
Este artigo de Alberto Bravo de Laguna Socorro foi publicado originalmente na edição número 12 da revista rita_ com o título "Transgressão, experimentación y comunicabilidad de lo gráfico en arquitecturas colectivas. Índices de una expresión gráfica implicada".
Os componentes gráficos desempenham um papel importante em projetos e materializações no âmbito da arquitetura coletiva. Ao investigar a relevância da expressão gráfica na produção dos coletivos, detecta-se uma série de estratégias e recursos compartilhados, dos quais os casos selecionados deixam registro gráfico. Os coletivos aglutinam inúmeras propostas em torno de temas diversos como ecologia, política social, coletividade ou participação, entre muitos outros, com projetos que desenvolvem múltiplas relações entre si. A heterogeneidade e a diversidade de abordagens integradas nos chamados "coletivos" de arquitetura inviabilizam a busca por invariantes generalizadas ou elementos reiterados que se estendam a todos os casos. Poderia-se destacar, como principal elemento comum, o papel determinante das redes de comunicação em sua atividade como via de difusão de seu trabalho: eles "utilizam as redes sociais e blogs para debater temas de interesse profissional, criar sinergias entre os usuários da rede e difundir o conhecimento de forma alternativa às revistas e livros impressos" [1]. O "gráfico" no "coletivo" assume uma presença significativa; para constatar isso, o artigo se debruça sobre a produção atual de alguns escritórios de arquitetura cujas realizações gráfico-arquitetônicas se enquadram nesse amplo campo. Analisam-se produções organizadas em três eixos: transgressão, experimentação e comunicabilidade, identificados como componentes recorrentes nas estratégias gráficas de seis coletivos representativos, selecionados entre os diversos casos que compõem a arquitetura coletiva.












