Infraestrutura urbana. Foto de Denys Nevozhai, via Unsplash
Quando a realidade nos exige respostas complexas e inéditas, um dos métodos mais interessantes para buscar respostas é o da biomimética, que consiste em fazer perguntas para a natureza em busca de inspiração. Neste sentido, vale a pena perguntar: como a natureza lida com situações emergenciais, onde o comportamento de um organismo precisa ser modificado rapidamente?
https://www.archdaily.com.br/pt/938637/a-cidade-entubada-tambem-precisa-de-curaBarão Di Sarno
Floor Plan Croissant é um projeto dirigido por Boryana Ilieva, criado para examinar espaços cinematográficos e trazer a linguagem espacial do filme ao universo arquitetônico. No entanto, mais tarde, essas traduções tiveram uma virada social: arquiteta e apaixonada pelo cinema, Boryana percebe uma lacuna geral entre cinema e arquitetura, ou em outras palavras, um espaço que permite aos arquitetos explorar além da tela. Com isso em mente, seu trabalho baseia-se na análise das plantas dos principais lugares de filmes e séries, pois acredita que um plano de cinema forma uma matriz fantasma em torno da qual os diretores não apenas constroem argumentos, mas também inserem mensagens ocultas.
A ONG Vivienda local, que atua por meio da autoconstrução colaborativa no Chile, lançou um site para monitorar o progresso e as etapas dos projetos com os quais trabalha. A iniciativa visa facilitar o desempenho e a comunicação dos/as arquitetos/as que utilizam essa metodologia com as famílias autoconstrutoras.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126313/vivienda-local-plataforma-web-para-projetos-de-autoconstrucao-colaborativa-assistidaArchDaily Team
O primeiro projeto construído do escritório Foster + Partners na Rússia deve ser concluído ainda este ano, à medida que as obras da sede da RMK em Yekaterinburg se aproximam da finalização. O edifício de 15 andares, projetado para a principal produtora de cobre do país, repensa o espaço de escritórios convencional, trazendo uma escala mais doméstica ao layout interno.
Gottfried Böhm é um arquiteto alemão que recebeu o Prêmio Pritzker no ano de 1986. Seu pai, Dominikus Böhm e seu avô Alois Böhm foram arquitetos, assim como três de seus filhos, entre eles, Peter Böhm. Poucos sabem que ele construiu duas obras no Brasil, em Brusque e Blumenau, duas cidades com enorme influência alemã na cultura. O fotógrafo Ronaldo Azambuja compartilhou conosco o ensaio da Igreja Matriz São Luiz Gonzaga, em Brusque. O texto foi escrito por Angelina Wittmann, arquiteta e pesquisadora.
Sendo um dos destinos turísticos mais populares do país em escala internacional, Cancún é uma cidade fundada há 50 anos que vem tecendo uma história peculiar, tanto em seu traçado urbano quanto na história e na cultura que a população busca constantemente valorizar para criar uma consciência histórica do local onde está inserida. Embora seja conhecida por seus grandes complexos hoteleiros e pela vida noturna, Cancún é muito mais do que isso. Jovens escritórios, como o Warm Architects ou o TAFF Arquitectos, estão em uma busca constante para promover uma arquitetura regional que responda às formas peculiares de habitar desta região impulsionada pelo turismo.
Imagens realistas e passeios virtuais tornaram-se parte integrante das apresentações de projetos. Designers utilizam softwares de ponta e constroem modelos 3D precisos para apresentar seus trabalhos com o máximo de fidelidade possível. Já no universo dos videogames, a questão vai além da qualidade ou precisão gráfica; trata-se da experiência imersiva do design visual e de como os/as jogadores/as interagem com o ambiente construído virtualmente.
Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, Philip Klevestav, artista principal da Blizzard Entertainment — desenvolvedora de jogos consagrada por títulos como Warcraft, Overwatch e Diablo —, compartilha suas perspectivas sobre o design de videogames e a influência da arquitetura no processo de criação.
Caminhamos para um cenário onde a tecnologia BIM irá nos ajudar amplamente a maximizar as funções e habilidades dos profissionais da construção civil, abrindo espaço para que possamos planejar, projetar, construir e gerenciar edificações e infraestruturas com muito mais eficiência, integrando todos os sistemas estruturais, mecânicos, elétricos e hidráulicos de maneira responsável, econômica e sustentável.
