Royal Manor Mobile Home Park. Imagem Cortesia de MH Village
O futuro das casas fabricadas pode reinventar algo que já existe amplamente nos Estados Unidos – os estacionamentos de trailers. Por todo o país, essas pequenas casas estão sendo reimaginadas por arquitetos, que estão utilizando materiais mais sustentáveis e técnicas de construção inventivas para criar casas acessíveis e ressignificar a conotação negativa que já cercou esse tipo de moradia.
Casa John Chapman. Imagem cortesia de Plus Architecture
As moradias estudantis assumem muitas formas ao redor do mundo, porém, a tipologia mais comum é um alojamento fechado. Enquanto os futuros alunos escolhem as universidades com base no rigor acadêmico, programas esportivos, atividades extracurriculares e futuras oportunidades de carreira, eles agora querem saber como será viver dentro e fora do campus. Isso forçou os arquitetos a repensarem os projetos tradicionais de dormitórios buscando algo mais inovador que reflita melhor o que os alunos querem (e esperam) em suas residências universitárias.
Enquanto a vida útil de um edifício médio é de cerca de 50 a 100 anos, uma cobertura costuma durar entre 15 e 30 anos.
Por que essa diferença tão marcante?
Por estar em contato direto com a radiação solar, umidade, chuva, variações de temperatura e vento, as coberturas e lajes são as áreas mais críticas e expostas de um edifício. Sendo assim, sem manutenção e cuidados adequados, há o risco de surgirem danos que reduzem drasticamente sua vida útil.
Una ciudad de habitaciones: La casa compartida como laboratorio urbano. Image Cortesía de Paula Olea Fonti
“Uma cidade de quartos” é um trabalho de pesquisa da arquiteta Paula Olea Fonti que se centra no estudo da moradia compartilhada, uma das formas mais utilizadas por jovens estudantes e profissionais para habitar a cidade. Uma casa popular e comum, por assim dizer. Uma que muitos/as arquitetos/as caracterizariam por seu escasso valor arquitetônico.
Islas de los Uros en el lago Titicaca. Image Cortesía de Leyda Aza Medina
A importância da arquitetura voltada para a sustentabilidade leva os/as arquitetos/as a explorar novas alternativas de materiais de construção sustentável que possam ser implementados em novas edificações. A pesquisa “La totora como material de aislamiento térmico: propiedades y potencialidades” foi publicada pela arquiteta Leyda Aza Medina como dissertação de mestrado em 2016 e venceu o prêmio de práticas acadêmicas ADUS 2021. O estudo apresenta uma alternativa sustentável, utilizando como base o recurso renovável da totora para o uso de isolantes térmicos em edificações no altiplano peruano.
Essa frase chamou a atenção durante a palestra de Diébédo Francis Kéré no AAICO (Architecture and Art International Congress), que ocorreu no Porto, em Portugal, entre 3 e 8 de setembro. Após ser introduzido por ninguém menos que Eduardo Souto de Moura, Kéré iniciou sua fala com a simplicidade e humildade que pautam seu trabalho. Suas obras mais conhecidas foram construídas em locais bastante remotos, onde materiais são escassos e a força de trabalho é dos próprios moradores, utilizando os recursos e técnicas locais.
Qual é, exatamente, o sentido da crítica de arquitetura? A palavra “crítica” deriva do termo grego krinein, que significa separar, peneirar, distinguir, discernir, examinar ou julgar. Segundo Wayne Attoe, arquiteto e educador que discorre sobre a crítica de arquitetura em seu livro Architecture and Critical Imagination (infelizmente hoje fora de catálogo), isso não significa necessariamente desaprovar ou apontar falhas. A crítica pode ser favorável ou desfavorável; pode elogiar ou condenar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134199/para-que-serve-a-critica-de-arquiteturaMichael J. Crosbie
Ao longo do último século, os carros foram o elemento dominante no planejamento de cidades e municípios. Pistas para veículos, expansão de faixas, estacionamentos e garagens foram sendo criados e usados enquanto continuamos nossa dependência pesada em carros, deixando os planejadores urbanos com a tarefa de desenvolver maneiras criativas para tornar as ruas mais seguras para ciclistas e pedestres. Mas muitas cidades, especialmente algumas na Europa, se tornaram exemplos de ideologias progressistas sobre como projetar novos espaços para nos tornarmos livres dos carros e repensar as ruas para torná-las mais amigáveis aos pedestres. Será que já estamos experimentando a morte lenta dos automóveis pelo mundo e favorecendo os que preferem caminhar ou andar de bicicleta? E se sim, como isso pode ser feito em uma escala ainda maior?
