A arquitetura modernista surgiu no início do século XX como uma resposta a transformações em grande escala na tecnologia, na construção e na sociedade, impulsionada principalmente pelo uso de vidro, aço e concreto armado. O estilo esteve tradicionalmente associado à função dos edifícios sob uma perspectiva analítica, ao uso racional dos materiais, à eliminação da ornamentação e à abertura para inovações estruturais.
Paul Tunge é um roteirista, diretor e diretor de fotografia norueguês especializado em cinema de arte, com atuação na produção cinematográfica desde o início dos anos 2000. Tendo escrito, dirigido, filmado e produzido quatro longas-metragens independentes e três documentários, seus projetos foram exibidos em importantes festivais de cinema em todos os continentes, além de galerias, salas de cinema e cinematecas nacionais.
As janelas costumam ser um dos elementos mais marcantes de uma edificação, podendo ser completamente transformadas a depender de como são detalhadas e instaladas. No entanto, com a crescente conscientização sobre o isolamento térmico, o detalhamento das janelas e sua instalação tornaram-se progressivamente mais complexos.
A seguir, analisaremos uma parede de alvenaria com câmara de ar típica, os diferentes elementos necessários para instalar uma janela moderna e como tudo isso se articula no canteiro de obras.
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O piso é um elemento capaz de consagrar ou arruinar um espaço. Com o design adequado, ele valoriza o projeto do ambiente, causa uma excelente primeira impressão e impacta positivamente a experiência de uso. No entanto, como os pisos precisam resistir a condições adversas — como exposição à umidade e ao calor, tráfego constante de pessoas e movimentação de móveis pesados —, é natural que se desgastem com o tempo. Por isso, a renovação dos pisos é crucial para manter os interiores em bom estado, especialmente aqueles com alto fluxo de uso.
Ao selecionar um novo material para substituir a superfície antiga, proprietários/as, arquitetos/as e designers devem considerar diversos fatores-chave, como conforto, durabilidade e estética. Contudo, em edifícios de uso cotidiano contínuo que não podem fechar por longos períodos — como supermercados, escritórios e restaurantes —, a rapidez na instalação costuma se tornar a prioridade máxima. Afinal, como diz o ditado, "tempo é dinheiro".
Desde a criação do BOGDAN & VAN BROECK em 2007, temos nos concentrado na realização de uma arquitetura do cuidado, no ativismo por uma cultura urbana de alta qualidade e na redefinição do papel tradicional do/a arquiteto/a. No entanto, foi minha experiência na política na Romênia que mais me ajudou em meu envolvimento com as políticas públicas na Região de Bruxelas-Capital. Minha atuação como Secretária de Estado na Romênia, coordenando a área do patrimônio cultural sob a perspectiva do patrimônio como recurso estratégico em 2016-2017, e como cofundadora de um partido político romeno em 2017-2019, me fez adotar uma abordagem holística para o desenvolvimento regenerativo.
Desde que o ArchDaily expandiu seus serviços de recrutamento, recebemos propostas de vagas de escritórios de arquitetura de diversas escalas e localizações, abrangendo cidades de norte a sul da China, como Pequim, Shenzhen e Hangzhou. Atuando em diferentes campos da arquitetura com estilos singulares, esses escritórios buscam atrair arquitetos/as talentosos/as. A seguir, apresentamos uma seleção de 8 escritórios com vagas abertas e seus respectivos projetos de destaque. Convidamos todos/as os/as leitores/as a se candidatarem.
Hoje em dia, a reutilização e a adaptação de recursos espaciais existentes são vistas em todo o mundo como uma contribuição importante para o desenvolvimento sustentável e, com isso, surgem novos desafios às margens das tarefas clássicas da construção, impulsionados pela mudança na avaliação entre preservar ou demolir. Os projetos de Xu Tiantian nas pedreiras de Jinyun combinam aspectos de planejamento paisagístico, design de interiores, instalações artísticas e planejamento social com a revitalização econômica da área rural. Dessa forma, uma paisagem degradada e explorada torna-se um ponto de partida onde uma nova coexistência sustentável pode se vincular à narrativa histórica do lugar.
