A oportunidade de reimaginar um terreno de 1,8 hectare (4,5 acres) em uma grande cidade norte-americana, contendo tanto edifícios históricos a serem preservados quanto lotes destinados ao desenvolvimento, é rara. Para a equipe por trás do 5M, um projeto em um ponto de articulação no centro de San Francisco, essa perspectiva trouxe um potencial empolgante de engajamento com todos os aspectos de desenvolvimento comunitário e placemaking. Concluído pelo SITELAB, KPF e diversos outros escritórios, o 5M revela uma área central transformada e de uso misto após um processo de uma década.
As escadas podem parecer uma parte imutável do DNA de um edifício. Seja em uma construção do zero ou em uma reforma, pode ser difícil conceber a alteração do ângulo, da direção ou mesmo do posicionamento dos degraus; por isso, escolher o modelo correto é fundamental. Apresentamos a seguir dez maneiras diferentes de viabilizar o projeto de interiores dos seus sonhos.
No contexto cultural do consumismo global predominante, tudo em nossas vidas está sendo consumido. Sendo o meio físico do ato de consumo, a arquitetura comercial é, sem dúvida, uma engrenagem fundamental nessa sociedade. Os espaços "instagramáveis" — que representam a cultura pop, o espetáculo e a espetacularização do olhar — são um dos reflexos desse consumismo na arquitetura. Contudo, ao analisar a história da arquitetura, é preciso admitir que o avanço do consumismo também impulsionou, em grande medida, o desenvolvimento da própria disciplina. O aporte massivo de capital e o interesse dos incorporadores imobiliários abriram, de certo modo, novos caminhos para que os/as arquitetos/as pudessem materializar suas aspirações projetuais em edifícios comerciais.
Seja no meio urbano ou rural, a "arquitetura de consumo" enquanto espaço público costuma ser o elemento mais marcante e o principal ponto de encontro das pessoas. Diante do desafio de criar espaços comerciais confortáveis e convidativos, este artigo apresenta uma seleção dos melhores projetos de "arquitetura de consumo" de 2021, com o objetivo de oferecer inspiração para futuros projetos.
Houve algum momento em que os/as arquitetos/as se sentiram devidamente valorizados/as? Provavelmente não. Certamente não desde que a profissão se tornou dependente dos negócios da América, cujo negócio principal são os negócios em si. Com o crescimento econômico como diretriz primordial do país ao longo do século XX, os/as arquitetos/as — como membros da indústria da construção — desempenharam seu papel. Como? Projetando edifícios de todos os tipos que fossem mais leves, baratos e rápidos de erguer. Os valores dos/as arquitetos/as podiam ser sociais, artísticos e até cósmicos, mas seu valor para a sociedade tem sido primordialmente econômico.
Domenig foi um dos arquitetos mais radicais da Áustria e uma grande influência para muitos dos principais nomes da arquitetura, mas permanece amplamente desconhecido. Uma nova exposição pretende mudar isso.
O Pavilhão Turba Tol Hol-Hol Tol é um projeto coletivo liderado pela curadora Camila Marambio que propõe um caminho experimental para a conservação e a visibilização das turfeiras, um tipo de área úmida considerado o ecossistema natural mais eficiente no acúmulo de carbono na atmosfera e, no entanto, um dos menos pesquisados.
Apresentado pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio e pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo do Chile na 59ª Exposição Internacional de Arte - La Biennale di Venezia, com inauguração oficial neste 23 de abril, o projeto foi fruto de um trabalho colaborativo entre arte, ciência e saberes tradicionais, promovendo a pesquisa e a transição ecológica a partir das humanidades ambientais. Para isso, reuniu-se uma equipe multidisciplinar diversa: o artista sonoro Ariel Bustamante, a historiadora da arte Carla Macchiavello, a cineasta Dominga Sotomayor e o arquiteto Alfredo Thiermann.
Apesar de seu acervo deslumbrante de obras-primas, a National Gallery de Londres tem sido assombrada por uma série de intervenções arquitetônicas equivocadas ao longo de seus dois séculos de existência. Apenas uma vez sua liderança tomou uma decisão de fato inspirada e visionária: em meados da década de 1980, a galeria realizou um concurso, vencido pelo escritório Venturi, Rauch and Scott Brown (VRSB), da Filadélfia, para projetar um edifício voltado a coleções especiais.