Biblioteca Jose Vasconcelos / Taller de Arquitectura X / Alberto Kalach. Image Cortesía de Taller de Arquitectura X / Alberto Kalach
Ao longo dos anos, o design de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que vão se apresentando, mas sobretudo de acordo com as experiências que se busca provocar no usuário. Nos últimos dois anos, testemunhamos uma mudança radical e um interesse especial por este assunto, pois a pandemia nos obrigou a prestar mais atenção na configuração dos espaços que habitamos. Isto fez com que surgissem projetos muito mais integrais, que atendem ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Março é o mês em que se comemora o St Patrick's Day, ou Dia de São Patrício, uma homenagem ao padroeiro da Irlanda que faleceu no dia 17 de março de 461. Para além da comemoração religiosa, o St. Patrick's Day, é marcado por grandes festas nas ruas, bares e pubs de países de colonização inglesa como Canadá, Estados Unidos e, claro, a República da Irlanda.
A República da Irlanda está localizada na Ilha da Irlanda, a noroeste da Europa Continental e faz fronteira com a Irlanda do Norte, um dos países que compõem o Reino Unido, do qual conquistou sua independência logo no começo do século XX, em 1919, após um intenso conflito. Desde a Guerra da Independência o país tem lutado para valorizar e reconhecer sua cultura local, incluindo sua arquitetura, histórica ou contemporânea. Conheça um pouco mais da arquitetura do país através da obra dos sete escritórios contemporâneos reunidos a seguir.
Polígonos en pendiente en Barcelona. Image Cortesía de Matías Falero
La mancha urbana contemporánea parece ampliar sus fronteras sin mayores restricciones al mismo tiempo que aumenta su complejidad. Las grandes ciudades como Barcelona se han expandido a tal punto que sus límites políticos ya solo representan las líneas de demarcación de una gestión territorial que en la imagen satelital o en el intercambio vivencial, en muchas ocasiones, prácticamente ya no existe o son difícilmente reconocibles. La lectura actual de su Área Metropolitana, extendida entre las sierras, los ríos y el mar, por otro lado, demuestra que esta expansión progresiva ha estado siempre condicionada por su particular enclave geográfico.
Render de design paramétrico feito pelo graduado da Oneistox, Alab Adviento. Imagem cortesia de Oneistox
Embora o design computacional, como técnica aplicada ao campo da arquitetura, já exista há duas décadas, as infinitas possibilidades que ele apresenta estão apenas começando a ser descobertas. Os horizontes do projeto que utiliza softwares de programação estão se expandindo paralelamente à crescente popularidade de ferramentas como o Rhino 3D e o Revit. O que futuros/as arquitetos/as devem ter em mente a partir de agora, ao se prepararem para o mercado de trabalho, é que os softwares de design computacional não devem ser tratados apenas como um “item pendente” a ser riscado da lista para preencher o currículo. Em vez disso, trata-se de uma oportunidade de aprofundar os próprios instintos criativos.
À altura do marco de dois anos do início da pandemia de COVID-19, quase nada parece igual a março de 2020 — seja o modo como trabalhamos, como estudamos ou mesmo como nos movimentamos em nossas próprias casas. Muitos títulos nesta seleção de lançamentos de livros de arquitetura e design de primavera evidenciam como autores/as e profissionais de design estão lidando com as grandes transformações do nosso tempo. Volumes como Why Design Matters, de Debbie Millman, e Design Emergency, de Paola Antonelli, compartilham os diversos pontos de vista e soluções de design de algumas das principais vozes criativas do mundo; Making Trouble, de Otto von Busch, e Yes to the City, de Max Holleran, avaliam formas de ativismo habitacional e do conceito "faça você mesmo" (DIY); enquanto Queerness of Home, de Stephen Vider, e Form Follows Feeling, de Suchi Reddy, exploram uma abordagem do espaço mais empática e centrada no ser humano. Todos eles, de alguma forma, voltam-se para o passado como um caminho para enxergar com clareza o futuro do ambiente construído.
