O layout dos espaços internos tem passado por uma evolução constante desde o primeiríssimo projeto residencial. Por muitos anos, a funcionalidade ditou sua organização; logo depois, contudo, mudanças culturais, sociais e econômicas influenciaram a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida, dando origem ao conceito amplo e versátil da planta integrada. Muito já se escreveu — e criticou — sobre a planta integrada: quem a introduziu, como se desenvolveu, seus benefícios e/ou a falta deles. Nas últimas décadas, as plantas integradas estiveram talvez entre os conceitos de design de interiores mais solicitados, mas, hoje, profissionais de arquitetura parecem inclinar-se para o oposto.
Oana Stănescu é uma arquiteta, designer, escritora e educadora romena, radicada em Nova York e Berlim, com um portfólio diversificado de intervenções ao redor do mundo. Selecionada como parte das Novas Práticas de 2023 do ArchDaily, a jovem arquiteta reconhece o valor da arquitetura como disciplina, mas, ainda assim, admite que a profissão não consegue resolver sozinha os complexos desafios do nosso mundo. “A arquitetura é mais potente quando reconhecida como parte de um sistema maior, em vez de servir apenas a si mesma”, acrescenta ela em conversa com a editora-gerente do ArchDaily, Christele Harrouk. Dessa forma, Oana vê a arquitetura como uma peça-chave em um contexto mais amplo, trabalhando para enfrentar questões sociais significativas.
Com diversos projetos em andamento, desde a reabilitação de uma infraestrutura industrial existente na Romênia até uma residência integrada ao seu ambiente natural no Canadá, o processo criativo de Oana centra-se no compromisso de servir às pessoas. Assista à entrevista completa e descubra a seguir os principais pontos da conversa.
Cortesía de BANL XXII - Bienal de Arquitectura de Nuevo Leon
Foram anunciados os vencedores da XXII Bienal do Colegio de Arquitectos de Nuevo León, Monterrey, cujo discurso propõe estabelecer diálogos e expressões para reconhecer, no fazer profissional, o correto ato expressivo e material da arquitetura. O tema desta edição é "Coerência". Esta Bienal propõe reconhecer a forma como o objeto arquitetônico e o projeto urbano trabalham sob as seguintes temáticas: coerência social, coerência ética, coerência estratégica, coerência participativa, coerência produtiva e coerência material.
Aplicações inspiradoras da coleção MEM em ambientes arquitetônicos inspirados por IA. Imagem cortesia de Dornbracht
Além de contribuir para a funcionalidade do ambiente, os metais sanitários definem a estética geral do estilo de design escolhido. Para além de suas características técnicas — bem como da variedade de materiais, acabamentos e estilos —, essas peças desempenham um papel crucial tanto no apelo visual do espaço quanto no conforto e na experiência do/a usuário/a. Isso faz parte da constante reinvenção dos banheiros como espaços de convivência promovida pela Dornbracht, marca que busca criar soluções inovadoras fundamentadas em proporção, precisão, progressividade, desempenho e personalidade.
Entre as séries da Dornbracht, a coleção MEM traz uma seleção completa de metais sanitários minimalistas para lavatórios, chuveiros e banheiras. Em colaboração com a marca de design ético Nature Squared e a fabricante artesanal italiana Glass Design, o desenho original da coleção foi enriquecido com novos e versáteis recursos de personalização para banheiros. Essas possibilidades surgem da combinação de materiais de alta qualidade com técnicas artesanais sustentáveis e da incorporação de um vidro cristal artístico de estética futurista.
Como um edifício pode ser mais eficiente? Essa é uma inquietação que os/as arquitetos/as enfrentam diariamente, respondendo às demandas de uma indústria cada vez mais consciente de seu impacto ambiental. Hoje, mais do que nunca, o foco está em projetar edifícios que integrem a sustentabilidade, a eficiência e o conforto térmico como pilares fundamentais na busca por um ambiente construído mais saudável.
Ter uma boa estratégia de controle solar é crucial para alcançar uma arquitetura mais eficiente, especialmente quando, além de oferecer proteção solar e gerar economia financeira, também são geradas vantagens em termos estéticos, acústicos, de conforto térmico, durabilidade e manutenção.
