
Após mais de seis anos fechada para reforma, a renovada Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe em Berlim foi finalmente reinaugurada no dia 22 de agosto de 2021.

Após mais de seis anos fechada para reforma, a renovada Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe em Berlim foi finalmente reinaugurada no dia 22 de agosto de 2021.

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.
A iniciativa Architecture 2030 está convocando profissionais de arquitetura, engenharia, planejamento urbano e do setor da construção em todo o mundo a projetar todos os novos projetos, reformas, intervenções paisagísticas, desenhos urbanos e infraestruturas para serem carbono zero a partir de agora.

Quando pensamos em fenômenos migratórios, pensamos em movimento. Pensamos no fluxo de pessoas que se deslocam sobre a superfície da Terra em busca de pastagens mais verdes—de uma vida melhor para suas famílias. Mas a migração também nos faz pensar em conflitos e ameaças, na fome e no desespero em busca por sobrevivência. Historicamente, a guerra tem sido um dos principais motivos pelos quais as pessoas migram, a razão pela qual existem refugiados. A instabilidade, a falta de segurança e perspectiva em países como a Síria, o Iraque e a República da África-Central fizeram que ao longo dos últimos anos milhões de pessoas tivessem que abandonar suas casas, lançando-se em uma desesperada busca por refúgio além das fronteiras de sua terra natal. Somado-se a isso, existe também aqueles que são forçados a migrar para outros países por conta das consequências das mudanças climáticas na Terra—a esse fenômeno nos referimos como “a migração climática”.

O coletivo artístico Space Saloon concluiu recentemente o programa inaugural de Residência Artística em Arte Pública e Ecologia na região de Okoboji, no noroeste de Iowa. A partir da observação das paisagens locais e de seus diversos ecossistemas, a equipe desenvolveu uma série de instalações temporárias, esculturas site-specific e performances multiespécies. Realizado em parceria com a Imagine Iowa Great Lakes e o Iowa Lakeside Lab, o processo resultou em uma série de eventos públicos que propõem novas formas de interação com as ecologias regionais.

Na republicação desta semana da Metropolis, a National Gallery of Victoria, uma instituição na vanguarda do pensamento contemporâneo, examina os campos em constante expansão do design especulativo e crítico na Austrália por meio do trabalho do estúdio Formafantasma.

Em Mendoza, na Argentina, o laboratório de pesquisas em fabricação digital Nodo 39 FabLab criou uma estrutura-bastidor de tecido feita em madeira cortada digitalmente com telas e pontos para facilitar o processo de tecelagem e composição iconográfica dos indígenas da região central do país. No interior do Ceará, Brasil, por meio de uma pesquisa intitulada “Artificies Digitais” da Universidade Federal do Estado, fez-se o uso de ferramentas de fabricação digital, mais especificamente a impressão 3D, para a obtenção de modelos digitais das partes danificadas do retábulo do altar-mor da Igreja Matriz da cidade de Russas, sendo possível a produção de próteses digitais para sua restauração.

