
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver — quase como se tivesse olhos? Durante a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Urban Interactions" (Interações Urbanas), o ArchDaily colabora com a curadoria da seção "Eyes of the City" (Olhos da Cidade) da Bienal para estimular um debate sobre como as novas tecnologias — e a Inteligência Artificial em particular — podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aqui você encontra todas as informações sobre a seção “Eyes of the City”, que tem curadoria de Carlo Ratti, do Politecnico di Torino e da SCUT — incluindo exposições, eventos e desenhos técnicos dos projetos.
Há alguns anos, um tema central no debate europeu vem catalisando a atenção de economistas, sociólogos/as, tecnólogos/as, formuladores/as de políticas públicas e sindicalistas: a Indústria 4.0. Estabelecido na Alemanha em 2012 e discutido inicialmente sob uma perspectiva quase exclusivamente tecnológica, o tema tomou conta da agenda política das principais economias europeias, estimulando políticas industriais e apoio estatal, mas também provocando debates acalorados sobre o futuro do trabalho e sobre a nova relação entre fábrica e sociedade.
Tive a sorte de começar a acompanhar de perto essa transformação em empresas italianas, mesmo em tempos "insuspeitos" (antes do lançamento do "Plano Nacional Indústria 4.0" na Itália), em 2014, com as primeiras pesquisas sobre grandes empresas com plantas de produção na Itália [1] e, posteriormente, entre 2017 e 2018, com pesquisas dedicadas ao tecido industrial mais tipicamente italiano, as PMEs do selo "Made in Italy" [2].