O anexo foi construído de 1988 a 1991, viabilizado por fundos doados pela família Sainsbury como um presente para a nação, e foi imediatamente aclamado como um dos edifícios mais refinados de seu gênero erguidos no século XX. Desde então, permaneceu querido pelos londrinos e cumpriu exemplarmente o papel de expansão do pouco expressivo edifício clássico de William Wilkins. Especialistas na obra de Robert Venturi, John Rauch e Denise Scott Brown consideram-no uma de suas obras-primas. Pelo visto, a National Gallery tem uma opinião diferente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134651/em-londres-uma-obra-prima-de-venturi-e-scott-brown-esta-ameacadaMark Alan Hewitt
O efeito sonoro de vidro se quebrando é, há muito tempo, um recurso clássico em esquetes de comédia. Sempre que um objeto leve de cena voa para fora da tela ou do palco, ele inevitavelmente estraçalha uma vidraça um instante depois. Hoje em dia, isso ainda é divertido, embora absurdamente inofensivo, mas, em pouco tempo, a ideia de uma bola de futebol chutada por uma criança quebrando a janela de um vizinho causará apenas estranhamento e ceticismo.
Um skyline famoso pode evocar ricas associações e liberar a imaginação, mas a verdadeira experiência de uma cidade acontece em suas ruas. Os primeiros humanos evoluíram para enxergar os primeiros seis metros à sua frente, acima e ao seu redor, de modo a identificar potenciais ameaças na paisagem. Em nosso ambiente urbano moderno, ainda é assim que experienciamos edifícios e lugares. Embora as vistas aéreas e as imagens do Google Earth sejam úteis para referência, a principal experiência do exterior de um edifício é aquilo pelo qual passamos na rua, até aproximadamente o segundo ou terceiro pavimento. A altura de uma edificação não importa necessariamente se a experiência da rua for rica e acessível.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134814/ativando-as-bordas-como-criar-ruas-vivas-e-ativasAmanda Loper, Daniel Simons, David Baker
Quando os vencedores do prestigioso Prêmio Aga Khan de Arquitetura são anunciados a cada três anos, a arquitetura celebrada é, sem dúvida, o que há de melhor e mais importante no mundo. Embora os anúncios do ciclo de 2022 estejam iminentes, olhar para trás e analisar os seis projetos laureados em 2019 revela-se uma reflexão valiosa.
As portas externas não apenas proporcionam segurança, mas também definem a primeira impressão de uma residência. Isso fica evidente na porta pivotante apresentada na imagem acima, projetada e fabricada na Europa pela Air-Lux. No interior da casa, por sua vez, as portas internas garantem privacidade, atenuam ruídos, dividem ambientes e valorizam a estética arquitetônica dos espaços. Assim, para atender a essas demandas e resistir ao uso diário contínuo, elas devem ser duráveis e atemporais, sem nunca comprometer a sofisticação e o estilo. Entre as opções que atendem a esses requisitos, as portas pivotantes se destacam por combinarem movimento fluido, elegância e versatilidade. Com um design contemporâneo minimalista, essas portas vão além da função convencional das esquadrias comuns. Girando em torno de um eixo vertical graças a ferragens quase invisíveis, elas se adaptam a qualquer estilo de decoração, uso e dimensão, abrindo um leque de possibilidades criativas ilimitadas.
As discussões sobre a forma arquitetônica demonstram como a deficiência está marcada negativamente no campo da arquitetura. Na teoria e na história da arquitetura, "forma" geralmente se refere à essência física e à configuração de uma obra arquitetônica. Na concepção moderna de forma, trata-se de uma qualidade que surge da atividade projetual, de maneiras que podem ser transmitidas às percepções do/a observador/a da arquitetura. A forma estabelece um elo entre as criações físicas do/a arquiteto/a e a recepção estética dessas obras. Ela ocupa um lugar central na compreensão geral da disciplina: a ideia do/a arquiteto/a como "configurador/a de formas", entre tantas outras expressões, transmite o sentido de uma atividade fundamental e do papel estético da forma na arquitetura — o que os/as arquitetos/as criam e como as pessoas percebem as obras arquitetônicas.