Ao projetar e construir um refúgio paradisíaco em uma ilha, existem certas comodidades essenciais esperadas até mesmo por visitantes que buscam uma experiência mais essencial para encontrar paz e conforto em um ambiente inacessível — como alimentação, abrigo, água potável e um meio de contato com o continente. No entanto, viabilizar isso exige um equilíbrio delicado: tornar habitáveis e acolhedores esses locais que estão entre os menos visitados da Terra, sem destruir sua integridade ou serenidade no processo.
À medida que o design de interiores continua a evoluir com as novas tecnologias, as "paredes vivas" surgem como um novo conceito inovador. O novo painel de parede luminoso ArtMorph é um produto singular que combina com maestria tecnologia de iluminação e display com o benefício adicional de uma seleção exclusiva de texturas. Sua adaptabilidade e soluções personalizáveis permitem que ele se integre a diversos ambientes, abrindo possibilidades para interiores que elevam a narrativa visual, indo além das limitações do design tradicional.
No ArchDaily, enfrentamos o constante desafio de nos mantermos atualizados com as novidades, sem, contudo, esquecer os valiosos aprendizados do passado.
É por isso que, a cada jornada de desenvolvimento de um novo artigo para você — especialmente sobre novos materiais e sistemas construtivos —, devemos nos perguntar: isso já foi feito antes? Como foi feito? O que há de novo no que estamos apresentando? Como conectar a inovação com o que já conhecemos, com a própria essência da arquitetura?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138154/newsletter-dos-apoiadores-edicao-no-5ArchDaily Team
Ao refletirmos sobre os acontecimentos de 2023, vemos que este foi um capítulo notável no mundo da arquitetura e do design. Assistimos à concretização de numerosos projetos inovadores que deixaram uma marca no nosso ambiente construído coletivo. Esta narrativa ocorre em torno de um ano significativo, com um compromisso renovado no combate às mudanças climáticas, com o diálogo iniciado em torno de eventos mundiais como o Congresso Mundial de Arquitetura da UIA em Copenhague ou a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza.
Esta lista com curadoria inclui projetos que foram abertos ao público em 2023. Cada um deles foi projetado e muito aguardado para ser concluído. Os arquitetos apresentados incluem MVRDV,Zaha Hadid Architects, Snøhetta, Studio Gang e OMA em colaboração com Shohei Shigematsu. Cada uma dessas empresas é um escritório de arquitetura único com seu estilo arquitetônico específico, enquanto todos esses projetos construídos listados são públicos e comerciais.
Atualmente, o termo “utopia” é usado para descrever uma ideia que parece inalcançável — ao menos no contexto contemporâneo —, intrinsecamente relacionada a conceitos filosóficos, científicos, urbanísticos e arquitetônicos, entre outros. A estreita ligação entre as utopias e a arquitetura é evidente, já que essa disciplina é frequentemente associada à imaginação. Alguns exemplos notáveis incluem “The Unreliable Utopia of Auroville's Architecture” e “The City in Space: A Utopia”, de Ricardo Bofill. Nesse contexto, arquitetos/as e designers utilizam o design como um meio para desenvolver ideias inovadoras e disruptivas através de diversos elementos.
Embora considerada um conceito idealizado e inexistente, alguns/as designers têm se aventurado a explorar a noção de utopia. A AXOR, em colaboração com o estúdio de design Masquespacio, sediado em Valência, abriu um novo capítulo ao conceber e materializar um novo conceito de banheiro para uma suíte de hotel singular que encarna sua visão de luxo pessoal. Intitulada “Utopian Dream”, esta proposta de design mescla cores vibrantes com detalhes inesperados, uma combinação que a dupla define como uma experiência mística acima das nuvens.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138618/equilibrando-o-design-neoclassico-e-futurista-o-conceito-utopico-de-banheiro-dos-sonhosEnrique Tovar
Cortesía de Centro Tecnológico para la Innovación en la Construcción (CTEC) & Chile Green Building Council
Lançada em 2023 e desenvolvida pelo Centro Tecnológico para la Innovación en la Construcción (CTEC) e pelo Chile Green Building Council, a Plataforma Pasaporte de Materiales para la Construcción P+ permite o registro, a caracterização e a rastreabilidade de materiais e componentes de uma edificação ao longo de sua vida útil.