Fundado em 2017, o Studio 10 é um escritório de design multidisciplinar com foco em arquitetura. Baseado nas cidades de Shenzhen e Hong Kong, o estúdio dedica-se a oferecer serviços personalizados e de alta qualidade em arquitetura, interiores, design de produtos e outras soluções criativas. Nosso escopo de pesquisa e projeto abrange tanto os ambientes urbanos de maior densidade do mundo contemporâneo quanto áreas rurais de baixa densidade. Como um estúdio multidisciplinar, compreendemos a arquitetura e o espaço como os mediadores mais importantes e onipresentes entre o ser humano e seu entorno natural, social e cultural. Em nossa prática, a arquitetura e o espaço não são apenas abrigos no ambiente ou meios de percepção do entorno, mas também catalisadores e geradores para a revitalização de comunidades urbanas e rurais, bem como para a melhoria ambiental. Ao longo desse processo, refletimos continuamente sobre nosso papel, buscando promover o progresso econômico, cultural e social por meio do espaço construído, em busca de um equilíbrio e de uma harmonia atemporais entre as pessoas e o meio ambiente.
Visando reconectar o ser humano à natureza, exploramos tratamentos não ortodoxos de formas e materiais no projeto, expressando o desejo de humanizar a arquitetura. Ao reintroduzir processos artesanais da era pré-industrial e pré-digital em nosso processo projetual, a arquitetura e o espaço tornam-se um híbrido de razão e intuição. Também investigamos constantemente materiais naturais e industriais recicláveis, reciclados ou reutilizados, ressignificando seu uso de forma inovadora para promover a conscientização e a sensibilidade ambiental.
PARKROYAL COLLECTION Pickering, designed by WOHA and Tierra Design. Image
Singapura vem continuamente construindo sua reputação como uma cidade na natureza, e seu design há muito tempo mostra uma forte consciência de reconhecer que os espaços verdes são importantes. Planejadores urbanos e arquitetos tomaram a decisão consciente de tecer a natureza por toda a cidade, à medida que continuam desenraizando novos edifícios e empreendimentos, incorporando a vida vegetal em qualquer forma, seja através de telhados verdes, jardins verticais escalonados ou paredes com plantas.
Este artigo explorará as ações pioneiras que estão ocorrendo em Singapura para criar uma cidade e nação com maior biodiversidade e como isso fornece uma visão de como outras grandes cidades podem adotar iniciativas semelhantes na próxima década para fornecer um plano para o futuro.
O reposicionamento de escritórios é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas globais hoje. Isso vale tanto para escritórios de arquitetura quanto para os clientes atendidos por suas soluções de projeto. Nos últimos 18 meses, ocorreram transformações profundas no setor de AEC e, sem dúvida, na maioria das indústrias — muitas das quais influenciaram e moldaram as decisões de negócios tomadas durante a pandemia. Pode-se dizer que a pandemia apenas acelerou as transformações que já começavam a se delinear. A maior e mais notável delas ocorreu na área de comunicação e conectividade. Manter-se conectado e fornecer aos colaboradores as ferramentas e plataformas necessárias para colaborar, inovar e manter a produtividade tornou-se prioridade máxima para todas as empresas.
Todos os anos, o Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA), por meio do Sistema Nacional de Creadores de Arte (SNCA), homenageia quem constrói a excelência na cultura nacional com o Programa Jóvenes Creadores. Por meio de bolsas de estudo, a iniciativa impulsiona o processo criativo e formativo de jovens artistas no México, criando condições favoráveis para a realização de projetos de criação originais, significativos e positivos.
Projeto Bohem por Team Group. Imagem cortesia de Team Group
A seleção desta semana dos Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca projetos residenciais privados enviados pela comunidade do ArchDaily. De um bairro residencial composto por oito vilas urbanas a refúgios privados nos subúrbios de Hyderabad, na Índia, esta seleção de projetos não construídos demonstra como profissionais de arquitetura projetam espaços privados que combinam localidade e funcionalidade em estruturas que atendem ao estilo de vida e ao comportamento dos moradores. O artigo também inclui projetos do Irã, Estados Unidos, Tailândia e Grécia.
