A madeira é um material muito comum na indústria da construção civil, sendo utilizada em várias etapas e para várias finalidades. A seguir, iremos explorar sua potencialidade para compor as fachadas residenciais a partir de 17 exemplos de casas brasileiras.
Summer House Gravråk / Carl-Viggo Hølmebakk. Image Cortesia de Carl-Viggo Hølmebakk
No momento em que uma árvore é cortada e seus processos biológicos são interrompidos, pode-se dizer que se inicia também o processo de deterioração da madeira. Etapas como o corte correto do tronco, a secagem e armazenamento ou a especificação certeira das melhores espécies para cada uso determinarão a durabilidade da mesma. Formada basicamente por celulose, hemicelulose e lignina, cada espécie de madeira apresenta uma determinada durabilidade natural, influenciada também pelas condições ambientais de onde ela está inserida, como a temperatura, a umidade, o teor de oxigênio, e os microrganismos e insetos ali presentes. Geralmente, utilizam-se tratamentos na superfícies para aumentar a proteção das peças, como vernizes, óleos e outros processos químicos. Mas há situações em que madeiras sem tratamento podem ser utilizadas em exteriores, alcançando uma estética acinzentada e sóbria que se mescla ao exterior e traz personalidade à edificação.
Após quase 50 anos de urbanização acelerada, o desenvolvimento urbano transitou da "era da expansão" para a "era do estoque construído". O planejamento das cidades deixou de focar na construção nova para se concentrar na reabilitação qualificada do tecido urbano existente, reativando seus espaços. Ao analisar os projetos de reforma recentes dos laureados do Prêmio Pritzker, investigamos como esses arquitetos e arquitetas respondem aos desafios da atual era de reabilitação urbana.
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Cedric Price. Potteries Thinkbelt. Cedric Price fonds, Canadian Centre for Architecture, Montréal. Imagem cortesia de CCA
Todos os edifícios se movem — naturalmente, alguns mais do que outros. Há uma série de considerações projetuais que profissionais de arquitetura levam em conta para permitir, ou até mesmo promover, o movimento em quase todas as edificações. Contudo, há profissionais que recorrem à sua formação multidisciplinar e à sua capacidade de resolver problemas para conceber soluções que literalmente percorrem o mundo. Seja na forma de minicasas sobre rodas, instituições de ensino em trens ou programas de design instalados em caminhões, às vezes as edificações e a própria arquitetura precisam se deslocar até o público que atendem ou para outros ambientes. Este vídeo apresenta alguns exemplos desse espectro, a começar pela maneira como profissionais de arquitetura costumam lidar com o movimento em estruturas e fundações, passando pelo projeto Potteries Thinkbelt, de Cedric Price, e chegando ao Chicago Mobile Makers, uma oficina maker itinerante para crianças fundada por Maya Bird Murphy.
São José dos Campos. Foto por wtrilhas - Flickr, via Wikipedia. Licença CC BY-SA 2.0
O presente artigo parte da premissa de que cidades não são espaços neutros. Os territórios, assim como a arquitetura, o urbanismo, a literatura, a cultura e a política, são elementos condicionados por valores de uma determinada sociedade em um dado período de tempo. Assim sendo, a configuração desses espaços é concebida a partir de valores de uma sociedade; sociedade esta patriarcal, racista e capitalista. Por conseguinte, a ausência de neutralidade para a produção do espaço urbano implica em diferentes usos por parte dos usuários das cidades. Essas singularidades de vivências permeiam, ao seu turno, questões relacionadas à classe social, raça e gênero.
A crise climática tem sido um dos principais assuntos de 2021, tanto no discurso político quanto na área da arquitetura, acompanhada por um novo reconhecimento da gravidade do problema. Durante o ano passado, o relatório do IPCC revelou as graves consequências da falta de ações paliativas, enquanto a COP26 e a cúpula do G7 resultaram em comprometimentos insuficientes com medidas imediatas e palpáveis. O setor de construção, responsável por impressionantes 39% dos gases de efeito estufa emitidos, pode trazer uma contribuição significativa para a contenção das mudanças climáticas. A seguir, as medidas de descarbonização de 2021 que afetam essa indústria.
Este artigo de Maya Orzechowska foi publicado originalmente com o título "Cinco princípios para uma arquitetura vulnerável e íntima: desenhando limites e aberturas alternativos para o lar e para o eu" no número 31° da revista Dearq em 01 de setembro de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq31.2021.04).
