Desde o corte da árvore a tornar-se uma viga ou uma peça de mobiliário, a madeira passa por diversas etapas e processamentos. Recurso renovável e material de construção popular e antigo, a madeira é, também, muitas vezes apontada como uma das promessas da construção no futuro, um material adequado às novas demandas de sustentabilidade. Mas diferentemente do concreto, cujos moldes podem definir até curvas complexas, quando abordamos as estruturas de madeira é muito mais comum a utilização de peças retas, sobretudo para a arquitetura. Nesse artigo abordaremos algumas técnicas que permitem a criação de peças curvas de madeira de diferentes escalas, algumas mais artesanais e outras que prometem tornar o processo mais eficiente e inteligente.
Com o aumento dos níveis de emissão de poluentes ao longo dos anos, tem crescido também a preocupação sobre as ações que podem ser tomadas para minimizar os danos causados ao planeta. Como forma de promover a redução ou não-geração de resíduos, surge o princípio dos 3 R's: reduzir, reutilizar e reciclar. Estas ações, unidas à adoção de padrões de consumo sustentável, têm sido promovidas como forma de proteger os recursos naturais e minimizar o desperdício.
Entre o final dos anos 1940 e a década de 1980, Toronto, no Canadá, passou por um período de acelerado crescimento e desenvolvimento urbano, resultando em um rico patrimônio de edifícios de estilo modernista. Devido ao aumento populacional, as paróquias também começaram a demandar espaços maiores, necessitando de novas instalações. Diante disso, diversas igrejas modernistas com projetos sofisticados começaram a surgir por toda a cidade. Esta série de fotografias em preto e branco, intitulada Fifty/50, de Amanda Large, é uma ode a esses templos e uma celebração de sua relevância contínua para a cidade, mais de cinquenta anos após sua construção.
O tijolo é um dos materiais mais populares para arquitetos que buscam uma estética mais rústica ou vintage tornando os projetos de apartamentos, restaurantes e lojas mais quentes e convidativos. No entanto, a cor e o tipo de corte do tijolo podem influenciar significativamente a atmosfera que emana. Enquanto o tijolo branco se presta a um design mais minimalista, o tijolo marrom, por exemplo, tende a parecer mais rústico e terroso. Neste artigo, exploramos algumas das cores mais populares de tijolos, descrevemos formas de colori-los artificialmente e listamos projetos recentes que utilizam o material.
https://www.archdaily.com.br/pt/944534/tijolos-e-suas-coresLilly Cao
Projetar o interior de um apartamento de área reduzida é, sem dúvida, um desafio. Sabemos que uma residência deve ser o mais confortável possível para seus habitantes, mas quando dispomos de poucos metros quadrados e algumas funções imprescindíveis, encontrar a disposição espacial mais adequada não é tarefa fácil. Para lhe inspirar em seus próximos projetos de pequena escala, compilamos a seguir 26 plantas de apartamentos de 20, 30 e 40 metros quadrados.
A reciclagem tem sido um ponto de entrada para o design sustentável. É uma atividade pessoal devido à micro escala que permite às pessoas reduzir o desperdício e economizar energia. Mas entre a escassez de recursos, a perda de habitat ambiental e a crise climática global, houve uma mudança nas práticas diárias em direção a um pensamento mais cíclico. Cada vez mais, a necessidade de manter a vida faz parte de um processo contínuo de produção, reabsorção e reciclagem, onde os resíduos são convertidos em insumos para a produção.
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Ciclovia em Manaus, AM. Cortesia de Caos Planejado
As cidades estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19. Esta pandemia manifesta-se como uma crise global, e as decisões tomadas neste delicado momento pelos governantes, formuladores de políticas, tomadores de decisão e a população têm sérias consequências futuras. Inúmeros contextos já estão sofrendo alterações que modificam — mesmo que momentaneamente — o comportamento da humanidade. Medidas de distanciamento social, lockdown, cuidados sanitários e a contenção da mobilidade urbana apresentam-se como elementos consideráveis na transformação dos novos cenários urbanos.
Nicolas Norero nos apresenta uma nova temporada de seu podcast pessoal, onde continua suas conversas sobre identidade, memória e modos de vida. Nesta edição, os/as renomados/as convidados/as são Dust Architects, Salvador Macías, Luis Callejas, Grupo Talca, Germán del Sol e Enrique Walker.
An aerial view of the High Line with Chelsea Market. The park plans to reopen, with certain restrictions, on July 16. Cortesia de Timothy Schenck
A Metropolis Magazine abordou a produção da High Line Network, um consórcio norte-americano de projetos de reuso que tem compartilhado ideias e práticas ao longo da pandemia.
