A quadra é um elemento tipicamente urbano que, historicamente, apresentou-se sob diferentes formas e desenhos, fazendo parte, de maneira estrutural, das diretrizes de planejamento das cidades. A partir da observação de alguns tecidos urbanos de cidades como Barcelona, na Espanha, Paris, na França, e Copenhagen, na Dinamarca, é possível perceber a grande variação entre os modelos de quadras, em inúmeros aspectos, definindo suas próprias paisagens e dinâmicas. Alterações de estilo e formato, mudanças volumétricas na relação entre cheios e vazios, e modificações entre as conexões de acesso com o entorno, são alguns exemplos de particularidades tipológicas que as diferenciam. Assim, muitas vezes, em suas especificidades, as quadras constituem-se enquanto características emblemáticas e representativas não somente de determinados modelos de planejamento urbano, desenvolvidos ao longo da história, mas também das próprias cidades.
Essencialmente, as janelas são um elemento arquitetônico localizado em um vão ou abertura. Esses vãos são criados nas paredes em diferentes dimensões com o objetivo de iluminar e ventilar os espaços de forma natural. Com o passar do tempo, os materiais de fabricação evoluíram da madeira para o metal. Nesse processo evolutivo, a Revolução Industrial e o metal assumiram o protagonismo, redefinindo a forma de construir em todas as escalas — de cidades inteiras a elementos arquitetônicos essenciais, como as janelas.
A principal característica das janelas de metal está associada à simplicidade de sua construção e aos grandes vãos que podem alcançar. O caráter simples dessas estruturas destaca-se pela leveza visual que proporcionam, tornando-as elementos que enaltecem a relação do edifício com o seu contexto. Essa relação é potencializada por sistemas minimalistas desenvolvidos por marcas como a OTIIMA, que integram novas tecnologias e tipologias de abertura, como sistemas de correr e pivotantes que redefinem os limites espaciais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138313/janelas-minimalistas-que-diluem-os-limites-do-espaco-casa-na-praia-verdeEnrique Tovar
Erguendo-se sobre as cidades globais, o arranha-céu moderno há muito tempo é um símbolo de crescimento econômico e declínio ambiental. Durante anos, eles foram criticados pelos ambientalistas por serem consumidores descontrolados de energia. O arquiteto malaio Kenneth Yeang reconheceu o arranha-céu como uma necessidade nas cidades modernas e adotou uma abordagem pragmática para tornar mais verde a tipologia de construção que, de outra forma, seria insustentável. Os arranha-céus bioclimáticos de Yeang buscam combinar a economia de espaço com a sustentabilidade e a melhoria dos padrões de vida.
Como resultado do projeto de pesquisa MuWo - Mulheres na cultura arquitetônica (pós)moderna espanhola (1965-2000), foi apresentado o mapa interativo digital de arquiteturas idealizadas por mulheres na Espanha, que busca estudar e dar visibilidade ao trabalho das mulheres na arquitetura. Sendo uma delas a arquiteta Myriam Goluboff Scheps, propusemo-nos a investigar sua história, seus ideais e pensamentos a partir de uma de suas obras mais reconhecidas: as piscinas descobertas para a Deputação de A Coruña.
Um grupo interdisciplinar de docentes, em sua maioria da UNAM, fundou o seminário permanente de arquitetura efêmera em janeiro de 2019 com a intenção de formalizar os trabalhos que vêm sendo realizados em torno do tema desde 2010. Atualmente, como resultado de uma série de reflexões surgidas a partir das apresentações feitas no colóquio "Arquitetura Efêmera: reflexões sobre a mutabilidade do espaço construído" — realizado na Faculdade de Arquitetura da UNAM —, foi publicado o documento homônimo, que pode ser baixado gratuitamente neste link.
