Villa Domy por LUCY LAGO's studio. Imagem cortesia de LUCY LAGO's studio
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca vilas privadas enviadas pela comunidade do ArchDaily. De um refúgio mediterrâneo na Grécia a uma residência individual no Irã, esta seleção de projetos não construídos demonstra como arquitetos e arquitetas projetam vilas privadas que unem contextualização e funcionalidade em estruturas que promovem conforto, privacidade e conexão com a natureza. O artigo inclui projetos da Indonésia, Grécia, Irã e Jordânia.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 70 e 80, que guardam as histórias mais interessantes por trás de suas páginas.
Após uma pausa em 2022, o canal retornou com o capítulo 19, intitulado “Sempre Jovem”. O episódio aborda Ettore Sottsass Jr. e como ele, aos 62 anos — quando o restante dos mortais estaria pensando na aposentadoria —, fundou, junto a quatro jovens na casa dos vinte anos, um estúdio que mudaria a história do design.
Hoje em dia, a reutilização e a adaptação de recursos espaciais existentes são vistas em todo o mundo como uma contribuição importante para o desenvolvimento sustentável e, com isso, surgem novos desafios às margens das tarefas clássicas da construção, impulsionados pela mudança na avaliação entre preservar ou demolir. Os projetos de Xu Tiantian nas pedreiras de Jinyun combinam aspectos de planejamento paisagístico, design de interiores, instalações artísticas e planejamento social com a revitalização econômica da área rural. Dessa forma, uma paisagem degradada e explorada torna-se um ponto de partida onde uma nova coexistência sustentável pode se vincular à narrativa histórica do lugar.
Kinetic Cities, cortesia de RMA Architects. Imagem cortesia de RMA Architects
Rahul Mehrotra é um urbanista, educador e sócio-fundador do escritório Rahul Mehrotra Architects (RMA Architects), com sedes em Mumbai e Boston. Por toda a Índia, Mehrotra projetou trabalhos que variam de planos diretores a casas de veraneio, fábricas, instituições sociais e edifícios de escritórios. Ao longo de décadas, sua atuação no ativismo urbano culminou na fundação da Architecture Foundation do escritório, que se concentra em criar uma “consciência sobre a arquitetura na Índia” por meio de pesquisas, publicações, exposições e um diálogo público inclusivo em torno da ética e dos valores arquitetônicos.
Cappadocia Spa Hotel por GAD ARCHITECTURE. Imagem cortesia de GAD ARCHITECTURE
Ao oferecer acomodação de curta permanência para viajantes, os hotéis representam um dos principais pilares do setor de hotelaria. Frequentemente, buscam criar um ambiente sereno, isolado do ritmo acelerado da vida urbana, sem deixar de representar a identidade local. Os hotéis-boutique constituem um subsegmento em ascensão no design hoteleiro. Trata-se de hotéis de pequeno porte, geralmente com 10 a 100 quartos e um design de interiores meticulosamente selecionado, que proporcionam uma experiência memorável aos seus hóspedes. De reformas históricas a hotéis contemporâneos construídos do zero, os projetos hoteleiros oferecem uma grande oportunidade para que arquitetos e arquitetas criem ambientes singulares voltados ao lazer e ao relaxamento.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Localizados nas florestas de Portugal, na costa da ilha grega de Creta ou nos desertos do Egito, esta seleção de projetos não construídos demonstra como as equipes de projeto respondem às condições locais para criar propostas que atendem às necessidades de turistas e viajantes.
Às vezes, neste mercado chamado design, basta uma única ideia inteligente para dar o pontapé inicial. Um momento de inspiração — uma lâmpada que se acende, por assim dizer. Um produto que traz algo inovador e oportuno, oferecendo aos clientes algo que eles nem sabiam que precisavam, mas que agora certamente desejam. Isso, no entanto, é apenas o início de uma jornada. Depois que o burburinho inicial passa, como transformar esse produto de sucesso em um negócio robusto, sustentável e com impacto que vá além de sua revolução inicial?