Este artigo de Diego Navarro-Mateu, Oriol Carrasco e Ana Cocho-Bermejo foi publicado originalmente com o título "Design reverso para superfícies duplamente regradas: aproximação geométrica e otimização do hypar da Igreja de Nossa Senhora do Vale de Félix Candela" no número 27 da revista Dearq em 01 de julho de 2020 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq27.2020.08). A seguir, propõe-se uma metodologia de engenharia/design reverso baseada em computação evolutiva para encontrar o hiperboloide oculto e primordial que compõe a cobertura da Igreja de Nossa Senhora do Vale (Espanha), legado da obra do arquiteto Félix Candela.
A seguir, o apresentamos como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, os temas urbanos e as áreas afins.
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A crise climática, a escassez de recursos e a desigualdade socioespacial são alguns dos desafios enfrentados atualmente pela disciplina arquitetônica e pelo setor da construção. A partir do Altiplano chileno, território marcado pela riqueza de seus tesouros naturais e culturais em contraste com a escassez de recursos naturais do deserto, a Fundação Altiplano nos convida a repensar a restauração patrimonial sob a ótica da sustentabilidade, da conservação comunitária e dos processos participativos. O modelo desenvolvido e implementado junto às próprias comunidades propõe, a partir dos saberes ancestrais e do uso de materiais locais, não apenas algumas respostas, mas também as perguntas fundamentais para enfrentar o cenário conturbado em que nos encontramos.
Questionando o "novo agora", especialmente diante dos novos desafios da Covid-19, cidades de todo o mundo vêm defendendo mudanças estruturais e ações coletivas. A Berlin Questions, uma conferência anual de múltiplos dias que funciona como plataforma para o diálogo transdisciplinar, abordou em sua edição de 2021, “Metropolis: The New Now”, o presente imediato, estabelecendo um espaço de debate. Dedicado a buscar soluções locais para desafios globais, o evento adotou um formato híbrido, realizado em diversos locais de Berlim e também online, refletindo o próprio mundo em que vivemos.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a vencedora do Iconic Awards 2021 na categoria Architects of the Year, Dorte Mandrup — arquiteta, fundadora e diretora criativa do escritório Dorte Mandrup Arkitekter — durante o Berlin Questions, para discutir o mais recente projeto do escritório na capital alemã, o Exile Museum, bem como refletir sobre sua carreira e visões.

A histórica cidade de origem romana vem passando por uma intensa transformação, com novos e instigantes edifícios, praças e parques públicos florescendo por toda parte. Desde minha primeira viagem a Zurique em 2014, muita coisa mudou na antiga Turicum.
Graças a uma viagem fascinante organizada pela Visit Zürich e por meu amigo Philipp Heer, pudemos visitar alguns dos pontos mais novos, interessantes e inspiradores da cidade. Deslocando-nos de um lado para o outro, Roc Isern, David Basulto e eu tivemos o privilégio de seguir um itinerário sob medida, com acesso a verdadeiras joias de Zurique e, o que foi talvez ainda mais inspirador de tudo, contato com os/as arquitetos/as por trás dessas estruturas admiráveis.
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A seleção desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos destaca residências unifamiliares enviadas pela comunidade do ArchDaily. De refúgios privados futuristas na costa do Havaí a um conceito de micro-habitação nos penhascos rochosos de Montenegro, este artigo explora a arquitetura residencial e apresenta projetos enviados de diversas partes do mundo.
Apresentando uma residência privada isolada situada entre uma montanha e um rio na Pérsia, a reforma interna de uma casa mediterrânea dos anos 1980 e um refúgio florestal minimalista, esta seleção explora a diversidade das residências unifamiliares e como cada projeto responde à topografia do local, ao contexto e às necessidades espaciais de seus moradores. A seleção também inclui casas no Líbano, Irã, Tanzânia, Países Baixos, Costa do Marfim, Kosovo e Vietnã.
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Já ouviu falar em agrowaste design ou “design com agroresíduos”? É assim a arquiteta filipina-ganesa Mae-Ling Lokko intitula o seu trabalho, uma pesquisa pioneira sobre o uso dos biomateriais na arquitetura. Junto com a crescente demanda por produção de alimentos e habitação no século XXI, há um fluxo de recursos materiais de crescimento igualmente rápido na forma de subprodutos de agrotóxicos. Isso tem o potencial não apenas de fechar as lacunas do ciclo de vida de produtos, mas também de impulsionar formas de cidadania generativa por meio do upcycling.
Ling procura repensar os ciclos e uso dos produtos na construção civil através da economia circular, ou seja, nada é desperdiçado, tudo pode ser reutilizado, mesmo depois de obsoleto.