Investiga-se como os limites e as aberturas do lar não estão separados entre si; eles desempenham um papel ativo nas políticas de saúde corporal e social. Tanto a ideia de lar quanto a de moradia falham diariamente para um número cada vez maior de pessoas; por isso, este artigo busca alternativas à narrativa do lar, da intimidade interna utópica, que endossa o recolhimento, e de uma relação de desresponsabilização frente ao âmbito público. Sugere-se que o resultado é distópico ao ocultar e exacerbar a vulnerabilidade e sua resistência à mudança. Em contrapartida, uma arquitetura vulnerável e íntima centra-se no corpo vulnerável, que desenha o estranho, o reprimido e o emocional no lar.
A seguir, apresentamos o artigo como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, os temas da cidade e áreas afins.
Captain's House. Imagem cortesia de Vector Architects
Em 2014, foi lançado na China um programa de reconstrução residencial chamado "Dream Home", convidando arquitetos/as e designers de interiores a redesenharem casas antigas que apresentavam problemas. Algumas dessas residências tinham formatos irregulares, outras eram minúsculas e algumas sofriam com uma iluminação extremamente inadequada. Os conceitos de projeto transmitidos em conjunto pelos/as profissionais no programa baseiam-se no respeito pelas pessoas, na compreensão das relações humanas e na definição de lar. Essas reformas ou reconstruções não são apenas atualizações físicas para os/as clientes, mas uma reinterpretação do "lar" que lhes devolve a dignidade e uma nova vida.
No que diz respeito à Covid, 2022 tende a se parecer mais com 1920 do que com 2020 ou 2021. “Mudar ou morrer” é um clichê, mas muitas vezes verdadeiro. Os últimos dois anos de pandemia forçaram diversas mudanças na sociedade que podem ter ajudado a evitar muitas mortes. No entanto, muitos outros aspectos da nossa cultura já vinham se transformando em movimentos anteriores à pandemia — transições graduais que, com a chegada da Covid, tornaram-se instantâneas e onipresentes: o trabalho remoto, o ensino a distância, a dominância do comércio eletrônico, o declínio do varejo físico e o foco obsessivo na saúde e no bem-estar. Tudo isso, e muito mais, agora faz parte fundamental do nosso cotidiano.
Ao olharmos para trás, em 2021, dois acontecimentos tiveram um impacto transformador no mundo da arquitetura e do design.
O primeiro deles foi o falecimento de Richard Rogers, pioneiro da arquitetura High-Tech. O historiador de arte alemão Hans Belting disse certa vez: “Quando as pessoas clamam por uma nova arte, são a arquitetura e o design que se posicionam como símbolos de uma nova sociedade, carregando a esperança de transformar o espaço habitável; e, enquanto as pessoas anseiam por essa transformação espacial, elas próprias também mudam”. Rogers foi um dos primeiros a se posicionar no final do século XX. Sua abordagem de design ousada, rebelde e subversiva abriu novos horizontes para a paisagem urbana. Tendo se aposentado apenas no ano passado, ele sempre nos mostrou, por meio da prática, a importância do direcionamento do design. Diante disso, não posso deixar de me perguntar: à medida que os heróis de nossa era partem gradualmente, seremos capazes de assumir a missão da arquitetura?
O segundo acontecimento envolveu o/a arquiteto/a Tao Lei, que, no programa de TV "Dream Home", gastou 1,32 milhão de yuans para construir uma casa de tijolos vermelhos para um idoso, o que desencadeou uma forte onda de ataques cibernéticos por parte do público. Este episódio refletiu diretamente o conflito entre a arquitetura, a estética e a vida cotidiana. Diante disso, também me pergunto: a estética perseguida pelos/as arquitetos/as é a mesma desejada pelas pessoas comuns? O projeto de arquitetura tem o poder de transformar a percepção estética? A classe social influencia o projeto arquitetônico? E, sem nunca ter vivenciado o espaço, é justo rejeitar uma obra com base apenas em manchetes fragmentadas e superficiais?
“O desespero é tão vão quanto a esperança”. A palavra-chave do ArchDaily para este ano é: Equilíbrio entre o Interno e o Externo.Internamente: o papel de plataforma, oferecendo ferramentas, inspiração e conhecimento vindos de todas as direções, superando obstáculos e impulsionando mudanças para construir um ecossistema de design ainda maior.Externamente: o papel de disseminação, saindo da zona de conforto do “meio arquitetônico”, fortalecendo a conexão com as necessidades do público, apresentando processos informativos mais claros e desenvolvendo curadorias de conteúdo de arquitetura mais criativas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135054/2022-aprimorando-o-interior-e-o-exterior-resolucoes-de-ano-novo-do-archdaily韩爽 - HAN Shuang
O ano de 2021 foi turbulento – a pandemia causada pelo novo coronavírus persiste, obrigando as indústrias de design e construção a continuar se adaptando por dois anos seguidos. À medida que os métodos de trabalho remoto e comunicação continuam a ser ajustados e aprimorados, uma infinidade de eventos virtuais fez com que o discurso arquitetônico fora dos paradigmas ocidentais e eurocêntricos pudesse ocupar um espaço central na discussão da arquitetura global.
