Urban Radicals é um coletivo de design sediado em Londres, fundado em 2019 por Era Savvides e Athanasios Varnavas. O escritório atua na intersecção de múltiplas disciplinas, explorando o espaço público e a noção de coletividade em uma variedade de escalas, contextos e expressões projetuais. Selecionado como uma das Novas Práticas de 2021 do ArchDaily, o Urban Radicals se contrai e se expande organicamente por meio de seus projetos, dissolvendo as fronteiras entre diversos campos do conhecimento e contornando a estrutura tradicional de escritório para integrar uma multiplicidade de perspectivas na arquitetura.
Theodore Prudon, presidente fundador do Docomomo US, deixou recentemente a liderança da organização (Robert Meckfessel é o novo presidente). “Docomomo” é a sigla para a missão do grupo: documentação e conservação de edifícios, sítios e bairros do Movimento Moderno. Prudon tem uma trajetória consagrada como preservacionista, arquiteto e educador, estando à frente de seu próprio escritório e lecionando na Universidade de Columbia. Em outubro, ele recebeu o Prêmio de Liderança Distinta da Fundação de Arquitetura de Connecticut no recém-renascido edifício de Marcel Breuer em New Haven, que começou sua história em 1970 como o Pirelli Tire Building e hoje abriga o Hotel Marcel (projetado, planejado e incorporado pelo arquiteto Bruce Redman Becker).
https://www.archdaily.com.br/pt/1134392/theodore-prudon-o-modernismo-nunca-foi-um-movimento-popularMichael J. Crosbie
As mudanças climáticas, a escassez de recursos e a urbanização são pautas urgentes na indústria da construção civil. Nesse contexto, a importância da sustentabilidade é inquestionável: quase 40% das emissões globais de CO2 e 36% do consumo global de energia estão associados aos edifícios e à construção. Esses números ilustram com clareza a necessidade crescente de soluções mais sustentáveis no setor.
As empresas que desempenham um papel ativo na indústria da construção têm a responsabilidade de pavimentar o caminho rumo a um futuro mais sustentável. Por essa razão, parceiros como a Uponor, uma das principais fornecedoras internacionais de soluções de condução de água para edifícios e infraestrutura, empenham-se em ajudar seus clientes na Europa a escolher as soluções ideais para projetos arquitetônicos mais verdes.
Após os primeiros anos de atuação no mercado, Ben van Berkel e Caroline Bos rebatizaram seu escritório de arquitetura como UNStudio. Abreviação de United Network Studio, a mudança de nome é emblemática da natureza colaborativa e baseada em conhecimento da empresa, que hoje se expandiu para seis escritórios em todo o mundo.
Em tempos de transformações aceleradas e evolução constante, a arquitetura vem se adaptando a novas tecnologias construtivas e complexidades para atender às demandas do mundo contemporâneo. Equipes de especialistas de diversas áreas — arquitetura, engenharia, construção civil e uma ampla gama de profissionais — unem forças para viabilizar essas soluções em nosso ambiente construído. No ArchDaily, buscamos destacar esses agentes na arquitetura que selecionamos e publicamos diariamente; contudo, frequentemente nos deparamos com outros tipos de projetos, nos quais identificamos necessidades distintas e modos de construir próprios de determinados lugares e comunidades, que demandam, na mesma medida, equipes altamente qualificadas, técnicas locais específicas e saberes que merecem ser compartilhados.
Arteries of Hope por Partner-z Architects. Imagem cortesia de Partner-z Architects
A seleção desta semana de melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca instalações educacionais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma escola de terra contextual no Senegal a uma escola colaborativa e sem fronteiras no Vietnã, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as integraram a natureza à arquitetura, oferecendo a estudantes a oportunidade de se conectar com a paisagem e aprender sobre o entorno a partir de suas instituições de ensino. O artigo também apresenta projetos no Líbano, Suíça, Armênia, Ucrânia e Grécia.
