Apesar de estarem entre as formas estruturais mais antigas da arquitetura, as cúpulas continuam a oferecer possibilidades para criar grandes espaços livres de pilares e trabalhar com geometrias circulares ou de formas livres, indo além das tipologias edilícias retangulares convencionais. Sua evolução esteve estreitamente ligada a mudanças nos materiais, nos métodos construtivos e nas ferramentas de projeto. Hoje, as plataformas digitais agregam uma nova camada a esse processo, permitindo que decisões tradicionalmente tomadas em etapas mais avançadas do projeto sejam exploradas muito antes.
Durante anos, os avanços na visualização arquitetônica foram medidos pela qualidade da imagem. Iluminação fisicamente precisa, sistemas de materiais sofisticados e renderização em tempo real transformaram o fotorrealismo em um padrão do setor. No entanto, a prática da arquitetura tem evoluído em uma direção diferente.
Hoje, a colaboração de clientes, consultorias, profissionais de engenharia e equipes de projeto ocorre de forma cada vez mais precoce e frequente ao longo do processo de projeto. As revisões de projeto não servem mais apenas para apresentar decisões tomadas; elas se tornam, cada vez mais, parte de como essas decisões são construídas.
"Mapear o Novo Mundo" é o lema do Projeto PLATEAU, liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT), para desenvolver e expandir o acesso a modelos 3D que representam a diversidade das cidades de todo o país. O Japão é composto por um total de 744 cidades, incluindo 14 com populações que superam um milhão de habitantes, 190 com população entre 100 mil e um milhão, e 540 com populações entre 10 mil e 100 mil habitantes. Até o momento, modelos 3D de mais de 250 cidades foram disponibilizados como dados abertos por meio do Centro de Informações G-Espaciais público do país, podendo também ser acessados através de um visualizador online no navegador. Segundo as autoridades públicas, o projeto visa fortalecer a resiliência urbana ao fornecer à sociedade novas ferramentas para enfrentar desafios locais. Isso envolve não apenas a modelagem do espaço urbano, mas também a colaboração com governos locais, empresas privadas e comunidades de tecnologia. O projeto inclui ainda uma reconstrução digital do local da recém-encerrada Expo Mundial de Osaka.
Liam Young é um arquiteto, designer de produto e diretor que atua na área entre design, ficção e futuro. Young é especialista em projetar ambientes para a indústria cinematográfica e televisiva, com base na crença de que criar mundos imaginários permite nos conectar emocionalmente às ideias e desafios do nosso futuro.
Após os séculos de colonização, globalização e extração econômica e expansionismo sem fim, os humanos reconstruíram o mundo da célula até a placa tectônica. Young sugere em um TED Talk: “E se revertêssemos radicalmente essa expansão planetária? E se nós, como humanos, chegássemos a um consenso global para nos retirarmos de nossa vasta rede de cidades e cadeias de suprimentos emaranhadas para uma metrópole hiperdensa que abriga toda a população da Terra?"
Muitas vezes, as escadas representam um ponto de interesse de um projeto de arquitetura. A habilidade de criar algo que nos move de um nível para outro, para cima e para baixo, é algo tão simples e familiar ao mesmo tempo que com um pequeno ajuste pode tornar a experiência de subir ou descer em algo tão único. Nossa obsessão por escadas e o nível de ilusão que elas criam na arquitetura talvez decorra da maneira como elas são capazes de distorcer a ótica e a percepção do espaço. Entendemos que elas nos transportam em uma direção ou outra, mas as escadas podem ser circulares? É possível subir e descer para sempre?
Vencedor na categorial "Renderização em tempo real - Escolha do júri". EXIT por Çeren Arslen
O Prêmio de Visualização de Arquitetura do ArchDaily 2022 acaba de selecionar os vencedores de sua segunda edição. Das visualizações enviadas de todo o mundo, foram escolhidas 8 imagens vencedoras, duas para cada uma das categorias — Exterior, Interior, Conceitual e Renderização em Tempo Real
A primeira etapa do Prêmio de Visualização de Arquitetura chegou ao fim. 40 finalistas, 10 em cada categoria: Exterior, Interior, Conceitual e Renderização em Tempo Real foram selecionados pelo júri oficial do ArchDaily.
