Inés Esnal desenha uma escultura pensada especificamente para o vão da escada de uma residência unifamiliar. Sua formação em arquitetura teve grande influência em sua compreensão da arte em relação ao espaço, seja a partir de perspectivas fenomenológicas ou geométricas. Combinando abordagens artísticas e estratégias científicas no processo criativo, seu objetivo é alcançar uma obra de arte geométrica e atmosférica, lógica e experiencial.
Sob o nome Flame, apresenta-se esta escultura de cordas de polipropileno sobre uma estrutura de aço que possui dimensões de 75 x 502 cm e percorre os três níveis de uma residência localizada em La Moraleja, Madri.
Fundada em 2005 por Wu Wei, a IN.X é uma empresa de design baseada em Pequim. A partir de sua própria metodologia conceitual — "estratégia primeiro, design depois" —, o escritório oferece consultoria e serviços de projeto altamente diferenciados para o setor gastronômico, tendo estabelecido parcerias estratégicas sólidas e de longo prazo com marcas líderes do mercado chinês, como Siji Minfu, Huda Restaurant e Dayali. Além do foco na prática projetual, a empresa mantém um compromisso contínuo com jovens profissionais, proporcionando um ambiente de aprendizado e prática aberto, igualitário e com amplo espaço para o desenvolvimento de carreira.
A relação entre campo e cidade é tema de debate entre sociólogos, historiadores e urbanistas desde antes da primeira revolução industrial, mas se torna especialmente urgente hoje, haja vista o surgimento de cada vez mais megacidades – aquelas com mais de 10 milhões de habitantes. Com cada vez mais pessoas vivendo em zonas urbanas, é premente pensar em soluções para a produção de alimentos dentro das cidades, reduzindo, ao menos um pouco, a dependência das zonas rurais que historicamente se encarregaram da alimentação do planeta.
É precipitado, e ingênuo, pensar que as cidades se tornarão autosuficientes na produção de alimentos num futuro próximo. No entanto, pequenos gestos, como hortas urbanas – ou mesmo domésticas –, podem ser vistas como indício de que uma mudança mas profunda começa a se anunciar. Ou, ainda, sugerem apenas um desejo de retorno às raízes e a um ritmo um pouco menos acelerado.
O “walket” do Rebar, um protótipo de sistema de parklet implantado no distrito de Mission, em São Francisco, em 2009. / Rebar. Imagem Cortesia de The Dirt
No início de 2020, São Francisco já contava com 70 parklets espalhados por todos os cantos da cidade, e o programa municipal de parklets, hoje integrado ao Groundplay SF, havia se tornado um modelo para cidades de todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130483/espacos-de-rua-na-era-da-pandemia-parklets-patios-e-o-futuro-do-espaco-publicoJohn Bela
Esta semana, apresentamos vagas de emprego em dois escritórios de arquitetura localizados em Pequim e Shenzhen, respectivamente: o Origin Architect e o JKP Jaeger Kahlen Partner. Com atuação em diferentes escalas e temáticas no campo da arquitetura, ambas as equipes buscam atrair arquitetos e arquitetas com visões afins para integrar seus times.
Além do “turismo de experiência” e da arquitetura de entretenimento, construções efêmeras e temporárias também podem ser um terreno fértil para se testar novas ideias, soluções e tecnologias. Assumindo uma ampla variedade de diferentes tipologias e formas, desde estruturas emergenciais a instalações lúdicas, estruturas temporárias têm a capacidade de nos projetar no futuro, questionando as regras estabelecidas além de pôr à prova novas tecnologias e sistemas construtivos. Ainda assim, a arquitetura temporária muitas vezes é vista como um passo atrás em relação à sustentabilidade, por isso, a seguir discutiremos alguns dos principais valores da arquitetura efêmera seja como um veículo de experimentação de novas soluções e tecnologias seja como uma oportunidade para engajar comunidades.
