
Seja em um quarto nos fundos de uma casa no subúrbio de Milwaukee ou em um nicho adaptado como escritório em um loft sofisticado de Nova York, as evidências de que o trabalho remoto funciona estão por toda parte. Entre uma videoconferência e outra, pais e mães acompanham seus/suas filhos/as em idade escolar, profissionais de gerência de marketing encaixam uma aula de ioga on-line e profissionais de design aproveitam para lavar uma rápida leva de roupas. E, ao mesmo tempo em que cuidamos dessas responsabilidades domésticas, também projetamos novos produtos e espaços, realizamos auditorias financeiras e fazemos apresentações de vendas por vídeo. Superficialmente, o trabalho remoto está, de fato, funcionando.
Contudo, algo está faltando. Embora o trabalho esteja sendo entregue e as reuniões de vendas por vídeo tragam novas fontes de receita, ansiamos silenciosamente pela colaboração e pela interação física que nos tornam humanos. Esses elementos de design do espaço de trabalho são vitais para o convívio diário no escritório, e nenhuma quantidade de chamadas de vídeo ou happy hours virtuais pode substituir o que Stephen Coulston, diretor na Perkins and Will, chama de “fator de 'esbarrabilidade'”.