O tijolo cerâmico é um dos materiais construtivos mais usados na cultura arquitetônica latino-americana. A diversidade e versatilidade da alvenaria deu origem a uma grande variedade de usos e aplicações. Seja por fatores econômicos ou estéticos, o tijolo é muitas vezes usado de forma aparente – sem revestimentos ou acabamentos externos – mostrando grande riqueza associada a suas texturas e tons.
A arquitetura do Chipre tem sido influenciada por diversos vetores geopolíticos ao longo de sua vasta história. Localizado no Mediterrâneo Oriental, o país insular foi moldado física e socialmente pelo chamado conflito cipriota. Datando da idade do bronze e do ferro, sua arquitetura tem sido influenciada pelos gregos, assírios, egípcios, persas e romanos. Hoje, a arquitetura contemporânea cipriota nasce da reinterpretação dos tradicionais métodos de construção e seus materiais.
Nos últimos 30 dias, as buscas na Amazon para produtos sem toque, como dispensadores, torneiras etermômetros automáticos aumentaram em até 2000%. Enquanto a ansiedade sobre a disseminação do COVID-19 por contato em superfícies compartilhadas continua a atormentar, essas tecnologias oferecem uma solução potencial para escritórios ou empresas que lutam para permanecer operacionais sem aumentar o risco de propagação viral.
“Architects, not Architecture” decidiu disponibilizar ao público o seu acervo para nos ajudar a enfrentar a situação global de confinamento e servir de fonte de inspiração e entretenimento para a comunidade da arquitetura: uma seleção das melhores palestras apresentadas nos 35 eventos já realizados e que eram inéditas até então – incluindo Tatiana Bilbao, Peter Cook, Richard Rogers, Massimiliano Fuksas, Kim Herforth Nielsen, Ben van Berkel, Anupama Kundoo, Sadie Morgan, Dan Stubbergaard, Manuelle Gautrand e Kjetil Thorsen.
A cada semana, o ArchDaily compartilhará na íntegra uma das palestras que o “Architects, not Architecture” está publicando diariamente em seu site como parte de seu "novo evento": Home Edition 2020 (www.architectsnotarchitecture.com).
De forma exclusiva, o ArchDaily Brasil disponibiliza uma das palestras em espanhol. A seguir, apresentamos a fala da arquiteta Benedetta Tagliabue.
Quase dois meses se passaram desde que teve início, em diversos países, o regime de quarentena como estratégia para reduzir a taxa de transmissão do coronavírus. Desde então, parte considerável dos profissionais da arquitetura passaram a adotar o tele-trabalho, ou home office, dando seguimento aos projetos já iniciados, amparados por uma série de novas ferramentas de reunião online, armazenamento de documentos na nuvem e modelos BIM.
A memória é algo singular para cada indivíduo. Muitas vezes, os espaços físicos atuam como gatilhos potentes para as lembranças ou se tornam o próprio cerne da recordação. Na nova e intimista campanha da AXOR, intitulada "AXOR Places", designers parceiros/as da marca compartilham seus respectivos "Lugares de Memória". Complementados por fotografias aéreas de paisagens de Tom Hegen, os relatos dos/as designers revelam suas experiências singulares de lugar. As imagens estabelecem um paralelo entre esses "Lugares de Memória" pessoais e as possibilidades de personalização oferecidas pela coleção de misturadores AXOR MyEdition.
É rijo como cal e madeira o espírito das mulheres que participam dos movimentos de luta por moradia no Brasil. Maioria em ocupações de territórios, elas coordenam com vigor as práticas organizacionais e políticas de assentamento e construção de habitação popular. Não é à toa que muitas das ocupações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ou do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) carregam nomes de mulheres como Dandara, liderança de um quilombo do período colonial.
Muitos de nós já vivemos, ou estamos vivendo atualmente, em algum tipo de moradia comunitária compartilhada. Seja por uma necessidade, durante a faculdade e os primeiros anos depois de formado, ou por uma escolha, em uma comunidade de amigos ou aposentados, compartilhar o espaço da vida cotidiana está se tornando cada dia mais comum, a ponto de se transformar em um mercado muito explorado e porque não, lucrativo. As empresas especializadas em co-living, incluindo a WeLive, a Common, e a Ollie, têm explorado as vantagens da chamada economia compartilhada, oferecendo soluções de moradia acessíveis, e promovendo a diversidade sociais em determinados contextos. Enquanto continuamos a lutar contra o avanço da disseminação da pandemia da COVID-19, procurando nos adaptar as novas regras de distanciamento social, as pessoas que vivem em casas e apartamentos compartilhados passaram a explorar diferentes possibilidades impulsionadas por este estilo de vida, descobrindo novas formas de viver em comunidade, ao mesmo tempo que, procuram minimizar os riscos de contágio. De fato, o que se percebe é que estas comunidades podem estar ainda melhor preparadas para lidar com uma pandemia ao mesmo tempo que proporcionam uma sensação de normalidade, algo tão distante daquelas pessoas que, antes mesmo do início da pandemia, já viviam em uma espécie de isolamento domiciliar.
