Philip Langdon

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Como a casa de estrutura de madeira se tornou a construção mais familiar dos Estados Unidos

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge

Há quatro anos, o vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando converteu de forma espetacular um edifício residencial da década de 1920 no bairro de Lincoln Park, em Chicago, em espaços expositivos para uma galeria batizada — em referência ao seu endereço — de Wrightwood 659. Atualmente, a galeria apresenta uma engenhosa exposição sobre a construção em wood-frame, o método pelo qual mais de 90% das casas nos EUA são construídas. 

Raramente o wood-frame foi tema de uma exposição de arquitetura. É um assunto corriqueiro demais — ou pelo menos parecia ser, até que a dupla de docentes da Universidade de Illinois em Chicago, Paul Andersen e Paul Preissner, idealizasse a exposição American Framing para o Pavilhão dos EUA na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2021. Um ano depois de Veneza, a badalada exposição faz sua estreia em solo americano na Wrightwood 659.

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Desenho Urbano em Tempos de Antiespaço

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Em meados dos anos 1990, quando eu era editor na Progressive Architecture, o júri do programa de premiação da revista concedeu um Prêmio de Desenho Urbano à Peterson Littenberg Architects pelo plano que o pequeno escritório nova-iorquino havia desenvolvido para a então estagnada Lower Manhattan.

Na época, o extremo sul de Manhattan figurava como o terceiro maior distrito comercial central dos Estados Unidos. A densa área de uma milha quadrada abrigava uma série de edifícios veneráveis, entre eles a Bolsa de Valores de Nova York, a antiga sede do J.P. Morgan e o imponente Federal Reserve Bank of New York, de estilo neorrenascentista. Embora a grande maioria dos estadunidenses visse o distrito como um poderoso centro financeiro, quem acompanhava a dinâmica local de perto enxergava ali um lugar com perspectivas sombrias. Mais de um quarto de seu espaço comercial estava vago. As empresas estavam trocando Lower Manhattan por Midtown e outras localizações mais distantes. Muitos dos edifícios de escritórios eram considerados obsoletos. 

A situação precária do comércio de bairro

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Poucos negócios nos Estados Unidos são vistos com tanto carinho quanto os pequenos comércios de bairro. Há uma sensação de que "está tudo bem com o mundo" nas lojas geridas pelos próprios proprietários que atendem às necessidades diárias de uma vizinhança e que, por meio de repetidas trocas presenciais, ajudam as pessoas a se sentirem parte de uma comunidade de apoio mútuo. No entanto, há muito tempo esses estabelecimentos familiares enfrentam grandes dificuldades. Na metade de século após 1950, a popularização dos automóveis deslocou grande parte do comércio varejista dos EUA para centros comerciais de beira de estrada, inacessíveis a pedestres, reduzindo drasticamente o número de comércios locais. Nas últimas duas décadas, a expansão da internet intensificou a pressão sobre o varejo físico, uma situação agravada pela pandemia.