Gira Esprit de linóleo multiplex en color marrón oscuro; interruptor pulsador Gira y base de enchufe SCHUKO en blanco brillante. Image Cortesía de GIRA
Acender ou apagar a luz de um espaço faz parte do cotidiano das pessoas. Essa operação –quase automática para a sociedade– ocorre por meio da ação de um interruptor, definido como um dispositivo responsável por desviar ou interromper o fluxo de corrente elétrica. Considerando que sua presença é necessária no dia a dia, como combinar a estética com a funcionalidade de um interruptor?
Assim como as novas tendências exploram a incorporação de instalações e equipamentos dentro da estratégia de design de interiores, a nova gama de interruptores de luz combina sua funcionalidade com uma diversidade estética alinhada à personalidade de cada espaço. Sua adaptação a diferentes estilos ocorre por meio da composição de três fatores: a escolha de materiais, cores e formatos. Vejamos as opções disponíveis com base no catálogo da GIRA.
Domenig foi um dos arquitetos mais radicais da Áustria e uma grande influência para muitos dos principais nomes da arquitetura, mas permanece amplamente desconhecido. Uma nova exposição pretende mudar isso.
Houve algum momento em que os/as arquitetos/as se sentiram devidamente valorizados/as? Provavelmente não. Certamente não desde que a profissão se tornou dependente dos negócios da América, cujo negócio principal são os negócios em si. Com o crescimento econômico como diretriz primordial do país ao longo do século XX, os/as arquitetos/as — como membros da indústria da construção — desempenharam seu papel. Como? Projetando edifícios de todos os tipos que fossem mais leves, baratos e rápidos de erguer. Os valores dos/as arquitetos/as podiam ser sociais, artísticos e até cósmicos, mas seu valor para a sociedade tem sido primordialmente econômico.
O Pavilhão Turba Tol Hol-Hol Tol é um projeto coletivo liderado pela curadora Camila Marambio que propõe um caminho experimental para a conservação e a visibilização das turfeiras, um tipo de área úmida considerado o ecossistema natural mais eficiente no acúmulo de carbono na atmosfera e, no entanto, um dos menos pesquisados.
Apresentado pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio e pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo do Chile na 59ª Exposição Internacional de Arte - La Biennale di Venezia, com inauguração oficial neste 23 de abril, o projeto foi fruto de um trabalho colaborativo entre arte, ciência e saberes tradicionais, promovendo a pesquisa e a transição ecológica a partir das humanidades ambientais. Para isso, reuniu-se uma equipe multidisciplinar diversa: o artista sonoro Ariel Bustamante, a historiadora da arte Carla Macchiavello, a cineasta Dominga Sotomayor e o arquiteto Alfredo Thiermann.
Muitos de nós concordamos com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem projetadas" – mas também concordamos que o design costuma ser considerado algo voltado apenas para alguns. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design – e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a colaborar com a nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos olhar para a democratização do design a partir de diferentes ângulos. Desde como incluir soluções de design para as necessidades diárias até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.
O estúdio David Pompa, fundado em 2013 e sediado na Cidade do México, é composto por profissionais de design, engenharia e fabricação estabelecidos no México e na Áustria. David Pompa cresceu em ambos os países e estudou design de produto em Londres. Ao longo do tempo, o estúdio tem demonstrado um forte interesse pelos materiais e pelas técnicas tradicionais e, desde a sua fundação, mantém um compromisso com a cultura mexicana, o que se reflete na criação de objetos de design estéticos e acessíveis. Desta vez, apresentam uma nova coleção para a Semana de Design de Milão 2022 na Via Simone Saint Bon, como parte do Fuorisalone de 5 a 12 de junho.
Embora a indústria da construção venha avançando há anos em novos campos, como biomateriais, nanotecnologia e impressão 3D, entre outros, ela continua sendo uma das mais atrasadas no que diz respeito ao uso da tecnologia. Muitas dessas inovações não passam de uma fase experimental. Como essa situação pode ser revertida?
Enquanto caminhamos pela exibição da reconstrução nos jardins e na sala de exposições do Centro Cultural Las Condes neste ano de 2022, ele nos conta em detalhes cada um dos inovadores e particulares aspectos construtivos da obra demolida, projetada originalmente por Fabio Cruz Prieto, arquiteto e mestre fundador da Escola de Arquitetura e Design da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.
