O conjunto do Unhão, cuja construção data do século XVII, constituía-se de um engenho de açúcar com casa-grande, capela e senzala, tombado no ano de 1943. Salvador era a principal cidade brasileira na época da construção, em que o Brasil era uma colônia portuguesa, com a mão-de-obra sobretudo de escravizados, e do seu porto saía grande parte da produção de açúcar para exportação. O conjunto chamou a atenção da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi desde sua primeira visita em 1958, na época que ela passou alguns anos trabalhando e dando aulas na capital baiana. Com participação decisiva de Lina na definição do programa e da própria implantação, as edificações foram restauradas para receberem o Museu de Arte Popular e a Universidade Popular. Mas em todo o conjunto, o elemento que chama a atenção por sua plasticidade, funcionalidade e simbolismo, é a escada helicoidal de madeira.
Fundado em 2001, o Lacime Architects (日清设计) acumulou, ao longo de quase duas décadas de trajetória, uma equipe de cerca de 800 arquitetos(as) e uma vasta experiência no projeto de grandes empreendimentos nacionais e internacionais, adotando um modelo de design integrado entre arquitetura e paisagismo. O estúdio foca no planejamento e projeto de diversos setores, como o imobiliário, comercial e cultural. Por sua vez, o Departamento IV da Lacime Architects valoriza, acima de tudo, o espírito criativo e inovador de sua equipe de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130928/vagas-em-xangai-lacime-architects-arquiteto-a-lider-arquiteto-a-recem-formado-a-estagiario-aMilly Mo
Shanghai Minsheng Wharf Waterfront Landscape and Reconnection / Atelier Liu Yuyang Architects . Image
Fred Kent, fundador da organização sem fins lucrativos Project for Public Spaces, declarou em certa ocasião que “Quando se planejam cidades com ênfase no trânsito e veículos automotores, o resultado é uma cidade repleta de carros e congestionamentos. Quando se planeja cidades para pessoas, por outro lado, o que se obtêm é uma cidade agradável de se viver e repleta de espaços públicos.” Isso tudo pode até parecer bastante óbvio, entretanto, nossa sociedade está passando hoje por uma mudança de paradigma, com mais e mais cidades abrindo mão de seus espaços e infraestruturas para veículos e privilegiando pedestres e espaços públicos.
Fundado em Pequim em 2005 por Zhu Pei, o Studio Zhu-Pei dedica-se à exploração e à prática da arquitetura cultural, sob uma postura criativa artística e experimental. Entre museus de arte e projetos culturais, o escritório conta com 18 obras construídas e 17 em fase de projeto ou construção. Filosofia de projeto: a "arquitetura natural" não se refere à arquitetura paisagística nem à arquitetura verde. Em outras palavras, não se trata da natureza em sentido estrito, mas de uma atitude natural. É uma investigação das leis de construção natural por trás da arquitetura, buscando encontrar as fontes de sensibilidade definidas pela própria cultura humana, estabelecendo uma espécie de relação de consanguinidade entre o edifício e a cultura local, a geografia e o clima.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130878/trabalho-em-pequim-studio-zhu-pei-arquiteto-a-arquiteto-a-paisagista-estagiario-aMilly Mo
Um dos principais gestos projetuais de Paulo Mendes da Rocha no projeto de reforma da Pinacoteca foi criar um novo eixo de circulação longitudinal na edificação existente, alterando o seu acesso principal. Passarelas metálicas, que atravessam pátios internos cobertos por claraboias, possibilitam novas dinâmicas e integração entre as salas, adequando um edifício neoclássico a um museu com um programa totalmente contemporâneo.
A habilidade de renovar um espaço completamente, às vezes demolindo partes ou fazendo adições pontuais, alterando sua funcionalidade e melhorando sua ambiência, é dos ofícios mais admirados dos arquitetos. Em habitações isso fica ainda mais evidente, uma vez que adequar uma habitação às demandas contemporâneas, através de uma planta bem pensada, pode melhorar a qualidade de vida dos ocupantes.
