Edifício Martinelli. Foto: Wilfredor, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
Hoje, dia 27 de setembro, se celebra o Dia Mundial do Turismo. Os roteiros turísticos surgem dos desejos mais diversos, podem ser baseados em guias arquitetônicos, gastronômicos ou naturais, que normalmente são os mais comuns, mas há aqueles que se interessam por pitadas de mistério e memórias de assombro. Numa cidade cheia de histórias como São Paulo, não é difícil encontrar lugares que possuem o passado marcado por cenas de horror, mas que no presente servem como equipamentos culturais e adicionam novas camadas para a sociedade.
Passados 21 anos da aprovação da lei federal do Estatuto da Cidade, que regulamentou o capítulo de “Política Urbana” da Constituição Brasileira, e resultou na elaboração de diversos planos diretores para as cidades do século XXI com mais de 20 mil habitantes e na oportunidade de revisão de uma série deles, parece-me oportuno despertar nossos radares sensoriais para um tema de extrema relevância para todas as cidades e que vimos colecionando enorme dificuldade em lidar: nossas calçadas!
Refiro-me a diversos aspectos relativos a seu uso e finalidade, seus mecanismos regulatórios, sua manutenção e seu desenho... Vamos a eles!
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem uma das maneiras pelas quais iniciam projetos com novos/as clientes por meio de seu Project Starter Service. Iniciar um projeto pode ser intimidante para quem não tem familiaridade com o setor de arquitetura, design e construção. A fase inicial de integração — antes da assinatura do contrato — também apresenta desafios para arquitetos/as e outros/as profissionais. Neste episódio, a dupla discute uma forma de garantir um início mais fluido para todas as partes envolvidas, estabelecendo uma base sólida para o desenvolvimento do projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138371/the-second-studio-podcast-superando-os-desafios-de-novos-projetosThe Second Studio Podcast
O que é arquitetura? São projetos grandiosos com estruturas complexas, desafiando as leis da física? São edifícios simples e cotidianos que, quando reunidos, criam o tecido urbano? Em meados do século XVIII, Laugier introduziu o conceito de cabana primitiva, uma estrutura, essencialmente uma casa, projetada e construída para atender às necessidades básicas do ser humano primitivo: abrigá-lo das intempéries da natureza. Qualquer estrutura que atenda a esses requisitos seria considerada uma arquitetura autêntica. Porém, desde então, nossas necessidades evoluíram e estão muito mais elaboradas, principalmente quando se trata de nossas casas. Elas precisam oferecer abrigo, segurança, conforto térmico e espaços amplos. As nossas casas devem ser econômicas, sustentáveis e ter acesso à Internet, entre muitos outros pré-requisitos. Então, como seria a casa ideal do ser humano contemporâneo e, portanto, a "verdadeira" arquitetura?
The Science of a Happy Home Report, relatório realizado por Resi primeiro em 2020 e novamente no pós-pandemia de 2023, procurou descobrir exatamente quais elementos as pessoas acreditavam constituir o definitivo lar feliz. Os resultados foram seis qualidades proeminentes: uma casa que é adaptável para atender às nossas necessidades em constante mudança, uma casa que nos permite conectar e construir relacionamentos, uma casa que reflete a nossa personalidade e valores, uma casa nutritiva que fornece as condições que precisamos para prosperar (ou seja, qualidade do ar), uma casa que nos ajuda a relaxar e uma casa que oferece segurança e nos faz sentir seguros. Essas necessidades, no entanto, não estão sendo atendidas na maioria dos lares do Reino Unido, e é aí que entra a Resi.
O percurso histórico da construção conta, também, a história da humanidade. Os exemplares que perduraram no tempo dizem sobre seus contextos particulares, e os resquícios que sobreviveram às intempéries e deterioração narram o desenvolvimento tecnológico humano. Nos primórdios da construção, a operação comum (e a única possível) aos humanos era utilizar matéria-prima disponível do local onde estavam inseridos. Para muitos, isso significava construir com barro.
Desde os primórdios da modernidade, a arquitetura de pavilhão sempre marcou presença ao apresentar vanguardas do campo arquitetônico. A construção destas estruturas temporárias ou semipermanentes, seja em exposições, feiras, eventos culturais ou esportivos, são uma oportunidade de apresentar novas experimentações materiais e formais. Projetados para serem montados e desmontados facilmente, utilizados muitas vezes por um limitado período, é importante pensar como diminuir o impacto ambiental sem perder seu apelo estético e inovador. E, para isso, há um material que desponta como grande aliado: a madeira.
