
Curso de Arquitetura e Urbanismo do UNIESP promove a SAAU’20, Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo.

Curso de Arquitetura e Urbanismo do UNIESP promove a SAAU’20, Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo.

Até 2025, a Frost and Sullivan, uma empresa de pesquisa de mercado, previu que haverá pelo menos 26 grandes cidades inteligentes em todo o mundo. Enquanto alguns ainda pensam que, à medida que nossas cidades se tornam mais inteligentes, elas se parecerão com filmes futuristas de ficção científica, a realidade é que a qualidade de vida nessas cidades melhorará drasticamente. As cidades estão definidas para se tornarem mais eficientes com melhores serviços. No entanto, antes de atingir esses ideais, vamos voltar ao processo em si e avaliar os desafios que poderemos enfrentar.
Como o conceito de cidades inteligentes ainda é muito novo, com raros projetos finalizados e implementados, o tópico ainda não está claro. Embora grandes títulos e estratégias estejam bem definidos, a aplicação no terreno ainda é incerta, dando-nos a oportunidade de questionar seu processo de planejamento. De fato, como podemos errar ao projetar cidades inteligentes? Que elemento chave estamos deixando de abordar na fase de planejamento?

A história do concreto remonta à Roma Antiga, há aproximadamente 2000 anos atrás. A mistura de pedra calcária, cinza vulcânica e água do mar, conhecida como “Concreto Romano”, possibilitou a construção de aquedutos, estradas e templos, muitos deles ainda de pé. Algum tempo atrás descobriu-se que essa mistura original forma um mineral chamado tobermorita aluminosa, que se torna mais forte com o passar do tempo.

Nossas cidades, vulneráveis por natureza e desenho, geraram o maior desafio que a humanidade precisa enfrentar. Com a expectativa de que a grande maioria da população se estabeleça em aglomerações urbanas, a rápida urbanização levantará a questão da adaptabilidade à futuras transformações sociais, ambientais, tecnológicas e econômicas.
De fato, a principal problemática da década questiona como nossas cidades irão lidar com fatores que mudam rapidamente. Ela também analisa os aspectos mais importantes a serem considerados para garantir o crescimento a longo prazo. Neste artigo, destacamos os principais pontos que ajudam a proteger nossas cidades no futuro criando um tecido habitável, inclusivo e competitivo que se adapta a qualquer transformação futura inesperada.

A crise climática global não está apenas nos forçando a repensar os projetos arquitetônicos e a maneira como vivemos, mas também os materiais e produtos que a moldam, desde sua fabricação e suas origens. Nesse sentido, a madeira se tornou uma alternativa eficiente ao aço e concreto - materiais de alto nível de carbono incorporados - emergindo inovações interessantes que poderiam continuar a aprimorar seu uso massivo.
Inspirados na eficiência da natureza, a Strong By Form desenvolveu o Woodflow, uma tecnologia que permite a geração de peças de madeira de alto desempenho estrutural ", combinando a otimização de sua forma, a orientação de suas fibras em relação à direção dos esforços, e variando sua densidade para resistir a uma melhor compressão ou tração", conforme explicado por seus criadores. Além disso, todos esses produtos são desenvolvidos em um processo controlado por meio de software paramétrico, integrado às plataformas BIM e aos sistemas de fabricação CNC.
Conversamos com Jorge Christie, CTO da Strong By Form, para aprofundar essa nova tecnologia.

Embora a tecnologia e a construção tenham progredido rapidamente nos últimos anos, permitindo que as estruturas sejam construídas mais altas e mais rápidas do que nunca, os remanescentes dos colossais monumentos antigos lembram-nos que as técnicas construtivas de centenas de anos atrás possuíam um mérito enorme. De fato, muitas das inovações da antiguidade servem como fundamentos para construções modernas, com a invenção romana do concreto servindo como um exemplo persuasivo. Outras técnicas essenciais de construção antiga, como o arco e a cúpula, agora são abordadas como florescimentos estilísticos, com projetos como o Met Opera House reinterpretando tipologias clássicas em um contexto moderno. No entanto, talvez as reinterpretações mais relevantes da construção antiga hoje sejam as que o fazem no interesse da sustentabilidade, renunciando aos métodos modernos de construção de alta energia em favor de técnicas mais antigas e naturais.

O MVRDV acaba de divulgar imagens de sua proposta para o concurso da nova sede da Tencent, localizado na Baía de Qianhai, Shenzhen, China. Destacando o potencial ecológico da tecnologia das smart cities, o projeto prevê um distrito urbano completo, incluindo escritórios, residências para funcionários da Tencent, unidades comerciais, instalações públicas, escolas e um centro de conferências.

A ONU-habitat ou a agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da urbanização rápida, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do design urbano, a fim de incentivar a participação ativa, especialmente de crianças, mulheres e indivíduos carentes.

