
A estufa é uma tipologia arquitetônica comum, presença constante em diversas cidades, projetada para proteger as plantas das intempéries — seja do calor ou do frio excessivo — ou para prolongar o período de cultivo agrícola. Evidências da existência de estufas sob alguma forma remontam à década de 1450, durante a dinastia Joseon da Coreia, mas foi no século XVIII que a estufa se consolidou como uma tipologia arquitetônica específica. Com os avanços na fabricação do vidro, surgiram as estruturas de grandes vãos e amplamente transparentes que conhecemos hoje. No entanto, sob a intrincada serralheria dessas estruturas metálicas, escondem-se narrativas mais profundas — histórias de dominação, riqueza ilegítima e resistência.
O programa das grandes estufas públicas do mundo ocidental era bastante padronizado: uma organização geral em planta livre que facilitava a reorganização direta das coleções de plantas. Previa-se também a divisão do interior em diferentes zonas para acomodar espécies com necessidades térmicas distintas. Já o acabamento externo era frequentemente ornamental, uma vez que a estufa era concebida como um espaço de atração para o público geral.










