Na arquitetura contemporânea de banheiros, o ralo evoluiu de um componente puramente funcional para um elemento de design que orienta o layout, a acessibilidade e o desempenho a longo prazo. Quando o escoamento, a geometria do caimento e a impermeabilização são projetados como um sistema integrado, a superfície revestida alcança tanto o refinamento estético quanto a funcionalidade confiável — qualidades fundamentais para hotéis, spas e residências. A Schluter® estabelece essa conexão essencial entre o ralo e a impermeabilização em um ambiente fabril controlado, em vez de depender da montagem em obra.
Há uma revolução silenciosa acontecendo no banheiro. Esqueça o mármore brilhante e os metais dourados espalhafatosos; o novo tom do design é de uma confiança serena. Hoje, o luxo é sutil, sensorial e preciso. Valoriza-se o fazer artesanal em detrimento da extravagância, e a autenticidade em vez do espetáculo. O banheiro, outrora o cômodo mais funcional da casa, tornou-se um espaço onde materialidade, toque e luz se orquestram para criar uma sensação de calma.
A Snaptrude anunciou o lançamento do Snaptrude Student Plan, uma oferta gratuita que concede a estudantes de arquitetura de todo o mundo acesso total à plataforma profissional da Snaptrude e a fluxos de trabalho inteligentes de IA. A iniciativa reflete o compromisso da Snaptrude em fortalecer o ensino de arquitetura e garantir que profissionais emergentes do design desenvolvam habilidades práticas ainda durante a graduação. O acesso irrestrito à plataforma profissional e às ferramentas de IA permite que estudantes projetem com maior agilidade e criem trabalhos prontos para o portfólio.
Há mais de 125 anos, a Tarkett fabrica pisos de linóleo com base em sua formulação original de 1898. Reconhecido por profissionais de arquitetura em todo o mundo, este revestimento natural é uma referência em sustentabilidade, durabilidade e design atemporal. Hoje, o Linóleo Tarkett é conhecido não apenas por sua tradição, mas também por sua aplicação inovadora na arquitetura contemporânea — especialmente no setor educacional. Saiba mais sobre o impacto de Lino Materiale da Tarkett nos espaços contemporâneos.
Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.
Por trás de camadas de gesso, tinta e acabamentos, esconde-se uma complexa rede de tubulações, conduítes elétricos, vigas e outros elementos estruturais que fazem um edifício funcionar e se manter de pé, mas que permanecem invisíveis aos olhos do dia a dia. Nessas camadas, acumulam-se vestígios de diferentes épocas: sistemas substituídos, adaptações improvisadas e soluções técnicas que um dia responderam a contextos e urgências específicas. No reuso adaptativo, o maior desafio costuma começar antes mesmo do início das obras: compreender o que está por trás das paredes quando há pouca ou nenhuma documentação confiável disponível. Durante uma reforma, surpresas agradáveis ou desagradáveis são inevitáveis. O inesperado faz parte do processo, mas também representa fatores de custo, atraso e risco que frequentemente desestimulam investidores e profissionais a se envolverem nesse tipo de projeto.
Após uma edição marcada pelo dinamismo, inovação e fortalecimento de parcerias estratégicas, a Obra Blanca encerra sua sexta edição com um formato que combina exposição, uma agenda de conteúdos e espaços de negócios. Mais de 20.000 profissionais do setor de acabamentos e produtos de design para a arquitetura se reuniram com o objetivo de transformar a arquitetura e o design no México.
No design de interiores contemporâneo, a acústica evoluiu de um mero detalhe secundário para uma linguagem de design definidora. Profissionais de arquitetura e especificação buscam cada vez mais materiais com alto desempenho tanto visual quanto funcional – nos quais a textura da superfície, o jogo de luz e a absorção sonora convergem para moldar a experiência humana. À medida que espaços de trabalho integrados, interiores de hospitalidade e centros educacionais adotam acabamentos mais táteis e sustentáveis, o mercado de materiais acústicos de alto desempenho experimenta uma forte expansão. Nesse cenário, a Woven Image surge como uma líder global, expandindo continuamente os limites do que as superfícies acústicas podem alcançar.
Não se pode negar que, à primeira vista, a notícia de um Louvre em Abu Dhabi ou de um Centre Pompidou no Brasil causa certo estranhamento. A imagem desses museus, mundialmente reconhecidos, parece — de algum modo — indissociável de seus contextos originais. E, em parte, realmente o é. O Louvre, enraizado na história da França como antiga fortaleza e posterior residência real, representa um conjunto de valores patrimoniais inestimáveis, realçados ainda mais pela emblemática intervenção piramidal de I. M. Pei, em 1989. O Pompidou, por sua vez, é lembrado como um ponto de inflexão histórico: ao redefinir o conceito de equipamento público por meio de uma arquitetura extremamente disruptiva, fez com que, pela primeira vez, a cultura atraísse multidões.
