A arquitetura tem o poder de se envolver emocionalmente com seus ocupantes. Momentos elaborados a partor do tato estendem a arquitetura ao design de experiência — uma necessidade crescente na economia da experiência. Através do estímulo sensorial e intelectual, os espaços podem se conectar profundamente com seus ocupantes, resultando em momentos memoráveis. A orquestração de uma experiência requer não apenas a compreensão dos princípios espaciais, mas também como os serviços do espaço são projetados.
Ciclovia em São Paulo-SP. Imagem: Joana Oliveira/WRI Brasil
De meados do século XX até os dias de hoje, o tempo perdido no trânsito tornou-se uma das principais fontes de sofrimento da vida urbana. Historicamente, a fórmula clássica para combater esse problema foi adicionar cada vez mais faixas de carro e construir viadutos com a promessa nunca realizada de melhorar a fluidez.
A consequência já está bem documentada, cada nova faixa de carro adicionada representa uma barreira a outros meios de transporte e maiores distâncias a serem percorridas por todos. O resultado é a indução da demanda, um convite para que cada vez mais pessoas desejem se locomover por automóvel.
Espace Oscar Niemeyer é um centro cultural projetado por Oscar Niemeyer na cidade portuária de Le Havre, França. O projeto se encontra dentro da área de reconstrução urbana concebida pelo arquiteto racionalista Auguste Perret após destruição do centro da cidade na Segunda Guerra Mundial.
As cidades são inseparáveis do estilo de vida acelerado. Aluguéis em alta e apartamentos “não tão pequenos” caracterizam os ambientes urbanos, perpetuando a busca por “mais, maior e mais rápido”. À medida que as economias se desenvolvem e as necessidades humanas aumentam, edifícios são erguidos em taxas alarmantes para acelerar o progresso. Os riscos da vida urbana estão sendo gradualmente expostos, levantando questões sobre ações conduzidas de forma intencional. Uma maneira de retornar a estilos de vida mais lentos é retornar à arquitetura lenta.
De Taiwan aos Países Baixos e ao Uruguai, Jakub Sawosko tem fotografado extensivamente a arquitetura de concreto em todo o mundo, compartilhando seus registros no Instagram no perfil @sh_sh_welt.
Após passar a juventude cercado e fascinado pela arquitetura de concreto pós-guerra na Europa, Sawosko mudou-se para Taiwan, onde percebeu que o modernismo também havia exercido forte influência local. "Senti que [o estilo arquitetônico peculiar de Taiwan] merecia mais reconhecimento", explica Jakub em conversa com o ArchDaily via Instagram.
Barco navega pela floresta amazônica entre Macapá e Belém, no Brasil. As florestas geridas pelas comunidades indígenas do Brasil sequestram grandes quantidades de carbono, desempenhando um papel crítico na contenção das mudanças climáticas. Foto: otorongo/Shutterstock
No mundo todo, florestas desempenham um papel fundamental combatendo ou contribuindo para conter as mudanças climáticas. Florestas em pé e saudáveis sequestram mais carbono da atmosfera do que emitem e funcionam como um sumidouro de carbono; por outro lado, áreas florestais degradadas e desmatadas liberam na atmosfera o carbono que armazenavam e se tornam uma fonte de carbono.
https://www.archdaily.com.br/pt/995153/florestas-em-terras-indigenas-estao-entre-os-ultimos-sumidouros-de-carbono-da-amazoniaPeter Veit, David Gibbs e Katie Reytar
Os subúrbios experimentaram uma espécie de renascimento na última década. Durante a pandemia de Covid-19, as pessoas fugiram dos núcleos urbanos em busca de espaços abertos e equipamentos descentralizados. Para algumas pessoas, a palavra “subúrbio” remete à imagens de gramados bem cuidados e fileiras de casas idênticas, mas o que torna um subúrbio bem-sucedido pode ter mais em comum com as cidades do que se imagina.