Da ampola de vidro vazia de Thomas Edison aos LEDs controlados por inteligência artificial, centenas de anos se passaram representando uma evolução constante a qual culmina no que hoje conhecemos como iluminação artificial. Edison não poderia imaginar o quanto nos tornaríamos dependentes da sua invenção quase dois séculos depois, levando um modo de vida no qual permanecemos até 90% do nosso tempo em ambientes fechados e privados de luz natural, como shoppings e escritórios. Locais onde a luz artificial permanece constante ao longo dos dias, sem sofrer qualquer tipo de oscilação em relação à temperatura de cor ou intensidade luminosa, onde a iluminação artificial praticamente anula a diferença entre o dia e a noite.
A Primeira Bienal de Artes Islâmicas, com direção artística de Sumayya Vally, foi inaugurada em janeiro de 2023 e segue em cartaz até 23 de maio de 2023 em Jidá, Arábia Saudita. O evento inaugural foi encomendado e produzido pela Diriyah Biennale Foundation e teve curadoria de Vally ao lado do Dr. Julian Raby, da Dra. Omniya Abdel Barr e do Dr. Saad Al-Rashid. A bienal reimagina o Terminal Hajj Ocidental no Aeroporto King Abdulaziz, projetado por Skidmore, Owings & Merrill e vencedor do Prêmio Aga Khan de 1983, como um espaço cultural para redefinir as artes islâmicas por "dentro, de um modo que conecte algumas dessas formas de arte e de expressão artística à vivência e aos rituais" de quem as vivencia.
Sumayya Vally é uma arquiteta sul-africana, fundadora e diretora do estúdio colaborativo de arquitetura Counterspace, com sede em Joanesburgo. Autora do projeto do Serpentine Pavilion em 2020/2021, ela foi a pessoa mais jovem da arquitetura a receber essa incumbência. Integrante da lista Time 100 Next de líderes emergentes que estão moldando o futuro em 2021 — sendo a única arquiteta a figurar na lista naquele momento —, Sumayya iniciou sua carreira como curadora e docente, e recentemente foi nomeada diretora artística da primeira Bienal de Artes Islâmicas em Jidá. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Vally sobre sua contribuição para esta bienal, sua visão sobre a exposição, o local, a expografia e os profissionais participantes. Sumayya também compartilhou informações exclusivas sobre sua proposta para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, que começa em 20 de maio em Veneza, Itália.
Oferecer um panorama sobre a profissão e a disciplina da arquitetura pode ser uma tarefa complexa, dada a diversidade de trajetórias individuais, interesses pessoais e técnicas de experimentação. Diante disso, muitos processos relacionados à arquitetura baseiam-se na especulação e na inovação, assumindo a iniciativa de reimaginar limites estabelecidos. Escolas de arquitetura como a École des Beaux-Arts, a Vkhutemas e a Escola Paulista foram instituições progressistas de sua época que desenvolveram seus próprios estilos, lideradas por mentes experimentais e curiosas. Graças a esses processos experimentais, cada uma delas consolidou uma identidade arquitetônica própria, caracterizada por fatores como filosofia, localização e a época em que a escola surgiu.
Desde sua fundação em Santa Monica, em 1972, o Southern California Institute of Architecture (SCI-Arc) tem sido um centro de inovação de renome mundial e uma das poucas escolas independentes de arquitetura nos Estados Unidos. A instituição se destaca por desafiar seus/suas estudantes, por meio de diversos programas, a expandirem a imaginação através da experimentação com materiais e abordagens não convencionais. Por meio do renomado programa Making+Meaning, o SCI-Arc oferece uma introdução imersiva a estudantes e profissionais de áreas criativas de diversas disciplinas, que têm a oportunidade de explorar o campo do design com ênfase nos fundamentos da experimentação e da arquitetura. O retorno ao ensino presencial este ano infunde nova energia ao programa, tanto para estudantes quanto para docentes, dado o valor da colaboração em um espaço físico para o desenvolvimento de projetos de ateliê.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138343/aprendizado-imersivo-de-iniciante-a-designer-no-programa-de-arquitetura-do-sci-arcEnrique Tovar
“Choques econômicos, mudanças climáticas e a COVID-19 alteraram os sistemas de transporte de maneira fundamental. Não podemos desperdiçar uma crise. É possível ampliar o acesso ao transporte e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Podemos alcançar mais mobilidade com menos impactos”, argumentou Ani Dasgupta, presidente do World Resources Institute (WRI), na 20ª conferência anual Transforming Transportation. Durante dois dias, líderes globais refletiram sobre a situação dos sistemas de transporte em todo o mundo no evento híbrido em Washington, D.C., que também foi acompanhado online por dezenas de milhares de pessoas. O evento foi coorganizado pelo WRI e pelo Banco Mundial.