Estar atualizado com as novas tecnologias, entender quais as melhores soluções e detalhes para determinados projetos, ter o conhecimento de quais produtos há no mercado e o que está por vir nos próximos anos. Temos observado que esses temas despertam grande interesse em arquitetos, estudantes e os amantes de arquitetura que entram no site todos os dias. 2019 foi o ano em que o ArchDaily começou a focar mais fortemente na parte de Materials, que abrange produtos, técnicas construtivas e materiais em geral. Com o ano chegando ao fim, selecionamos os artigos da seção mais vistos em cada mês, para tentar entender o que os une e o que devemos continuar investindo nos próximos anos. Veja mais a seguir!
Muito se falou sobre como a automação afetará a maneira como fazemos a arquitetura e qual será nosso papel quando as tecnologias alcançarem nossas próprias mesas de trabalho. Nos últimos anos, vimos como a robótica e a tecnologia avançada vem ganhando espaço nos processos de construção e fabricação. No entanto, novas ferramentas estão surgindo que prometem automatizar o próprio processo projetual. Isso poderia permitir configurar de forma rápida e fácil os espaços de convivência e suas dimensões nos estágios iniciais do projeto, usando simulações e inteligência artificial.
Será este o futuro do projeto arquitetônico? Conversamos com Jesper Wallgren, arquiteto e fundador da Finch 3D, para entender melhor essa ferramenta e seu possível escopo.

A ser inaugurada no próximo mês dezembro, a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen (UABB), está sendo co-organizada pelas cidades de Shenzhen e Hong Kong. Sobre o mote “Urban Interactions”, a Bienal de Shenzhen de 2019 será a primeira a utilizar tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial em suas exposições dedicadas, convidando a comunidade internacional de arquitetos a refletir sobre o impacto das tecnologias digitais no ambiente construído.

O Seminário Internacional “ARCHINEXUS” - Nexos e Fluxos em Arquitetura e Urbanismo do CAU/SP e CAU/BR acontece na capital paulista, nos dias 28, 29 e 30 de novembro e 01 de dezembro de 2019, no Hotel Novotel São Paulo Jaraguá.

A automação está rapidamente se tornando uma parte do cotidiano e das carreiras de muitas pessoas, uma tendência que de maneira alguma escapou à indústria da construção. Embora essa tecnologia cada vez mais difundida seja considerada um sintoma do século XXI contemporâneo,a tecnologia de construção automatizada pode ter uma história que remonta à década de 1960. Essa tecnologia, o robô de alvenaria, transformou-se dramaticamente desde sua realização limitada há mais de 50 anos, fragmentando-se em variações mais novas e tecnologicamente avançadas atualmente.

Serão os arquitetos substituídos pela inteligência artificial num futuro próximo? O artista Sebastián Errázuriz, de Nova Iorque, publicou um vídeo em seu Instagram que abre a discussão.
Errázuriz, conhecido, dentre outros trabalhos, por sua proposta crítica para a reconstrução da Catedral de Notre Dame, afirma que, muito provavelmente, a profissão tal qual a conhecemos desapareça em breve. Devido aos avanços tecnológicos, apenas uma restrita elite profissional que desempenha a arquitetura como uma prática artística continuará a trabalhar do modo como estamos habituados hoje.
Assista ao vídeo, a seguir (em inglês).

Fabricação aditiva (AM) é o termo usado para identificar os processos de fabricação comumente executados pela impressão 3D, por meio do processamento em camadas. Além de evitar a geração de resíduos - trabalhando com geometrias precisas e usando a quantidade exata de material - esses processos controlados podem ser muito mais rápidos que os processos tradicionais, pois não exigem instrumentos ou outras ferramentas.
A fabricação aditiva é feita com base em um modelo digital, em um fluxo que começa em um desenho CAD ou na digitalização tridimensional e, em seguida, converte essa forma em um objeto dividido em seções, permitindo a impressão. Seu uso se estendeu do desenho industrial à réplica de objetos arqueológicos, passando pela fabricação de órgãos e tecidos humanos artificiais, entre muitos outros usos.

À medida que a industria da construção civil evolui, novas tecnologias estão moldando a forma como projetamos e construímos nossos edifícios. Estas inovação são produto de idéias compartilhadas e da convergência de novas tecnologias de construção, abrindo um mar de novas possibilidades para a industria da arquitetura e construção. Desde a escala atômica e a criação de novos materiais inteligentes até a construção de casas pré-montadas concebidas para a colonização de outros planetas, o novo movimento chamado de “BuildTech” está transformando todos os setores da industria da construção civil. Como resultado disso, novas formas de se projetar estão sendo disseminadas interferindo decisivamente na maneira como desenhamos e construímos nossos edifícios e cidades.

A construção civil é uma industria que evolui constantemente e de acordo com o seu tempo e as tecnologias disponíveis. Por outro lado, existem coisas que não mudam nunca, ou melhor, que ainda não mudaram. Mas como seria um canteiro de obras sem nenhum ser humano, por exemplo? Esta é uma indagação recentemente levantada pela multinacional britânica do ramo da construção civil, Balfour Beatty, a qual eles procuram responder em um artigo publicado no seu site intitulado “Innovation 2050 - Um futuro digital para o setor da construção civil.” Esta espécie de relatório, publicado pela Balfour Beatty, passou a ser um ponto de referência para avaliar como a industria da construção civil, e a arquitetura em si, estão caminhando em direção à robotização dos canteiros de obras ao redor do mundo.

Inteligência artificial (IA), machine learning e design generativo já estão moldando a arquitetura como a conhecemos. Como sistemas e ferramentas para reimaginar o ambiente construído, eles apresentam diversas oportunidades para repensar os fluxos de trabalho tradicionais. No entanto, os arquitetos também temem que eles possam afetar inversamente a prática, limitando os serviços da profissão. Olhando para as tecnologias de construção, novas empresas estão criando softwares e projetos para explorar o futuro dos projetos arquitetônicos.