Dois jovens curitibanos desenvolveram uma inovação tecnológica que traria tranquilidade a muitos brasileiros: o sonho da usina elétrica própria. Conforme apurou a Tribuna do Paraná, os engenheiros mecânicos Felipe Wotecoski, 31, e Juliano Rataiczyk, 30, desenvolveram um equipamento capaz de gerar energia no quintal de casa com impacto reduzido ao meio ambiente.
Com o tamanho similar ao de um fogão de quatro bocas, a microusina é capaz de gerar até 720 Kilowatts/hora por mês, energia suficiente para abastecer de três a quatro residências e ainda devolver um pouco de energia à rede elétrica. A economia, com essa quantidade de energia, é de aproximadamente R$ 500 mensais com a conta de luz, de acordo com os engenheiros.
À medida que a demanda por um estilo de vida sustentável aumenta, as cidades estão tentando encontrar estratégias para criar comunidades ecologicamente coerentes. De projetos passivos a materiais reciclados, os arquitetos estão voltando sua atenção para as mudanças climáticas e tentando encontrar soluções através da arquitetura e do design.
A Zero Emission Neighborhood é uma ideia de comunidade proposta por Architecture for Humans na cidade de Pristina, Kosovo. O conceito garante a sustentabilidade ideal para toda a comunidade através de edifícios de “emissão zero”, estratégias de design passivo, sistemas solares ativos e equipamentos energeticamente eficientes.
Investir e incentivar modos ativos de transporte beneficia a saúde e a segurança da população. Foto: Priscila Pacheco/WRI Brasil
A ameaça das mudanças climáticas é um fator que se soma aos múltiplos desafios de um mundo cada vez mais urbano. Além da necessidade das cidades se estabelecerem como organismos prósperos e sustentáveis, as alterações no clima ainda colocam em risco a saúde da população e a economia local e irão acarretar problemas difíceis até de imaginar. A ação climática encontra sua origem nas cidades, espaços que irão determinar o futuro do planeta.
O conceito de desenvolvimento de baixo carbono, ou low-carbon, remete à forma de planejar o desenvolvimento urbano com menores taxas de emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa (GEE). Ao se debruçar sobre 700 estudos, um time de pesquisadores da Universidade de Leeds, em parceria com a Coalition for Urban Transitions, concluiu que medidas de baixo carbono podem ajudar a alcançar diversas prioridades do desenvolvimento urbano, como criação de empregos, saúde pública, inclusão social e melhoria da acessibilidade.
Oficina de Projetos Urbanos de Infraestrutura Verde. Coletivo UrbAmbiental - Arte Adriana Sandre
A oficina de Projetos Urbanos de Infraestrutura Verde na Luz é um espaço para o acontecimento de ideias coletivas, desenvolvimento de projetos e ações na região da Luz, centro de São Paulo. A oficina é voltada para os profissionais, estudantes e interessados nas questões ambientais urbanas, com interesse nos projetos da paisagem que utilizam tecnologias e Soluções Baseadas na Natureza (NBS - Nature Based Solutions). A partir das questões apresentadas e discutidas na oficina, será realizada uma atividade prática onde serão elaboradas propostas de projetos de Infraestrutura Verde para a Região da Luz. Serão disponibilizados materiais para consulta e pesquisa, mapas, material para escrita e desenho.
As cenouras podem não ajudá-lo a enxergar no escuro, mas elas podem tornar seus edifícios mais fortes e mais ecológicos. Engenheiros da Lancaster University, no Reino Unido, trabalharam em colaboração com a Cellucomp Ltd do Reino Unido para estudar os efeitos da adição de “nano plaquetas” extraídas das fibras das raízes para melhorar o desempenho das misturas de concreto.