O setor de transportes ainda responde por 25% das emissões globais de gases de efeito estufa e por até 30% das emissões nos países desenvolvidos. Trata-se de um setor diverso, que abrange desde calçadas e bicicletas até carros, ônibus, trens, metrôs, navios e aviões.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138676/vinte-anos-transformando-o-transporte-onde-estamos-agoraJared Green
A Cidade do Panamá vem passando por um renascimento arquitetônico. Edifícios que se tornaram ultrapassados e deteriorados com o tempo estão agora sendo reformados, restaurados e modernizados — e um escritórios mais ativos nesse movimento é o Sketch, uma prática arquitetônica que se descreve como "enérgica, multidisciplinar e convicta de que o projeto deve ser ao mesmo tempo inteligente e divertido".
Seus projetos de renovação e renovação, como a Academia de Dança STEPS, a galeria DiabloRosso e o edifício de uso misto La Moderna são claros indícios deste espírito transformador que gira em torno da eficiência e relevância. Veja os projetos em detalhes abaixo.
Como resultado de um seminário-oficina organizado por COMUNAL, no qual foram realizadas leituras e reflexões críticas tendo como ponto de partida textos sobre o habitar e a autonomia, a Produção e Gestão Social do Habitat, o Desenho Participativo e a Pedagogia crítica, foi lançado um fanzine coletivo que pode ser baixado gratuitamente neste link. O documento surge como uma proposta que permite imaginar e construir novas narrativas para produzir e compartilhar saberes.
A iluminação é frequentemente uma questão de números — quando em excesso, os interiores perdem o seu contorno; quando em falta, a atmosfera escura pode tornar um espaço sem graça. A sua importância no design de interiores não pode ser subestimada: quando feita da maneira certa, não só realça as características arquitetônicas de um espaço, mas também faz com que os moradores se sintam à vontade. Como Carmelo Zappulla, do estúdio External Reference, explica em uma recente entrevista feita pelo Architonic, a luz é uma ferramenta crucial para adicionar um elemento emocional e "animar um espaço". É de se esperar que um projeto de iluminação errado possa ter consequências catastróficas para uma sala perfeitamente desenhada.
O papel do fogo no desenvolvimento da humanidade é inegável. Nossos ancestrais aproveitaram essa descoberta para enfrentar as baixas temperaturas, proteger-se de predadores e transformar os alimentos para torná-los mais digestíveis. Assim, ao longo do tempo, o ritual da cozinha evoluiu de uma simples fogueira em espaços abertos para o confinamento do fogo em câmaras, que se sofisticaram paulatinamente com o passar dos anos até se tornarem elementos complexos e modernos que marcaram o ponto de partida para o surgimento das cozinhas como espaços arquitetônicos sociais.
Independentemente de seu tamanho ou configuração, a cozinha como espaço de convivência mantém sua ritualidade até os dias de hoje. Na antiguidade, nos reuníamos ao redor do fogo para preparar alimentos e contar histórias; hoje, nos reunimos na cozinha de nossos lares para nos conectar com os outros. A relevância desse espaço na vida cotidiana é potencializada por linhas de mobiliário de cozinha como a Wasser, marca distribuída pela CHC que equilibra estética e funcionalidade para conceber as cozinhas como espaços utilitários e de convivência, com atenção especial ao seu design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138656/5-estilos-de-cozinhas-modulares-e-como-combina-losEnrique Tovar
Com a proximidade do verão no Hemisfério Norte e a rápida resposta da natureza ao aumento da temperatura, o nosso desejo de passar tempo ao ar livre (seja individual ou coletivamente) cresce no mesmo ritmo. Embora os parques públicos sejam uma excelente opção para quem vive em centros urbanos, o privilégio de ter um acesso próprio e privado à natureza em casa é inestimável.