Existem conexões extraordinárias entre o mundo natural e a capacidade criativa dos seres humanos. Em seu livro Last Child in the Woods, o jornalista e escritor Richard Louv observa: “A natureza inspira a criatividade na criança ao exigir visualização e o uso pleno dos sentidos. Se tiver a oportunidade, a criança levará a confusão do mundo para a floresta, lavará essa confusão em um riacho e a virará para ver o que vive no lado oculto dela.” Ele conclui que, na natureza, “a criança encontra liberdade, fantasia e privacidade: um lugar distante do mundo adulto, uma paz à parte.” Da mesma forma, o arquiteto Frank Harmon escreveu de forma tocante sobre o ar livre, as florestas e a água como cenários perfeitos para cultivar a sede de aprendizado e descoberta: “Crianças criadas próximas a riachos nunca se entediam. Crianças de riacho não conhecem o aprendizado por repetição, tampouco estão condicionadas a trabalhar das nove às cinco. Suas primeiras descobertas são as frutas silvestres, os ninhos de pássaros e o contemplar das estrelas surgindo no céu. Mais tarde, elas descobrem os livros. Para as crianças de riacho, o aprendizado é descoberta, não instrução.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134302/uma-jornada-arquitetonica-pela-florestaMichael J. Crosbie & Suzanne Bott
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
A arquitetura reúne influências da arte, da cultura e do cotidiano. Ao projetar para comunidades locais e especificar materiais regionais, profissionais de arquitetura costumam se inspirar nas tradições vernáculas. Ao utilizar recursos e materiais tradicionais da região de implantação da obra, esses profissionais se baseiam no clima local e em uma história compartilhada de técnicas construtivas e ideias. Os canteiros de obras e lotes pelo mundo são locais diversos, moldados por novas tecnologias construtivas, técnicas do passado e pelas transformações da vida cultural.
À medida que a geração pós-pandemia de locais de trabalho ganha forma, o conforto do escritório está se tornando rapidamente seu principal atrativo. Contudo, isso não pode se resumir apenas a sofás de trabalho grandes e confortáveis e algumas almofadas soltas. Com as opções híbridas de casa, escritório ou um terceiro espaço em pauta, a maioria dos/as profissionais ainda opta por passar uma grande parte de seu tempo de trabalho em conjunto, beneficiando-se do sentimento de comunidade e da atmosfera criativa, mas, acima de tudo, do ambiente de trabalho profissional e de seu design de interiores. Assim, embora espaços confortáveis e acolhedores ajudem as pessoas a se sentirem em casa, o arranjo tradicional com mesas e cadeiras individuais voltado ao foco e à concentração não pode ser subestimado.
Diante do aumento no valor dos aluguéis e com grandes empresas já em processo de redução de espaço para sobreviver à era do trabalho digital, apenas locais de trabalho projetados com flexibilidade e adaptabilidade podem oferecer tipologias voltadas tanto ao conforto quanto ao foco.
Ao construir próximo ao mar, a estratégia de projeto deve dedicar atenção especial aos efeitos da corrosão marinha. O teor de sal no ambiente provoca um processo físico-químico que desencadeia a degradação e o desgaste dos materiais, comprometendo a durabilidade da infraestrutura da edificação.
Em resposta às demandas de edifícios litorâneos e de seus respectivos componentes de fachada, a air-lux desenvolveu um sistema projetado para apresentar um desempenho confiável em condições marítimas. Graças aos seus materiais resistentes à corrosão, revestimentos de superfície aprimorados e componentes tecnicamente otimizados, o sistema resiste ao clima marinho e minimiza os danos causados pela água salgada.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980 que trazem as histórias mais interessantes por trás de sua criação.
Cavatina Concert Hall por Cavatina. Imagem cortesia de Cavatina
A diversidade de espaços cívicos em áreas urbanas e rurais tem demonstrado continuamente o quanto essas estruturas valorizam as conexões humanas, independentemente de programa, técnica construtiva, escala ou localização geográfica. Abrangendo desde instalações educacionais e museus até centros de arte, bibliotecas, templos religiosos e memoriais, esses projetos enriquecem a malha urbana com programas culturais que oferecem aos membros da comunidade espaços para aprender, entreter-se, criar e relaxar.