“Através de edifícios que demonstram beleza, modéstia, ousadia e invenção, e pela integridade de sua arquitetura e gesto, Kéré defende graciosamente a missão deste Prêmio”, diz o comunicado oficial do Prêmio Pritzker de Arquitetura. Anunciado hoje por Tom Pritzker, presidente da The Hyatt Foundation, Francis Kéré é o 51º vencedor do prêmio criado em 1979, sucedendo Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal. Elogiado por ir além dos limites do campo disciplinar, o arquiteto atua simunltaneamente em Burkina Faso e na Alemanha.
Um olhar interno em Common'hood, do Plethora Project, um game imersivo centrado na construção de uma nova comunidade em uma fábrica abandonada após um colapso econômico... Imagem cortesia do PLETHORA PROJECT
Michael Beneville abriu seu estúdio no distrito de Flatiron, na cidade de Nova York, há uma década. O escritório reformado de dois andares tem pé-direito de 6 metros, móveis sob medida e uma parede de janelas em arco que miram a 19th Street. Beneville e sua equipe não têm estado no estúdio juntos de maneira regular há meses – pelo menos não fisicamente. Os funcionários do pequeno estúdio criativo, conhecido por seu trabalho de design em experiências imersivas como o megacomplexo de entretenimento AREA15, em Las Vegas, estão todos espalhados pelo país por conta da pandemia, mas se reúnem frequentemente em uma réplica virtual do estúdio para reuniões, sentando em torno de uma mesa digital, seus avatares segurando copos digitais de café.
Embora as lojas online existam desde a democratização da internet no final do século XX, o cenário atual da pandemia marcou um antes e um depois na evolução do e-commerce. Em resposta às restrições de mobilidade e aos confinamentos, comércios de todas as escalas foram obrigados a aderir à transformação digital, o que permitiu economizar tempo e, em alguns casos, reduzir custos. Além disso, à medida que mais usuários descobrem a conveniência de receber produtos em casa, é provável que as compras online continuem crescendo mesmo após a pandemia.
Hayden Library. Imagem cortesia de Ayers Saint Gross
A arquitetura e o planejamento centram-se na experiência humana e na aproximação das pessoas. Poucos escritórios estruturaram sua prática em torno dessas ideias como a Ayers Saint Gross. Fundada em 1912, a empresa conta com mais de um século de experiência, com a maior parte de sua atuação voltada ao apoio a faculdades, universidades e instalações culturais. Hoje, o escritório, que conta com 185 profissionais, possui filiais em todo o país, incluindo Baltimore, Washington, D.C. e Tempe, no Arizona.
Um estudo recente sugere que nossa galáxia, a Via Láctea, não pode ser vista por um terço da humanidade. Por quê? Milhões de lâmpadas urbanas permanecem ligadas em nossas cidades todas as noites, mas apenas parte de sua luz é usada para realmente iluminar ruas ou calçadas – o resto é perdido e emitido acima do horizonte, iluminando o céu noturno e contribuindo para o que é conhecido como poluição luminosa. Como o brilho artificial das cidades aumenta a cada ano, as consequências desse fenômeno urbano vão além de apenas nos impedir de ver estrelas. Outros efeitos nocivos incluem: um ofuscamento perigoso que pode reduzir a segurança, consumo excessivo de energia, desperdício de dinheiro e recursos, interrupção dos ciclos diurnos e noturnos naturais dos ecossistemas, supressão da produção de melatonina e várias repercussões negativas na saúde pública. Nesse sentido, escolher as luminárias certas (com um design bem pensado) é fundamental para reduzir a poluição luminosa.
Painéis de compensado, madeira laminada, chapas de MDF e placas de OSB são bons, podem ser economicamente viáveis e cumprem com eficiência determinadas funções, mas nenhum deles oferece a mesma atmosfera da madeira maciça. A nobreza deste material geralmente vem acompanhada de um custo elevado, mas as qualidades estética e sensorial são inigualáveis.
A seguir, reunimos exemplos de projetos que empregam madeira maciça em elementos do mobiliário. Mesas e cadeiras, camas e armários feitos com madeiras de diferentes espécies, novas ou de demolição, refinadas ou rústicas, de distintas texturas e colorações que podem servir de inspiração para seu projeto arquitetônico ou de interiores.