Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem gerado muitos debates na indústria da arquitetura. No entanto, poucos parecem compreender o que ela realmente é e por que desperta sentimentos tão complexos. Embora existam muitos especialistas que dominam esse campo melhor do que eu, acumulei uma década de experiência prática na aplicação de IA e algoritmos em diversos projetos. Um dos desafios que o nosso setor enfrenta atualmente é: como fazer com que essas novas ferramentas gerem valor prático?
Artigos
Como fazer perguntas à inteligência artificial?
Um passeio solitário: construindo imagens da cidade em tempos de isolamento

Existem elementos estranhos de conexão que fazem parte desse fenômeno de distanciamento social: não apenas o mundo inteiro o está exoperienciando simultaneamente, mas também parecemos compartilhar um momento global de conscientização de que algo único está ocorrendo – algo que exige ser documentado e entendido.
Movidos por esse impulso e sob a orientação da fotógrafa e professora Erieta Attali, 16 estudantes da Cooper Union exploraram, através da fotografia, sua vida cotidiana agora governada pelo isolamento e pelo distanciamento social. Os registros mostram realidades distintas, específicas de onde os alunos estão passando o período de quarentena.
Arquitetura pós COVID-19: a profissão, os escritórios e os autônomos

À medida que alguns países estão pouco a pouco retomando as suas atividades, abrandando as medidas de contenção e isolamento que nos foram impostas ao longo dos últimos meses, arquitetos do mundo todo estão procurando entender melhor como será a sua vida na chamada ‘nova normalidade’. Como uma ruptura drástica e repentina em nossos modos de vida, o surto de coronavírus nos apresentou uma nova forma de encarar o mundo, redefinindo o próprio conceito de “normalidade”, provocando uma mudança na maneira como nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Impulsionados por uma série de questões latentes, estamos lidando com um fenômeno ainda muito recente, antecipando um futuro relativamente desconhecido.
Durante um bate papo informal, dois dos nossos editores tiveram a ideia de escrever um artigo colaborativo onde procuram investigar as principais tendências do atual momento, debatendo questões relacionas às incertezas do futuro e oferecendo a sua visão sobre como a atual situação poderá afetar a disciplina da arquitetura daqui para frente. Abordando uma possível mudança de paradigma, no cenário profissional e principalmente no ensino da arquitetura, este artigo escrito à quatro mãos por Christele Harrouk e Eric Baldwin visa lançar uma luz sobre este nebuloso momento que estamos atravessando.
Que vidros utilizar para evitar que aves se choquem com os edifícios

Você sabia que durante a segunda semana de maio é comemorado o dia mundial das aves migratórias?
Todos os anos, nessa data, são organizados festivais, eventos educacionais, exposições e excursões para celebrar e, acima de tudo, conscientizar sobre a conservação das aves migratórias. Essas espécies viram seus habitats transformados nas últimas décadas, em parte pela ação humana: projetistas e agentes imobiliários construíram e nutriram um imaginário urbano dominado por estruturas de vidro como símbolo de poder e progresso. Antes de prosseguir com a conquista do céu, vale a pena considerar algumas medidas a serem adotadas ao especificar materiais mais amigáveis às espécies com as quais coabitamos.
Quão temporária deve ser a arquitetura emergencial?

Inundações, terremotos, tsunamis, furacões, conflitos armados, econômicos, sociais, pandemias. O número de refugiados no mundo cresce ano após ano. As soluções imediatas e temporárias, cada vez mais numerosas, transitam entre o "fazer o que se pode" e o "fazer o que se deve", sempre sob a égide do "fazer muito com pouco". Mas quão temporária a arquitetura de emergência acaba, efetivamente, sendo? É mais permanente do que pensávamos?
Queremos oferecer aos nossos leitores a possibilidade de expressar abertamente suas opiniões e experiências sobre o assunto. Se tivéssemos consciência da dificuldade de lidar com as perdas totais – que acabam fazendo o temporário se tornar permanente – mudaríamos o modo de projetar a arquitetura emergencial? Exigiríamos uma arquitetura de emergência de maior qualidade? Buscaríamos outros tipos de solução?
Deixe suas opiniões sobre o assunto no formulário a seguir:
Como redefinir a arquitetura para emergências migratórias?