O título de grande impacto diz tudo: Architecture Unbound, de Joseph Giovannini, é uma tentativa ambiciosa de explorar as fronteiras mais ousadas do design e explicar como e por que arquitetos e arquitetas dissidentes ousaram tanto. A obra também serve como uma introdução abrangente a artistas que lançaram as bases para a inovação arquitetônica há um século; a pensadores e pensadoras que mapearam novas formas de pensar; e às complexidades da teoria do caos, do design paramétrico e dos softwares que moldaram edifícios excepcionais nas últimas décadas.
Brooke Street Pier / Cinca Morris Nunn. Imagem cortesia de Danpal
Na arquitetura, o conceito de iluminação natural refere-se à entrada de luz natural nos edifícios para proporcionar uma série de benefícios, que vão desde o maior conforto visual e produtividade até a melhora na saúde e maior economia de energia. No entanto, para alcançar níveis ideais de luz solar, o equilíbrio é fundamental; enquanto o excesso pode produzir um ofuscamento desconfortável e uma quantidade excessiva de calor, a falta de luz pode causar problemas de saúde e uma maior dependência da iluminação artificial. Sob essa perspectiva, as qualidades dos painéis de policarbonato são incomparáveis, tornando-se uma escolha atraente para fachadas e coberturas ao proporcionar uma luz suave e difusa, com diferentes níveis de transparência, brilho e opacidade.
Nunca deixamos de explorar a manifestação da linguagem arquitetônica tradicional chinesa na arquitetura moderna, a começar pelo esforço de combinar um volume moderno com uma cobertura de paradigma tradicional. Essa herança e expressão baseiam-se no contexto, que se divide em duas categorias: "Adoção" e "Ablação". A reinterpretação das tradições a partir da "Forma", do "Sentido" e do "Modelo" constitui a "Adoção". A "Ablação" é um compromisso construtivo com o entorno que respeita a textura e a aparência originais, sejam rurais ou urbanas. Baseia-se em formas e técnicas construtivas antigas, aprimoradas com abordagens e técnicas de design moderno. Melhora as condições existentes seja por meio de sua ocultação em certas situações, seja ao desaparecer e se integrar a elas. A arquitetura contemporânea é tanto a tradição do futuro quanto a tradição do passado. Os "clássicos" são continuamente expandidos por arquitetos e arquitetas através de novas técnicas.
A edição de 2022 da Shenzhen Fashion Home Design Week (doravante denominada "Semana de Design") chegou ao fim com sucesso. Em meio aos desafios impostos pela pandemia, o ArchDaily, em parceria com a MEFine, apresentou o fórum temático "Um Passo à Frente: Reflexões Contemporâneas sobre o Habitar". Integrado ao "Design Loud" — espaço de debates focado em design e criatividade idealizado pelo Design Dome —, o evento foi concluído com êxito, deixando reflexões marcantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134773/forum-archdaily-x-shenzhen-creative-home-design-week-um-passo-a-frente-reflexoes-contemporaneas-sobre-o-habitarDai Le
Como conhecemos as cidades? O que nos mobiliza? O que lembramos delas? Monumentos? Museus? Somos simples turistas? Ou vivenciamos a cidade como uma experiência? A arte faz parte da cidade; é uma maneira de criar novos percursos, formas de vida e guias que nos levam a identificar espaços e momentos únicos vividos nela. A arte não está apenas nos museus, mas também nas ruas, nos muros e edifícios que compõem a cidade. O espaço público dialoga com a expressão artística; com pessoas, bairros, urbes e um mundo que se relaciona e cria novos modos de comunidade, dentro de uma cultura atenta que compreende nossos contextos e ecossistemas.