Uma nova edição da Bienal de Arquitetura Latino-Americana começará no próximo dia 28 de setembro na cidade de Pamplona, Espanha. Organizada pela associação AREA com a colaboração do Ayuntamiento de Pamplona, do Colégio de Arquitetos Vasco-Navarro, da Universidade de Navarra, do Governo de Navarra e do Ministério do Fomento da Espanha, a 7ª edição do evento contará com a participação de 13 escritórios de arquitetura emergentes, com representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai e Uruguai.
Poucos materiais são tão atemporais, duráveis e bonitos quanto a terracota. Com uma série de propriedades inerentes, a terracota está entre um dos materiais de revestimentos mais frequentemente utilizados em obras de arquitetura contemporânea. Assumindo diferentes formas e contando com distintas cores e texturas, além de ser um material extremamente versátil, a terracota pode ser aplicada como revestimento, em sistemas de fachada ventilada e em uma variedade de outros componentes. Utilizada na arquitetura desde tempos imemoriais, a terracota continua hoje a ser um dos materiais mais queridos e especificados por arquitetos e arquitetas ao redor do mundo.
O Estado do México é um estado localizado na região centro-sul do país, que faz fronteira com os estados de Querétaro, Hidalgo, Tlaxcala, Puebla, Morelos e Cidade do México. Tem 22.357 km² de área e é o sétimo estado menos extenso do país. Sua capital mais populosa é Toluca, e sua cidade mais populosa é Ecatepec.
“Local” é uma palavra amplamente usada para descrever algo particular sobre um lugar, que o torna diferente de qualquer outro. Em todo o mundo, a “localidade / regionalidade” de cada cidade é o que a torna única — na maneira como as pessoas vivem, trabalham, se socializam e, especialmente, na maneira como planejam e constroem cidades e infraestrutura. Para alguém que mora em um subúrbio, a maneira como se deslocam de um lugar para outro pode ser por meio de um carro, enquanto alguém que mora em uma metrópole densa, utiliza um metrô ou sistema de ônibus como parte de sua vida cotidiana.
À medida que nossas cidades se densificam e os tipos de edifícios se tornam cada vez mais mistos, tendemos a passar muito tempo em ambientes barulhentos. Quando falamos em conforto acústico, raramente pensamos em lugares como restaurantes, casas de show e grandes escritórios; locais com muitas pessoas, máquinas e ruído de fundo. A qualidade do som pode mudar totalmente a experiência das pessoas em um espaço interior, e melhorar a qualidade acústica do espaço depende do tratamento de todas as superfícies, desde paredes a tetos e pisos. Neste artigo, apresentaremos uma variedade de soluções para tetos, pisos e paredes, suas diferentes combinações, e um guia simples de como aplicá-las corretamente em espaços públicos sem comprometer a estética do interior.
Fundado em 2010, o escritório Origin Architect busca se enraizar na complexidade e nos conflitos da realidade contemporânea, extraindo desse contexto o poder da coexistência e da integração.
Letreiro de hotel no Centro da Cidade de São Paulo. Image via Acervo de Giovana Martino
Criado informalmente em uma campanha de marketing, o dia do sexo é comemorado no Brasil no dia 6 de setembro e coloca em pauta um dos grandes tabus da sociedade moderna: a sexualidade. Dentro das perspectivas da arquitetura e da cidade, a imoralidade vinculada à prática sexual, principalmente remunerada, impacta amplamente na nossa sociedade, refletindo em questões territoriais.
Se por um lado é moralmente pecaminoso, proibido e impuro, por outro, o sexo, a sexualidade e o prazer fazem parte da fisiologia humana. A prostituição é a pratica profissional mais antiga de que se tem registro na sociedade, desempenhando um papel fundamental nas nossas sociedades e também no território, na organização espacial e na dinâmica das cidades. Assim como na sociedade moderna a sexualidade foi marginalizada, nas cidades suas atividades acabaram por ocupar espaços segregados.