Atualmente, a maior parte dos cidadãos do mundo foi direcionada ao confinamento devido à COVID-19. Após mais de dois meses nessas circunstâncias, surgem duas reflexões gerais — independentemente dos problemas pessoais de cada lar. A primeira é que nos adaptemos e vivamos em relativa harmonia dentro do espaço em que habitamos, e a segunda é que o espaço habitável não seja suficiente para o nosso conforto. Aprofundaremos a análise a partir da segunda reflexão, a fim de empatizar com a população que se encontra em situação de risco e decide abandonar sua vida em um determinado lugar para migrar em busca de melhores oportunidades, analisando como a arquitetura responde ou se omite diante da emergência migratória.
Uma torre de observação de pandas e um museu de guerra em Nova Délhi: 10 projetos não construídos enviados por nossos leitores

Com o crescente volume de propostas de concursos enviadas à nossa redação, nossa seleção com curadoria de arquitetura não construída apresenta, esta semana, projetos excepcionais inseridos em um contexto internacional. O ArchDaily reuniu mais uma coletânea de propostas, agrupando intervenções de várias partes do mundo e destacando programas, projetos e inovações inéditos enviados por meio das submissões de nossos leitores e leitoras.
O artigo inclui alguns projetos inovadores no Extremo Oriente, com uma torre de observação de pandas, um complexo de produção e a revitalização de uma área industrial na China. Além disso, a seleção apresenta uma proposta desenvolvida para a Jacques Rougerie Foundation Space and Sea Generation em Melbourne, Austrália, e um projeto finalista do Concurso Internacional de Projeto LACMA Not LackMA. Outras propostas em destaque incluem um complexo multicultural na Coreia do Sul, uma zona de lazer em um lago na Áustria, um pavilhão da paz no Senegal e uma residência dos sonhos "entre a montanha e o mar" projetada pelo Penda China, entre outros.
Estudantes da YACademy 2019 projetam um novo bivaque alpino

Uma característica marcante dos cursos da YACademy — a escola de arquitetura fundada pela YAC em 2018 — é oferecer aos/às estudantes workshops práticos e instigantes. No currículo da escola, um foco central é a dinâmica de relacionamento entre o natural e o artificial, entre a intervenção antrópica e a preexistência da paisagem. Esses temas motivaram a YACademy a criar um Curso de Formação Avançada em Arquitetura para a Paisagem: um programa composto por palestras de profissionais renomados/as, seguidas de estágios em alguns dos escritórios mais prestigiados do mundo.
Sedução em escala monumental: o Templo de Salomão em São Paulo

Shalom. Três homens em túnicas brancas estendem sincronicamente os braços e saúdam a quem chega com a expressão hebraica que deseja paz e boas-vindas. Por favor, conserve o silêncio no santuário. A locução suave e feminina informa as regras de conduta em meio à trilha sonora celestial. Telões de alta definição exibem imagens florais e passagens bíblicas. Para alcançar a prosperidade, em quem confiar? Vídeos de curta duração divulgam a programação semanal, como a Palestra Motivacional para o Sucesso Financeiro, oferecida às segundas-feiras em seis horários diferentes.
Egito moderno: nova arquitetura em um mundo antigo

A arquitetura egípcia contemporânea está baseada em uma história enriquecedora. Como berço da civilização, o país transcontinental influenciou vários estilos de construção e culturas de projeto. Lar de alguns dos primeiros desenvolvimentos urbanos e governos centralizados, o Egito é definido por sua geografia e seu contexto multicultural. Hoje, sua arquitetura moderna precisa enfrentar uma herança de construção que se estende por milênios.
Sobre o modo de existência do objeto urbano inteligente