Projeto Vencedor. Bjerg Arkitektur, Dinamarca. Imagem Cortesia de Geberit
À medida que os espaços residenciais se tornam mais escassos e caros, o design precisa desenvolver estratégias inovadoras que equilibrem funcionalidade e expressão estética, potencializando a criação de espaços menores. Com esse propósito, a Geberit lançou um concurso em seis países europeus – Alemanha, França, Grã-Bretanha, Suíça, República Tcheca e Dinamarca – para reimaginar o banheiro em uma área de 6 m², uma dimensão comum no contexto urbano que, ainda assim, permite diferentes layouts.
Ao apresentarem uma abordagem realista, essas propostas funcionam como um guia sobre como projetar banheiros que otimizem o espaço e, ao mesmo tempo, combinem diferentes produtos, materiais e cores de forma integrada (e criativa).
A importância do uso de tecnologias avançadas, como a realidade virtual (VR) no cenário arquitetônico, tornou-se cada vez mais evidente. Por mais bela que seja uma imagem renderizada, ela sempre carecerá da capacidade de transmitir plenamente a escala geral e a sensação de um projeto. Isso reforça ainda mais a necessidade de adotar essas tecnologias no campo profissional.
Arquitetos e arquitetas que optam por não utilizar a tecnologia de realidade virtual no processo de projeto acabam em desvantagem. Atualmente, a questão já não passa pela acessibilidade, uma vez que a VR está ao alcance de profissionais de todas as origens.
A consultoria de gestão global McKinsey & Company observou, em 2016, que o setor da construção civil estava pronto para uma disrupção. Considerado um dos maiores setores do mundo, o avanço forçado e a adoção de tecnologias inovadoras permitiram que a indústria de engenharia e construção (E&C) perseverasse nos últimos dois anos. De fato, um relatório mais recente, também da McKinsey, apontou que o setor tende a emergir da pandemia mais enxuto, mais digitalizado e com um olhar mais atento à sustentabilidade.
À medida que as discussões sobre a forma como trabalhamos avançam para além das preocupações iniciais da pandemia e de formatos híbridos, remotos ou do chamado escritório tradicional, tanto empregadores quanto profissionais continuam a reavaliar as necessidades de bem-estar mental no cenário pós-pandemia. Embora existam diversos tipos de ambientes de trabalho e necessidades profissionais que devem ser tratados de forma distinta (indo muito além dos profissionais de escritório ou do conhecimento), tanto no âmbito do design quanto das políticas corporativas, um modelo específico e recente vem despontando nos últimos anos. Trata-se de uma proposta observada, até o momento, em alguns escritórios japoneses singulares que, apesar de pequena escala, desafiam as convenções vigentes.
Tsz Yan Ng é diretora de escritório, professora, acadêmica e artista sediada em Michigan, cujo trabalho interdisciplinar e colaborativo busca desafiar e aprimorar a manufatura e as práticas de fabricação contemporâneas. “Faz muito tempo que não mudamos nossa forma de construir”, afirma Ng. “Precisamos fazer com que a construção seja melhor, e não apenas mais barata, buscando inspiração em diferentes áreas. A arquitetura é um ecossistema global de pessoas, e o todo deve ser maior do que a soma das partes.”
O piso é um elemento capaz de consagrar ou arruinar um espaço. Com o design adequado, ele valoriza o projeto do ambiente, causa uma excelente primeira impressão e impacta positivamente a experiência de uso. No entanto, como os pisos precisam resistir a condições adversas — como exposição à umidade e ao calor, tráfego constante de pessoas e movimentação de móveis pesados —, é natural que se desgastem com o tempo. Por isso, a renovação dos pisos é crucial para manter os interiores em bom estado, especialmente aqueles com alto fluxo de uso.
