Hortas, jardins, iluminação zenital e sistemas reticulares na “Primeira cidade da Antártida”. Imagem via Revista rita_
Este artigo de Fulvo Rossetti foi publicado originalmente no número 14° da revista rita_ com o título "Anfitriões e profetas da Antártida: Arquitetura, território e imaginários confrontados na Antártida, 'Argentina', 'Britânica' e 'Chilena', 1961 em diante" e faz parte de uma colaboração conjunta para a difusão de textos acadêmicos.
A seguir, três obras emblemáticas do Reino Unido, da Argentina e do Chile expressam diferentes interesses projetados sobre um mesmo território antártico. Uma delas corresponde à Estação Halley VI, no limite oriental da reivindicação britânica. Outra é a utópica “primeira cidade na Antártida”, imaginada nas proximidades do aeródromo argentino de Marambio, no extremo norte da Península Antártica. A terceira é o Centro Antártico Internacional, um edifício polifuncional para potencializar o papel de Punta Arenas como cidade de cabeceira, porta de entrada para o continente branco.
Eles podem ser catalogados em diferentes tipologias, como terrenos lúdicos, parques e jardins, ruas de brincar, esculturas urbanas, entre outras. Esses espaços começaram a se desenvolver pelo mundo no final do século XIX e tiveram seu auge no modernismo do século XX. No México, foi somente na segunda metade do século passado que o 'design do mobiliário urbano infantil se tornou um pretexto para experimentar as inquietações plásticas e escultóricas de arquitetos/as, urbanistas, artistas e até mesmo dos/as primeiros/as designers industriais. Uma tendência que se replicou por todo o país, alcançando um anonimato construtivo, porém experimental.'
https://www.archdaily.com.br/pt/1130776/a-historia-dos-playgrounds-ou-espacos-de-jogo-no-mexicoBob J. Barraza
A arquitetura pode promover a equidade nas cidades? Existem limites para isso? A partir de uma perspectiva crítica, discutimos o assunto por meio de uma pergunta inicial ao nosso público leitor: Quão equitativa é a arquitetura?
Após ler e compilar todos os comentários recebidos, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, concordamos que a equidade na arquitetura é, antes de tudo, um tema multiescalar, um problema global e de todos nós.
Este artigo de Diego Navarro-Mateu, Oriol Carrasco e Ana Cocho-Bermejofoi publicado originalmente com o título "Design reverso para superfícies duplamente regradas: aproximação geométrica e otimização do hypar da Igreja de Nossa Senhora do Vale de Félix Candela" no número 27 da revista Dearq em 01 de julho de 2020 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq27.2020.08). A seguir, propõe-se uma metodologia de engenharia/design reverso baseada em computação evolutiva para encontrar o hiperboloide oculto e primordial que compõe a cobertura da Igreja de Nossa Senhora do Vale (Espanha), legado da obra do arquiteto Félix Candela.
A seguir, o apresentamos como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, os temas urbanos e as áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130766/design-inverso-para-superficies-duplamente-regradas-na-igreja-de-nuestra-senora-del-valle-de-felix-candelaDiego Navarro-Mateu, Oriol Carrasco y Ana Cocho-Bermejo
MAIO está construindo atualmente um edifício de cinco pavimentos com 40 habitações sociais em Sant Feliu de Llobregat, Barcelona. O projeto desenvolve uma série de estratégias sociais cujo objetivo se centra na conectividade urbana, na equidade social e na sustentabilidade. A proposta, vencedora do primeiro prêmio em um concurso de duas fases, abrigará espaços genéricos sem hierarquias, flexíveis e adaptáveis às mudanças nas necessidades de vida de seus/suas habitantes.