No atual turbilhão da era da informação, existem escritórios de arquitetura latino-americanos que voltam a explorar formatos analógicos, desde fanzines até ilustrações, passando por manuais e cartões-postais.
No contexto do Taller Social Latinoamericano na Colômbia, conversamos com os escritórios Ruta 4 Taller (Colômbia), Coonvite (Colômbia), La Cabina de la Curiosidad (Equador) e República Portátil (Chile), que, coincidentemente, têm explorado esses formatos em suas trajetórias recentes.
Nas partes altas dos Andes Centrais encontram-se os bofedais. Conhecidos por alguns como ‘áreas úmidas alto-andinas ou de altitude’, os bofedais são ecossistemas e paisagens fundamentais para a regulação e o armazenamento hídrico nos Andes. Além disso, constituem infraestruturas naturais que configuram um patrimônio material e imaterial para enfrentar a crise climática contemporânea e garantir a subsistência das comunidades andinas que os manejam há gerações.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134310/bofedais-infraestruturas-naturais-e-paisagens-andinasDiego Vivas
O Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile é concedido pelo Colegio de Arquitectos como reconhecimento a "uma vida dedicada ao serviço da arquitetura", segundo a instituição. Sua primeira edição ocorreu em 1969, ano em que Juan Martínez foi o primeiro vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile, sendo autor de obras históricas como a Faculdade de Direito da Universidade do Chile e o Templo Votivo de Maipú.
É sabido que a indústria da construção está entre as maiores produtoras de CO2. Embora muito se tenha avançado na tecnologia e nos processos de projeto e construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzir ao mínimo ou a quase zero as emissões de carbono no desenvolvimento dos habitats construídos.
Afinal, hoje em dia, por mais revolucionária que a indústria da construção possa parecer, ela é responsável por quase 40% das emissões de dióxido de carbono do mundo, das quais 11% são resultado da fabricação de materiais de construção como o aço, o cimento e o vidro.
Quais são as últimas tendências para reduzir as emissões tanto no projeto quanto na fabricação de materiais? Como a indústria deve avançar rumo ao caminho da arquitetura net zero? Estas são algumas das perguntas que queremos que você nos ajude a responder.
Arteries of Hope por Partner-z Architects. Imagem cortesia de Partner-z Architects
A seleção desta semana de melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca instalações educacionais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma escola de terra contextual no Senegal a uma escola colaborativa e sem fronteiras no Vietnã, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as integraram a natureza à arquitetura, oferecendo a estudantes a oportunidade de se conectar com a paisagem e aprender sobre o entorno a partir de suas instituições de ensino. O artigo também apresenta projetos no Líbano, Suíça, Armênia, Ucrânia e Grécia.
Existem conexões extraordinárias entre o mundo natural e a capacidade criativa dos seres humanos. Em seu livro Last Child in the Woods, o jornalista e escritor Richard Louv observa: “A natureza inspira a criatividade na criança ao exigir visualização e o uso pleno dos sentidos. Se tiver a oportunidade, a criança levará a confusão do mundo para a floresta, lavará essa confusão em um riacho e a virará para ver o que vive no lado oculto dela.” Ele conclui que, na natureza, “a criança encontra liberdade, fantasia e privacidade: um lugar distante do mundo adulto, uma paz à parte.” Da mesma forma, o arquiteto Frank Harmon escreveu de forma tocante sobre o ar livre, as florestas e a água como cenários perfeitos para cultivar a sede de aprendizado e descoberta: “Crianças criadas próximas a riachos nunca se entediam. Crianças de riacho não conhecem o aprendizado por repetição, tampouco estão condicionadas a trabalhar das nove às cinco. Suas primeiras descobertas são as frutas silvestres, os ninhos de pássaros e o contemplar das estrelas surgindo no céu. Mais tarde, elas descobrem os livros. Para as crianças de riacho, o aprendizado é descoberta, não instrução.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134302/uma-jornada-arquitetonica-pela-florestaMichael J. Crosbie & Suzanne Bott
Ao construir próximo ao mar, a estratégia de projeto deve dedicar atenção especial aos efeitos da corrosão marinha. O teor de sal no ambiente provoca um processo físico-químico que desencadeia a degradação e o desgaste dos materiais, comprometendo a durabilidade da infraestrutura da edificação.