“Cosmowomen. Places as constellations” é uma exposição da arquiteta espanhola Izaskun Chinchilla Moreno em cartaz na Galleria Nazionale di Roma. A mostra apresenta os projetos de 65 arquitetas de mais de 20 nacionalidades diferentes formadas na Bartlett School of Architecture de Londres e reflete sobre a inserção da mulher no campo profissional e acadêmico da arquitetura.

No artigo desta semana da Metropolis Magazine, Madeline Burke-Vigeland, arquiteta associada ao American Institute of Architects, credenciada pela LEED e diretora na Gensler, e Benjamin A. Miko, doutor em medicina e professor assistente do Centro Médico da Columbia University exploram juntos como a padronização de soluções técnicas e construtivas poderiam ser a solução que todos precisamos para melhor proteger as pessoas da COVID-19 e de futuras pandemias.

A Citymakers está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com diferentes agentes da coprodução urbana que estão por trás do Citymakers Barcelona Lab 2021, programa que retornará a Barcelona entre os dias 8 e 12 de novembro de 2021.
A CityMakers é uma plataforma global de especialistas em boas práticas de coprodução urbana que busca conectar coprodutores de cidades e líderes influentes de diferentes partes do mundo, para que inspirem uns aos outros e impulsionem a transformação de suas cidades.
Nesta edição, Salvador Rueda apresenta seu artigo "Os processos participativos e a resistência à mudança: Implementação das “superquadras” em Barcelona".

O deslocamento implica incerteza, desenraizamento e instabilidade, além da perda da comunidade, privacidade e orientação física e emocional. Atender a essas necessidades por meio de respostas arquitetônicas adequadas pode ajudar as comunidades de refugiados a recuperar o bem-estar social, econômico e ambiental. Neste contexto, as cozinhas comunitárias são projetadas para ajudar a gerar um sentimento de pertencimento e "normalidade" na vida doméstica de seus usuários.

O termo “mid-century modern” evoca imagens de um elegante Don Draper, armários esguios de teca e cadeiras escandinavas sofisticadas. Essa é, pelo menos, uma das perspectivas desse movimento de design, uma visão que remete muito mais aos escritórios de Manhattan nos anos 1950 do que a qualquer outra coisa. No entanto, na Grã-Bretanha, esse estilo manifestou-se de forma ligeiramente diferente, expressando-se em escolas, catedrais, habitações e em um festival que definiu a época — tudo isso eloquentemente descrito e ilustrado pela prolífica historiadora da arquitetura Elain Harwood em Mid-Century Britain: Modern Architecture 1938-1963.

No ano de 1970, o escritor Alvin Toffler fez o seguinte alerta: “nas três breves décadas entre o agora e o século XXI, milhões de pessoas comuns, psicologicamente normais, enfrentarão uma colisão abrupta com o futuro”. No livro Choque do Futuro, Toffler descreve uma condição de mal-estar, uma sensação de estresse e desorientação que acometeria os indivíduos em uma sociedade destinada a mudar cada vez mais rápido.
Nada representa melhor essa mudança do que o habitat que o ser humano criou para si. A geração anterior a Toffler conheceu um mundo eminentemente rural, do ser humano preso à terra, nascendo e morrendo em sua comunidade. A geração que está por nascer receberá um mundo já urbanizado, hiperconectado e marcado por uma condição de mobilidade extrema entre cidades e países. Nós, que vivemos hoje, temos o privilégio e a responsabilidade de observar o fenômeno urbano mudando a face do planeta.

O recente agravamento das mudanças climáticas e os decorrentes desastres naturais que cada dia mais frequentemente assolam o nosso planeta, juntamente com a contínua exploração predatória dos recursos naturais e os poucos esforços que têm sido feitos para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, levantam uma preocupação crescente sobre o futuro da vida nas cidades. Para além de todos os esforços necessários para minimizarmos o agravamento das mudanças climáticas em curso, se faz iminente que comecemos a pensar e desenvolver estratégias que nos permitam preparar nossas cidades para os inevitáveis desafios que estão chegando, como aumento dos níveis das marés e das inundações por um lado, e a seca e o calor extremo de outro. Pensando nisso, o artigo a seguir nos convida a pensar e refletir como poderíamos construir cidades mais resilientes, permitindo que as mesmas se adaptem e se transformem em resposta aos desafios do futuro.