Ao selecionar um novo material para substituir a superfície antiga, proprietários/as, arquitetos/as e designers devem considerar diversos fatores-chave, como conforto, durabilidade e estética. Contudo, em edifícios de uso cotidiano contínuo que não podem fechar por longos períodos — como supermercados, escritórios e restaurantes —, a rapidez na instalação costuma se tornar a prioridade máxima. Afinal, como diz o ditado, "tempo é dinheiro".
Em preparação para o Disrupt Symposium, à medida que se aproxima o lançamento da conferência, planejado para o dia 1º de maio, conversei com Krista Kim, artista contemporânea e fundadora do movimento Techism, cujo trabalho explora o conceito de consciência digital. Seu interesse pela tecnologia digital e por seus efeitos revolucionários na percepção humana, na mídia, nas estruturas sociais e na comunicação a levou a trabalhar tanto no ambiente digital quanto no físico.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
Não é incomum ver conjuntos habitacionais que integram espaços comerciais no térreo. No entanto, o desafio de mediar as esferas pública e privada em uma escala menor, sobretudo com a ascensão do *home office*, tem forçado arquitetos e arquitetas a explorar todos os aspectos da estrutura — desde a topografia em que se insere até a orientação da luz e dos ventos, passando pelo desenho e pela organização do espaço doméstico. Este foco em interiores explora diferentes soluções projetuais que mostram como profissionais de arquitetura e design de interiores transformaram seus projetos de simples moradias em tipologias de uso misto, levando em consideração privacidade, flexibilidade, funcionalidade e requisitos espaciais predefinidos.
Tempos difíceis unem as pessoas. Nos últimos anos, vimos como o trabalho coletivo pode ser uma força motriz para ajudar as pessoas afetadas por desastres naturais ou causados pela ação humana. Após uma catástrofe ou deslocamento forçado, um ambiente físico seguro costuma ser essencial. Diante disso, a coordenação de esforços torna-se um fator crucial para prestar assistência em momentos de necessidade.
Arquitetos e arquitetas, como especialistas em abrigos, desempenham um papel fundamental na criação de ambientes seguros e adequados, sejam habitações individuais, edifícios públicos, escolas ou acampamentos temporários de emergência. No entanto, como afirma o arquiteto Diébédo Francis Kéré: "Quando você não tem nada e quer convencer a sua comunidade a acreditar em uma ideia, pode acontecer de todos começarem a trabalhar com você, mas é preciso continuar lutando para convencê-los".
Steven Holl costuma ser visto lendo poesia e pintando aquarelas em uma pequena cabana com vista para flores de lótus na beira de um lago em Rhinebeck, Nova York. A cabana fica em uma reserva de 28 acres que Holl comprou em 2014 e que hoje abriga seu escritório permanente, além do ‘T’ Space, uma organização artística sem fins lucrativos que oferece exposições criativas, instalações ambientais e residências de arquitetura. Contornando várias árvores de grande porte e conectando-se por meio de uma passagem a outra cabana existente de 1959, o Arquivo de Arquitetura e Biblioteca de Pesquisa da Fundação Steven Myron Holl, construído in 2019, é a mais recente edificação a ser cuidadosamente inserida na exuberante paisagem.
A escritora Eva Hagberg e eu nos conhecemos há muito tempo. Há bastante tempo, em um ano do qual não me lembro, eu lhe passei uma de suas primeiras pautas para uma revista. Literalmente, dezenas de outras pautas se seguiram. Foi, portanto, com certa expectativa e um pouco de surpresa que recebi seu novo livro When Eero Met His Match: Aline Louchheim Saarinen and the Making of an Architect (Princeton University Press), um texto híbrido intrigante, parte biografia de Aline e Eero, parte memórias das experiências de Hagberg como redatora de design e assessora de imprensa. (Sou brevemente mencionado no livro.) A tese principal do livro é que Aline Saarinen inventou, em grande medida, o papel de assessora de imprensa de arquitetura. Recentemente, fui até o Brooklyn Navy Yard para conversar com Eva, grávida de muitos meses, sobre o que a motivou a escrever seu novo livro, sua estrutura dupla e a ética jornalística de Aline Saarinen.