Em resposta às demandas de edifícios litorâneos e de seus respectivos componentes de fachada, a air-lux desenvolveu um sistema projetado para apresentar um desempenho confiável em condições marítimas. Graças aos seus materiais resistentes à corrosão, revestimentos de superfície aprimorados e componentes tecnicamente otimizados, o sistema resiste ao clima marinho e minimiza os danos causados pela água salgada.
fala - Casa com Três Gestos. Imagem Cortesia de fala
A seleção com curadoria desta semana das melhores propostas de arquitetura não construída destaca projetos enviados por escritórios consagrados. De um museu dedicado à história judaica a um centro de transporte ferroviário de alta velocidade e um centro estudantil universitário, a seleção a seguir apresenta uma variedade de conceitos, abordagens de projeto e programas desenvolvidos por escritórios globais de arquitetura.
Com a presença de escritórios como KPF, Aedas, Fala Atelier, ADP Architecten e Peter Pichler Architects, a seleção de projetos não construídos desta semana explora intervenções arquitetônicas e urbanas em diferentes escalas e em vários estágios de desenvolvimento. Sejam trabalhos conceituais, em andamento, planejados para execução ou até mesmo em construção, cada projeto busca oferecer uma resposta adequada às necessidades espaciais, funcionais, sociais e ambientais de seu contexto.
No período de 1925 a 1975, a sociedade dinamarquesa passou por transformações profundas. Diante disso, demandou-se dos/as arquitetos/as que ajudassem a moldar o cotidiano da população na Dinamarca moderna. O papel das mulheres também se transformava, na esteira da emenda constitucional de 1915 que lhes garantiu o direito ao voto. Nos anos seguintes, as primeiras gerações de mulheres concluíram sua formação nas disciplinas de projeto. Entre 1925 e 1975, as mulheres exerceram um impacto significativo, ainda que muitas vezes negligenciado, na configuração do ambiente cotidiano, ao projetarem e repensarem cozinhas, edifícios públicos, habitações, paisagens e áreas urbanas, entre outros elementos.
O projeto Women in Danish Architecture busca oferecer uma compreensão mais completa da história da arquitetura dinamarquesa e apresentá-la de forma mais envolvente e inclusiva. O objetivo é contribuir para uma visão da história da arquitetura que não a coloque como obra de grandes indivíduos isolados, mas sim como resultado de colaborações mútuas e criativas. O projeto está sediado na Seção de Arquitetura de Paisagem e Planejamento do Departamento de Geociências e Gestão de Recursos Naturais da Universidade de Copenhague.
Edifício CODE / Wolf Ackerman, EskewDumezRipple. Imagem cortesia de Kingspan
Um relatório de 2022 das Nações Unidas afirma que os impactos negativos da crise climática estão se intensificando muito mais rápido do que a comunidade científica previa há menos de uma década. O aumento das emissões de gases de efeito estufa poderá, em breve, superar a capacidade de adaptação de muitas comunidades, e as consequências continuarão a atingir as populações mais vulneráveis do mundo. Como sugere Maarten van Aalst, especialista em ciência do clima, “qualquer atraso adicional na ação global sobre adaptação e mitigação fechará uma janela de oportunidade breve e que está se esgotando rapidamente para garantir um futuro habitável e sustentável para todos”. Os dados são claros: para proteger nosso planeta, precisamos evitar um aumento de 1,5 °C nas temperaturas globais neste século. Para isso, o mundo deve alcançar uma redução de 45% nas emissões globais de carbono em relação aos níveis de 2010 até 2030, para então atingir a neutralidade de carbono até 2050. Fica evidente, contudo, que estamos no caminho para perder essa meta por uma margem substancial. O tempo está correndo, e todos os setores da indústria devem agir de maneira rápida (e drástica) para que possamos sequer sonhar com cidades mais verdes.