“Quando todas nossas crises convergem, como o que está acontecendo neste exato momento, é preciso por em prática soluções conciliatórias”, argumentou Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), na Conferência GreenBuild 2020. As soluções conciliatórias que Figueres menciona, são aquelas que, procurando minimizar as emissões de gases de efeito estufa, permitirão uma reaproximação entre a humanidade e a natureza. E embora a engrenagem para esta mudança de direção já esteja em andamento, é preciso movê-la mais rapidamente para que sejamos capazes de nos aproximar de um futuro de autossuficiência em energia.
https://www.archdaily.com.br/pt/952625/christiana-figueres-um-futuro-de-autossuficiencia-em-energia-esta-sendo-construidoJared Green
A bioconstrução consiste no processo construtivo através de materiais e técnicas de baixo impacto ambiental, além da adequação da arquitetura às condições locais e tratamento de resíduos durante a ocupação do edifício. Portanto, construir com base nesses princípios não significa necessariamente utilizar materiais ditos sustentáveis, que frequentemente precisam ser transportados por longas distâncias ou passar por algum processo de pré-fabricação antes de serem empregados, mas utilizar materiais, técnicas e mão-de-obra locais, tendo como base estratégias vernaculares que levam em consideração estes fatores.
Pisos, lajes, forros. Falando de forma genérica, são praticamente todos os elementos horizontais que encontraremos na construção de um edifício. Essas três partes são modeladas de forma muito semelhante no Revit e, por esta razão, ao aprender este software, quase sempre aparecem uma após a outra. A ordem é geralmente uma ordem bastante lógica e, portanto, semelhante: começando primeiro com os pisos, depois com os forros e, por fim, as coberturas. Tudo isto depois de modelar as paredes exteriores e interiores do nosso edifício.
Quando Walter Gropius criou sua famosa escola de design e artes em 1919, Bauhaus, ele a criou como um lugar aberto a "qualquer pessoa de boa reputação, independentemente da idade ou do sexo". Um espaço onde não haveria “diferença entre o sexo belo e o sexo forte".
A ideia deflagrava uma sociedade na qual a mulher pedia para entrar em espaços que anteriormente lhe haviam sido vetados. Se a educação artística que as mulheres então recebiam era transmitida dentro da intimidade de suas casas, na escola de Gropius elas foram bem-vindas e seu registro aceito. Tanto que o número de mulheres que se matricularam foi maior que o dos homens.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem censura sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos/as em conversas sem roteiro que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina respondem a uma mensagem recebida em sua linha direta pedindo conselhos sobre como cursar a faculdade de arquitetura durante a pandemia de COVID-19. A dupla discute a decisão de adiar a matrícula ou trancar o curso por um ano, os aspectos educacionais que se perdem no ensino remoto, as diferenças entre o aprendizado físico e o virtual, como superar os desafios do ensino a distância e muito mais. Divirta-se! Envie uma mensagem ou ligue para a nossa linha direta: 213-222-6950 se tiver alguma dúvida.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126502/dicas-do-podcast-the-second-studio-para-estudantes-de-arquitetura-e-design-no-ensino-remotoThe Second Studio Podcast
O/A arquiteto/a jordaniano/a Rasem Kamal concebeu sutilmente uma escavação a partir do solo natural do deserto de Wadi Rum, na Jordânia, transformando a premissa de que "a forma segue a função" em "a subtração segue a função". Enfatizando a relação entre a forma externa e o espaço interno, o resort projetado se apresenta como uma área de preservação tanto na superfície quanto no subsolo.
No recém-lançado vídeo do projeto, o/a arquiteto/a revela os mistérios desse resort oculto, conduzindo o público por uma visita guiada à proposta da Reserva de Wadi Rum. Kamal complementa com maestria a paisagem acidentada do deserto por meio da estrutura do resort, que surge de forma orgânica e se integra perfeitamente ao entorno.