Poucos negócios nos Estados Unidos são vistos com tanto carinho quanto os pequenos comércios de bairro. Há uma sensação de que "está tudo bem com o mundo" nas lojas geridas pelos próprios proprietários que atendem às necessidades diárias de uma vizinhança e que, por meio de repetidas trocas presenciais, ajudam as pessoas a se sentirem parte de uma comunidade de apoio mútuo. No entanto, há muito tempo esses estabelecimentos familiares enfrentam grandes dificuldades. Na metade de século após 1950, a popularização dos automóveis deslocou grande parte do comércio varejista dos EUA para centros comerciais de beira de estrada, inacessíveis a pedestres, reduzindo drasticamente o número de comércios locais. Nas últimas duas décadas, a expansão da internet intensificou a pressão sobre o varejo físico, uma situação agravada pela pandemia.
Bence Hadju 2012 "Abandoned paintings" sobre "A última ceia" de Leonardo Da Vinci 1495. Imagem via Revista rita_
Este artigo de Felipe Samarán Salófue publicado originalmente na edição nº 11 de revista rita_ com o título "Renders habitados y arquitectura desierta. El mensaje oculto de la arquitectura revelado por la fotografía" e faz parte de uma colaboração conjunta de divulgação. A seguir, apresentamos um estudo sobre como o foco de interesse da arquitetura se deslocou de “servir à pessoa, atendendo-a em todas as suas dimensões” para “gerar um universo de formas e espaços surpreendentes, belos e fotogênicos”, relegando quem os utilizará a um segundo plano ou ao esquecimento.
No último dia 9 de março, como parte das celebrações do 119º aniversário de nascimento do arquiteto mexicano Luis Barragán, a Barragan Foundation anunciou através de seu perfil oficial no Instagram o lançamento de seu reformulado website. A iniciativa tem dois propósitos, por um lado ela representa um esforço para aglutinar todas as informações disponíveis no Arquivo Barragán em um só lugar, facilitando a promoção e divulgação da trajetória de um dos mais importantes arquitetos mexicanos de todos os tempos e, por outro lado, ela redireciona o nosso olhar, revelando uma outra faceta de Barragán, até então desconhecida pela maioria dos arquitetos e arquitetas.
Talvez nenhum personagem moderno da TV ou do cinema seja mais fascinado por arquitetos/as do que George Costanza, de Seinfeld. E, convenhamos, quantos/as arquitetos/as escolheram a profissão apenas para poder dizer: “Eu sou arquiteto/a”? Mas e se George fosse, de fato, arquiteto? Que tipo de arquiteto ele seria? Neste episódio, Stewart analisa cenas de Seinfeld para desvendar que tipo de arquiteto George realmente gostaria de ser. Apoiando-se em sete evidências e em uma argumentação digna de tribunal, ele constrói sua tese em torno desse instigante cenário hipotético. As evidências vão desde as referências explícitas de George — como sua afirmação de ter projetado a ampliação do Guggenheim — até uma avaliação mais psicológica de sua inclinação por espaços aconchegantes e revestidos de veludo, concluindo com seu fascínio pela própria farsa de fingir ser o que não é.
Palazzetto dello sport. Foto de Kerry O'Connor, via Flickr. Licença CC BY-NC 2.0
Pier Luigi Nervi é um caso curioso na história da arquitetura. Apresenta grandes edifícios de concreto armado – sendo inclusive responsável por desenvolvimentos técnicos ligados a esse material –, que se definem por seus ousados, expressivos e heroicos partidos estruturais. Projetava de forma semelhante a Corbusier na sua chamada ‘fase brutalista’, que “(...) abordava o programa de arquitetura partindo de princípios de ordem geral, adaptando-os em seguida à situação real. O projeto era definido pelo partido que se organizava do geral para o partícular” (Acayaba, 1985); observar-se isto nos edifícios do italiano que, em grande parte, são obras pavilhonares, nos quais uma grande cobertura estrutural recobre o programa em suas particularidades.