Áustria – Projetado por Büro Wagner – Fabricado por Bau- und Möbelschreinerei Leutenbauer / Fotografia de Florian Holzherr . Imagem
Este ano trouxe mais uma rodada de projetos impressionantes inscritos no FritsJurgens Best Pivot Doors 2022, reunindo uma quantidade surpreendente de portas pivotantes de alto padrão — abrangendo portas internas e externas, divisórias móveis, passagens ocultas e muito mais. Após um período de deliberação, o júri tomou sua decisão: confira a seguir os vencedores do FritsJurgens Best Pivot Doors de 2022.
Com o objetivo de impulsionar a transição sustentável de recursos na indústria da construção, a ETH Zurich, em colaboração com a FenX AG, está utilizando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar fôrmas de geometria complexa destinadas à produção de elementos especiais de concreto.
Impulsionado em grande parte pela migração rural para as cidades e pelo crescimento populacional geral, 68% das pessoas em todo o mundo viverão em áreas urbanas até 2050. Com isso, grande parte da população se beneficiará de um maior acesso a serviços básicos, da proximidade com o transporte público e de melhores oportunidades de educação e emprego. No entanto, a busca por uma vida urbana também leva ao isolamento do ambiente externo — seja uma floresta, um campo ou as montanhas —, o que pode impactar negativamente nossa saúde física e mental. Há muito se comprovou que a exposição à natureza reduz os níveis de estresse, melhora o humor, estimula a produtividade e, acima de tudo, potencializa o bem-estar. Portanto, considerando que costumamos passar cerca de 93% do nosso tempo em espaços fechados (e que a pandemia ampliou essa estatística), hoje, mais do que nunca, buscamos uma conexão com o exterior e todos os seus benefícios inerentes. Assim, os/as arquitetos/as enfrentam o importante desafio de trazer a natureza para o interior, que é justamente onde o design biofílico entra em cena.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, e se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980, revelando as histórias mais fascinantes por trás delas.
A imensidão da China resulta em uma grande diversidade de costumes e condições climáticas. Cada região possui seus próprios materiais, métodos construtivos e medidas de adaptação climática. As características regionais da arquitetura chinesa são, em geral, preservadas nas edificações rurais. No entanto, não se pode desconsiderar como a tecnologia contemporânea pode melhorar consideravelmente as condições de vida e de uso dessas construções rurais. Qual é a melhor maneira de equilibrar as tecnologias tradicionais ou inerentes a esses locais com as novas? De que forma a arquitetura rural poderia inspirar o desenvolvimento de símbolos culturais na arquitetura chinesa?
O vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2022, Diébédo Francis Kéré, apresentou as excelentes soluções desenvolvidas em Burkina Faso. Kéré preconiza a construção de edifícios confortáveis a preços acessíveis, com o objetivo de proporcionar bem-estar a quem os utiliza e inspirar essas pessoas a sonharem com uma vida melhor. O orgulho pela cultura local é fortalecido pelo uso de materiais regionais e técnicas tradicionais. Assim, as obras de Kéré em outros países exibem emblemas culturais de Burkina Faso, que resultam de sua própria bagagem cultural.
A exposição Constant Future: A Century of the Regional Plan, em cartaz em outubro no Vanderbilt Hall, no Grand Central Terminal, é uma exibição sucinta, mas fascinante, de sonhos cívicos extraídos do imaginário da Regional Plan Association (RPA), uma organização independente sem fins lucrativos que realiza pesquisas sobre meio ambiente, uso da terra e boa governança com o intuito de promover ideias que melhorem a saúde econômica, a resiliência ambiental e a qualidade de vida na região metropolitana de Nova York. A ocasião celebra o centenário da instituição, e a mostra testemunha seu papel fundamental no desenvolvimento da região triestatal. Embora nem todas as suas propostas tenham sido acertadas, a cidade tem uma dívida de gratidão com a visão de longo prazo do grupo.