Em projetos residenciais, particularmente, os jardins são o meio mais comum de conexão com o mundo natural. No entanto, como demonstram estes quatro exemplos, os pátios internos podem proporcionar uma janela igualmente fascinante para a mudança das estações — e, quando avistados através do vidro por meio de portas de correr, claraboias ou janelas sem esquadria, podem nos oferecer vislumbres da vegetação a partir do conforto protegido de quase qualquer cômodo da casa.
Como criar o melhor ambiente possível para que as pessoas idosas vivam e desfrutem da maturidade? Esta parece ser a questão central por trás da casa de repouso Wentworth Grange, no norte da Inglaterra. Aqui, a palavra 'cuidado' assume uma grande variedade de significados. Aspectos essenciais como acomodação, nutrição e serviços de enfermagem receberam máxima atenção, combinando-se para oferecer uma experiência ideal para esse período da vida. A perspicaz interpretação do cuidado adotada pela Wentworth Grange é visível na arquitetura, no jardim, nos interiores e até nos uniformes da equipe, demonstrando sensibilidade e a compreensão de como o ambiente físico influencia o bem-estar diário.
A arquitetura tropical, um termo amplamente utilizado no discurso arquitetônico, carece de uma definição consistente. O adjetivo "tropical" refere-se à zona entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, que cobre mais de 40% da superfície da terra. O calor é possivelmente a única característica compartilhada desta faixa. A zona tropical possui uma variedade de climas, desde áridos até úmidos, bem como uma variedade de contextos geográficos, sociais e econômicos. Ao contrário das zonas temperadas ou árticas, um único termo abrangente é usado para descrever a arquitetura dos trópicos.
No âmbito da arquitetura comercial, o projeto de sua espacialidade pode adotar múltiplos enfoques, concebendo propostas que alcancem o equilíbrio entre estética e funcionalidade. Considerando que intervêm diversas variáveis culturais, tensões sociais e interesses econômicos, a construção desses espaços envolve diretamente a interação entre o público, as marcas e seus produtos, tornando as pessoas participantes ativas da experiência no local — desde as cores e a materialidade até a iluminação, climatização, sons, aromas, entre outros elementos.
Situada no vilarejo de Kaltenbach, em meio às montanhas austríacas, fica a sede da Empl. Fabricante de caminhões de bombeiros e outros veículos de grande porte com funções especiais, seu portfólio inclui veículos off-road, hospitais de campanha móveis e caminhões frigoríficos para o transporte de alimentos. Independentemente de sua função, cada veículo é único e concebido com o máximo cuidado. Os produtos finais podem ser vistos no salão de entrega da Empl – um elegante pavilhão de produção onde os veículos são entregues pessoalmente aos clientes. O edifício possui um total de cinco portas pivotantes, com destaque especial para uma delas. No quarto episódio de Opening up, a FritsJurgens mostra os detalhes desse espaço singular.
Com curadoria do/a acadêmico/a de arquitetura e urbanismo Andong Lu, do/a jovem arquiteto/a Zigeng Wang e do/a curador/a de design Aric Chen, a 9ª Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades (Shenzhen) dá continuidade ao princípio de que "a cidade é o local da exposição, a exposição é a prática", trazendo a mostra principal da UABB ao distrito de Luohu pela primeira vez. Sediada no GDH City · Jinpi Fang (Patrimônio Industrial da Cervejaria Kingway), a exposição foi inaugurada em dezembro de 2022 e seguiu em cartaz até março de 2023, com mais de duzentos eventos realizados ao longo de seus três meses de duração.