Acessibilidade é uma das considerações mais importantes na arquitetura, que é o de garantir que o ambiente construído atenda a pessoas de todas as capacidades. No entanto, as concepções populares sobre a deficiência e acessibilidade permanecem limitadas e, frequentemente, abrangem apenas pessoas com deficiência física, como os usuários de cadeiras de rodas. Principalmente entre os projetistas arquitetônicos, é comum abordar a acessibilidade como adição de rampas, corredores largos e elevadores. No entanto, a deficiência pode assumir diversas formas, algumas menos visíveis do que outras. Para os deficientes visuais, a incorporação de elementos táteis específicos na arquitetura e no desenho urbano pode melhorar muito a navegabilidade de um espaço desconhecido. Neste artigo, falamos especificamente sobre os pisos podotáteis, incluindo suas diferentes formas, sua história e suas formas de implementação.
https://www.archdaily.com.br/pt/952394/por-que-devemos-integrar-superficies-tateis-na-arquiteturaLilly Cao
Na última década, casas pequenas e micro-apartamentos ganharam imensa popularidade como opções acessíveis e sustentáveis para a vida moderna. Com essa arquitetura compacta, o design de móveis com consciência espacial também se torna cada vez mais relevante. Uma das áreas mais críticas para economizar espaço é a cozinha, onde a multiplicidade de funções e a necessidade de armazenamento podem dificultar o uso eficiente do espaço. Abaixo, descrevemos vários exemplos de projetos de móveis que economizam espaço para fazer o melhor uso de uma pequena cozinha.
“Apaga la tele” por la artista Coni Lars. Ubicada en la comuna de Requinoa. Image Cortesía de Metro21
"A arte à disposição e a serviço das pessoas", o principal objetivo da Metro21 — uma galeria de arte urbana chilena dedicada à exibição de obras e à gestão de projetos de artistas que desenvolvem seu trabalho no espaço público.
"De quadra em quadra" é a sua iniciativa para resgatar os espaços comuns sem uso ou manutenção em muitas localidades do país, resultado geral da falta de acompanhamento ao longo do tempo.
Em 1941, o engenheiro suíço George de Mestral, acompanhado de seu cão, fazia uma das suas caminhadas recorrentes pelos Alpes quando observou que as sementes de uma determinada espécie dotada de espinhos e ganchos colavam constantemente na sua roupa e no pelo de seu cachorro. Foi a partir dessa observação e do estudo de tal planta que, sete anos mais tarde, ele criou o conhecido velcro, um tecido repleto de minúsculos ganchos que possibilitam a sua fixação em determinadas superfícies.
Nesta terça-feira, 1 de dezembro de 2020, na Sessão Constitutiva do novo Diretório Nacional eleito pelos/as associados/as nas Eleições CA 2020, foi eleita a nova Mesa Diretora e a composição dos cargos do Colégio de Arquitetos do Chile para o período 2020-2022.
Nos últimos anos, com o desenvolvimento urbano acelerado dos espaços urbanos na China, os banheiros públicos receberam várias novas funções. Os arquitetos apresentaram uma variedade de propostas que sugerem transformar os banheiros públicos em um lugar onde a reunião social pode ser redefinida e a permanência temporária pode ser mais envolvente. Embora a escala dos banheiros públicos seja significativamente menor do que a de qualquer outro tipo de arquitetura, os arquitetos chineses têm trabalhado de forma inovadora para adequar os banheiros públicos aos contextos sociais em mudança. Abaixo estão alguns exemplos que demonstram experimentos arquitetônicos atuais com projetos de banheiros públicos na China.
Em maio de 2016 abria-se a 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza, talvez o evento mais importante e emblemático da arquitetura internacional desde a década de 1980, quando foi criada. Tal abertura trazia, entretanto, uma novidade: pela primeira vez o evento tinha como curador um latino americano – Alejandro Aravena. Esse destaque não seria isolado na carreira recente do arquiteto que fez parte da comissão julgadora do Prêmio Pritzker de 2010 a 2015 sendo laureado no ano de 2016. Desde logo é fundamental perceber que tal destaque não assume caráter de absoluta exceção e pode, de certo modo, ser entendido como a ponta de uma valoração e visibilidade que a arquitetura chilena contemporânea passa a receber a partir de finais da década de 90.
Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge como "The Genius, Heart and Humility of Indian Architect B.V. Doshi"
Estou em uma movimentada cafeteria de subúrbio conversando com o pacato arquiteto indiano Jitendra Vaidya, com seu jeito sereno de avô. Quando comecei minha trajetória como estagiário/a de arquitetura no final dos anos 90, Jitendra era um dos projetistas técnicos mais experientes que eu conhecia. Sentindo-se igualmente à vontade para avaliar os méritos relativos de diferentes detalhes de rufos ou para discutir conceitos abstratos de projeto, Jitendra é um arquiteto universal, da velha guarda. Após mais de meio século em uma profissão famosa por prazos massacrantes, ele ainda mantém um brilho alegre no olhar ao falar sobre arquitetura. Assim, não surpreende que Jitendra esteja visivelmente animado hoje ao me falar sobre seu mestre, o homem que acaba de ser reconhecido como um dos maiores arquitetos vivos do mundo, B.V. Doshi.
Algumas arquitetas e arquitetos conseguem propor interações entre as diferentes escalas dos projetos, atuando em uma multiplicidade de campos que vão da cidade ao detalhe dos acabamentos, passando pela escala do edifício. Embora, em muitos casos, a seleção do mobiliário que vai complementar um projeto – isto é, os elementos que acabarão por interagir com a escala humana – costuma ser relegada a uma etapa pós-construção, seu desenho nem sempre é considerado um problema secundário.
Poucas cidades no mundo contam com uma cena cultural e patrimônio arquitetônico tão vibrantes como Montreal. Com a segunda maior cidade do país, a Cidade dos Santos—como tornou-se conhecida—se firmou como um dos principais centros de design e arquitetura do mundo todo, abrigando algumas das principais feiras e eventos internacionais dedicados à comunidade criativa. Demonstrando um profundo respeito à seu contexto natural, Montreal foi nomeada assim em homenagem a montanha de três picos que fica bem no coração da cidade: o Mount Royal. Montreal, que sempre esteve na vanguarda da arquitetura e do design, continua provando que é um dos mais importantes centros para o desenvolvimento da arquitetura contemporânea no mundo todo.
A cidade de Puebla – localizada no planalto central do México – é conhecida sobretudo pelo traçado de suas ruas e por sua arquitetura predominantemente barroca. Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987, a cidade abriga uma dinâmica cultural de amplo espectro que se centra na preservação do patrimônio edificado e em sua apreciação à distância, como se fosse uma obra em um museu. Dessa forma, em nossos trajetos cotidianos, notamos a monumentalidade de suas fachadas, sem perceber, na maioria das vezes, que por trás dos grandes portões de madeira se esconde o que chamamos de “o coração da casa poblana”.
Centro de Visitantes Flamingo em Abu Dhabi. Imagem cortesia de Mykhaylo Slyusar | SDAR
A arquitetura cultural é definida por valores compartilhados e de intercâmbio. Centra-se na humanidade, na vida cívica e na história de como as sociedades evoluem ao longo do tempo. Sejam museus, bibliotecas, centros de visitantes ou monumentos, esses espaços contam histórias sobre uma região, cultura e lugar. A seleção de curadoria desta semana da Melhor Arquitetura Não Construída foca em museus e projetos culturais projetados em contextos rurais e urbanos. Vindos de todas as partes do mundo, eles representam propostas enviadas por nossos leitores.
Ao contrapor uma diversidade de tipologias a uma variedade de cenários e contextos, estes projetos revelam diferentes maneiras de contar a história de uma cultura. Cada proposta apresenta taxonomias, abordagens formais e organizações espaciais diversas, de uma torre em Shenzhen a uma escola mediterrânea na Córsega e um centro de arte em Nova Gales do Sul, na Austrália.
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Exterior residencial, renderizado no Lumion 11
No que diz respeito a softwares de renderização arquitetônica, o Lumion transforma o processo de renderização em parte integrante do ofício do/a arquiteto/a; ele potencializa os fluxos de trabalho de projeto e renderização e inspira a criatividade. Com o lançamento do Lumion 11, materializar sua visão de projeto nunca foi tão simples. Utilizando o novo recurso de vista ortográfica, é possível reduzir o esforço necessário para criar plantas e cortes visualmente interessantes com seu toque autoral. Com as fases animadas, você pode demonstrar como as partes da edificação se conectam e interagem, coreografando um diálogo com o espectador.
