
Muito provavelmente, cada pessoa tem seu próprio ritual ao entrar em uma piscina. Há os que mergulham sem hesitar, os que começam pelas pontas dos pés, os que nadam por esporte e os que submergem por puro prazer. Individual ou compartilhada, intensa ou contemplativa, toda experiência com a água acontece dentro de um ambiente cuidadosamente construído para recebê-la.
Arquitetura e água pertencem a naturezas opostas. Enquanto uma delimita e contém, a outra insiste em se espalhar, e é dessa tensão entre o sólido e o líquido que surgem os centros aquáticos. Nesses edifícios, a presença da água transforma tudo ao seu redor. A luz se fragmenta em reflexos instáveis, os sons adquirem uma reverberação particular, a temperatura e a umidade passam a definir a atmosfera dos espaços, enquanto materiais e sistemas construtivos são permanentemente postos à prova. Mas sua singularidade não é apenas técnica.