Em muitas partes do mundo, o isolamento não se define apenas pela distância física. Ele pode descrever um assentamento montanhoso distante da infraestrutura urbana ou um bairro periférico à margem da visibilidade e das oportunidades. Nesses diversos contextos, a biblioteca tem se consolidado como uma das tipologias mais vitais — um espaço onde a arquitetura materializa preceitos de acessibilidade, inclusão e acolhimento comunitário.
Cores podem definir atmosferas, orientar a percepção do espaço e traduzir modos de ser, memórias e afetos coletivos. Por isso, compreendê-las tornou-se parte essencial dos processos criativos e construtivos contemporâneos. Por trás de cada tom há um campo de pesquisa que articula sociologia, psicologia, estética e tecnologia, conectando a cor a transformações culturais mais amplas e revelando como ela pode se tornar uma ferramenta de leitura e expressão do tempo presente.
Trinta trilhões de toneladas. Esta é a massa estimada de toda a matéria criada pelo ser humano na Terra, e também o ponto de partida da 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Curada por Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores da Territorial Agency, a edição propõe uma pergunta aparentemente simples: Quão pesada é uma cidade? Para respondê-la, não basta reunir dados. É necessário um deslocamento de percepção: passar da escala da cidade para a dimensão planetária da tecnosfera.
A tecnosfera, um termo emprestado das ciências da Terra, define o vasto sistema de infraestruturas, tecnologias e materiais que sustentam a vida humana enquanto transformam o planeta. Sob essa perspectiva, as cidades não são apenas territórios, mas nós densos dentro desse metabolismo planetário. De outubro a dezembro de 2025, Lisboa se torna uma lente para examinar essa magnitude, hospedando três exposições principais (Fluxes, Spectres, Lighter), um livro de ensaios, um programa de palestras e mais de vinte projetos independentes espalhados pela cidade.
Trabalhadores/as domésticos/as em Hong Kong e Cingapura constituem a infraestrutura silenciosa dessas cidades. Apenas em Hong Kong, há cerca de 300.000 profissionais do setor doméstico, atendendo a uma parcela das aproximadas 2,7 milhões de residências. O trabalho de cuidado que realizam sustenta a rotina de famílias em que ambos os cônjuges trabalham fora: cuidados infantis, cuidados com idosos/as, cozinha, limpeza e a logística diária que viabiliza a vida profissional dos/as empregadores/as. No entanto, as pessoas que sustentam esse equilíbrio permanecem amplamente invisíveis nas políticas públicas — e, fundamentalmente, no espaço.
Aos domingos, no distrito financeiro de Hong Kong, essa invisibilidade se torna visível. Passarelas elevadas e praças sob pilotis — subutilizadas nos fins de semana — transformam-se em espaços comuns improvisados. Com esteiras de papelão, pequenas barracas, toalhas, comida, água e uma ou duas caixas de som, trabalhadores/as domésticos/as organizam locais para sentar, descansar e socializar. Esses ambientes improvisados na cidade costumam ser sua única oportunidade de exercer a agência espacial — algo que raramente possuem nos lares que mantêm ou na infraestrutura pública formal. Diante da falta de locais oficiais e estruturados para o descanso, pontes e passagens mais tranquilas tornam-se substitutos práticos.
Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?
https://www.archdaily.com.br/pt/1143283/como-o-bim-a-assistencia-por-ia-e-os-fluxos-de-trabalho-integrados-moldarao-a-experiencia-de-projeto-do-a-arquiteto-aEnrique Tovar
Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.
Realizada em Pamplona de 23 a 26 de setembro, a Bienal de Arquitetura Latino-Americana 2025 reuniu escritórios emergentes e vozes consolidadas do continente. A edição se destacou pela qualidade e diversidade das práticas selecionadas: projetos de grande riqueza formal e conceitual, desenvolvidos por escritórios jovens, porém de uma solidez admirável, que refletem a maturidade e a vitalidade do panorama arquitetônico latino-americano atual.
Lina Bo Bardi / Preliminary Study – Practicable Sculptures for the Belvedere at Museu Arte Trianon, 1968. Credit line: Doação Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 2006. Cortesia de MASP.
Aldo van Eyck e Lina Bo Bardi foram duas figuras subversivas. Suas visões de coletividade e ludicidade, mesmo aplicadas em estruturas muito distintas, tinham como principal ponto em comum uma ideia de arquitetura que vai além do desenho. Um espaço que se faz vivo pela apropriação, pelo movimento e pela troca. Dos playgrounds holandeses ao museu paulistano, os ideais dos arquitetos se entrelaçam, fortalecendo a ideia de uma arquitetura onde qualquer um se torna criança.