A seleção de Melhores Projetos Não Construídos desta semana destaca propostas de caráter cultural enviadas pela comunidade do ArchDaily de diversas partes do mundo. De um sistema de gestão hídrica voltado para crises ambientais no Egito a um memorial estruturalmente interligado nos Estados Unidos, esta compilação de projetos não construídos mostra como os/as profissionais da arquitetura responderam às necessidades contextuais e espaciais de suas propostas por meio de soluções inovadoras e locais. O artigo também inclui projetos na Itália, China, Uruguai, Polônia, Irã, Hungria, Rússia e Reino Unido.
As propostas submetidas ao anual Architecture Drawing Prize são avaliadas em três categorias: desenho à mão, digital e híbrido. No ano passado, Dafni Filippa, estudante de pós-graduação no mestrado em Arquitetura de Paisagem (MLA) na Bartlett School of Architecture, venceu na categoria híbrida e também foi consagrada a grande vencedora do prêmio com seu projeto Flood-responsive landscape performance — um desenho primoroso criado por meio de uma variedade de técnicas de representação e modelagem feitas à mão, em gesso e em múltiplas plataformas de software.
Se você tem evitado as notícias recentemente, apresentamos uma rápida atualização: os países europeus e norte-americanos enfrentaram um dos verões mais quentes já registrados na história moderna. Diante disso, os debates sobre a crise climática foram reacendidos, assim como as discussões sobre o papel da indústria de arquitetura e construção no desenvolvimento de soluções para mitigar os efeitos do calor extremo em nosso cotidiano. Enquanto as soluções de resfriamento passivo sempre foram utilizadas em certas partes do mundo — onde os recursos locais e as construções vernaculares se adaptam às altas temperaturas —, outras regiões buscam alternativas tecnológicas e métodos de fabricação inovadores que garantam o conforto humano, o valor estético e a eficiência energética a um custo viável.
Embora o modernismo inicial, com seus arranha-céus emblemáticos e casas de vidro, tenha consolidado a ideia de que edifícios envelopados em vidro são, em sua maioria, ambientes desconfortáveis, superexpostos e sujeitos ao superaquecimento, hoje os fabricantes de vidro demonstram o contrário. Quando bem tratado e posicionado estrategicamente, o vidro pode ser um material extremamente versátil e eficiente, sem comprometer o conforto visual ou térmico dos/as ocupantes.
Com o objetivo de reunir inteligência global e ideias avançadas, além de oferecer subsídios para o desenvolvimento da economia aeroportuária de Shenzhen, foi lançada a Consulta Internacional para a Estratégia de Desenvolvimento e Estratégia de Implementação da Economia Aeroportuária de Shenzhen. As inscrições já estão abertas para instituições de consultoria e escritórios de planejamento e projeto de destaque em todo o mundo.
O apartamento de Josh e Matt personifica seu estilo de "maximalismo curado". Imagem cortesia de Josh and Matt Design
Os anos 2020 chegaram, e a Geração Z anuncia sua chegada ao mundo com perspectivas ousadas e uma estética ainda mais audaciosa. Experimentando constantemente suas próprias identidades, esses jovens cresceram em uma internet repleta de opiniões e atravessaram o período caótico dos lockdowns da pandemia, trazendo consigo uma mudança cultural na qual formas orgânicas, elementos coloridos e padrões contrastantes dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. Esta tendência afasta-se do minimalismo outrora dominante, transformando a famosa frase de Robert Venturi em seu próprio lema: “menos é tédio”.
Após minha recente entrevista com o diretor da Gensler, Harry Ibbs, sobre como aproveitar os avanços tecnológicos para trazer profissionais de volta ao escritório, decidi abordar o tema da cultura do ambiente de trabalho pós-covid sob uma perspectiva completamente diferente. Em busca de uma abordagem mais íntima, analisei o AL_A, um estúdio vencedor do Prêmio Stirling do RIBA em 2009, fundado por Amanda Levete junto à diretoria composta por Ho-Yin Ng, Alice Dietsch e Maximiliano Arrocet. A diversidade da equipe de liderança e de sua força de trabalho de mais de 30 pessoas traz uma riqueza de pensamento e possibilidades que se reflete em sua cultura, prática profissional e projetos.