Desde o início da pandemia, a High Line Network — um associação dedicada ao planejamento e execução de projetos de requalificação urbana em toda a América do Norte — tem realizado uma série de encontros virtuais entre seus membros e parceiros, tanto para comunicar informações à respeito dos projetos em andamento quanto para compartilhar experiências de como cada um dos escritórios está lindando com as dificuldades impostas pela recente crise sanitária. Com muitos projetos sobre a prancheta e outros tantos para serem concluídos e inaugurados em breve, a High Line Network acredita que iniciativas como esta passarão a desempenhar um papel ainda mais relevante na vida das pessoas, especialmente à medida que as restrições de circulação começam a ser abrandadas.
A forma como você vive a cidade, a infraestrutura urbana oferecida pelas áreas que você frequenta e até mesmo as oportunidades de trabalho que te surgem, de certa forma, envolvem a cor da sua pele. Estes temas se desdobram em diversas camadas para discutir a segregação racial existente no entorno urbano no seminário “A Cidade e a Sujeição Racial”, organizado pelo Laboratório de Estudos de Raça e Espaço Urbano - Labraça - da FAUUSP em 2018.
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Peter Eisenman, Patrik Schumacher e Alisa Andrasek entre os palestrantes que participaram do Digital Futures. Imagem cortesia de Digital Futures
A exemplo do que ocorreu com a maioria dos eventos nos últimos meses, a edição deste ano do Digital FUTURES, realizado anualmente desde 2011 na Universidade de Tongji, em Xangai, teve que migrar para o ambiente digital devido à pandemia. A organização aproveitou a oportunidade para dar uma dimensão global ao evento, transformando o festival no que chamam, com razão, de o mais importante evento mundial de educação em arquitetura já realizado, com transmissão ininterrupta (24/7) de workshops, palestras e debates envolvendo alguns/as dos/as arquitetos/as e educadores/as de maior destaque da atualidade. A seguir, apresentamos um panorama do festival, acompanhado de uma seleção de palestras do Digital FUTURES World.
Quando Jane Jacobs proferiu sua famosa frase, “As cidades têm a capacidade de proporcionar algo para todos, apenas porque, e somente quando, são criadas por todos”, ela bem poderia estar prevendo a bem-sucedida parceria formada entre SHoP Architects, James Corner Field Operations e Two Trees Management. A equipe, que colaborou no plano diretor de 11 acres (cerca de 4,5 hectares) do Domino Park em Williamsburg, Brooklyn, tem sido aclamada por estabelecer uma nova referência ao aperfeiçoar o processo de projeto e a compreensão do que significa manter um parque que participa ativamente de um diálogo de via dupla com a comunidade.
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Captura de tela do teaser de On Reflection. Imagem cortesia de Morris+Company
O período de lockdown, ao oferecer aos profissionais da arquitetura a oportunidade de refletir sobre seus processos de projeto, motivou Joe Morris, fundador do escritório Morris + Company, a criar On reflection, uma série de curtas-metragens que discute os fundamentos da prática profissional, centrando o debate na confecção de maquetes como elemento crítico do pensamento de projeto e ferramenta arquitetônica de amplo alcance.
Instituir a reciclagem de materiais como uma prática cotidiana no campo da arquitetura e da industria da construção exigiria, sem dúvida, uma abordagem de cima para baixo além de ajustes nos processos de projeto e uma revisão completa dos sistemas construtivos mais usuais. Ainda assim, pequenas iniciativas estão provocando consideráveis mudanças neste cenário, forçando os profissionais a repensarem questões relativas ao desperdício assim como uma transformação completa na própria industria da construção civil. Neste contexto, este artigo esmiuçará alguns dos projetos mais inovadores realizados ao longo dos últimos anos, realizações que nos mostram que a reciclagem de materiais na arquitetura não é nenhum bicho de sete cabeças.
O desenho urbano é um campo do design intimamente relacionado ao planejamento urbano e à arquitetura paisagística; centra-se, em linhas gerais, na interpretação da forma e do espaço público sob critérios físico-estético-funcionais. Diferentes especialistas na área, como Jane Jacobs, Denise Scott Brown, Robert Venturi, Jaime Lerner, Jan Gehl, Kevin Lynch, dedicaram-se a estudar as necessidades das sociedades urbanas nos espaços comuns a fim de oferecer respostas adequadas às questões específicas de cada cidade. Essas questões se renovam de geração em geração, e o espaço público se transforma de acordo com os avanços tecnológicos e as novas formas de nos relacionarmos trazidas por eles; no entanto, o que sempre permanece é o sentimento de pertencimento a esses locais, que só alcançam o sucesso quando as pessoas usuárias os adotam como seus.
