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É possível criar espaços públicos no metaverso?

O metaverso promete revolucionar a maneira como vivemos. Ao integrar tecnologias imersivas como realidade virtual e aumentada (VR e AR), a expectativa do metaverso é adicionar outra camada à maneira como vivemos cotidianamente. Sugere-se que o metaverso crie espaços virtuais onde as pessoas possam se encontrar e compartilhar experiências independentemente das restrições geográficas. As possibilidades parecem infinitas: trocar conhecimentos, incentivar a colaboração profissional, desenvolver e democratizar a arte, a educação, a cultura e até mesmo possibilitar o engajamento político. As interações sociais estão no cerne da ideia de metaverso. Isso levanta a questão: como os novos espaços virtuais podem adquirir as propriedades dos espaços públicos?

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James Stewart Polshek: Reflexões sobre uma Vida na Arquitetura

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Jim Polshek, que faleceu aos 92 anos na semana passada, foi um premiado arquiteto (Medalha de Ouro do AIA, 2018), designer, defensor público e educador (diretor da faculdade de arquitetura de Columbia de 1973 a 1987). Nascido em Akron, Ohio, no Meio-Oeste americano, ele abriu seu próprio escritório em 1963, fundando o James Stewart Polshek Architects. Com o tempo, o escritório ganhou reconhecimento internacional como Polshek Partnership Architects. Em 2010, os sócios rebatizaram a empresa como Ennead Architects, na qual ele continuou atuando como consultor de projeto. 

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Design, metrópoles e sustentabilidade: 29 eventos internacionais de arquitetura para acompanhar em setembro

Após dois anos de ciclos interrompidos devido à pandemia, 2022 vem testemunhando um ressurgimento dos eventos de arquitetura: bienais, trienais, semanas de design e festivais estão de volta à cena, com reflexões ainda maiores e abordagens temáticas mais amplas, alinhadas aos desafios do mundo.

Relevantes hoje mais do que nunca, esses acontecimentos espalhados pelo mundo abordam questões relacionadas ao clima, problemas urbanos, bem como preocupações fomentadas pela covid-19, como resiliência, modos de vida, futuro da arquitetura e o desconhecido.

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Como se desenvolveu a habitação social no Chile e quais são suas tipologias?

A habitação social no Chile é um conceito que começou a surgir no final do século XIX, impulsionado pelo aumento da população decorrente da migração campo-cidade. Naquela época, as pessoas viviam principalmente em conventillos (cortiços) e ranchos, sob condições precárias de habitabilidade. O Chile enfrentava uma crise devido ao déficit habitacional, adotando em 1906 a primeira medida estatal com a “Lei de Habitações Operárias”. Esta legislação foi se transformando ao longo dos anos até a criação, em 1965, do Ministério da Habitação e Urbanismo (MINVU) e, posteriormente, por volta de 1980, do Serviço de Habitação e Urbanização (SERVIU), instituições que medeiam a questão habitacional até os dias de hoje.

Materiais do futuro: a arquitetura dos biocompósitos

A arquitetura nasce dos materiais. Entre estrutura, luz, movimento e conforto, os materiais moldam profundamente nossas experiências. Mas os materiais também mudam com o tempo, novos tipos são criados, e uma ampla gama de montagens e técnicas de construção são introduzidas. Cada vez mais, arquitetos e designers estão analisando as possibilidades de materiais compósitos feitos com elementos naturais.

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Um novo livro narra a turbulenta história da complexidade arquitetônica

O título de grande impacto diz tudo: Architecture Unbound, de Joseph Giovannini, é uma tentativa ambiciosa de explorar as fronteiras mais ousadas do design e explicar como e por que arquitetos e arquitetas dissidentes ousaram tanto. A obra também serve como uma introdução abrangente a artistas que lançaram as bases para a inovação arquitetônica há um século; a pensadores e pensadoras que mapearam novas formas de pensar; e às complexidades da teoria do caos, do design paramétrico e dos softwares que moldaram edifícios excepcionais nas últimas décadas.