Como parte da programação da semana de arte que acontece na Cidade do México, na quarta-feira, 1º de fevereiro, foi apresentado um macromural que realizou uma intervenção na fachada do Frontón México – um edifício localizado no Centro Histórico que exemplifica a arquitetura art déco no México, projetado originalmente pelos arquitetos Teodoro Kinhard e Joaquín Capilla e que posteriormente passou por uma intervenção de reconversão pelo escritório Moyao Arquitectos. Essa instalação foi realizada pelo artista espanhol Okuda San Miguel e vem acompanhada de uma experiência imersiva que acontece no interior do edifício até o dia 11 de março.
Uma planta faz toda a diferença. Sua cor e textura, seus movimentos, o celebrar de seu florescer. O verde no interior dos lares brinda diversos benefícios. No entanto, além de saber quais espécies são mais fáceis de cultivar, buscar por formas mais eficazes para compor elas com o ambiente pode aprimorar a experiência espacial. Por isso, apontamos aqui algumas dicas na hora de colocar os vasos e jardineiras espalhados (ou não) pela casa.
"As máquinas que trouxeram o ar de volta, semearam sementes, fertilizaram o oceano e atenuaram o sol foram desativadas há muito tempo”, diz a arquiteta e designer Jennifer Chen ao apresentar sua exposição futurista intitulada No Evil - Forgotten Tales from a Post-Geoengineering Future.Trata-se de um convite para imaginar a população da Terra já salva da extinção climática a partir de sistemas de geoengenharia em escala planetária, que poderiam trazer ao presente respostas práticas para a restauração do clima.
O setor da arquitetura, engenharia, construção e operação (AECO) tem uma participação bastante significativa no consumo de energia e na emissão de CO2 global, sendo responsável por aproximadamente 40% dela. No Brasil, as edificações (residenciais, comerciais e públicas) consomem aproximadamente 50% de toda a energia elétrica ofertada. Enquanto as indústrias de cimento, metais e de cerâmica representam cerca de 10% de todo o consumo final energético do país. Somado a isso há no país um grande déficit habitacional, chegando a mais de 6 milhões de domicílios, além do conhecido déficit de infraestrutura, que precisarão ser solucionados no futuro.
A Copa do Mundo da FIFA de 2022 foi única por ter sido o primeiro torneio da FIFA realizado no Oriente Médio. Outro fato inédito foi que a Copa do Mundo, historicamente realizada entre os meses de junho e julho, foi transferida para novembro e dezembro devido ao clima de mais de 40 °C do Catar durante o verão. Mesmo nos meses mais amenos, a temperatura média do país chega a 26 °C. A combinação disso com o calor emitido pelo público concentrado nas arquibancadas tornaria, por vezes, a experiência desconfortável. Como resultado, o Catar climatizou oito de seus nove estádios de futebol ao ar livre — um desafio significativo superado por meio de design, tecnologia e arquitetura inovadores, além do uso de resfriamento localizado (spot cooling); uma iniciativa complexa, especialmente diante da necessidade de manter as credenciais de sustentabilidade.
Para resfriar os estádios de forma eficaz, o desafio mais crítico era impedir — ou ao menos reduzir — a entrada do ar quente externo, o que foi alcançado por meio do desenho e da arquitetura das próprias arenas.
O escritório DDB (Shanghai Bingren Architects) foi fundado pelo Professor Xiang Bingren em 1998. Desde a sua criação, sob a influência de uma sólida bagagem acadêmica, a empresa pauta-se pelo princípio de “o design liderado pela cultura, o valor potencializado pela criatividade”, refletindo múltiplas abordagens culturais em diferentes tipologias de projetos, o que se traduz em um dinamismo criativo contínuo. O escritório se posiciona como uma equipe de projeto de excelência — altamente profissionalizada, especializada e orientada para a eficiência —, mantendo-se fiel à pesquisa acadêmica e artística da arquitetura. Com mais de 20 anos de atuação consolidada no setor, partindo sempre de uma perspectiva urbana, acumulou vasta experiência, diferenciais técnicos e uma sólida carteira de clientes em sete grandes segmentos: complexos multiuso de grande altura, escritórios e sedes corporativas, revitalização urbana, espaços comerciais, marcos culturais, espaços de hospitalidade sob medida e habitação personalizada. Essa trajetória garantiu uma excelente reputação no mercado, conquistada por meio de criatividade projetual de alto nível, rigor profissional e atendimento dedicado.