'Instituto de la neoprehistoria' é o título da mostra organizada pela galeria guadalajara90210 no município de Zapopan, Jalisco, no México, que surge como uma entidade fictícia que emula uma configuração institucional. O projeto constitui um exercício especulativo que tenta reimaginar a pré-história mexicana como imensa e ambígua, em um cenário no qual seres antropomórficos e intersexuais e uma megafauna endêmica —agora extinta— convivem em perfeita simbiose. O nome da instituição baseia-se em uma pesquisa do Museo Nacional de Antropología intitulada “Departamento de la Prehistoria”, que, entre as décadas de 1950 e 1970, publicou uma série de tomos sobre a pré-história mexicana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130778/guadalajara90210-reimagina-a-pre-historia-mexicana-atraves-de-mostra-de-arteArchDaily Team
Inés Esnal desenha uma escultura pensada especificamente para o vão da escada de uma residência unifamiliar. Sua formação em arquitetura teve grande influência em sua compreensão da arte em relação ao espaço, seja a partir de perspectivas fenomenológicas ou geométricas. Combinando abordagens artísticas e estratégias científicas no processo criativo, seu objetivo é alcançar uma obra de arte geométrica e atmosférica, lógica e experiencial.
Sob o nome Flame, apresenta-se esta escultura de cordas de polipropileno sobre uma estrutura de aço que possui dimensões de 75 x 502 cm e percorre os três níveis de uma residência localizada em La Moraleja, Madri.
Broadacre City, de Frank Lloyd Wright. Imagem cortesia de Juan Miró
Juan Miró, cofundador do Miró Rivera Architects, reflete em um artigo de opinião sobre o valor das cidades dos EUA. Ao afirmar que "quando idealizamos cidades como Copenhague, corremos o risco de perder de vista as diferenças históricas fundamentais entre as trajetórias urbanas das cidades europeias e americanas", o arquiteto e educador traça uma linha do tempo de eventos e transformações urbanas para explicar por que seria mais relevante olhar para dentro ao planejar as cidades estadunidenses, em vez de buscar exemplos no exterior.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que a cada 15 dias analisa detalhadamente publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 60, 70 e 80 que trazem as histórias mais interessantes nos bastidores.
Neste décimo primeiro capítulo, intitulado "O Ovo", Carmelo fala sobre o livro escrito em 1978 por André Bruyère, intitulado "L'Oeuf". A obsessão por ovos leva o arquiteto francês a propor um arranha-céu com esse formato para Nova York e a escrever este livro que defende o ovoide como forma fundamental.
Neste vídeo, o canal Architecture with Stewart analisa as estratégias de planta baixa de Louis Kahn (1901-1974), observando como elas tratam e organizam os ambientes em configurações de espaços servidores e servidos. Após a Segunda Guerra Mundial ter revelado a face sombria da tecnologia, a arquitetura que nos legou as “máquinas de morar” passou a parecer equivocada e desumanizadora. Em contraposição às plantas livres e abertas do período anterior à guerra, Louis Kahn vislumbrou novas possibilidades para os cômodos, acreditando que sua privacidade e fechamento poderiam coexistir harmonicamente em uma “sociedade de salas”. A partir de uma análise detalhada da Trenton Bath House, o vídeo utiliza animações digitais, croquis, fotografias e narrativas históricas para traçar a evolução do espaço por meio de projetos como a Adler House, a Esherick House e a Biblioteca de Exeter — esta última, uma sala monumental de memória cultural.
O escritório HANNAH, fundado por Leslie Lok e Sasa Zivkovic, é um estúdio de arquitetura e pesquisa baseado nos Estados Unidos que vem experimentando técnicas de projeto e fabricação digital nos mais variados tipos de projeto, que vão do mobiliário ao urbanismo. Ambos docentes na Cornell University College of Architecture, Art, and Planning, Leslie e Sasa lideram um estúdio focado em design inovador, onde a tecnologia desempenha um papel crucial, combinada com uma investigação rigorosa de materiais, novas aplicações e técnicas construtivas, resultando em projetos altamente criativos.
Em nosso mundo cada vez mais urbanizado, tudo e todos adotaram um estilo de vida nômade. Novas restrições ambientais e sociais forçaram as pessoas a adotar um comportamento em constante movimento, a ponto de quase tudo ganhar rodas — até mesmo os edifícios. No entanto, diante da ascensão de debates como “a humanidade está sendo substituída por robôs?” e “a tecnologia está assumindo o controle?”, a mobilidade urbana tem ajudado a garantir o acesso à moradia, à saúde e à educação em locais com condições de extrema vulnerabilidade.