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A paisagem e a arquitetura vitivinícola do Chile em busca de se tornar patrimônio da humanidade

Os vales chilenos e seu desenvolvimento em torno da viticultura são um patrimônio cultural que hoje carece de identidade, conforme aponta Pablo Lacoste, historiador que lidera a iniciativa para valorizar a dimensão patrimonial dos vinhedos do Chile e convertê-los em Patrimônio da Humanidade da UNESCO.

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Urbanas: de pedestres a caminhantes da cidade

Tão pouco tempo após a comemoração de mais um dia mundial dos caminhantes pedestres, um artigo da revista Obras revela que 40% das vias das alcaldias de Xochimilco e Milpa Alta não têm calçadas. Isso apesar de a lei de mobilidade determinar a construção de ruas completas integrando o desenho universal nas vias das alcaldias da Cidade do México.

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Murais Urbanos: O Plano de Infraestrutura Solidário (PISO) na Argentina

Quais são as histórias, os processos e as mensagens ocultas que envolvem os murais inseridos em contextos urbanos? Como é a sua relação com a sociedade que convive com eles? “Murais Urbanos: Plano de Infraestrutura Solidário (PISO)”, da Bisman Ediciones, é um livro que reúne o trabalho da Saint-Gobain, destacando as intervenções urbanas promovidas desde 2005 por meio de seu programa Plano de Infraestrutura Solidário (PISO) nas 24 províncias argentinas.

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30/30: uma performance audiovisual inspirada no mundo digital e na arquitetura das grandes cidades

No último dia 31 de agosto, o Laboratorio Arte Alameda, na Cidade do México, sediou a apresentação "30/30", uma performance audiovisual dividida em duas partes de 30 minutos cada. Nela, por meio de sonoridades que transitam entre o drone, o noise, o techno e o dream pop, aliadas ao processamento digital de imagens ao vivo, abordou-se o conceito de memória, entendida como um espaço arquitetônico-digital em constante movimento e transformação.

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Os principais problemas em projetos paisagísticos — e como evitá-los

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Muito além de suas características decorativas, o paisagismo traz consigo questões biológicas e culturais que precisam ser trabalhadas nos projetos. O que se vê em grande parte dos jardins públicos, residenciais, condominiais, comerciais e empresariais, porém, é uma série de abordagens que distanciam o paisagismo de todos seus atributos, reduzindo-o a uma camada decorativa na construção. A seguir, reunimos estratégias para se esquivar dos principais problemas do projeto paisagístico, juntando a estética com suas possibilidades ambientais e culturais.

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O Teatro Nacional da Catalunha, projetado por Ricardo Bofill, completa 25 anos

O Teatro Nacional da Catalunha, conhecido pela sigla TNC, é um teatro público localizado na Praça das Artes, perto da Praça de Glòries, em Barcelona. Trata-se de um dos edifícios mais prestigiados da cidade e, ao mesmo tempo, uma das instituições culturais mais importantes da Catalunha.

Materiais e técnicas de construção dos povos indígenas brasileiros como futuro para a arquitetura

“Devíamos admitir a natureza como uma imensa multidão de formas, incluindo cada pedaço de nós, que somos parte de tudo”, diz Ailton Krenak, renomado líder indígena, no seu livro Ideias para adiar o fim do mundo. A cultura dos povos originários não entende humanidade e meio ambiente como coisas separadas ou superiores uma à outra, mas sim, como partes de um todo. Por meio desse entendimento particular do universo, esse povos são conduzidos à uma apropriação sensível do território, com crenças estruturantes que se refletem também na sua arquitetura, elevando o próprio conceito de sustentabilidade a outro patamar, já que, a natureza não é vista como um recurso a ser utilizado, ela é pensada como parte da comunidade.

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Como a arquitetura fala com o cinema

Jean-Luc Godard, através de seus filmes, fala de arquitetura quase com a mesma facilidade com que fala sobre o próprio cinema. Em homenagem ao ícone da nouvelle vague, que faleceu hoje aos 91 anos de idade, revisitamos Como a arquitetura fala com o cinema.

Há muitas formas de fazer filmes. Como Jean Renoir e Robert Bresson, que fazem música. Como Sergei Eisenstein, que pinta. Como Stroheim, que escrevia romances falados na era do cinema mudo. Como Alain Resnais, que esculpe. E como Sócrates, digo, Rossellini, que cria filosofia. O cinema, em outras palavras, pode ser tudo ao mesmo tempo, juiz e litigante. — Jean-Luc Godard [1]

A tecnologia em tempo real mudará o mercado imobiliário para sempre?