A ruptura causada pelo coronavírus pode ter aberto portas pelas quais muitos já esperavam. Estudos preliminares apontam que vivemos, nos últimos três meses, uma revolução tecnológica mais rápida do que em qualquer outro período anterior. Diante da necessidade de adaptação e para garantir a habitabilidade do tecido urbano, quem formula as políticas públicas vem revisando protocolos de dados e legislações, abrindo caminho para soluções de saúde urbana baseadas em tecnologia. No entanto, muitas dessas mudanças permanecerão após o vírus. Esse precedente, consolidado como um legado, trará motivos tanto para deslumbramento quanto para preocupação em relação ao nosso futuro urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126710/os-motivos-de-fascinio-e-preocupacao-com-as-cidades-digitais-pos-virusZaheer Allam, Gaetan Siew and Felix Fokoua
A partir deste dia 30 de abril, será realizada uma série de palestras, oficinas, fóruns, exposições e outros eventos sobre a lendária escola Bauhaus e, sobretudo, suas repercussões na América Latina. Diante da conjuntura atual, algumas das atividades foram reformuladas para ocorrer de forma online.
A cidade como a conhecemos está colapsando e é incapaz de propor novas alternativas de vida. O vírus está nos obrigando a assimilar o esgotamento das edificações que compõem a cidade e dos sistemas sobre os quais foi concebida toda a urbe em si mesma. Atividades básicas separadas por quilômetros de distância em ruas intransitáveis, galpões e galerias como invólucros fechados e climatizados artificialmente que já não admitem aglomerações — e que, consequentemente, tornam-se inacessíveis —, cápsulas infra-humanas empilhadas em torres que não contemplam espaços abertos, áreas comuns ou natureza, onde praticamente não há contato com o exterior, serão cada vez mais disfuncionais com o passar do tempo.
A digitalização dos meios de produção e os recursos tecnológicos ligados ao desenvolvimento de ferramentas cada vez mais sofisticadas impactam diretamente na prática contemporânea da arquitetura e do urbanismo. Pensar cidades e edifícios a partir do pressuposto digital representa grandes possibilidades de inovação em termos de desenho, otimização de recursos e processos, melhoria no desempenho e acompanhamento para manutenção de obras, entre outros aspectos. Muitas ferramentas estão disponíveis atualmente, e vão desde inteligência artificial à impressão 3D, passando por diversos artifícios que alteram os paradigmas da profissão e demandam uma nova postura na hora de projetar.
Pouco tempo depois de a Organização Mundial da Saúde declarar o surto do novo coronavírus (COVID-19) — que surgiu em Wuhan em dezembro de 2019 — como uma pandemia, enfatizando o grau de contágio da doença e evidenciando as deficiências em escala global nos métodos de contenção da mesma, a maioria dos países latino-americanos começou a adotar medidas de Emergência Sanitária para mitigar o contágio e fortalecer a capacidade de resposta de seus sistemas de saúde.
De modo geral, existem determinados fatores em projetos de espaços expositivos que contribuem para uma eficaz apresentação das obras: iluminação difusa, distribuição espacial e pé-direito altos são alguns deles. A combinação destas características com a capacidade de transformação dos ambientes (com a presença de elementos que possam ser perfurados, repintados e adaptados de acordo com cada exposição), são recorrentes em muitas galerias de arte e expressam o diálogo entre arte e arquitetura.
Atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades e se espera que esse número cresça para cerca de 70% até 2050, sendo que a maior parte das construções se concentrará em cidades localizadas na África, Ásia e América Latina, de acordo com dados das Nações Unidas (2017).
Dessa forma, as cidades ocupam papel de destaque em relação às mudanças climáticas, já que tendem a ser os locais de maior emissão de gases de efeito estufa (GEE) causado pelas atividades antrópicas e onde muitos dos impactos ocorrerão.
https://www.archdaily.com.br/pt/938224/cidades-inteligentes-mudancas-climaticas-e-vulnerabilidadesLucas Rosse Caldas, Andrea Santos e Luan Santos