
Pouco tempo depois de a Organização Mundial da Saúde declarar o surto do novo coronavírus (COVID-19) — que surgiu em Wuhan em dezembro de 2019 — como uma pandemia, enfatizando o grau de contágio da doença e evidenciando as deficiências em escala global nos métodos de contenção da mesma, a maioria dos países latino-americanos começou a adotar medidas de Emergência Sanitária para mitigar o contágio e fortalecer a capacidade de resposta de seus sistemas de saúde.
Nesse contexto, considerando as recomendações dos organismos internacionais especializados e de especialistas locais, e à luz da experiência de outros países, determinou-se que a melhor forma de evitar a propagação do vírus exigia duas ações coordenadas: uma voltada ao desenvolvimento da detecção, tratamento e prevenção do vírus, com destaque para os processos técnico-científicos, e outra associada à desaceleração dos deslocamentos, que teve início com o isolamento das pessoas em seus lares e se estendeu à restrição da circulação de mercadorias e à realização de eventos públicos, tornando-se uma medida de caráter predominantemente espacial.
