Inteligência artificial e gestão urbana: 7 aplicações práticas

O uso da inteligência artificial (AI) se embasa na ideia de otimizar, dinamizar e ampliar o alcance das mais diversas operações. Seus sistemas são programados para identificar padrões e, com isso, tornarem-se aptos à realizar previsões e ações com velocidade e acurácia. A eficiência dos modelos depende da quantidade e qualidade dos dados, que podem ser obtidos por aplicativos, câmeras, sensores etc. No âmbito urbano, a tecnologia baseada no uso da inteligência artificial tem sido vista como forma de aperfeiçoar o gerenciamento destes territórios, sobretudo daqueles mais densos e de maior extensão.

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O uso da inteligência artificial muitas vezes está associado ao conceito de cidades inteligentes, ou smart cities. Apesar da sua definição ainda não ser unificada e estabelecida, estas cidades apresentam características comuns na teoria e prática, como o uso de estratégias de gestão, projetos e tecnologias que visam ao aumento da qualidade de vida dos cidadãos e maior eficiência nos recursos e serviços. Frequentemente, termos como big data, inteligência artificial, machine learning, internet das coisas (IoT, Internet of Things), entre outros, estão associados a essas estratégias.

Nesse contexto, inteligência artificial, melhoria dos sistemas urbanos e gestão das cidades podem estar intimamente ligados uns aos outros. Mas é preciso também que exista, associado às estratégias de uso da inteligência artificial, o estudo das verdadeiras necessidades dos habitantes das cidades e como a AI pode atuar para melhorar os aspectos apontados. O envolvimento da comunidade é necessário também para que as pessoas possam confiar no sistema e tomar as medidas necessárias para corrigir possíveis erros.

Apresentamos a seguir algumas das aplicações da inteligência artificial, em estudo e/ou já em funcionamento, para melhoria da gestão e sistemas urbanos.

Otimização do transporte público

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Tecnologia aplicada em parada de ônibus em Barcelona. Foto de GaudiLab, via Shutterstock

De robôs aptos a oferecer informações a passageiros em estações e pontos de transporte a sistemas operacionais que otimizam as redes de ônibus com quadros de horários em tempo real baseado em dados como o volume de passageiros e número de viagens diárias por linha, a inteligência artificial tem sido aplicada com frequência no sistema transporte público nas cidades. A análise das experiências dos usuários também pode ser coletada, armazenada e combinada por aplicativos baseados no uso da AI, promovendo possíveis adaptações a trajetos de usuários, utilizar transporte multimodal e ampliar a adesão à rede de transporte público.

Monitoramento da qualidade do ar 

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Sensor de qualidade do ar feito com arduino. Foto: Ana Elisa Santana/Portal EBC / Creative Commons - CC BY 3.0

Iniciativas têm criado redes de sensores capazes de captar amostras de ar, analisá-las e informar à população sua qualidade nas grandes ou pequenas cidades. Além de indicativos de poluição, pode ser feita a medição de partículas de combustível fóssil ou de queimadas conseguindo indicar em tempo real se existe queima próximo a uma floresta que represente perigo de devastação, por exemplo.

Ruas mais seguras para mulheres

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Foto via Visual Hunt / CC0 1.0 Universal (CC0 1.0) Public Domain Dedication

Por meio de aplicativos que recebem informações das próprias usuárias, a inteligência artificial pode indicar se determinada rota é considerada segura para as mulheres. As informações geralmente colhidas e disponibilizadas são relativas à presença de movimento nas ruas, policiamento, estabelecimentos comerciais, iluminação pública ou ocorrências de assédios.

Gestão de sistemas de tráfego

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Foto de bantersnaps, via Unsplash

Sistemas de tráfego baseados na AI dão às cidades o poder de aperfeiçoar o monitoramento e análise desses dados através do gerenciamento inteligente do tráfego, controle de semáforos, monitoramento de câmeras, etc. Sistemas de vídeo permitem o reconhecimento de diferentes modais de transporte, identificação de acidentes e a diferenciação entre veículos e pedestres, usando tais dados para acionar dispositivos de controle de fluxo e analisar estratégias para o futuro.

Detecção de vazamentos de água

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Foto de Holger Schué, via Pixabay

Uma das formas utilizadas para detecção de vazamentos de água é através do uso sensores de som que capturam frequências do fluxo em canos. A leitura dos dados pode ser feita por um aplicativo que analisa a gravação através de uma base de dados armazenada em nuvem, capaz de diferenciar assim sons de canos com fluxo normal e canos com vazamentos usando inteligência artificial.

Otimização da coleta e reciclagem de lixo

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Foto de Paweł Czerwiński, via Unsplash

Na coleta e seleção de resíduos, a inteligência artificial pode atuar de forma a otimizar a coleta seletiva, diminuir riscos de lesão para os funcionários e aumentar o potencial de reciclagem das cidades. Câmeras utilizadas tanto em lixeiras como no próprio processo de reciclagem conseguem, por meio da inteligência artificial, identificar os diferentes materiais e separá-los para reciclagem.

Monitoramento por vídeo

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Foto de Srh Hrbch, via Unsplash

Reconhecimento facial e de padrões comportamentais, interligados aos órgãos responsáveis pela segurança nas cidades têm sido utilizados como estratégia para diminuir a violência. Além disso, sistemas de monitoramento podem permitir a contagem de números de pessoas em determinados eventos, com base na identificação de indivíduos pela inteligência artificial.

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Sobre este autor
Cita: Susanna Moreira. "Inteligência artificial e gestão urbana: 7 aplicações práticas" 20 Abr 2020. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/937777/como-a-inteligencia-artificial-pode-ser-aplicada-aos-sistemas-urbanos-e-a-sua-gestao> ISSN 0719-8906

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