O tarot é frequentemente descrito como um espelho da alma. Assim como nos espaços que habitamos, podemos olhar para os símbolos contidos no baralho de 72 cartas e enxergar reflexos de nós mesmos e de nossos sistemas de crenças. O objeto e a própria prática contêm diversas associações arquitetônicas: não é incomum que termos como “estruturas”, “fundações” e “lar” surjam em uma leitura de tarot. Cartas tradicionais retratam torres, castelos e igrejas. Às vezes, as cartas são descritas como chaves; outras vezes, como portais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130743/a-arquitetura-fantastica-de-niki-de-saint-phalleLeilah Stone
Durante este mês, discutiremos sob uma perspectiva crítica o significado da renderização para a arquitetura. Quais são os modelos e quais são os limites da renderização no processo de projeto de uma edificação? E, sob essa ótica, cabe nos perguntar: o que é uma renderização? Seria apenas uma imagem para vencer concursos e atrair potenciais clientes, ou uma ferramenta de fato eficaz para o processo de construção?
No desenho urbano contemporâneo, a ordenação espacial, mobilidade, demanda a novas conexões e ainda os limites assumido entre os espaços público e privado, têm apresentado cada vez mais enfoque nas discussões ligadas ao futuro das cidades mundiais, e em mesma proporção, no território brasileiro. Neste modelo, em decorrência do crescimento exacerbado, certas estruturas construídas têm provocado barreiras urbanas, evidenciando obstáculos.
“O que é arquitetura?” Essa pergunta, simples na forma mas complexa em sua essência, continua sendo uma questão existencial enfrentada por muitos/as estudantes de arquitetura e jovens arquitetos/as. Para definir essa indagação em constante evolução e revelar diferentes perspectivas, a série de entrevistas WIA – What is Architecture? propõe quatro perguntas diretas a importantes designers e pensadores/as da arquitetura mundial. Esses vídeos curtos buscam revelar as visões desses profissionais sobre o que é a arquitetura e o que ela pode realizar, respondendo às seguintes questões: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é a sua posição na arquitetura? E qual é o seu método de projeto?”
Em colaboração com o WIA, o ArchDaily publica semanalmente quatro entrevistas, convidando os/as leitores/as a aceitarem o desafio de responder a essas mesmas perguntas. Este terceiro artigo da série apresenta as perspectivas de Yona Friedman, Oana Bogdan e Leo Van Broeck (do escritório Bogdan & Van Broeck), Ma Yansong (do MAD Architects) e Alessandra Cianchetta (da AWP).
Escada x Escada Rolante. Até o começo do século XX, a circulação vertical era feita através da escada. Sem o aparato da eletricidade, a circulação vertical demandava esforço físico e atenção dos usuários, dependendo somente da força humana. A escada rolante surge “com o rush das invenções industriais junto aos desejos da ficção científica de 1800, apresentada em 1915 como objeto de entretenimento na grande exposição de Paris e de Coney Island” (KOOLHAAS, 2014, pg.1303). Logo depois, passa a ser usada como elemento funcional de circulação. A princípio, a sua utilização deveria substituir o uso da escada comum, entretanto, o novo aparato tecnológico não cumpriu essa função, passando a ser um elemento complementar e adquirindo um novo significado. Com degraus maiores para acomodar um corpo parado em pé, a escada rolante possibilita um fluxo de pessoas mais intenso, conectando espaços mais íngremes com uma menor área de incidência. Comparada a escada, ambas exigem ritmos, sensações e condicionamentos físicos diferentes daqueles que ali transitam.
Querétaro é um estado mexicano localizado na região centro-norte do país, limitado geograficamente pelos estados de Guanajuato, San Luis Potosí, Hidalgo, Estado de México e Michoacán. Conta com uma área de 11.684 km² de superfície, sendo o quinto estado menos extenso do país. Sua capital, e cidade mais povoada, é Santiago de Querétaro, porém, há outras localidades importantes como Tequisquiapan, Cadereyta, Jalpan de Serra, San Joaquín e Bernal.
A bicicleta como meio de transporte permaneceu ao longo da história, evoluindo de diferentes formas. No entanto, nos últimos anos (e mesmo antes da pandemia de COVID-19), popularizou-se ainda mais, especialmente nas grandes cidades — uma vez que, nas áreas rurais, sempre foi um dos principais meios de transporte devido à falta de infraestrutura. No México, existem regiões que historicamente são muito ciclistas e, embora seu uso seja frequentemente associado a uma tendência ou moda, a realidade é que ele se concentra em grupos de baixa renda que compõem localidades, municípios e até estados. Infelizmente, o investimento destinado à infraestrutura cicloviária no México costuma ser muito baixo.