Os concretos de compósitos vegetais, feitos a partir de vegetais como a beterraba ou a cenoura, têm superado estruturalmente e ambientalmente todos os aditivos de cimento comercialmente disponíveis, tais como grafeno e nanotubos de carbono, fazendo isso a um custo muito menor.
https://www.archdaily.com.br/pt/900118/cenouras-podem-tornar-o-concreto-mais-forte-e-sustentavelNiall Patrick Walsh
Ao longo dos últimos dois anos, pesquisadores do MIT Senseable City Lab em Cambridge, Massachusetts, têm usado os dados do Google Street View para estudar algumas das cidades mais importantes do mundo em termos de cobertura vegetal. Desenvolvido em colaboração com o Fórum Econômico Mundial, o “Treepedia” busca promover a conscientização sobre o papel das árvores na vida urbana e questiona como os cidadãos podem contribuir com o processo de tornar seus bairros mais ecológicos.
A lista cada vez maior analisa cidades de todo o mundo através de um dado chamado "Índice de Visão Verde", que usa panoramas do Google Street View para avaliar e comparar a cobertura verde das zonas urbanas. Através do monitoramento da cobertura das árvores, os cidadãos e planejadores podem ver quais áreas em sua cidade são mais ou menos verdes, comparar com outras cidades e desempenhar um papel mais ativo na melhoria do ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/899559/sao-paulo-londres-tel-aviv-comparando-a-cobertura-vegetal-de-10-metropoles-mundiaisNiall Patrick Walsh
Um novo projeto da ingenhoven architects, em cooperação com a architectus, superou uma série de arquitetos internacionalmente aclamados para o projeto da torre residencial mais alta de Sydney, na 505-523 George Street. O arranha-céu de 79 andares atingirá os 270 metros e incluirá diversos usos, que vão desde habitação e comércio até hotel e lazer. Os projetistas esperam que a torre seja “um marco profundamente visível para um desenvolvimento econômico, ambiental e socialmente sustentável e voltado para o futuro”.
Ideasforward quer dar aos jovens criativos de todo o mundo, uma oportunidade de expressar suas opiniões sobre o futuro das sociedades por meio de propostas inovadoras e visionárias. Somos uma plataforma que busca ideias progressistas que refletem sobre temas emergentes. O design ecológico, a arquitetura sustentável, novos materiais, conceitos e tecnologias são questões obrigatórias nas sociedades do futuro e o envolvimento de toda a comunidade é imperativo. Em uma era de globalização, onde a comunicação foi dominada pela revolução tecnológica, há a necessidade de repensar as cidades e como o Homem pode se relacionar em um mundo global, bem como repensar os padrões econômicos, sociais e culturais das sociedades contemporâneas. Valorizamos os jovens criativos e pensadores pois são muito preciosos. Queremos dar voz a esses jovens.
Conhecida por seu sistema de transporte coletivo, Curitiba dá um interessante passo em direção à mobilidade ativa. Desde semana passada, a capital paranaense colocou em teste um tipo de pavimentação que gera energia elétrica a partir das vibrações geradas na ciclovia.
Implementada sobre a ponte do Rio Belém, próximo ao Palácio 29 de Março, no centro cívico da cidade, o piso capta a vibração transmitida pelas bicicletas e pedestres e a converte em energia suficiente para iluminar a pista com sinais ao longo do trajeto.
No começo deste ano a LEGO anunciou que começaria a produzir uma nova linha de produtos com tema 'botânico', feitos a partir da cana de açúcar. Essa nova linha marca o começo da empreitada da empresa em usar somente materiais sustentáveis em todos os seus produtos principais até 2030. Mostramos aqui o processo por trás da iniciativa "going green'da LEGO, assim como os desafios que a empresa está enfrentando ao se adequar a uma produção menos agressiva ao meio ambiente.
O escritório Snøhetta divulgou imagens conceito de seu data center sustentável, The Spark. O projeto busca abordar a tipologia tradicional de edifícios de data center, alto consumidor de energia, e transformar em um edifício "produtor de recursos para as comunidades poderem gerar seu próprio poder".
A proposta é adaptável para uma vasta possibilidades de contextos e pode ser locada em qualquer local pelo mundo, conectando cidades a partir de sua geração de energia devido ao excesso de calor.
https://www.archdaily.com.br/pt/897083/o-corpo-e-cerebro-das-cidades-do-futuro-snohetta-projeta-data-center-sustentavelNiall Patrick Walsh
A proposta de Donghua Chen & Partners chamada “Science Loop” considera uma série de sistemas, incluindo estruturas sociais, skyline, circulação, devolução e reciclagem, organizadas como uma rede integrada.