A empresa possui um sistema maduro de inovação e pesquisa, um sistema de projeto de alta precisão e uma plataforma de design integrada. Sistema de Inovação e Pesquisa: Com foco na capacitação profissional e no fortalecimento da marca, a empresa desenvolve práticas e investigações próprias em plataformas de pesquisa e desenvolvimento, gestão do conhecimento interno e comunicação midiática. Esses canais de inovação e pesquisa são aplicados diretamente à prática projetual, interligando design e gestão em um processo de evolução contínua.
Sistema de Projeto de Alta Precisão (Lean Design): Por meio de um método próprio de controle detalhado de fachadas, o escritório gerencia o projeto de cortinas de vidro e painéis de forma científica e rigorosa, viabilizando uma otimização direcionada de custos.
Design Integrado: Graças a uma matriz de design integrado, a empresa não apenas possui competência projetual em arquitetura, paisagismo e interiores, mas também detém a perspectiva e a capacidade para abordar questões técnicas multidisciplinares relacionadas. Paralelamente, ao articular parcerias com consultorias técnicas de ponta no cenário nacional, o escritório estruturou uma rede multidisciplinar capaz de propor soluções e caminhos técnicos altamente profissionais a partir da compreensão profunda das demandas dos clientes.
Há inúmeros exemplos positivos em centros urbanos nos EUA, mas eles estão raramente conectados a um tecido bom o suficiente para se tornarem vibrantes.
Este artigo apresenta 10 estratégias necessárias para fazer os centros urbanos prosperarem. Nenhum deles é uma ação habitual, de forma que omitimos alguns pontos que já são conhecidos por todos.
Os projetos de estrutura têm como premissa garantir a estabilidade da construção proposta a partir dos materiais e técnicas construtivas escolhidos. Para isso, eles devem levar em consideração em seus cálculos diferentes tipos de ações, como o peso do próprio material, o uso e a forma de ocupação da edificação, que podem ser classificados como variáveis ou permanentes.
Nova Orleans tem o efeito de ilha de calor urbano mais forte dos EUA, com temperaturas quase 5°C mais altas do que as áreas naturais próximas. A cidade perdeu mais de 200 mil árvores com o furacão Katrina, diminuindo a área sombreada para apenas 18,5%.
A ONG Sustaining Our Urban Landscape (SOUL) fez uma parceria com arquitetos paisagistas da Spackman Mossop Michaels (SMM) para criar um plano de reflorestamento acessível e focado na equidade. O plano fornece um roteiro para alcançar a marca de 24% de área coberta por árvores até 2040. Mais importante, o plano também busca igualar a área sombreada por árvores, de modo que pelo menos 10% de todos os 72 bairros estejam cobertos. Atualmente, mais da metade dos bairros está abaixo da marca de 10%.
Adicione folhas de repolho, cascas de laranja, cebola, banana e alguns pedaços de abóbora para obter... cimento. Isso mesmo, pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, desenvolveram uma técnica por meio da qual é possível produzir cimento a partir de resíduos alimentares. A iniciativa inovadora, além de ser utilizada na construção, é literalmente comestível. Ajustando sabores e utilizando alguns temperos, o cimento quebrado em pedaços e fervido pode se tornar uma bela refeição.