Mais do que uma tendência, a industrialização é uma necessidade no setor da construção. Nos últimos anos, temos sido testemunhas de sua importância no aumento da produtividade e da velocidade de execução – bem como na redução de desperdícios – em obras de arquitetura. Além de agilizar os processos construtivos, essa produção seriada, mecânica e padronizada aumenta a qualidade e reduz os prazos de entrega. Se as primeiras decisões de um projeto consideram a modulação das diferentes etapas que podem ser industrializadas em parâmetros verticais e horizontais, o resultado é mais eficiente do que se isso for avaliado apenas no momento da execução (quando já não é mais possível reduzir as perdas por meio da modulação). Além disso, ao minimizar resíduos e diminuir o consumo de recursos energéticos e hídricos, também se contribui para uma indústria mais sustentável.
No meio de um dos desertos mais áridos do mundo, localizam-se os aquedutos de Nasca. Eles compõem um sistema hidráulico que, há quase dois mil anos, demonstra avançados conhecimentos geológicos e hidrológicos, permitindo obter água tanto para o consumo humano quanto para a agricultura, gerando férteis oásis no deserto. Os Aquedutos de Nasca representam um sistema hidráulico único na América, seja por seu desenho característico, técnica construtiva, localização ou função. Eles são um testemunho excepcional da grande capacidade do ser humano na antiguidade de superar condições adversas, cujas soluções poderiam ser aplicadas à problemática climática dos nossos tempos.
O Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA) apresentou as Diretrizes de intervenção em fachadas para novas construções no Centro Histórico de Lima (CHL), instrumento que busca contribuir para novas edificações no âmbito do centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134593/diretrizes-de-intervencao-em-fachadas-para-novas-construcoes-ferramentas-para-intervir-no-centro-historico-de-limaSarita Rodríguez, Rodrigo Martel, Oscar Becerra y Diego Vivas
A CHC, ao longo de sua história, tem participado e apoiado projetos sociais que visam melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, além de estar sempre em constante busca por gerar novos e melhores padrões que possam contribuir para a construção de espaços. Neste caso específico, o projeto liderado pelo arquiteto Jaime Ovando integra recursos do Estado por meio do Programa de Habitabilidade do Chile e da Ilustre Municipalidade de Paine, juntamente com contribuições do setor privado, incluindo empresas de materiais de construção, do escritório de arquitetura e da construtora, entre elas a CHC.
Pensar no presente e no futuro da população idosa é fundamental para o avanço da qualidade de vida da população em geral. Segundo o estudo das Nações Unidas sobre a perspectiva da população mundial, estima-se que, até 2050, 32% da população do Chile terá mais de 65 anos. De acordo com dados apresentados pela Pesquisa de Caracterização Socioeconômica Nacional (CASEN) de 2017, 22,1% dos idosos e idosas no país vivem em situação de pobreza multidimensional. A relação entre a arquitetura e o compromisso social estabelece uma estratégia para combater a vulnerabilidade desse segmento da população.
Cerro San Cristóbal, Lima - Peru. Via Shutterstock
"Lima, A Inadiável" é uma iniciativa do Colégio de Arquitetos do Peru - Regional Lima que tem como finalidade estabelecer um roteiro sobre os temas prioritários a serem atendidos pela gestão municipal 2023-2026 de Lima Metropolitana e Callao a partir de um espaço de encontro cidadão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134772/lima-a-inadiavel-um-roteiro-para-a-gestao-2023-2026Diego Vivas
Islas de los Uros en el lago Titicaca. Image Cortesía de Leyda Aza Medina
A importância da arquitetura voltada para a sustentabilidade leva os/as arquitetos/as a explorar novas alternativas de materiais de construção sustentável que possam ser implementados em novas edificações. A pesquisa “La totora como material de aislamiento térmico: propiedades y potencialidades” foi publicada pela arquiteta Leyda Aza Medina como dissertação de mestrado em 2016 e venceu o prêmio de práticas acadêmicas ADUS 2021. O estudo apresenta uma alternativa sustentável, utilizando como base o recurso renovável da totora para o uso de isolantes térmicos em edificações no altiplano peruano.
Ao longo dos anos, o design de interiores tem evoluído de acordo com as necessidades emergentes, mas, sobretudo, com as experiências que busca evocar em quem habita o espaço. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas de uma mudança radical e de um interesse especial por este tema, uma vez que a pandemia nos obrigou a prestar atenção redobrada à configuração dos lugares que habitamos. Isso resultou em projetos muito mais integrais que buscam atender ao bem-estar das pessoas, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.