O hospice é uma forma especializada de cuidados paliativos que busca proporcionar conforto e qualidade de vida aos pacientes que estão enfrentando doenças graves e terminais. Esses ambientes desempenham um papel crucial na jornada final do paciente, e a interação entre neurociência e arquitetura pode ser uma ferramenta poderosa para torná-los ainda mais acolhedores. Nesse tipo de lugar, a neurociência aplicada à arquitetura pode ser empregada para criar espaços que promovam o bem-estar emocional e físico dos pacientes.
Um lar não pode ser definido como uma simples edificação, catalogado por seus materiais e descrito espacialmente. Um lar é um conjunto de rituais, de rotinas, de memórias que se mesclam entre as paredes, as texturas e os cheiros do lugar. Por isso mesmo, ele não pode ser construído em um instante, requer uma dimensão temporal, uma continuidade que marca a adaptação da família e do indivíduo no espaço.
Mais de um bilhão de bebês e crianças vivem em ambientes urbanos. Mas a forma como as cidades são planejadas não consideram as suas necessidades e nem as das pessoas responsáveis por seus cuidados. Visando apoiar tomadores de decisão e profissionais de planejamento urbano e transportes na missão de melhorar o acesso de milhares de crianças brasileiras às oportunidades urbanas, O ITDP Brasil lançou o material Acesso para bebês, crianças pequenas e pessoas cuidadoras,realizado em parceria com a Fundação Bernard van Leer.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007736/nossas-cidades-estao-atendendo-as-demandas-de-bebes-e-criancasITDP Brasil
No âmbito do XXVI Congresso da Arquisur «Giros de la Arquitectura», realizado de 11 a 13 de outubro na Faculdade de Arquitetura, Design e Urbanismo da Universidade da República do Uruguai, foram apresentados os vencedores da edição de 2023 do Prêmio Arq. José Miguel Aroztegui para estudantes de Arquitetura, do Prêmio de Pesquisa Arquisur e do Prêmio de Extensão Arquisur.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138277/conheca-os-vencedores-dos-premios-arquisur-2023Clara Ott
Para uma arquitetura cheia de luz: fachadas de vidro de grandes dimensões permitem que a luz do dia desempenhe um papel fundamental em todos os ambientes, ao mesmo tempo em que proporcionam vistas desimpedidas. Imagem cortesia de Solarlux
Espaços residenciais emoldurados exclusivamente por vidro, seja na cidade ou no campo, são um antigo sonho da arquitetura, do qual diversos marcos históricos já são testemunhas. A começar por Ludwig Mies van der Rohe, que diluiu as fronteiras entre o interior e o exterior com construções modernas em aço e fachadas envidraçadas de grande escala que encenam o espaço absoluto. Quem caminha pela Neue Nationalgalerie, em Berlim, percebe a leveza e a generosidade transparente dessa proposta em toda a sua plenitude.
Essa atmosfera luminosa e positiva hoje também se manifesta em apartamentos, escritórios, restaurantes e hotéis — indo muito além de espaços museológicos ou ícones da arquitetura. Por essa razão, não surpreende que as fachadas envidraçadas tenham se consolidado como um poderoso recurso estilístico da arquitetura contemporânea. Afinal, a luz natural proporciona muito mais do que a simples sensação de bem-estar; ela é vital para o organismo humano e para a nossa relação com o entorno.
Centro para la Cultura y las Artes de la Ribera/ Alejandro Guerrero Gutiérrez-Andrea Soto Morfín. Image Cortesía de XVII Premio de Arquitectura Jalisco 2023
Há 38 anos, o Colegio de Arquitectos del Estado de Jalisco A.C. estabeleceu o Prêmio de Arquitetura Jalisco com a finalidade de reconhecer o trabalho de arquitetos/as de destaque, além de impulsionar e motivar os/as profissionais da arquitetura no Estado de Jalisco. O prêmio também nasceu como um estímulo à tradição de excelência e inovação do estado, berço de inúmeros/as e ilustres profissionais, como o arquiteto Luis Barragán Morfín ou o Arq. Frei Gabriel Chávez de la Mora, criador da honraria deste importante reconhecimento. Esta premiação é composta pelas categorias de Reconhecimento ao Design Arquitetônico, Reconhecimento ao Desenho Urbano e Planejamento, além de Distinções e Reconhecimento Honoris Causa.