O icônico desenho do Mausoléu para Newton, uma ilustração monocromática de Etienne-Louis Boullée; os desenhos experimentais de Lebbeus Woods, com cenas urbanas que evocam um futuro distante; ou os conhecidos desenhos da utópica Ville Radieuse de Le Corbusier. O desenho, assim como outras formas de representar arquitetura, sempre foram um meio útil para contemplar ideias arquitetônicas sobre o futuro. É fascinante olhar para esses desenhos futuristas feitos no passado.
El poder de la Data - Render interior conceptual. . Image Cortesia de Online Lab of Architecture (OLA)
Das NFTs ao metaverso e as vantagens da renderização em tempo real, este é um momento oportuno para discutir as últimas tendências na área das visualizações arquitetônicas.
Nesse sentido, queremos abrir o debate e conhecer sua opinião sobre o tema. O que podemos aprender com outras indústrias relacionadas, como o cinema, os videogames e o design industrial? Como a arquitetura pode contribuir e avançar no mundo das visualizações?
Desenhos e visualizações são arquitetura por si só. Como meios de reconsiderar o que vemos ou o que poderia ser, os estilos de desenho são tão diversos quanto os meios pelos quais são produzidos. Para os desenhos transparentes, a observação e a imaginação andam de mãos dadas. Não só este estilo único requer um exame crítico, mas também a capacidade de conceituar novas possibilidades.
As visualizações arquitetônicas atingiram níveis inimagináveis, tornando-se uma grande fonte de inspiração e parte fundamental do processo de projeto em arquitetura. Por isso, temos o orgulho de anunciar a segunda edição do Prêmio de Visualização Arquitetônica do ArchDaily, no qual premiaremos o melhor do ano.
El poder de la Data - Mirador. Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
O Poder dos Dados (originalmente "El poder de la Data") é uma exposição criada em um edifício virtual, concebido por geometrias tridimensionais baseadas em vários algoritmos de inteligência artificial. O projeto foi criado pela equipe de arquitetos pesquisadores da OLA (Online Lab of Architecture) formada por Jennifer Durand (Peru), Daniel Escobar (Colômbia), Claudia Garcia (Espanha), Giovanna Pillaca (Peru) e Jose Luis Vintimilla (Equador).
El poder de la Data - Render interior conceptual. . Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
Dos NFTs e do Metaverso às vantagens produtivas da renderização em tempo real, este ano representa uma excelente oportunidade para discutir as últimas tendências no campo das visualizações.
Nesse sentido, queremos abrir o debate e conhecer suas respostas para as seguintes perguntas: Quanto podemos aprender com outras indústrias correlatas, como o cinema, os videogames e o design industrial? Como a arquitetura pode contribuir e avançar no mundo das visualizações?
As visualizações arquitetônicas atingiram níveis de qualidade impressionantes, tornando-se uma grande fonte de inspiração e parte fundamental do processo de projeto. Assim, temos o orgulho de apresentar a segunda edição do Prêmio de Visualização de Arquitetura do ArchDaily, que reconhecerá as melhores representações do ano.
Mais de 60 anos após sua morte, a história de Frank Lloyd Wright permanece relevante e intensamente estudada devido ao grande legado que ele deixou à arquitetura. Considerado o primeiro arquiteto verdadeiramente estadunidense e a primeira "estrela" de seu ofício, Wright continua vivo através de seus edifícios, sua influência e sua presença na imaginação dos arquitetos. Surpreendentemente, contudo, mais da metade dos 1.171 projetos de Wright nunca foram construídos.
Em 1792, o presidente dos Estados Unidos da época, George Washington, organizou um concurso para projetar a casa presidencial. A proposta do arquiteto James Hoban foi a vencedora, uma mansão neoclássica que hoje conhecemos como Casa Branca, ficando gravada no imaginário coletivo dos Estados Unidos.
Com renderizações cada vez melhores se tornando onipresentes, alunos e arquitetos sentem a pressão de dominar um conjunto adicional de habilidades para transmitir suas ideias. Até que ponto as renderizações ajudam ou atrapalham um portfólio ou um projeto? Qual a importância dessas imagens no processo de projeto? As renderizações informam sobre um determinado conjunto de habilidades além das relacionadas aos softwares? Este artigo explora diferentes perspectivas sobre o papel das renderizações na profissão.