Este ano marcou o 10.º aniversário do lançamento do primeiro episódio de Black Mirror. A série antológica de ficção científica distópica e onerosa, explora metaversos distorcidos de alta tecnologia, onde, segundo a IMDb, "as maiores inovações da humanidade e os instintos mais obscuros colidem". É por isso que esta série britânica, criada por Charlie Brooker para a Netflix, gerou reações diferentes entre os telespectadores. Embora apresentasse cenários futuros, a proximidade com os mesmos criava um certo sentimento de paranoia, medo e incerteza.
https://www.archdaily.com.br/pt/974500/metaversos-da-ficcao-cientifica-ao-presente-extremoBob J. Barraza
Com base em três eixos principais — "a cidade europeia: um modelo de cidade inteligente e sustentável", "a definição de uma cultura europeia comum que reflita a diversidade de expressão" e "uma arquitetura que gere impacto social e transmita uma mensagem cultural" —, agrupamos os projetos selecionados pelo júri (composto por Tatiana Bilbao, Francesca Ferguson, Mia Hägg, Triin Ojari, Georg Pendl, Spiros Pengas e Marcel Smets) para oferecer um panorama mais claro dos critérios de seleção e do cenário arquitetônico na Europa.
À medida que continuamos a lidar com as repercussões da pandemia, o futuro dos escritórios e espaços de trabalho tem sido amplamente debatido. No entanto, alguns efeitos imediatos já são evidentes: o modelo rígido, essencialmente presencial, foi rapidamente substituído pelo trabalho híbrido, no qual a adaptabilidade e o conforto se tornaram as principais prioridades. Assim, embora as consequências a longo prazo ainda não estejam totalmente claras, as empresas certamente precisarão buscar o equilíbrio ideal entre os métodos tradicionais e o trabalho remoto, visando promover a eficiência e o bem-estar das equipes. Sob a perspectiva do design e da arquitetura, a demanda se concentrará em ambientes de trabalho flexíveis que estimulem a criatividade, a produtividade e o conforto – além de responderem aos desafios tecnológicos, econômicos e de sustentabilidade associados.
Fundado pelo arquiteto e professor Angelo Bucci, o spbr arquitetos atua em diferentes escalas de construção de edificações com uma linguagem distinta e particular em suas obras. Seus projetos são resultado de um intenso exercício de pensar arquitetônico somado ao uso do desenho como ferramenta de diálogo entre arquitetos e clientes.
Ouvimos dizer estamos vivendo uma era transapocalíptica. Não pré ou pós-apocalíptico, mas algo no meio: uma série de crises interconectadas que exigem ação, em um momento em que é tarde demais para impedir que o mundo mude, mas não tarde o suficiente para que toda a esperança tenha sido perdida. A arquitetura está profundamente envolvida nesse processo, pois a transformação do ambiente construído e da indústria da construção são fundamentais para a forma como vivemos.
Para ArchDaily, isso significa que nossa missão é mais urgente do que nunca. Tendo recebido mais de 22 milhões de visitas mensais em 2021, continuamos perguntando a nós mesmos e aos nossos leitores: como continuar a fornecer inspiração e ferramentas para uma nova geração de arquitetos, designers e – cada vez mais – entusiastas da arquitetura, pessoas interessadas no modo como vivemos, onde moramos e como seguir em frente? Uma das maneiras mais importantes que temos de fazer isso é através do Prêmio Building of the Year.
Pelo 13º ano consecutivo, vocês, nossos leitores e leitoras, escolherão as melhores obras do ano. É a sua vez de reconhecer e recompensar os projetos excepcionais, tornando-se parte de uma rede imparcial e geograficamente distribuída de jurados que tem eleito os projetos mais relevantes na última década. Nas próximas duas semanas, esta inteligência coletiva avaliará mais de 4.500 projetos, reduzindo este universo para apenas 15 em cada categoria no prêmio.
Como ocorreu em ocasiões anteriores, o Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio do Chile organizou a montagem de Testimonial Spaces, o mais recente pavilhão nacional apresentado na Bienal de Veneza 2021, no hall do Museu de Arte Contemporânea do Parque Forestal (Santiago) para que possa ser visitado pelo público local.
Embora a chamada que o ministério costuma realizar para a convocatória de cada edição da bienal seja focada no projeto de um pavilhão, o edital especifica que o/a curador/a selecionado/a será responsável pela elaboração de um conceito curatorial e de uma proposta arquitetônica. Certamente, no contexto contemporâneo, a noção de pavilhão é uma categoria amplamente maleável, razão pela qual não deixa de ser interessante essa diferença estabelecida nas próprias bases da convocatória: embora seja evidente que o conceito curatorial deva estar associado a alguma instância arquitetônica relevante, ele não é, necessariamente por si só, uma proposta arquitetônica.