Ganadora Categoría Estudiantil Josefa Leal Quintana. Image Cortesía de Arquitectura Escrita 2022
Nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, foram divulgados os resultados do Concurso Nacional de Reflexão e Pesquisa: Arquitetura Escrita 2022, organizado no Chile pelo Grupo Arquitectura Caliente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138124/conheca-as-reflexoes-e-pesquisas-vencedoras-do-concurso-arquitetura-escrita-2022ArchDaily Team
Recentemente muitas cidades brasileiras têm recorrido a recursos do Urbanismo Tático como forma de intervir no desenho urbano de suas vias de modo a torná-las mais seguras e atrativas. Tudo isso com baixo custo e curto prazo.
A quantidade e o tipo de intervenções têm se mostrado particularmente notáveis ao atender ao imediatismo imposto pela realidade pandêmica de nossas cidades, na busca de adequar o traçado urbano das vias às formas de deslocamento que não favoreçam o risco de contágio durante o processo de deslocamento cotidiano, mesmo com cenários de restrições das atividades.
Com o avanço das mídias sociais, entramos na era de uma sociedade do espetáculo multimídia, na qual o impacto das imagens sobre o público cresce a cada ano. As plataformas predominantemente visuais ganham cada vez mais relevância no mercado, funcionando inclusive como uma alternativa de viagem, permitindo que as pessoas explorem cenários espetaculares de todo o mundo sem sair de casa. O ArchDaily, comprometido em inspirar o público, estabeleceu sua presença no Instagram há muitos anos e, em 2022, expandimos nossa atuação para a plataforma chinesa Xiaohongshu, buscando compartilhar projetos incríveis com novos públicos. Observamos que a influência dos chamados "stararchitects" permanece forte, enquanto diversão, apelo estético e relevância são as palavras-chave mais valorizadas pelos leitores. A seguir, compilamos os 20 projetos arquitetônicos mais curtidos em 2022 nas contas oficiais do ArchDaily no Xiaohongshu e no Instagram. Continue lendo para descobrir as preferências arquitetônicas do público.
Cidade futurista em Tomorrowland. Fonte: Wallpaper Abyss
O cinema revela por meio da cenografia uma vasta composição de cidades, tornando-se um meio interessante para discutir as suas transformações. Essa arte permite que diretores explorem ao máximo seus universos imaginativos, através de cenários montados, efeitos visuais e especiais e toda a composição da imagem. Em muitos filmes, diretores apresentam cidades futuristas, vivenciadas pelos personagens do enredo, que, por muitas vezes, se apresentam inteiramente novas aos nossos olhos. É através da busca do espectador de compreender e apropriar-se desses espaços cenográficos que a cidade se revela no cinema.
Os artistas são frequentemente inspirados pela terra — sejam as interpretações de paisagens americanas do pintor Robert S. Duncanson ou as subversões de William Kentridge das pinturas britânicas da era colonial retratando paisagens africanas. No entanto, alguns artistas preferiram trabalhar diretamente com a terra, criando estruturas que se assentam em paisagens ou esculpindo o próprio solo. Esse estilo de arte — formalmente denominado land art — ganhou destaque nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970 com a ascensão do movimento ambientalista em meio aos protestos pelos direitos civis e contra a guerra, quando os artistas buscavam se separar do mercado de arte.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode ser difícil quando se lida com climas extremos e é necessário usar materiais isolantes que se adaptem às condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima particular, isso se volta a favor dos arquitetos, permitindo-lhes criar microclimas e espaços que se confundem na transição entre o interior e o exterior.
Ora escultural e expressivo, ora monolítico e monótono, o estilo arquitetônico brutalista é igualmente diverso e polêmico. Desde suas origens como subproduto do movimento modernista na década de 1950 até hoje, os edifícios brutalistas continuam sendo um ponto de discussão popular no debate arquitetônico. Uma possível explicação para isso é que estes edifícios brutalistas geralmente são muito fotogênicos; suas texturas e sombras dramáticas criam imagens apelativas.