Em maio, a aec + tech organizou um evento no Clubhouse discutindo como os arquitetos estão aplicando o design generativo em escritórios de arquitetura hoje e no futuro. Cinco palestrantes convidados de renomadas empresas de arquitetura e tecnologia — Zaha Hadid Architects, BIG, Outer Labs, 7fold e RK Architects — participaram da sessão para compartilhar suas experiências e percepções.

A arte de construir um abrigo feito com blocos de gelo é passada de pai para filho entre os inuítes, povos nativos que habitam as regiões mais ao norte do planeta. A planta circular, o túnel de entrada, a saída de ar e os blocos de gelo conformam uma estrutura onde o calor gerado no interior derrete uma camada superficial da neve e veda as frestas, melhorando o isolamento térmico de gelo. Em uma tempestade, um iglu pode ser a diferença entre vida e morte e talvez este seja o exemplo mais icônico e radical do que significa construir com materiais locais, poucas ferramentas e muito conhecimento. Neste caso, o gelo é tudo o que se tem.
Aproveitar os recursos abundantes e a mão de obra local são conceitos chaves para arquiteturas sustentáveis, que muitas vezes são esquecidos em detrimento de soluções replicadas de outros contextos. Com as novas demandas e tecnologias, a globalização dos materiais de construção e das técnicas construtivas, ainda há espaço para os materiais locais? Mais especificamente em relação às construções impressas em 3D, estamos fadados a erigi-las somente em concreto?

Ruínas de construções elegantes ilustram de forma eloquente o pior que pode acontecer a uma cidade após o fim de um ciclo econômico. As famílias abastadas não têm mais dinheiro para manter seus casarões, e mesmo os edifícios da classe média são parcialmente abandonados quando seus donos, desempregados ou em dificuldades, mudam-se em busca de oportunidades noutros lugares.
Desocupado, sem uso, o patrimônio degrada-se lentamente. A história das cidades está repleta de exemplos, em todas as épocas e continentes: Roma ao fim da Antiguidade clássica, Veneza no início da Idade Moderna, Paraty após a mudança na Rota do Ouro, Detroit nos dias de hoje.

Você já se perguntou por que os tabuleiros de xadrez estão presentes em tantos parques, praças e outros espaços públicos, ou que papel o jogo desempenha no espaço? A realidade é que, ao longo do tempo, tanto os esportes quanto os jogos contribuíram para reduzir a ansiedade e melhorar a saúde mental da população. O xadrez é um dos jogos mais antigos que, com seu caráter intelectual e cultural, permite que qualquer pessoa em qualquer parte do mundo possa jogá-lo, independentemente das barreiras que língua, idade, sexo, habilidade física ou classe social possam impor.

O arquiteto carrega uma enorme responsabilidade ao projetar uma edificação, uma vez que influenciamos no seu estado de espírito através do conforto que a edificação proporciona. E, no caso de um incêndio, a edificação deve estar devidamente preparada para evitar danos aos ocupantes e ao patrimônio. A forma como o incêndio irá evoluir, após se iniciar, dependerá em grande parte dos materiais que constituem a edificação e como a mesma foi projetada. É por isso que há tantas diretrizes que devem ser seguidas durante as etapas projetuais. Mas, além das legislações contra incêndio, há outras como a de conforto térmico, acústica e acessibilidade. Ao especificar um material ou produto para uma parte da edificação, o projetista deve estar muito atento se ele atende às mais distintas demandas, muitas vezes simultaneamente. Um exemplo de material é o dos Painel de metal isolado (Insulated metal panel - IMPs), que apresenta propriedades térmicas superiores, diversas possibilidades de aparência e boa resistência ao fogo.