A madeira, um dos materiais de construção mais antigos, foi continuamente reinventada ao longo da história. À medida que a arquitetura contemporânea se preocupa cada vez mais com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental, a popularidade do material também aumentou. Como as árvores absorvem dióxido de carbono durante seu crescimento, a madeira armazena esse carbono, mantendo-o fora da atmosfera. Os materiais derivados da madeira estão, portanto, associados a menores emissões de gases de efeito estufa, desde que as árvores sejam colhidas em florestas manejadas de forma sustentável. Mas, para aproveitar todo o potencial deste material, uma infinidade de técnicas e modificações evoluíram com o objetivo de adaptar e personalizar as características da madeira às demandas do projeto e da construção moderna. Da modificação térmica à madeira engenheirada ou aos versáteis painéis, esses métodos não apenas melhoram a adequação da madeira aos rigores da arquitetura contemporânea, mas também expandem a usabilidade deste material sustentável para uma escala sem precedentes.
Alguma vez você já parou para refletir em como o espaço é visto, sentido e usufruído a partir da altura de 95 cm? Pensar um desenho urbano que incorpore a escala da criança é fundamental para criar cidades mais inclusivas, saudáveis e seguras, uma vez que componentes desenhados para acolher essas necessidades tendem a atender melhor a todos que os usam, o que inclui desde adultos às pessoas idosas ou com deficiências. Um dos elementos urbanos que são fundamentais para essa discussão, e para a reflexão dos planejadores, são as quadras, espaços que abrigam diversas possibilidades de uso e apropriação nas cidades, e que podem ser modificadas e pensadas de diversas formas, o que inclui estratégias para que possam ser mais adaptadas ao universo infantil.
Edifício Martinelli. Foto: Wilfredor, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
Hoje, dia 27 de setembro, se celebra o Dia Mundial do Turismo. Os roteiros turísticos surgem dos desejos mais diversos, podem ser baseados em guias arquitetônicos, gastronômicos ou naturais, que normalmente são os mais comuns, mas há aqueles que se interessam por pitadas de mistério e memórias de assombro. Numa cidade cheia de histórias como São Paulo, não é difícil encontrar lugares que possuem o passado marcado por cenas de horror, mas que no presente servem como equipamentos culturais e adicionam novas camadas para a sociedade.
Passados 21 anos da aprovação da lei federal do Estatuto da Cidade, que regulamentou o capítulo de “Política Urbana” da Constituição Brasileira, e resultou na elaboração de diversos planos diretores para as cidades do século XXI com mais de 20 mil habitantes e na oportunidade de revisão de uma série deles, parece-me oportuno despertar nossos radares sensoriais para um tema de extrema relevância para todas as cidades e que vimos colecionando enorme dificuldade em lidar: nossas calçadas!
Refiro-me a diversos aspectos relativos a seu uso e finalidade, seus mecanismos regulatórios, sua manutenção e seu desenho... Vamos a eles!
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem uma das maneiras pelas quais iniciam projetos com novos/as clientes por meio de seu Project Starter Service. Iniciar um projeto pode ser intimidante para quem não tem familiaridade com o setor de arquitetura, design e construção. A fase inicial de integração — antes da assinatura do contrato — também apresenta desafios para arquitetos/as e outros/as profissionais. Neste episódio, a dupla discute uma forma de garantir um início mais fluido para todas as partes envolvidas, estabelecendo uma base sólida para o desenvolvimento do projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138371/the-second-studio-podcast-superando-os-desafios-de-novos-projetosThe Second Studio Podcast
O que é arquitetura? São projetos grandiosos com estruturas complexas, desafiando as leis da física? São edifícios simples e cotidianos que, quando reunidos, criam o tecido urbano? Em meados do século XVIII, Laugier introduziu o conceito de cabana primitiva, uma estrutura, essencialmente uma casa, projetada e construída para atender às necessidades básicas do ser humano primitivo: abrigá-lo das intempéries da natureza. Qualquer estrutura que atenda a esses requisitos seria considerada uma arquitetura autêntica. Porém, desde então, nossas necessidades evoluíram e estão muito mais elaboradas, principalmente quando se trata de nossas casas. Elas precisam oferecer abrigo, segurança, conforto térmico e espaços amplos. As nossas casas devem ser econômicas, sustentáveis e ter acesso à Internet, entre muitos outros pré-requisitos. Então, como seria a casa ideal do ser humano contemporâneo e, portanto, a "verdadeira" arquitetura?