Shibam, a Manhattan do Deserto, uma cidade de tijolo de barro de 500 anos no leste do Iêmen. Fotografia de Don Whitebread. Imagem via Shutterstock
O impacto da construção na atual crise climática é preocupante - entre a produção de materiais, a execução e o funcionamento de edifícios, o setor é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, as populações urbanas estão crescendo a taxas históricas e na produção de grandes cidades, importantes consumidoras de energia, parece que a redução do impacto do mercado se resume a pequenos interesses e iniciativas pessoais em vez de grandes ações nos âmbitos universitário, profissional ou político.
A história nos ensinou muitas técnicas de construção e usos de materiais locais que conseguiram ser sustentáveis ao longo do tempo. O uso eficiente de recursos que não precisam ser transformados por grandes etapas de processamento industrial e que eliminam a necessidade de longos transportes. Em alguns casos, no final de sua vida útil, eles podem até ser devolvidos ao meio ambiente, como o adobe e a madeira. Em outros casos, até se pode considerar recuperá-los como lixo e resíduos recicláveis gerados no próprio local. É possível desenvolver projetos de baixo impacto ambiental e adaptá-los aos contextos urbanos densos? É este o caminho futuro para os materiais de construção?
O mercado imobiliário e a demanda habitacional diminui cada vez mais a área dos apartamentos. Além disso, nem sempre a planta traz uma solução funcional e confortável para seus moradores, desafiando os arquitetos a pensarem formas de converter essa situação em algo favorável. Aqui, selecionamos trinta e cinco projetos brasileiros que lidam bem com a pequena escala e servem como referência no momento de enfrentar este desafio.
A escolha de Lacaton & Vassal para receber o Prêmio Pritzker de 2021 foi, acima de tudo, emblemática. Sob o mantra “nunca demolir, nunca remover ou substituir, sempre adicionar, transformar e reutilizar”, a dupla francesa construiu uma carreira focada em reformar edificações, dotando-as de qualidade espacial, eficiência e novos programas. Sua abordagem contrasta com grande parte das arquiteturas que estamos acostumados a prestigiar: obras icônicas, imponentes e grandiosas. Também, com a noção da tabula rasa, de construir e reconstruir do zero, tão bem representada na Ville Radieuse de Le Corbusier, e que tem fascinado arquitetos e urbanistas desde então.
Seja por conta das demandas de sustentabilidade em voga atualmente, ou simplesmente por já existirem construções o suficiente em muitas partes do mundo, o ofício de reabilitar espaços e edificações tem sido visto como importante motor de mudanças. O foco é, geralmente, centrar os esforços nos espaços interiores, dando especial atenção à qualidade ambiental e ao conforto dos habitantes, além de adequar os usos às demandas contemporâneas. A principal questão gira em torno de que forma atualizar (e até automatizar) os edifícios do passado para se adaptarem às novas necessidades de eficiência, sustentabilidade e bem-estar.
Planejar mobilidade urbana vai além de projetos pontuais, de ciclovias ou reestruturação de vias, (que são extremamente importantes, mas não suficientes). Uma cidade com um bom padrão de mobilidade deve viabilizar que a população realize os deslocamentos necessários para desenvolver suas atividades de forma eficiente, segura e agradável. Mas o planejamento de mobilidade precisa atender às necessidades de toda a diversidade de usuários da cidade.
Ampliar os deslocamentos a pé e por bicicleta é altamente desejável por vários motivos, por questões de saúde (uma população que pratica exercício é mais saudável); por questões econômicas individuais (são mais baratos); mas principalmente por questões ambientais e pela eficiência sob o ponto de vista de uso do espaço. Modos ativos de deslocamento contribuem para a qualidade do espaço urbano (uma região com pedestres e ciclistas é mais viva, mais agradável).
Em 1792, o presidente dos Estados Unidos da época, George Washington, organizou um concurso para projetar a casa presidencial. A proposta do arquiteto James Hoban foi a vencedora, uma mansão neoclássica que hoje conhecemos como Casa Branca, ficando gravada no imaginário coletivo dos Estados Unidos.