O ruído incessante dos canteiros de obras, as ruas caóticas da cidade, a monotonia de passar mais de 8 horas por dia em um cubículo... Todos este efeitos colaterais da vida urbana podem afetar profundamente o nosso corpo e a nossa mente. Viver em meio à natureza pode até parecer libertador, no entanto, nossa dependência tecnológica faz com que a vida fora do ambiente urbano seja praticamente inviável. Bem, e se você pudesse manter o estilo de vida moderno e, ao mesmo tempo, dormir em uma casa escondida na floresta?
A IO Houses criou a SPACE, um projeto habitacional versátil e inovador para pessoas que amam a natureza e querem preservá-la mas não querem abrir mão dos confortos e comodidades da vida contemporânea.
Às vezes, falamos de projetos tão interessantes e futurísticos que parecem que eles nunca vão sair do papel. Felizmente, nos surpreendemos positivamente. Este é caso do projeto Ecocapsule, uma casa que gera toda a energia que precisa e pode ser levada para qualquer lugar do mundo, que acaba de fazer sua estreia internacional.
Foram lançadas 50 moradias para clientes que vivem nos Estados Unidos, Japão, Austrália e União Europeia. Quem vê de fora não imagina que as minúsculas casas têm tantas vantagens: sua superfície é coberta por placas fotovoltaicas, uma pequena turbina eólica e ainda é capaz de coletar e filtrar sua própria água.
Até o final de 2018, ao menos cinco cidades na Alemanha poderão testar uma maneira exemplar de combater a poluição. O teste consistirá no desestímulo ao veículo privado ao passo que o transporte público será de graça. Uma solução que hoje é adotada em poucos lugares.
Bonn, Essen, Herrenberg, Reutlingen e Mannheim são as cidades alemãs que fazem parte da proposta elaborada pelo governo federal. “Estamos considerando disponibilizar transporte público gratuito para reduzir o número de carros particulares”, afirmam ministros alemãs em uma carta enviada à Comissão Europeia. “A luta contra a poluição do ar efetivamente sem atrasos desnecessários é a maior prioridade para a Alemanha”, diz ainda o documento.
O Instituto Americano de Arquitetos (AIA) e o Comitê de Meio Ambiente (COTE) anunciaram os vencedores do Top 10 do Prêmio COTE, a mais alta honraria dos edifícios que exemplificam ótimo projeto e o desempenho sustentável. O prêmio, agora em seu 22º ano, celebra os 10 projetos que atendem aos rigorosos padrões da COTE aos 10 critérios em várias áreas do projeto, incluindo valor econômico, social e ecológico. Os vencedores serão homenageados em junho na conferência AIA em Nova York.
Na arquitetura, estamos tão envolvidos na criação de coisas novas que muitas vezes esquecemos o que acontece no final do ciclo de vida de um edifício - a infeliz e inevitável demolição. Podemos querer que nossos prédios sejam atemporais e vivam para sempre, mas a dura realidade é que eles não são. Então, para onde espera-se que todo o lixo vá?
Assim como a maioria dos resíduos não recicláveis, eles acabam nos aterros e, como a terra necessária para esse tipo de infraestrutura torna-se um recurso cada vez mais escasso, precisamos encontrar soluções alternativas. Todos os anos, apenas no Reino Unido, 70 a 105 milhões de toneladas de resíduos são criados a partir da demolição de edifícios, e apenas 20% disso é biodegradável, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Cardiff. Com um projeto inteligente e uma melhor percepção dos materiais biodegradáveis disponíveis na construção, cabe a nós, arquitetos, tomarmos as decisões corretas durante toda a vida útil de um edifício.
Há algumas semanas, a Suécia inaugurou uma estrada que recarrega baterias comerciais e de automóveis enquanto o passageiro dirige. Chamado de projeto eRoadArlanda, a via possui dois quilômetros e foi construída fora do Aeroporto de Arlanda, na cidade de Estocolmo, capital do pais.