The Science of a Happy Home Report, relatório realizado por Resi primeiro em 2020 e novamente no pós-pandemia de 2023, procurou descobrir exatamente quais elementos as pessoas acreditavam constituir o definitivo lar feliz. Os resultados foram seis qualidades proeminentes: uma casa que é adaptável para atender às nossas necessidades em constante mudança, uma casa que nos permite conectar e construir relacionamentos, uma casa que reflete a nossa personalidade e valores, uma casa nutritiva que fornece as condições que precisamos para prosperar (ou seja, qualidade do ar), uma casa que nos ajuda a relaxar e uma casa que oferece segurança e nos faz sentir seguros. Essas necessidades, no entanto, não estão sendo atendidas na maioria dos lares do Reino Unido, e é aí que entra a Resi.
O percurso histórico da construção conta, também, a história da humanidade. Os exemplares que perduraram no tempo dizem sobre seus contextos particulares, e os resquícios que sobreviveram às intempéries e deterioração narram o desenvolvimento tecnológico humano. Nos primórdios da construção, a operação comum (e a única possível) aos humanos era utilizar matéria-prima disponível do local onde estavam inseridos. Para muitos, isso significava construir com barro.
Desde os primórdios da modernidade, a arquitetura de pavilhão sempre marcou presença ao apresentar vanguardas do campo arquitetônico. A construção destas estruturas temporárias ou semipermanentes, seja em exposições, feiras, eventos culturais ou esportivos, são uma oportunidade de apresentar novas experimentações materiais e formais. Projetados para serem montados e desmontados facilmente, utilizados muitas vezes por um limitado período, é importante pensar como diminuir o impacto ambiental sem perder seu apelo estético e inovador. E, para isso, há um material que desponta como grande aliado: a madeira.
O hospice é uma forma especializada de cuidados paliativos que busca proporcionar conforto e qualidade de vida aos pacientes que estão enfrentando doenças graves e terminais. Esses ambientes desempenham um papel crucial na jornada final do paciente, e a interação entre neurociência e arquitetura pode ser uma ferramenta poderosa para torná-los ainda mais acolhedores. Nesse tipo de lugar, a neurociência aplicada à arquitetura pode ser empregada para criar espaços que promovam o bem-estar emocional e físico dos pacientes.
Um lar não pode ser definido como uma simples edificação, catalogado por seus materiais e descrito espacialmente. Um lar é um conjunto de rituais, de rotinas, de memórias que se mesclam entre as paredes, as texturas e os cheiros do lugar. Por isso mesmo, ele não pode ser construído em um instante, requer uma dimensão temporal, uma continuidade que marca a adaptação da família e do indivíduo no espaço.
No âmbito do XXVI Congresso da Arquisur «Giros de la Arquitectura», realizado de 11 a 13 de outubro na Faculdade de Arquitetura, Design e Urbanismo da Universidade da República do Uruguai, foram apresentados os vencedores da edição de 2023 do Prêmio Arq. José Miguel Aroztegui para estudantes de Arquitetura, do Prêmio de Pesquisa Arquisur e do Prêmio de Extensão Arquisur.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138277/conheca-os-vencedores-dos-premios-arquisur-2023Clara Ott
Mais de um bilhão de bebês e crianças vivem em ambientes urbanos. Mas a forma como as cidades são planejadas não consideram as suas necessidades e nem as das pessoas responsáveis por seus cuidados. Visando apoiar tomadores de decisão e profissionais de planejamento urbano e transportes na missão de melhorar o acesso de milhares de crianças brasileiras às oportunidades urbanas, O ITDP Brasil lançou o material Acesso para bebês, crianças pequenas e pessoas cuidadoras,realizado em parceria com a Fundação Bernard van Leer.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007736/nossas-cidades-estao-atendendo-as-demandas-de-bebes-e-criancasITDP Brasil