As escadas podem parecer uma parte imutável do DNA de um edifício. Seja em uma construção do zero ou em uma reforma, pode ser difícil conceber a alteração do ângulo, da direção ou mesmo do posicionamento dos degraus; por isso, escolher o modelo correto é fundamental. Apresentamos a seguir dez maneiras diferentes de viabilizar o projeto de interiores dos seus sonhos.
O arquiteto Cino Zucchi (n. 1955) cresceu e trabalha em Milão, na Itália. Formou-se no MIT, em Cambridge, e no Politecnico di Milano, mas se considera em grande parte autodidata, embora tenha sofrido influência de compatriotas como Aldo Rossi e Manfredo Tafuri. É conhecido internacionalmente por diversos projetos em toda a Europa. Muitos deles são complexos residenciais abstratos e, ao mesmo tempo, contextuais na Itália, particularmente em Milão, Bolonha, Parma, Ravenna e, mais notavelmente, em Veneza. O edifício residencial D, projetado por Zucchi em Giudecca, atraiu atenção e elogios internacionais quando foi concluído em 2003. Encontrei Cino Zucchi no ano passado durante a Bienal de Arquitetura de Veneza; esse encontro deu origem a uma longa entrevista realizada recentemente via Zoom entre Nova York e o estúdio do arquiteto em Milão, repleto de livros e luz solar.
A arquitetura é uma das mais antigas carreiras do mundo, com sua origem, tal qual compreendemos hoje, datada dos primórdios da humanidade. O ensino de arquitetura, por outro lado, em um primeiro momento, era passado em coletivo a partir de habilidades que se aprendiam na prática e oralmente, de geração para geração. A partir das escolas de Belas Artes e das Universidades esse ensino foi se institucionalizando e se transformando até chegar no que temos hoje em dia.
Os espaços educativos são ambientes que evoluíram ao longo dos anos em resposta aos avanços tecnológicos e às novas formas de ensino que buscam se concentrar cada vez mais em métodos flexíveis, permitindo a cada estudante traçar seu próprio caminho com base em um sistema comum. A importância desses espaços reside no fato de serem pontos de encontro que atendem às nossas necessidades sociais de compartilhar ambientes físicos voltados para sistemas educacionais muito mais horizontais e inclusivos, como é o caso do Centro de Deficientes Visuais, projetado pelo Taller de Arquitectura Mauricio Rocha + Gabriela Carrillo, que busca gerar diferentes experiências sensoriais por meio dos materiais, da luz e das temperaturas geradas tanto dentro quanto fora dos espaços.
Passeio de barco no The Lake, na região norte do Central Park. Imagem cortesia de Harry Gillen via Unsplash
À medida que as temperaturas globais sobem sem sinais de desaceleração, os parques do futuro estarão sujeitos a secas, inundações, calor escaldante e nevascas mais intensas, já que o ar mais quente é capaz de reter mais umidade do que o ar frio. (Costuma-se dizer que o mundo do futuro será mais úmido e selvagem justamente por esse motivo.)
Como, então, os parques urbanos podem se fortalecer para as próximas décadas? A Central Park Conservancy, a Yale School of the Environment e a Natural Areas Conservancy uniram forças para transformar o parque mais emblemático de Nova York em um polo de estudos sobre adaptação às mudanças climáticas e possíveis estratégias de mitigação. O Central Park Climate Lab foi anunciado em 12 de janeiro pela organização, e as descobertas obtidas com o programa serão estendidas a outros parques da cidade de Nova York e, futuramente, de todo o país.
Ao redor do mundo, os zoológicos atraem centenas de milhões de visitantes a cada ano. Para algumas cidades, eles são grandes atrações turísticas e centros econômicos que geram dólares dos contribuintes e criam empregos a longo prazo para milhares de pessoas. Mas além destas estatísticas, muitos criticam o papel que os zoológicos desempenham em nossa sociedade e a maneira como os projetamos, de modo a criar um ambiente mais positivo e natural para os animais.
Maria Carlota de Macedo Soares nasceu em 1910 em Paris, onde o pai – responsável por um dos jornais mais influentes do Rio de Janeiro, o Diário Carioca – estava exilado. Criada em meio à elite, Lota chega ao Brasil em 1928, com 18 anos, e foi muitas vezes definida como uma figura controversa que gostava de carros de corrida, usava calça jeans e camisas masculinas e teve um discreto, porém duradouro, romance com a premiada poetisa americana Elizabeth Bishop.