
O modelo convencional de cidade estabelece limites muito claros e concretos entre o público e o privado. Nele, o que se define como “urbano” sempre correspondeu ao ambiente público, ao passo que o “doméstico” definia as fronteiras do privado. No entanto, as sociedades não são imunes à mudança e à evolução, e o mesmo se aplica ao urbanismo. Esses conceitos tradicionais do urbano e do doméstico estão se tornando obsoletos, transformando-se em concepções ampliadas e mais atualizadas. É precisamente em torno desse limite difuso, entre o que parece urbano e o que parece doméstico, que se constrói a nova esfera do público.
Este é o leitmotiv da intervenção ‘Dom Project’: estabelecer um gradiente de espaços onde o urbano e o doméstico não sejam delimitados de forma tão clara, mas sim colonizem-se mutuamente, fazendo emergir certos usos e programas públicos dentro do ‘Bloco de Habitações’. O projeto foi apresentado no Concurso Internacional de Arquitetura ‘Open International Competition for Alternative Layout Designs in Standard Housing’, organizado pelo Ministério da Construção, Indústria, Habitação e Infraestrutura da Rússia juntamente com a Unified Development Institution in the Housing Sector e o escritório Strelka KB, obtendo o segundo lugar.