Muitas vezes nos deparamos com projetos nos quais precisamos combinar uma série de usos em um só lugar, ou ainda, garantir a integração de espaços, sem comprometer ventilação e iluminação natural. Para este propósito, é interessante pensar em aproveitar cada centímetro do espaço disponível de maneira otimizada e criativa. Reunimos a seguir nove projetos de interiores brasileiros que enfrentam problemas diferentes e chegam em soluções interessantes que dão identidade ao projeto.
Zuccardi Valle de Uco em Mendoza, Argentina, foi eleita pela terceira vez como a melhor vinícola do mundo no ranking World's Best Vineyards. Além do vinho, merece destaque o trabalho na adega realizado pelos arquitetos Tom Hughes, Fernando Raganato e Eugenia Mora. Conheça o projeto a seguir, acompanhado de fotografias do estudio García+Betancourt.
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Maquete da Slow House. Imagem cortesia de Stewart Hicks
Boas-vindas à Slow House, o primeiro projeto encomendado ao escritório Diller and Scofidio (hoje Diller, Scofidio + Renfro) em Long Island, Nova York. O projeto, com sua silhueta em crescente que evoca uma lesma, foi um marco para o escritório — e para a arquitetura em geral — quando revelado em 1990. No entanto, a casa nunca chegou a ser construída, existindo apenas em seu extenso catálogo de maquetes e desenhos. Neste vídeo, a Slow House é reconstruída digitalmente, analisada e explorada para revelar elementos singulares ocultos em seu projeto que só podem ser percebidos por meio de uma experiência em primeira pessoa. De vistas postergadas de "um milhão de dólares" a transmissões de circuito fechado de TV (CCTV) mostrando a água, passando por dezenas de portas e painéis de compensado móveis, a casa é verdadeiramente uma máquina de ver. E agora, você pode vê-la por conta própria.
Praça do Pôr do Sol cercada por tapumes. Foto: Daniel Teixeira / Estadão
Conflitos, disputas e antagonismos são frequentes na dinâmica da vida em sociedade, sendo necessário conciliar diferentes interesses e necessidades da melhor forma possível. Hoje, conflitos urbanos são reduzidos a dois polos. De um lado, aqueles que se opõem a novos projetos, comumente chamados de NIMBYs (acrônimo em inglês “Not In My BackYard”, ou “não no meu quintal”), mas que também podem ser vistos como “defensores do bairro”.
Nesta reedição, o autor Mark Alan Hewitt discute as maquetes e sua relevância. "Para quem teve a sorte de crescer nas décadas de 1950 e 1960, as maquetes eram a grande sensação — e não apenas as do tipo que essa expressão costuma sugerir", afirma ele. Recuperando a trajetória das maquetes realistas dos anos 1970, semelhantes às renderizações virtuais atuais, este ensaio reconstitui a sua história e a dos artistas que as produziram.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130703/o-fascinio-e-a-importancia-das-maquetesMark Alan Hewitt
Boston City Hall . Imagem Cortesia de Utile and Reed Hilderbrand
“A demolição é um desperdício em todos os sentidos—um desperdício de energia, de materiais e também da nossa memória coletiva”, disse a arquiteta vencedora do Pritzker Anne Lacaton. Ao longo dos últimos anos, porém, a reciclagem de antigas estruturas e o reuso adaptativo de edifícios obsoletos se tornaram onipresentes no discurso arquitetônico contemporâneo, à medida que os profissionais estão se tornando mais conscientes sobre questões relativas aos resíduos, a exploração de recursos naturais e a pegada de carbono na industria da construção civil. Ainda assim, a prática de renovação e adaptação de estruturas existentes carece de consistência, especialmente quando tratamos de edifícios do pós-guerra. A seguir, procuramos analisar alguns dos muitos desafios e oportunidades dos projetos de renovação e reutilização de edifícios construídos durante a segunda metade do século XX, destacando como algumas destas estratégias podem desempenhar um papel significativo para minimizar o impacto da construção civil no agravamento da crise climática e na busca por construir cidades mais equilibras, ao mesmo tempo em que recupera importantes estruturas e lugares de memória.