Lukáš Likavčan nos conduz por uma jornada filosófica rica e instigante. Do aparato de Agamben, passando pela religião positiva de Hegel (sob vestes contemporâneas), até sua materialização nos fetiches de Graeber, o autor interpreta os objetos inteligentes que fundamentam o paradigma das cidades inteligentes como espécies de fetiches. Sob essa perspectiva, faz-se necessário redefinir a autonomia humana por meio de um ato de protetização reversa: que posição os seres humanos devem ocupar na tecnosfera? E que tipo de relações estão surgindo, ou se consolidando, entre nós (humanos) e eles (objetos)? Ao aceitar uma visão coletiva de inteligência como produto de dados humanos e não humanos, torna-se possível afastar-se da noção de fetiche em direção a uma condição antinarcisista que enxerga o ser humano como apenas mais uma das entidades com agência em um universo que avançou muito além do fenomenológico.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Urban Interactions" (21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para fomentar o debate sobre o impacto das novas tecnologias na arquitetura e na vida urbana. A contribuição a seguir faz parte de uma série de artigos acadêmicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: pesquisadores e pesquisadoras internacionais foram convidados a enviar suas reflexões em resposta ao manifesto desenvolvido pela equipe de curadoria do Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que você pode ler aqui.
Um chamado à cooperação global por transições urbanas sustentáveis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que, mesmo que vacinas sejam encontradas, a COVID-19 pode nunca desaparecer. Os mecanismos de recuperação “pós-vírus” de repente parecem deslocados e obsoletos. Se esperarmos a crise do coronavírus passar para enfrentar as mudanças climáticas, muitos de nós poderemos nos ver em águas profundas. São necessárias, agora, ações coordenadas e imediatas, somadas a uma cooperação em escala planetária, para enfrentar ambas as crises em paralelo. Para as cidades, isso significa adotar mecanismos que viabilizem tanto a recuperação econômica quanto as transições sustentáveis.
Inovação e colaboração no design com tijolos mesclam passado e presente

É raro um bairro histórico receber novos edifícios. No entanto, foi exatamente o que aconteceu em meio às elegantes e ornamentadas estruturas de Frederiksberg Allé, em Copenhague. A histórica avenida foi inspirada na arquitetura parisiense e conta com diversos edifícios notáveis por seus detalhes arquitetônicos complexos.
Antecipando o futuro da arquitetura esportiva com 10 estádios recém-construídos pelo mundo

No dia 16 de abril, foi realizada em Guangzhou, na China, a cerimônia de início das obras daquele que será o maior estádio de futebol do mundo. O aspecto mais controverso do projeto não foi o seu custo de US$ 1,7 bilhão, mas sim o seu audacioso formato de flor de lótus, que gerou fortes críticas da comunidade de arquitetura local, embora tenha sido elogiado pelo público em geral.
No contexto contemporâneo, a inteligência artificial desempenha um papel importante na reconstrução pós-guerra.

Em um mundo assolado pela guerra e pela destruição, surgem novas perspectivas para a reconstrução das cidades do futuro. As novas tecnologias oferecem oportunidades para projetar ambientes construídos mais qualificados e melhores experiências urbanas. Embora o mundo já tenha testemunhado tentativas fracassadas de reconstrução pós-guerra, o conceito de regeneração urbana no século XXI está intrinsecamente ligado à cultura, à integração e ao desenvolvimento sustentável.
Como se sabe, a tecnologia é um divisor de águas neste século. Ela já transformou a maneira como projetamos e construímos e, com o avanço da inteligência artificial, esse impacto é ainda maior. Se a inteligência artificial é capaz de transformar nosso ambiente de vida atual, ela também pode recuperar o ambiente que perdemos.
Transgressão, experimentação e comunicabilidade do gráfico em arquiteturas coletivas

Este artigo de Alberto Bravo de Laguna Socorro foi publicado originalmente na edição número 12 da revista rita_ com o título "Transgressão, experimentación y comunicabilidad de lo gráfico en arquitecturas colectivas. Índices de una expresión gráfica implicada".
22 museus no México que oferecem visitas virtuais

O recurso da realidade virtual não é uma novidade; contudo, sua adoção tem sido gradual em diferentes organizações. No mundo da arquitetura e da cultura, é cada vez mais comum ter acesso a tours virtuais que proporcionam uma visão muito mais ampla dos espaços e — no caso da arte — de sua relação com as obras expostas. Diversos esforços têm sido realizados para impulsionar este mapeamento espacial, encurtando as distâncias entre cidades, países e continentes, como é o caso do projeto Google Arts & Culture, que conta com uma biblioteca de 4.500 espaços que podem ser visitados virtualmente.
Como o coronavírus transformará o modo como ensinamos arquitetura

Por causa do coronavírus, as universidades em todo o mundo estão fechadas e as aulas, agora, são oferecidas por videoconferência. Isso não é excessivamente dramático, pois esse arranjo temporário eclipsará após a contenção dos casos e as aulas serão retomadas. No entanto, os impactos no meio universitário e no tecido urbano exigirão reformas imediatas no ensino superior, que moldarão o programa de estudos em arquitetura dos próximos anos.
Ventilação e sombra: muros permeáveis na arquitetura da Colômbia