Com o objetivo de lançar luz sobre atividades móveis que prosperam globalmente, o Institut pour la Ville en Mouvement (Instituto da Cidade em Movimento), sediado na França, é uma organização que vem enfrentando os desafios impostos pela mobilidade urbana e contribuindo para o surgimento de soluções inovadoras. Em uma série de vídeos curtos no YouTube (clipes), a organização convidou especialistas das áreas de arquitetura, urbanismo e tecnologia para compartilhar suas perspectivas sobre o futuro da mobilidade urbana.
Cultivada de forma responsável, a madeira é um recurso renovável e de baixas emissões que, além de reter o carbono em sua composição, apresenta baixa condutividade térmica e alta capacidade de absorção acústica, gerando espaços confortáveis e bem isolados durante todo o ano. Um edifício de madeira bem projetado não apenas potencializará essas propriedades, mas também será esteticamente agradável para seus habitantes e energeticamente eficiente.
Nesta reedição, o autor Mark Alan Hewitt discute as maquetes e sua relevância. "Para quem teve a sorte de crescer nas décadas de 1950 e 1960, as maquetes eram a grande sensação — e não apenas as do tipo que essa expressão costuma sugerir", afirma ele. Recuperando a trajetória das maquetes realistas dos anos 1970, semelhantes às renderizações virtuais atuais, este ensaio reconstitui a sua história e a dos artistas que as produziram.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130703/o-fascinio-e-a-importancia-das-maquetesMark Alan Hewitt
Punto X - Rui Cardoso - 2018. Image Cortesía de Huevo de Pato
Este artigo é uma colaboração do Colectivo RE e foi publicado originalmente em 02 de agosto de 2020 na segunda edição do Huevo de pato, uma publicação que tem por objetivo compartilhar pensamentos e experiências como estratégia para a democratização do saber e do fazer.
O arquiteto Martín Luis Gutiérrez Martínez nasceu em Gómez Palacio – cidade do estado de Durango, no México – no ano de 1927, e nunca deixou para trás sua marca nortista nem suas convicções de vida. No breve e valioso tempo que compartilhei com ele, não faltaram à mesa sua memória excepcional, avivada por sua incansável paixão por viver e sentir a arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130696/martin-l-gutierrez-1927-2020-65-anos-entre-a-pratica-e-a-docencia-da-arquitetura-no-mexicoJorge Andreas Hernández
Nesta republicação desta semana da Metropolis, a autora Mimi Zeiger explora o novo Museu M+ em Hong Kong, finalmente aberto ao público. "Projetado por Herzog & De Meuron, o impressionante edifício afirma a ascendência cultural da cidade ao mesmo tempo que amplia as inevitáveis tensões políticas da região".
Começamos a nos despedir do ano e, após uma retrospectiva de todos os conteúdos desenvolvidos, deparamo-nos com uma ampla variedade de conselhos de arquitetura que envolvem tanto espaços interiores quanto exteriores. Abordando temáticas que vão do âmbito doméstico a questões mais técnicas e resolutivas, estes buscam servir de guia e/ou sugestão, resgatando as considerações necessárias a serem levadas em conta na hora de projetar nossos espaços, independentemente do uso ou destino planejado.
O CLOU architects é um escritório internacional de design premiado nas áreas de arquitetura, interiores e paisagismo. A equipe de design diversificada do CLOU é composta por cerca de 65 profissionais criativos de todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130720/vagas-em-xangai-plus-pequim-clou-architects-arquiteto-a-senior-designer-de-interiores-senior-desenvolvimento-de-negocios-senior-artista-de-vfxMilly Mo
FOUN’TA’SY. Imagem cortesia de Public Housing Enterprise J.S.C
Com foco no ambiente urbano, a seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca intervenções em espaços públicos, enviadas pela comunidade do ArchDaily. Alinhado ao nosso tema do mês, o artigo destaca abordagens globais que enfrentam os desafios dessas áreas por meio de soluções inovadoras.