No mundo da arquitetura de interiores, onde a criatividade e a cultura se cruzam, Tola Ojuolape se destaca como uma designer cujo trabalho é um testemunho de narrativa pessoal. Desde seus primeiros estudos em arte e construção até sua formação em arquitetura de interiores, a carreira de Tola tem sido moldada por uma profunda conexão com sua herança nigeriana, descoberta durante suas viagens de retorno ao continente africano. Essa jornada influenciou profundamente sua filosofia de design, criando um processo intimamente entrelaçado com a história, a cultura e o senso de lugar.
O granilite há muito tempo se posiciona na interseção entre durabilidade, expressão artística e apelo atemporal. Originado na Itália como uma alternativa pragmática para reaproveitar fragmentos de mármore em pisos, o granilite tornou-se sinônimo de elegância e resistência na arquitetura. Tradicionalmente feito à mão com pedriscos e cal — e, posteriormente, cimento —, o material criava superfícies contínuas e sem emendas que celebravam tanto o trabalho artesanal quanto a durabilidade. Com o tempo, à medida que os métodos construtivos evoluíram e os projetos passaram a exigir maior eficiência, adaptabilidade e modularidade, o granilite expandiu-se para além de seus limites tradicionais. De sistemas moldados in loco a formulações modernas à base de epóxi, o material evoluiu para uma solução versátil que viabiliza espessuras menores, instalação mais rápida e uma gama mais ampla de cores e agregados. Hoje, o granilite pré-moldado complementa o método tradicional, abrindo caminho para novas aplicações — de escadas e revestimentos de parede a mobiliários e elementos de design sob medida — sem comprometer o desempenho ou a estética.
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta espanhola Marina Otero Verzier, vencedora do Wheelwright Prize 2022, sobre sua pesquisa a respeito do custo material e extrativo da nuvem digital, tema desenvolvido em seu livro En las profundidades de la nube, publicado em 2024 pela Ediciones Asimétricas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143097/data-centers-caixas-cegas-e-nuvens-digitais-segundo-marina-otero-verzierArchDaily Team
Nas comunidades indígenas da América do Sul, o lugar da criança é onde ela desejar estar. Os bebês engatinham pelo chão de terra, se aproximam das fogueiras, investigam formigueiros, experimentam o mundo com o corpo inteiro. Eles aprendem sentindo: descobrem limites, reconhecem perigos e colhem lições que nenhum manual poderia ensinar. No cenário urbano, por outro lado, as crianças costumam ser contidas em espaços pensados para adultos, repletos de regras que, embora bem-intencionadas, muitas vezes as afastam de experiências vitais. Diante dessas diferenças culturais, não nos caberia julgar qual modelo é melhor, mas sim, perceber que, quando culturas diferentes se observam, sempre há espaço para aprender.
No âmbito arquitetônico, essa infância vivida com rara liberdade de tempo e espaço, convida a repensar a forma como moldamos nosso cotidiano: por que limitar a exploração espontânea das crianças em ambientes controlados? Por que criar barreiras físicas e simbólicas entre elas e o mundo natural? E, sobretudo, como a arquitetura contemporânea poderia romper esse paradigma e, inspirada pela criança indígena, criar espaços que devolvam à infância sua dimensão mais selvagem, curiosa e plena?
Ciudad Cayalá, uma comunidade de uso misto de iniciativa privada na periferia da Cidade da Guatemala, costuma ser descrita como um "parque temático" de paredes caiadas de branco, telhas vermelhas e praças de paralelepípedos. Contudo, uma análise mais detalhada revela uma narrativa urbana bem mais complexa. Sua verdadeira importância reside na capacidade de criar um espaço público seguro e bem gerido, propondo uma releitura contemporânea dos princípios urbanísticos históricos que marcam o patrimônio arquitetônico e urbano da região. Por trás das fachadas ao estilo de Antigua esconde-se um experimento urbano: um resgate moderno de elementos arquitetônicos como arcadas, pátios internos e praças abertas, que propõem um espaço público de gestão privada como resposta aos desafios urbanos da região.
Assim como a famosa boneca russa Matryoshka, abrir uma embalagem muitas vezes parece revelar camadas infinitas. Dentro de uma caixa de papelão, pode haver isopor moldado, depois várias almofadas de ar de plástico e, finalmente, um plástico filme individual em torno de cada peça. Mesmo um produto pequeno pode deixar um rastro de resíduos plásticos muito maior do que seu próprio tamanho. Agora, imagine essa lógica aplicada a um canteiro de obras, onde cada componente, cada entrega de materiais, costuma chegar envolto em múltiplas camadas de proteção. O que já parece excessivo no varejo ganha proporções monumentais quando repetido diariamente em grandes projetos de construção.