É provável que você já tenha ouvido falar do uso de estruturas de bambu na construção de abrigos temporários em ações de ajuda humanitária pós-terremotos. No entanto, o uso desse material na execução de edifícios capazes de resistir a abalos sísmicos é, na verdade, uma técnica amplamente consolidada. Por que, então, tratamos o bambu apenas como uma solução temporária pós-desastre, em vez de utilizá-lo desde o início para salvar vidas? As estruturas de bambu são excelentes opções para habitações e abrigos em regiões propensas a terremotos, desde que sejam adequadamente projetadas, construídas e mantidas. De estruturas vernaculares antigas a edifícios contemporâneos, exemplos ao redor do mundo comprovam que esse material pode resistir a forças da natureza que frequentemente derrubam construções de concreto e alvenaria.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134363/diante-de-desastres-naturais-o-bambu-e-um-material-de-construcao-seguroLayane Al Madani
Lembro-me bem do momento em que comecei a questionar o tipo de imagens e de arquitetura que consumíamos e discutíamos na universidade, em comparação com o próprio entorno construído da cidade onde vivo (CDMX). Trata-se de um tipo de arquitetura que busca delinear certos princípios estéticos tendenciosos, curados e distribuídos por meio da academia, de plataformas digitais, revistas, livros e incorporadoras imobiliárias, entre outros.
O arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa disse certa vez que "a arquitetura é essencialmente uma extensão da natureza para o domínio construído, fornecendo a base para a percepção e o horizonte de vivência e compreensão do mundo".
No agito constante do ambiente moderno, dar um passo atrás e ouvir os sons de algo tão serenamente poderoso quanto a natureza é mais do que necessário. Além disso, escutar as belas harmonias criadas pelo canto dos pássaros e pelas ondas sonoras também pode amplificar nossa voz interior.
Com o fim de 2022 se aproximando, o ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de retrospectivas. Como parte desse esforço, a equipe de Projetos volta-se para uma das categorias mais populares entre o público leitor — a arquitetura residencial — com o objetivo de compilar as casas que representam o melhor de um vasto universo de produção arquitetônica, de acordo com nossa audiência global.
Há quatro anos, o vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando converteu de forma espetacular um edifício residencial da década de 1920 no bairro de Lincoln Park, em Chicago, em espaços expositivos para uma galeria batizada — em referência ao seu endereço — de Wrightwood 659. Atualmente, a galeria apresenta uma engenhosa exposição sobre a construção em wood-frame, o método pelo qual mais de 90% das casas nos EUA são construídas.
Raramente o wood-frame foi tema de uma exposição de arquitetura. É um assunto corriqueiro demais — ou pelo menos parecia ser, até que a dupla de docentes da Universidade de Illinois em Chicago, Paul Andersen e Paul Preissner, idealizasse a exposição American Framing para o Pavilhão dos EUA na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2021. Um ano depois de Veneza, a badalada exposição faz sua estreia em solo americano na Wrightwood 659.
The Smile. Imagem cortesia de Alison Brooks Architects.
A arquiteta estabelecida em Londres Alison Brooks nasceu e cresceu no Canadá, onde estudou arquitetura na Universidade de Waterloo, em Waterloo, Ontário. Após se formar em 1988, partiu para Londres, onde, depois de trabalhar com o designer Ron Arad por sete anos, fundou o escritório Alison Brooks Architects em 1996. Suas obras mais representativas incluem o Accordia Brass Building em Cambridge (vencedor do Stirling Prize), o Cohen Quad do Exeter College em Oxford, o pavilhão The Smile para o London Design Festival de 2016 e diversas residências unifamiliares expressivas em Londres: VXO House, Fold House, Lens House, Mesh House e Windward House.
Entre os projetos atuais do escritório estão o The Passages em Surrey, no Canadá; o Homerton College em Cambridge, além de outros projetos residenciais e culturais no Reino Unido e na América do Norte. Este mês, a proposta do escritório foi selecionada para a lista de finalistas do LSE Firoz Lalji Global Hub e do Institute for Africa, em Londres. Junto ao escritório nigeriano Studio Contra, a equipe liderada pelo ABA foi uma das seis finalistas escolhidas entre 190 propostas internacionais.