Os estádios de futebol são muito mais do que meros locais para a prática esportiva; são verdadeiros ícones culturais que abrigam a paixão de torcedores e a história dos clubes que representam. No entanto, o impacto desses espaços vai além das arquibancadas e do gramado. Envolve também os bastidores, onde uma equipe dedicada de profissionais trabalha incansavelmente para garantir que os jogos aconteçam sem problemas. É fundamental reconhecer que o ambiente construído desses estádios desempenha um papel crítico na qualidade de vida e no bem-estar mental desses trabalhadores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1008137/neuroarquitetura-e-esportes-uma-analise-do-estadio-de-braga-de-eduardo-souto-de-mouraTeresa Patrícia Fernandes Ribeiro e Ciro Férrer H. Albuquerque
Construção dos primeiros angares da Bahia Catalinas (1910-1920 Punta Arenas). Esta foto mostra o empreiteiro, construtor e carpinteiro desses angares, Diego Cárdenas Ojeda. Fotografia doada por sua neta Joyce Cárdenas.
Chiloé como ponto de partida. Desde lá, seus fenômenos translocais, principalmente mobilizados por via marítima, foram o início para que o cone sul patagônico, tanto em área chilena como argentina, fosse um território esculpido em tempos coloniais pela mão chilota. Um povo híbrido, de origem indígena e europeia, que a partir de sua condição de isolamento, tanto geográfico como político-administrativo, teve que se valer da autoconstrução de seus povoados, do plantio e colheita de seus alimentos e da confecção de suas roupas, tudo isso a partir da disponibilidade dos recursos arquipelágicos. Assim foi concebida a inquestionável engenhosidade chilota, um perfil muito desejável para os territórios que, no período colonial, se desenvolviam à mercê do Estado chileno, de modo que não é difícil reconhecer a mão criativa dos chilotes na arquitetura dos assentamentos mais ao sul.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007967/ensamble-arquiteturas-chilotes-fundacionais-de-magalhaesValentina Cárdenas Espinoza y Silvana Arteche Sepúlveda
Este ano será determinante para a ação climática. Os impactos crescentes das mudanças climáticas – de inundações e secas a furacões e ondas de calor – estão causando danos profundas em vidas humanas e economias ao redor do mundo, especialmente nos vulneráveis países em desenvolvimento que contam com poucos recursos para se proteger.
Atualmente, as ações climáticas não estão sequer próximas do necessário para manter o aquecimento global abaixo do limite de 1,5°C e evitar o pior desses impactos – será preciso acelerar muito os esforços dos países para entrar no rumo certo. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que as ações feitas nesta década terão impactos “por milhares de anos”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007427/o-que-e-o-balanco-global-do-acordo-de-paris-e-como-ele-pode-impulsionar-a-acao-nos-paisesJamal Srouji, Felipe Borja Diaz e Deirdre Cogan
Um bom projeto de arquitetura pode abranger uma infinidade de aspectos, mas geralmente é compreendido como edifícios ou construções planejados, projetados e concebidos para serem funcionais, estéticos e duráveis. Trata-se, muitas vezes, de propostas atemporais, pensadas para o bem-estar das pessoas que as habitarão, demonstrando uma abordagem multidisciplinar do design de espaço e de interação. Esse é o espírito do A’ Design Award e de sua supercategoria “Good Architectural Design”, que busca premiar o melhor da arquitetura e do design em todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138682/a-good-architectural-design-20-vencedores-exemplares-do-ciclo-2022-2023Daniela Porto
Como um edifício pode ser mais eficiente? Essa é uma preocupação que arquitetos e arquitetas enfrentam diariamente, enquanto buscam acompanhar as demandas de uma indústria cada vez mais consciente de seu impacto ambiental. Hoje, mais do que nunca, há um esforço para projetar edifícios que integrem sustentabilidade, eficiência e conforto térmico — pilares fundamentais para um ambiente construído mais saudável.
Contar com uma estratégia eficaz de controle solar é crucial para alcançar uma arquitetura mais eficiente. Além de proporcionar proteção solar e economia financeira, essas estratégias também trazem benefícios em termos de estética, acústica, conforto térmico, durabilidade e manutenção.
O espaço público urbano é, e deve continuar sendo, um ambiente para manifestação social, cultural e política. Estudos como o da ONU-Habitat reconhecem que espaços públicos acessíveis, seguros e inclusivos são meios reais para a abreviação da desigualdade urbana.