Nem todas as ciclovias em resposta à pandemia são construídas da mesma forma. Foto: Carlos Felipe Pardo/Flickr
Quando a pandemia de Covid-19 estourou, a preocupação com a transmissão do vírus no transporte coletivo levou muitas pessoas a optarem por outras alternativas de mobilidade – principalmente pedalar. A bicicleta ganhou popularidade tanto para uso recreativo quanto como meio de transporte, uma tendência especialmente evidente nos Estados Unidos, no México, na Colômbia, na Alemanha e na França. Nos casos de França, Alemanha e Estados Unidos, a média semanal de uso da bicicleta aumentou respectivamente em 4%, 7% e 20% em relação aos números de 2019.
https://www.archdaily.com.br/pt/958593/do-emergencial-ao-permanente-transformando-a-infraestrutura-cicloviaria-para-alem-da-pandemiaCamilla Zanetti, Alejandro Schwedhelm e Claudia Adriazola-Steil
A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, em conjunto com o Coletivo Feminista Carmen Portinho, recebeu sete mulheres para debater sobre a produção da arquitetura no contexto atual e como a temática de gênero incide sobre essa questão.
Ao contrário do senso comum, é impossível separar o direito do urbanismo. Ambas as disciplinas têm servido como instrumento para instaurar as profundas desigualdades em que habitamos. Uma por meio da administração da força estatal, a outra pela acumulação do poder territorial. No entanto, em ambas também podem ser encontradas as chaves para construir cidades mais equitativas. A única possibilidade de construir um verdadeiro direito à cidade é por meio de um diálogo interdisciplinar, sobretudo agora que existe uma proposta de reforma para reconhecer esse direito na Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos. Este artigo propõe-se a ser um espaço de escuta mútua entre profissionais que se dedicam ao direito, à arquitetura e ao urbanismo.
Hoje, 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água. Segundo dados da ONU, entidade responsável pela criação desta data comemorativa, até o ano de 2050, entre 3,5 bilhões e 4,4 bilhões de pessoas terão acesso limitado a esse recurso, cujo uso aumentou seis vezes no século passado e hoje apresenta um crescimento de cerca de 1% ao ano.
Diante de dados tão desfavoráveis, o conceito de sustentabilidade e a importância de soluções que visam a economia e reaproveitamento da água ganham ainda mais relevância.
O Cinema espelha a arquitetura. Enquanto a pandemia de Covid-19 fecha os cinemas em todo o mundo por meses, a indústria olha para o futuro com o objetivo de repensar a experiência de ir ao cinema. Décadas atrás, em 1920, à medida que as multidões se aglomeravam no cinema após a pandemia de 1918, a indústria se transformava ao responder a novos modos de assistir a filmes juntos.
"Atos de dominação e violência patriarcal a partir da arquitetura" é uma campanha realizada por Mariana Ordoñez e Jesica Amescua através de suas contas de Instagram e Twitter, junto com a colaboração de Ximena Ríos. Surge da necessidade de refletir de maneira autocrítica e profunda sobre as violências e os atos de dominação exercidos a partir da profissão da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131401/atos-de-dominacao-e-violencia-patriarcal-a-partir-da-arquiteturaMariana Ordoñez, Jesica Amescua y Ximena Ríos
O LEGO é um sistema universal de construção de mundos e uma popular porta de entrada para a arquitetura. Naturalmente, é possível construir quase tudo com ele — de carros a naves espaciais —, mas edifícios de todos os tipos, de delegacias de polícia a castelos, estão entre os temas mais populares. O que torna o LEGO tão atraente para arquitetos e arquitetas jovens — e outros não tão jovens assim? O que, especificamente, o torna uma boa analogia para o projeto de edifícios? Neste episódio, Stewart compra uma caixa de LEGO e a utiliza como ponto de partida para falar sobre o que aprendeu com esse sistema de blocos de montar. De lições sobre modularidade e proporção, passando por gramática e resolução, até as categorias compositivas de adição e subtração, o vídeo destrincha como esses conceitos fundamentais se aplicam tanto ao LEGO quanto à história e ao projeto de arquitetura.