Na introdução de seu famoso livro entitulado Cidades para Pessoas, o arquiteto dinamarquês Jan Gehl afirma claramente que a escala humana tem sido historicamente negligenciada pelos processos de planejamento urbano na maioria das grandes cidades ao redor do mundo. A medida que as novas tecnologias foram nos permitindo construir edifícios cada vez mais altos, maiores e mais complexos, deixamos de conceber espaços para as pessoas e passamos a desenvolvendo um novo tipo de arquitetura— uma arquitetura completamente alheia à nossa própria condição humana. Estratégias de planejamento urbano tomadas de cima para baixo desconsideram a necessidade de espaços adequados aos nossos sentidos, priorizando a velocidade, a funcionalidade e obviamente, a lucratividade.
Precisando a forma como experimentamos o espaço construído e consequentemente, como percebemos as relações estabelecidas entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inserido, a noção de escala humana é fundamental para um espaço urbano que se pretende habitável. Neste artigo, falaremos sobre a transfiguração dos processos de planejamento urbano e quais podem ser as consequências imediatas desta mudança de direção em nossas vidas cotidianas. Paralelamente, o fotógrafo de arquitetura Kris Provoost—através de sua série fotográfica Eden of the Orient—nos convida a mergulhar ainda mais fundo neste universo “sem escala”.
O ArchDaily tem o orgulho de anunciar a seleção de Jovens Escritórios 2020. Esta primeira edição destaca escritórios e profissionais emergentes que mostram abordagens, propostas e soluções inovadoras para alguns dos maiores desafios da atualidade. Da crise climática a questões de raça e gênero; da evolução tecnológica à coesão social – estes desafios estão alterando o curso da arquitetura, posicionando a disciplina no contexto de uma nova sociedade e economia.
Escolhidos dentre mais de 350 inscritos de 72 países e 215 cidades de todas as regiões do globo, os escritórios e profissionais selecionados refletem as mudanças pelas quais a arquitetura tem passado nos últimos vinte anos, com o surgimento e consolidação de novas tecnologias, ferramentas, formatos, tópicos, escalas e abordagens interdisciplinares.
Hoje, mais do que nunca, os profissionais de arquitetura enfrentam altas expectativas em relação ao design, à funcionalidade e ao desempenho de um projeto. Um projeto arquitetônico cuidadoso leva em consideração as influências climáticas regionais, a origem dos materiais e, eventualmente, as tradições construtivas locais. Essas são estratégias para reduzir a pegada ecológica. Mas o que arquitetos e arquitetas fazem para potencializar ainda mais o desempenho de uma edificação? Esse é um aspecto instigante a ser explorado. Descobrir que, hoje, as tecnologias digitais estão integradas a edifícios em todas as partes do mundo é algo fascinante!
Presente na narrativa do Dilúvio no livro do Gênesis, Noé teria construído uma arca após um chamado de Deus, que decidiu inundar e destruir toda a vida na Terra por conta do mau comportamento da Humanidade. Apenas a família de Noé e um casal de cada espécie de animais poderia entrar na enorme embarcação e se salvar. Na bíblia, a arca é descrita com as medidas exatas de 300 côvados de comprimento por 50 de largura e 30 de altura. Esta era uma unidade utilizada na época, baseada no comprimento do antebraço, desde a ponta do dedo médio até o cotovelo. Um holandês que tem se dedicado a construir uma réplica da Arca de Noé, sem sucesso em encontrar um valor correspondente preciso no sistema métrico, utilizou as medidas do seu próprio corpo como o módulo. Modulação na arquitetura quer dizer adaptar o projeto a um módulo definido, geralmente uma medida base ou um material. Seja um metro, um tijolo, um azulejo ou um container, ela serve para facilitar o processo de projeto e torná-lo mais eficiente e sustentável.