Além disso, idealizando estes espaços como uma “sala de estar”, é esperado que eles sejam funcionais e adaptados a todos, para que os usuários se sintam “convidados” a permanecer, utilizar e cuidar. Ao longo das últimas duas décadas, espaços públicos abertos (ruas, cruzamentos, largos, praças, parques etc.) têm sido alvo de ativações e experiências estratégicas e táticas.
A prioridade quando se trata do material de superfície externa de um prédio é a durabilidade. Tendo que literalmente resistir aos danos causados pela água da chuva, vento, luz solar, variações de temperatura e muitas outras condições climáticas, exigimos muito deles. Por outro lado, nos interiores protegidos, as superfícies tendem a priorizar o acabamento — com cores, padrões e texturas características de materiais como tintas, azulejos cerâmicos ou painéis de madeira.
Tradicionalmente, esses dois mundos, exterior e interior, nunca precisaram se encontrar. Requisitos opostos, pensava-se, exigem soluções opostas. Mas à medida que nossos ambientes externos e internos continuam a se fundir em uma única tipologia de espaço habitável, cada vez mais projetos, de escalas variadas, comerciais e privados, estão buscando inspiração no design de superfícies do mundo exterior. Trazendo os materiais, temas e a história das fachadas para o interior.
Os processos de administração de obras podem impor desafios significativos à produtividade dos projetos. O processamento de submissões de documentos (submittals) e solicitações de informação (RFIs — parte fundamental do ciclo de vida de qualquer projeto) constitui uma tarefa árdua e demorada para a maioria das equipes. No caso de empreendimentos de grande porte, as equipes de projeto podem ser inundadas por milhares de submissões e centenas de RFIs.
O setor de AEC move-se em um ritmo acelerado, exigindo que profissionais de arquitetura e engenharia processem e respondam rapidamente a RFIs e submissões para cumprir prazos rigorosos e manter os custos dentro do orçamento — o que representa um desafio constante para as equipes.
O pavilhão vencedor do YAF_CONSTRUCTO 03 foi o projeto "Habitar a sombra", projetado por Ken Qiu Sun, Cristóbal Riffo Giampaoli e Sebastián Simonetti Grez. A obra está implantada em Antofagasta e se fundamenta no deserto do Atacama, na relevância de seu entorno e em diversos acontecimentos ocorridos na região.
A madeira na construção contemporânea é comumente associada ao aconchego, simplicidade e, de certa maneira, nobreza. Afinal, é um material que exige manutenção mais frequente que o concreto, por exemplo. Ao mesmo tempo, anuncia-se como uma possível alternativa construtiva dentro do pensamento de design regenerativo, precisamente por fazer parte de um ciclo orgânico natural ao planeta. Representantes arquitetônicos do uso da madeira não faltam, mas a madeira carbonizada (ou yakisugi) tem ganhado atenção e protagonismo dentre as opções de acabamento.
Se muita expectativa é criada durante o desenvolvimento de um projeto de arquitetura, o qual muitas vezes representa a materialização de um sonho profissional ou de um novo lar para uma família, e, se mesmo apesar de todo planejamento, inúmeros imprevistos e dores de cabeça podem ocorrer durante as fases de execução, após muitos orçamentos, cronogramas e atrasos, com a finalização da obra e ocupação do imóvel, costuma parecer que a jornada, finalmente, chegou ao fim.
No entanto, mesmo com os trabalhos aparentemente concluídos e a sensação de dever cumprido, é provável que arquitetos e clientes ainda precisem alinhar alguns pontos ou solucionar algumas questões que surjam pelo caminho. Mas então, diante desse cenário, quais são as responsabilidades do arquiteto após a ocupação do imóvel pelos proprietários?
O Brasil produz cerca de 150 milhões de metros cúbicos de madeira por ano. Devido à ampla variedade de espécies de árvores no país, os designers que buscam materiais naturais e de origem local têm diversas opções à disposição. Por esse motivo, não é surpresa que a madeira seja um elemento comum em casas tradicionais e contemporâneas do Brasil, sendo usada tanto na construção como na criação de superfícies decorativas.
A beleza dos padrões de fibras da madeira, combinada com paletas de cores quentes, ricas e variadas, faz com que a madeira seja um material muito procurado para compor espaços interiores, ao mesmo tempo em que oferece a resistência e estabilidade necessárias para pisos e estruturas. Sua coloração natural e apelo estético permitem uma abordagem simples e minimalista, conferindo aos espaços uma sensação atemporal.