O Eames Office está celebrando às suas oito décadas de história com uma exposição retrospectiva sobre a vida e obra de Charles e Ray Eames na Design Gallery Isetan The Space em Tóquio. Exibindo desde itens clássicos, passando por projetos nunca realizados, protótipos e modelos em escala, até novos projetos desenvolvidos em parceria com a Herman Miller, Vitra, Ravensburger e Reebok, a exposição intitulada The 80 Years of Design procura ressaltar o trabalho prolífico e diverso desenvolvido pelo Eames Office ao longo dos seus oitenta anos de história, destacando o legado da obra de Charles e Ray Eames no design contemporâneo.
O escritório japonês Kengo Kuma & Associates divulgou imagens do projeto para o Museu de Literatura Infantil Eiko Kadono, um espaço cultural onde os jovens poderão experimentar o mundo imaginário do aclamado autor de livros infantis japoneses Eiko Kadono. Localizado às margens do rio Edogawa e dentro Parque Nagisa, em Tóquio, o projeto apresenta uma série de volumes que seguem a curva da encosta onde se localizam e uma cobertura saliente que se prolonga em direção à paisagem.
Serpentine Gallery Pavilion. Imagem Cortesia de Toyo Ito & Associates, Architects
Analisando a obra construída do arquiteto japonês Toyo Ito (n. 1941)— particularmente alguns de seus projetos mais impressionantes como a Mediateca de Sendai (1995-2001), a Serpentine Gallery de Londres (construída em 2002 em colaboração com Cecil Balmond), o Edifício TOD Omotesando (Tóquio, 2004), a Biblioteca da Universidade de Arte de Tama (Tóquio, 2007) e a Taichung Metropolitan Opera House (2009-16)—é possível observar um altíssimo grau de inovação em suas estruturas e nas organizações espaciais não hierárquicas de seus edifícios. Embora todas esses projetos pareçam ser bastante diferentes entre si, há algo que os une—que é o compromisso do arquiteto em romper com os limites entre o interior e o exterior, dissipando barreiras físicas e integrando seus programas através de um espaço contínuo e fluido. Neste sentido, é possível perceber que o arquiteto, vencedor do Prêmio Pritzker de 2013, busca não apenas construir edifícios, mas explorar e desenvolver continuamente um sistema de espaços integrados em sua arquitetura. Dito isso, é de se imaginar que enquanto ele permaneça sentado em sua prancheta, estaremos sempre a descobrir novos desdobramentos de uma obra em constante processo de evolução.
Acompanhando os Jogos Olímpicos em andamento, o Pavilhão Tóquio 2021 convidou arquitetos e artistas japoneses, incluindo Kazuyo Sejima, Sou Fujimoto, Junya Ishigami e Yayoi Kusama, para imaginar nove estruturas temporárias a serem instaladas em diversos locais ao redor do Estádio Nacional, projetado por Kengo Kuma. A iniciativa mostra intervenções experimentais na paisagem urbana que ilustram uma visão lúdica do espaço público. Também participam do projeto Terunobu Fujimori, Akihisa Hirata, Teppei Fujiwara, além dos artistas Makoto Aida e Daito Manabe + Rhizomatiks.
A cidade neozelandesa de Auckland lidera a classificação geral na pesquisa anual das melhores cidades para se viver da Economist Intelligence Unit (EIU). Listando 140 cidades, as quais foram avaliadas segundo cinco diferentes categorias, incluindo estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, a edição da EIU deste ano foi totalmente influenciada pela pandemia de COVID-19. Austrália, Japão e Nova Zelândia assumiram as primeiras posições, disparadas na frente de outras cidades e países que costumam figurar entre as melhores colocadas do ranking.
O destino de um dos exemplos mais icônicos da arquitetura metabolista, a Nakagin Capsule Tower de Kisho Kurokawa, pode ter tido selado, encaminhando-a à demolição. O edifício foi vendido pela associação responsável pela gestão do condomínio, segundo informações publicadas pelo jornal Japan Forward. A demolição da Torre tem sido intensamente especulada nos últimos anos devido ao estado precário da estrutura e incompatibilidade com os atuais padrões estruturais para resistir a terremotos.
De acordo com o último relatório das Nações Unidas sobre as populações nas cidades, até 2030, “projeta-se que as áreas urbanas abriguem 60% da população global e uma em cada três pessoas viverá em cidades com pelo menos meio milhão de habitantes”. Crescendo em tamanho e número, as cidades são centros de governo, comércio e transporte e, em 2021, as 20 maiores cidades do mundo já totalizam meio bilhão de pessoas. Com efeito, uma a cada cinco pessoas em todo o mundo vive em uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes.
A seguir, reunimos as 20 maiores megacidades do mundo em 2021, de acordo com o número de pessoas que vivem em sua área metropolitana. Embora Tóquio seja a maior cidade em nível global, com um total de mais de 37 milhões de habitantes, a maioria das maiores cidades do mundo está nos dois países mais populosos, China e Índia. Entre elas, temos cinco metrópoles na China – Xangai, Pequim, Chongqing, Tianjin e Guangzhou – e três na Índia – Delhi, Mumbai e Calcutá. A maior cidade do continente americano é São Paulo, com 22 milhões de habitantes, seguida pela Cidade do México e Buenos Aires, na Argentina. Istambul, na Turquia, ocupa a 13ª posição com uma parte da cidade situada na Europa e outra parte na Ásia.
O escritório japonês Sou Fujimoto Architects divulgou sua proposta para o arranha-céu mais alto do Japão, a Torch Tower em Tóquio. Desenvolvido em colaboração com a Mitsubishi Estate Company e a Mitsubishi Jisho Sekkei, o projeto eleva-se 390 metros acima do solo e tem conclusão prevista para 2027.