Portas de correr embutidas economizam espaço e desaparecem dentro das paredes para criar conexões fluidas entre ambientes adjacentes. Imagem cortesia de Ermetika
Em um mundo ideal, as portas poderiam desaparecer e reaparecer de forma fluida, criando conexões e barreiras quando necessário para proporcionar a máxima flexibilidade. Os interiores residenciais combinam cada vez mais trabalho e lazer, exigindo tanto convivência quanto privacidade, e o mesmo se aplica aos espaços de trabalho, que adotam de forma crescente soluções adaptáveis para conectar diferentes zonas e atividades. Conceitos espaciais consagrados, como a planta livre ou a divisão em várias salas pequenas e compartimentadas, já não são suficientes, pois, por si só, não oferecem flexibilidade e adaptabilidade reais.
Children's Learning Center, Mas-in Village / Native Narrative. Image
Desde as primeiras civilizações, a natureza tem sido um pilar fundamental para servir a humanidade como um habitat natural, oferecendo abrigo, alimentos e outros recursos. Nos tempos modernos, as revoluções industriais e tecnológicas tomaram conta da paisagem, remodelando a forma como os humanos interagem com a natureza. No entanto, hoje, e devido aos eventos que experimentamos enquanto sociedade, é cada vez mais necessário focar na criação de cidades e espaços que integrem a natureza à vida cotidiana
Dos painéis figurativos retratando cenas históricas às composições geométricas abstratas modernistas, os azulejos são frequentes em diferentes expressões e momentos da arquitetura brasileira ao longo dos séculos. Hoje, há muitas possibilidades de composições não apenas pela disposição - aleatória ou não - das peças entre si, mas também pela vasta gama de cores e padrões oferecidos pelos fabricantes.
Desde o icônico voo pioneiro de Yuri Gagarin em 1961, apenas 565 seres humanos tiveram o privilégio de viajar para o espaço. Essa atividade extrema exige um alto grau de devoção, um preparo físico e intelectual extraordinário, bem como enormes investimentos. A exploração do espaço tem o potencial de oferecer benefícios à humanidade, como o desenvolvimento de novas tecnologias e a geração de conhecimento científico. Muitas dessas tecnologias já estão disponíveis para o público, como GPS, filtros de água ou tecidos altamente resistentes. Mas apesar de frequentemente imaginarmos os astronautas flutuando no espaço e observando a Terra de um ponto de vista único, muitos deles enfrentam a dificuldade de dormir e descansar no espaço devido à falta de luz natural. Foi essa questão que motivou um grupo de jovens arquitetos dinamarqueses a desenvolverem uma solução para melhorar o cotidiano dos astronautas, mas também de muitas pessoas no Planeta Terra que sofrem com o mesmo problema.
Jardín Nativo Adriana Hoffmann, Museo Interactivo Mirador (MIM) en Santiago de Chile. Image Cortesía de Bosko
Durante o século XIX, os esforços para melhorar a qualidade da vida urbana se concentraram na criação de jardins e parques, iniciando assim a evolução do paisagismo como a disciplina moderna que conhecemos hoje. No entanto, embora existam exemplos notáveis em todo o mundo, estruturas excessivas e a artificialidade dos jardins urbanos foram contra as motivações que lhes deram origem. Em muitos casos, seu design resultou em espaços públicos descontextualizados e ineficientes, altamente exigentes em recursos e afastados da verdadeira sustentabilidade.
O uso estrito da geometria e a imposição de espécies difíceis de adaptar e cuidar estão gradualmente dando lugar a uma abordagem mais orgânica ao paisagismo, adaptada aos ecossistemas locais e mais eficiente em seu desenvolvimento e conservação. As florestas nativas incorporam todos esses aspectos positivos. Elas não apenas restauram ecologicamente as áreas degradadas, mas também melhoram a qualidade do ar e mantêm a água da chuva, criando espaços verdes com biodiversidade que conectam profundamente as pessoas à natureza. Conversamos com Magdalena Valdés, fundadora e diretora do Bosko, que explica por que as florestas nativas são o caminho certo para o paisagismo consciente e verdadeiramente ecológico.