O setor imobiliário avança rapidamente. Não faz muito tempo que potenciais compradores/as refinavam suas buscas dirigindo de um lado para o outro com um maço de anúncios impressos, e profissionais de design e construção dependiam de desenhos CAD e ilustrações artísticas para mostrar espaços ainda não construídos. Hoje em dia, os avanços na tecnologia gráfica nos trouxeram renderizações 3D interativas, facilitando para investidores/as, compradores/as e outras partes interessadas compreenderem de fato os projetos que estão visualizando.

Na esteira desses avanços, surgem também tecnologias capazes de entusiasmar e atrair compradores/as, como configuradores de vendas e tours interativos, nos quais visitantes podem escolher acabamentos e projetar seus próprios espaços bem diante de seus olhos; experiências de realidade virtual, em que arquitetos/as podem obter feedback de investidores/as sobre o projeto em etapas cruciais do processo; estudos de insolação, permitindo que potenciais ocupantes vejam como um espaço será afetado pela luz solar em diferentes momentos do dia; e gêmeos digitais, com os quais as cidades conseguem ter uma noção real do uso de um edifício, abrindo caminho para novas formas de otimizar a eficiência e projetar espaços melhores para os/as moradores/as.

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“Coisas interessantes acontecem nas sombras”: Em conversa com Brian Healy

O arquiteto de Boston Brian Healy passou por diversas cidades no início de sua carreira antes de se estabelecer e construir na Nova Inglaterra. Ele manteve estúdios na Flórida, Califórnia e Nova York, até finalmente abrir seu escritório em Boston. Healy obteve seu bacharelado em arquitetura na Pennsylvania State University em 1978 e continuou seus estudos em Yale, onde teve contato com professores influentes como James Stirling, Vincent Scully, John Hejduk, Aldo Rossi e Cesar Pelli, entre outros.

Graduou-se com o título de mestre em arquitetura em 1981 e, em seguida, utilizou bolsas de viagem de Yale, do Van Allen Institute e da American Academy in Rome para viajar pelo mundo por um ano, explorando ruínas antigas na Irlanda, Itália, Grécia, Sudão, Egito, Índia, Nepal e Tailândia. Antes da viagem, havia trabalhado nos escritórios de Charles Moore e Cesar Pelli. Ao retornar, projetou e construiu residências na Flórida antes de colaborar com Richard Meier em Nova York. Em 1985, fundou o escritório Brian Healy Architects. Paralelamente, lecionou em mais de vinte universidades na América do Norte, incluindo Yale, Harvard, MIT e a University of Pennsylvania.  Healy foi presidente da Boston Society of Architects em 2004 e, de 2011 a 2014, atuou como diretor de design na Perkins + Will.

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Por que usar a análise automatizada de desempenho de edificações no processo de projeto

O desempenho das edificações é uma marca registrada da arquitetura no século XXI. Como os edifícios e a indústria da construção civil são grandes contribuintes para as emissões de carbono, os/as profissionais de projeto devem fazer todo o possível para reduzir o consumo de energia e a pegada de carbono de suas obras. Além disso, as edificações precisam contribuir para uma experiência positiva dos ocupantes, melhorando a saúde e a produtividade de quem as utiliza por meio de maior conforto visual e térmico e melhor qualidade do ar. Atualmente, espera-se também que os edifícios tenham um desempenho que extrapole seus limites físicos e impacte positivamente as comunidades do entorno, reduzindo suas contribuições para as ilhas de calor locais e o escoamento de águas pluviais, além de apoiar economias verdes locais e sistemas sustentáveis.

Com as metas de projeto de alto desempenho se tornando uma referência padrão para o mercado, os/as projetistas devem identificar os aspectos de alta performance que desejam contemplar e definir metas para os principais indicadores de desempenho. Ao acompanhar a performance de um edifício em cada etapa do projeto por meio de diversas simulações, as análises de desempenho fornecem um roteiro que conecta gradualmente a performance prevista aos valores projetados como meta.