Não há como negar. O concreto aparente é o queridinho entre os arquitetos. Atualmente, vem sendo adotado em uma gama de construções e tipologias, desde obras de infraestrutura até projetos residenciais. Além de suas qualidades estruturais, sua aparência também agrada muito. Seu uso oferece determinadas qualidades e flexibilidade que podem garantir diferentes aspectos plásticos aos projetos. Já mostramos como pré-dimensionar estruturas em concreto, ou mesmo entender o que as rachaduras querem nos dizer. A seguir apresentamos algumas dicas para empregar este material e obter o melhor de suas possibilidades quando deixado aparente:
Do quarto do meu hotel era possível ver os telhados da Cidade Proibida, embora apenas um vulto em meio à névoa que cobria a paisagem. Pequim (ou Beijing, dependendo da língua ou grafia) é uma das cidades com o ar mais poluído do mundo, com uma névoa constante produzida não apenas por automóveis — que respondem por 70% da poluição da cidade —, como também por fábricas, usinas de carvão e tempestades de areia de regiões próximas. A impressão visual era de que o dia estava nublado, mas na realidade não havia uma única nuvem no céu.
Hoje, a automação residencial, a Internet das Coisas (IoT) e as tecnologias sem toque (contactless) tornaram-se partes indispensáveis das indústrias de arquitetura e design de interiores. Iluminação automatizada, sistemas inteligentes de climatização (HVAC) e assistentes virtuais controlados por voz, como Alexa e Google Home, são cada vez mais escolhidos por residências de classe média-alta e alta. Em um setor onde dispositivos e sistemas se renovam constantemente, este artigo apresenta algumas das mais recentes soluções residenciais inteligentes desenvolvidas pela Lutron, além de dicas sobre como escolher a melhor opção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126144/como-escolher-um-sistema-de-automacao-residencialLilly Cao
A New Generations é uma plataforma dedicada a descobrir e promover o trabalho de arquitetos jovens e emergentes no cenário europeu, proporcionando um espaço de troca e aprendizado, voltado tanto aqueles que se dedicam a prática quanto a teoria na arquitetura. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
A New Generationslançou recentemente uma nova plataforma na qual oferece um espaço único onde arquitetos de toda Europa podem se reunir para trocar idéias, e por que não, construir novas redes de trabalho colaborativo. Projetos de todo o tipo, oportunidades de emprego, idéias, notícias e perfis de escritórios serão publicados todos os dias na nova plataforma da NG. A seção ‘perfis’ é um convite àqueles indivíduos e coletivos que pretendem se juntar à esta rede de escritórios emergentes, proporcionando uma oportunidade única para que estes se engajem e fortaleçam a comunidade européia de jovens arquitetos.
Texto de Reutov Design. A inspiração para conceber este projeto veio da natureza da ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias. A partir da fusão entre as paisagens extraterrestres dessa ilha e as cores vibrantes da natureza de Ibiza, conseguimos criar um interior futurista e leve.
Monumentos, segundo Alois Riegl, são subsídios à memória. “In memoriam” são palavras que podemos encontrar em cada pedestal ou alicerce de um túmulo ou mausoléu em homenagem aos nossos heróis do passado. Embora seu caráter simbólico seja um refúgio de ideologias, preconceitos e — em muitos casos— intolerância, monumentos têm sido construídos pela humanidade à milênios e também podem ser considerados uma forma de arte e lugares de memória. Entretanto, não são raros os casos de monumentos associados à práticas ou eventos antiéticos, à descriminação, hostilidade e violência. Muitos dos templos da Grécia Antiga foram erguidos sobre altares utilizados para sacrificar animais — e, antes disso, seres humanos também —; as pirâmides foram levantadas pela força do trabalho escravo; praças públicas muitas vezes eram utilizadas como lugares de tortura e sentenças de morte. Isso significa que, na maioria dos casos, monumentos não são apenas simples estruturas inocentes construídas em memória de grandes personagens, mas a personificação de conflitos políticos, culturais, sociais e humanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/944267/status-estatuas-e-estatutos-erguendo-monumentos-a-homens-falhosMark Alan Hewitt
O conceito de “descarbonização” esteve em voga recentemente em discursos políticos e eventos ambientais globais, mas ainda não ganhou atenção suficiente no campo da arquitetura para mudar profundamente a maneira como projetamos e construímos. Atualmente, os edifícios são responsáveis por 33% do consumo global de energia e 39% das emissões de gases de efeito estufa, o que indica que os arquitetos devem desempenhar um papel significativo se quisermos parar ou reverter as mudanças climáticas. Com o carbono agindo como uma métrica universalmente acordada em que as emissões de gases de efeito estufa de um edifício podem ser rastreadas [1], uma das maneiras mais importantes pelas quais esse objetivo pode ser alcançado é, portanto, a descarbonização dos edifícios.
https://www.archdaily.com.br/pt/943680/questao-urgente-10-estrategias-para-descarbonizar-a-arquiteturaLilly Cao