Explorando uma variedade de métodos adequados a diferentes contextos, esta seleção apresenta uma estratégia de urbanismo tático implementada em um bairro no Kosovo e medidas de micromobilidade na Itália. Outros projetos propõem abordagens públicas em empreendimentos privados e o fortalecimento de conexões históricas e culturais entre parques, edifícios e cidades. Além disso, esta compilação traz intervenções conceituais que respondem ao distanciamento social e aos desafios da pandemia, com o objetivo de permitir que as pessoas se desloquem livre e seguramente pelo espaço.
Queridos/as leitores/as, com a sua companhia, o ArchDaily atravessou o ano de 2020. Ao longo deste período, trouxemos diariamente o que há de mais relevante na arquitetura global; crescemos, conquistamos o reconhecimento de arquitetos/as e contamos sempre com o apoio de nosso público. O ano de 2020 foi singular. Em um momento em que encontros e reuniões presenciais não eram possíveis, recorremos ao ambiente digital para trocar votos de boas-festas, transmitindo afeto e proximidade por meio de cartões virtuais. Reunimos os cartões de fim de ano que recebemos para compartilhá-los com vocês. Convidamos todos/as a conferir a criatividade dos/as arquitetos/as e, juntos/as, darmos as boas-vindas a 2021.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130615/boas-vindas-a-2021-cartoes-de-boas-festas-de-arquitetas-e-arquitetos-do-mundo-todoMilly Mo
Você já se perguntou (ou acabou esquecendo) qual é a diferença entre planta aberta e planta livre? Neste vídeo, o designer de arquitetura e professor Stewart Hicks explica o que faz da Planta Aberta uma vertente única do ‘conceito aberto’. O conteúdo integra uma série que explora termos do mercado imobiliário a partir de exemplos contemporâneos, históricos e teóricos da arquitetura. Nesta oportunidade, as estratégias espaciais de Mies van der Rohe são analisadas, partindo de seus primeiros projetos residenciais não construídos, passando pelo Pavilhão de Barcelona, até chegar à Casa Farnsworth. Cada obra apresenta um uso particular, porém em constante evolução, de paredes, pilares e planos de cobertura que, combinados, resultam no que chamamos de ‘Planta Aberta’. Outros vídeos da série são dedicados a temas como Planta Livre ou Orgânica, ajudando a aprimorar a compreensão de conceitos arquitetônicos.
A arquitetura moderna da Austrália possui raízes diversas. Fundamentados em projetos emblemáticos como a famosa Ópera de Sydney, os projetos contemporâneos do país abraçam radicalmente novas ideias estéticas. Indo além da tradicional construção em terra batida (pisé) para criar formas articuladas, as propostas modernas surgem como híbridos multiculturais de natureza tanto derivada quanto importada. Exemplificando essa dinâmica, os projetos educacionais australianos reinterpretam a arquitetura vernacular para expressar a cultura contemporânea. Representantes de uma linguagem de design genuinamente australiana, esses projetos partem da história dessa nação-continente para criar espaços de aprendizado, lazer e reflexão.
Durante a semana de seleção final dos Prêmios Obra do Ano 2021 do ArchDaily China, recebemos um total de 75.000 votos, graças a leitores e leitoras de todo o mundo. O ArchDaily China se empenha em trazer mais escritórios chineses para a onda de intercâmbios globais e apresentar a arquitetura chinesa ao mundo.
Este ano, o escritório CCTN Design, com o Museu do Alto-Forno Nº 3 de Shougang, foi selecionado para o primeiro lugar, adotando a estratégia de projeto de “selar o antigo, desmontar o excedente e reabastecer o novo”, transformando as ruínas industriais de Pequim em um espaço urbano acolhedor. O MAD Architects, com o Jardim de Infância YueCheng Courtyard, conquistou o segundo lugar ao desmontar e expandir uma tradicional casa com pátio. Já o escritório gad, com o Mountain & Sea Art Museum, ficou com o terceiro lugar ao solucionar o desafio da construção em encostas montanhosas e moldar a forma escultórica do museu de arte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130608/entrevista-com-os-vencedores-do-premio-archdaily-china-obra-do-ano-2021韩爽 - HAN Shuang