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Mapeando a Improvisação: O Papel da Chamada e Resposta no Planejamento Urbano

Mapeando a Improvisação: O Papel da Chamada e Resposta no Planejamento Urbano - Imagem 1 de 9
Congo Square, E.W. Kemble. Imagem

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Nova Orleans foi projetada em 1721 a partir de uma malha cartesiana. Você a conhece como o famoso French Quarter ou Vieux Carré. Essas malhas ortogonais recebem esse nome em referência ao sistema de coordenadas cartesianas que aprendemos nas aulas de álgebra ou geometria, com eixos perpendiculares X e Y, usados para medir unidades de distância em um plano. Fruto da mente de René Descartes (1596–1650), essas malhas refletem seu racionalismo: a visão de que a razão, e não a experiência empírica ou corporal, é a única fonte e o critério seguro do conhecimento. William Penn utilizou uma malha semelhante em 1682 ao promover a Filadélfia como um paraíso urbano onde a indústria prosperaria em meio à natureza selvagem recém-ocupada. E assim como as construções colossais da arquitetura racionalista italiana (ou seja, fascista) expressam o controle autoritário, as malhas cartesianas também transmitem, implicitamente, a mesma mensagem: Alguém está no comando aqui. Está tudo sob controle. Confiem em nós.

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Sobre este autor
Cita: Fertel, Randy. "Mapeando a Improvisação: O Papel da Chamada e Resposta no Planejamento Urbano" [Mapping Improvisation: The Role of Call and Response in Urban Planning] 14 Jan 2022. ArchDaily em Português. (Trad. Andreea Cutieru) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1135371/mapeando-a-improvisacao-o-papel-da-chamada-e-resposta-no-planejamento-urbano> ISSN 0719-8906

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