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A versatilidade do concreto armado em cinco usos na arquitetura

Fundamental para o desenvolvimento das grandes metrópoles tais quais conhecemos hoje, o cimento é um material utilizado historicamente cujos avanços tecnológicos revolucionaram a técnica e tecnologia da construção civil, possibilitando a verticalização da construção e o adensamento dos centros urbanos. O cimento, tanto somado à água e areia para fazer argamassa quanto combinado com o aço e agregado para formar o concreto, desempenha diferentes funções em uma obra, aparecendo da estrutura até o acabamento. 

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Aproveitando a tecnologia de realidade virtual para a indústria do design: O caso da Arauco

A era digital sempre proporcionou ferramentas para conceber futuros produtos e designs. No entanto, junto com os avanços tecnológicos, têm surgido diferentes aplicações que ganharam um novo espaço no mundo do design, aproximando-o cada vez mais do/a usuário/a. 

Por meio da leitura rápida de um código QR em smartphones ou tablets, o/a usuário/a tem a possibilidade de vivenciar uma experiência de realidade virtual. Dessa forma, o novo aplicativo da Arauco permite descobrir as diferentes coleções disponíveis para transformar o lar.

Técnicas artesanais contra as mudanças climáticas: materiais ecológicos da arquitetura indiana

Os indianos tradicionalmente viviam perto da terra, suas culturas eram moldadas por relações simbióticas com os ecossistemas. Com isso, as artes e ofícios indianos dependem fortemente da natureza para sua forma, filosofia e existência. As paisagens nativas despertaram a sensibilidade artística das comunidades, desenvolvendo práticas artesanais que atendiam a necessidades utilitárias e ritualísticas. A interseccionalidade da ecologia e da cultura é evidente através de formas ancestrais de artesanato.

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A “exótica” cidade flutuante de Manaus

O fim do monopólio da borracha, a crise econômica dos anos 20 do século passado, o crescimento demográfico em razão da corrente migratória de ribeirinhos e nordestinos para Manaus e a escassez de recursos contribuíram para a crise de falta de moradia em Manaus.

Nesse cenário adverso, em 1920, João Aprígio, natural da Paraíba, com mulher e filhos para sustentar, passava por enormes dificuldades. O que ele ganhava mal dava para a alimentação da família. Sem casa própria, Aprígio juntou dois troncos de açacu de um igapó e os rebocou, na popa de sua canoa, até o litoral do Educandos, local que entendeu como o mais apropriado para construir a sua morada. Por vinte dias e vinte noites ele trabalhou, até edificar aquela que seria a primeira casa flutuante de Manaus.

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Estantes e armários: 20 exemplos criativos desses mobiliários

O desenho de armário e estantes é fundamental para a composição dos interiores de uma casa. Suas funções podem ser as mais diversas - bibliotecas domésticas, espaços de armazenamento, expositor de obras de arte e elementos decorativos -, mas com um pouco de inventividade arquitetônica é possível torná-los protagonistas, adicionando não apenas um valor estético ao cômodo, mas tornando o ambiente ainda mais versátil. Por isso, separamos algumas dicas e referências para inspirar seu próximo projeto.

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De ruínas monumentais a interiores luxuosos: 18 projetos que provam que o mármore é um material atemporal

Quando se pensa em mármore, muitas vezes o associamos a esculturas gregas antigas, arquitetura clássica ou ao Renascimento italiano. Marcos monumentais, como a Basílica de São Pedro ou o Taj Mahal, posicionaram o mármore como um material de elite e atemporal, que resiste ao tempo. Nas discussões atuais sobre o futuro dos materiais de construção, em meio à sustentabilidade, viabilidade e acessibilidade, a pedra natural permanece em um lugar de destaque. Neste artigo, analisamos o mármore entre o passado, presente e futuro.

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Cidadania crítica: entender o passado, reconstruir o presente, qualificar o futuro

A Escola da Cidade, por meio do evento XVI Seminário Internacional – Cidades em debate: olhares e práticas contemporâneas, organizado pelos Professores Silvio Oksman e Sabrina Fontenele, recebeu a arquiteta Joice Berth para uma fala sobre a cidadania.

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