ª Exposição Internacional de Arquitetura, organizada pela La Biennale di Venezia, lançou um impressionante tema visionário no início deste ano: “Como viveremos juntos?”. Esta questão fundamental finalmente transcende todas as disciplinas e abre um portal existencial para a humanidade. Não se refere apenas aos seres humanos, mas a todas as espécies - os organismos não humanos também.
Pygmalion Karatzas, profissional da fotografia de arquitetura e belas artes, apresenta uma série de recursos online gratuitos de fotografia de arquitetura para os leitores explorarem durante o período da pandemia de COVID-19. Os recursos selecionados incluem e-books, inúmeras entrevistas com profissionais renomados da fotografia de todo o mundo, apresentações educacionais (artigos acadêmicos, palestras, workshops) e vídeos.
Como aponta Jeremy Lent em um recente artigo, a expressão “distanciamento social” tem sido proveitosamente reformulada como “distanciamento físico”, uma vez que esta pandemia está unindo as pessoas em solidariedade de forma inédita. Diante disso, testemunhamos uma comovente redescoberta do valor da comunidade e dos impulsos prossociais da humanidade, como o altruísmo e a compaixão, manifestando-se em diversos setores e fronteiras.
Qual é o tamanho deste cômodo? Como é a vista da sala de reunião? O que você veria se olhasse de fora para dentro? Esses são exemplos clássicos de perguntas feitas a designers. Haveria resposta melhor do que mostrar imediatamente a vista em questão? O XUVER oferece uma maneira prática de compartilhar uma visualização renderizada online do seu projeto em menos de um minuto. Nenhum software adicional é necessário; tudo o que você precisa é de um link e de um navegador de internet. Um módulo de voz também permite discutir o projeto simultaneamente.
Courtesy of the German Design Council. Image Wuhan Panlong Plaza Yinxing Cinema
Design, branding e inovação são três dos principais fatores responsáveis pelo sucesso de uma empresa, especialmente em tempos de mudança e crise como o atual momento que estamos vivendo. Receber um prêmio de excelência é uma ótima oportunidade para chamar a atenção do público e angariar mensagens de apoio e motivação. O German Design Awards - o prêmio internacional concedido anualmente pelo German Design Council - acaba de abrir a convocatória para a inscrição de trabalhos para a edição do ano que vem, uma oportunidade única para muitos escritórios de design e profissionais autônomos. O prêmio procura promover a inovação e a experiência em design, oferecendo à comunidade internacional a possibilidade de promover seu próprio trabalho em um contexto mais amplo.
Aparentemente, a crise humanitária desencadeou um sem-número de ações usualmente escassas, nas quais a vida humana, a saúde e a economia estão no mesmo patamar. As atividades das cidades são interrompidas e, mais uma vez, nos isolamos, nos alienamos. No entanto, a situação se assemelha a algo com o qual já estamos acostumados. Sem grandes questionamentos, voltamos novamente nossas vidas para a tecnologia, nos desligamos das condições naturais de nossa existência e tornamos a quarentena mais suportável em espaços de teletrabajo, aulas virtuais, chats e redes sociais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126840/arquitetura-de-uma-crise-a-pandemia-e-os-espacos-virtuaisJulián Jerez V.
A madeira é um dos materiais construtivos mais antigos usados na arquitetura. Versátil, pode ser empregada em soluções estruturais, revestimentos, divisórias, encaixes e, com muita frequência, no mobiliário. Outra qualidade do material é seu apelo em relação à sustentabilidade - se bem manejada durante o plantio e processos de corte e tratamento, pode ser considerado um bem renovável e de baixa emissão de carbono, agregando valor ao edifício concluído.
Os pisos de taco de madeira, ou simplesmente pisos de taco, são feitos a partir do conjunto de peças retangulares de madeira maciça, que podem ser instaladas seguindo padrões gráficos em diagonal, espinha de peixe, xadrez, entre outros. Os diferentes desenhos, somados aos variados padrões de textura e cores das peças, abrem caminho para inumeráveis arranjos compositivos a partir da aplicação e repetição de unidades de mesma dimensão.