
Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Em meados dos anos 1990, quando eu era editor na Progressive Architecture, o júri do programa de premiação da revista concedeu um Prêmio de Desenho Urbano à Peterson Littenberg Architects pelo plano que o pequeno escritório nova-iorquino havia desenvolvido para a então estagnada Lower Manhattan.
Na época, o extremo sul de Manhattan figurava como o terceiro maior distrito comercial central dos Estados Unidos. A densa área de uma milha quadrada abrigava uma série de edifícios veneráveis, entre eles a Bolsa de Valores de Nova York, a antiga sede do J.P. Morgan e o imponente Federal Reserve Bank of New York, de estilo neorrenascentista. Embora a grande maioria dos estadunidenses visse o distrito como um poderoso centro financeiro, quem acompanhava a dinâmica local de perto enxergava ali um lugar com perspectivas sombrias. Mais de um quarto de seu espaço comercial estava vago. As empresas estavam trocando Lower Manhattan por Midtown e outras localizações mais distantes. Muitos dos edifícios de escritórios eram considerados obsoletos.