Nos países onde a arquitetura se adapta às estações do ano, os projetos devem responder de modo a serem habitáveis tanto nas altas temperaturas do verão quanto no frio do inverno. Para a sorte dos países tropicais, como a Colômbia, a temperatura local não depende das estações, mas sim de sua implantação geográfica em relação à altitude sobre o nível do mar. Por essa razão, não é indispensável vedar ou isolar o interior dos projetos; pelo contrário, o manejo adequado da ventilação constante permite arquiteturas mais permeáveis e integradas ao contexto.
Reunimos uma série de projetos de diferentes programas — comercial, de saúde, cultural, educacional e residencial — nos quais diferentes técnicas construtivas controlam a permeabilidade, os fluxos de ar, a privacidade ou a filtragem da luz solar. A seguir, você pode explorá-los.
As paredes de barro nas casas contemporâneas do Equador

A terra é um elemento que vem sendo utilizado para construir desde tempos imemoráveis. Seu baixo impacto ambiental e a variedade de técnicas existentes para trabalhá-la permitiram a transcendência de seu uso em projetos de arquitetura em todo o mundo. Seja na taipa, em paredes de terra batida, paredes erguidas com sistemas de barro ou estruturas em adobe, diversos projetos contemporâneos reelaboram e reinterpretam estes métodos tradicionais para dar forma a seus espaços.
A história da arquitetura: do Neolítico à Mesopotâmia e Egito Antigo

Até onde chega os antigos registros escritos da história da humanidade, a “pré-história” pode ser estabelecida em um período de tempo que vai de 35.000 a.C. até 3000 a.C. no caso do Oriente Médio e até 2000 a.C. na Europa Ocidental. Segundo o que foi possível observar, os construtores de outrora detinham um profundo conhecimento à respeito das condições ambientais e das necessidades físicas do ser humano em sua busca por abrigo. Inicialmente organizados em grupos ou tribos, humanos utilizavam estruturas construídas com pele e ossos de animais para se proteger da chuva e do sol, do frio e do calor assim como das ameaças do mundo exterior. Milhares de anos se passaram e as cabanas primitivas evoluíram para se tornarem estruturas complexas construídas em paredes de tijolos ou com solo compactado, assumindo formas geométricas pontuadas por aberturas responsáveis pela ventilação e iluminação natural dos espaços interiores.
Ao longo dos próximos meses, você poderá acompanhar aqui no ArchDaily uma série de pequenos artigos sobre a história da humanidade em busca de abrigo e como o habitat primitivo evoluiu para se transformar na arquitetura como a conhecemos hoje. Durante esta primeira semana, dedicaremos um pouco do nosso tempo para refletir sobre as estruturas das primeiras civilizações conhecidas pela humanidade: as Aldeias Neolíticas, a Mesopotâmia e o Antigo Egito.
Como desenhar a casa de Aldo van Eyck

Este artigo de Alejandro Campos Uribe foi publicado originalmente na edição 9 da revista rita_ com o título "Como desenhar a arquitetura de Aldo van Eyck. Cinco desenhos da casa da família Van Eyck em Loenen".
A importância do espaço doméstico em tempos de COVID-19

A obrigação de permanecer em nossas casas - ditada pelos governos em relação à pandemia de COVID-19 - e, em alguns casos, o medo de sair para fora, fez com que, nos últimos tempos, o espaço doméstico tenha sido valorizado e se tornado palco das ações / reações e características mais evidentes do ser humano no contexto de um sistema capitalista e machista.
5 Materiais alternativos para construção de abrigos emergenciais

Terremotos, pandemias, conflitos e desastres ambientais são alguns dos eventos que têm desafiado arquitetos, urbanistas, designers e engenheiros a encontrar formas de desenvolver estruturas e infraestruturas de maneira rápida, prática, eficiente e adequada tanto à situação como ao local em que serão implementadas. Na busca por materiais que estejam disponíveis e cumpram as exigências para cada tipo de situação, aqueles considerados “alternativos”, ou não usuais – ao menos no contexto dos abrigos emergenciais –, se apresentam como possibilidades para experimentação e posterior aplicação em estruturas de emergência. Ao abordarmos edificações temporárias, contêiners e lonas tensionadas sempre nos vêm à cabeça. Mas há materiais de grande disponibilidade e com boas características físicas que podem cumprir funções emergenciais.






