O Conselho Municipal de Utrecht, nos Países Baixos, em colaboração com a agência de publicidade Clear Channel, transformou 316 pontos de ônibus em toda a cidade em “pontos de abelhas”. A adaptação envolveu a instalação de coberturas verdes nas estruturas, criando espaços adequados para as espécies vegetais ameaçadas.
A produção de alimentos depende diretamente das abelhas, e seu desaparecimento deve gerar efeitos catastróficos à humanidade. Por toda internet circulam textos alarmantes de como esses pequenos insetos estão morrendo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo dependem das abelhas. Por exemplo, um morango suculento e bem formado só é possível se dezenas de abelhas passem pela flor na época certa e o polinizem. Sem elas, ele pareceria mais como uma uva passa.
Cidade colombiana transformou 18 ruas e 12 hidrovias em paraísos verdes. Imagem cortesia de CicloVivo
É verão no Hemisfério Norte e a segunda maior cidade da Colômbia, Medellín, tem adotado estratégias inspiradas na natureza para regular as altas temperaturas da estação. As chamadas “soluções naturais” são, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, “ações que protegem, gerenciam de forma sustentável e restauraram ecossistemas naturais ou modificados, abordando desafios sociais de forma eficaz e adaptável, proporcionando simultaneamente bem-estar humano e benefícios para a biodiversidade”.
Estima-se que, desde a década de 70, as demandas de recursos do estilo de vida atual da sociedade excedam a capacidade biológica do planeta para atendê-las. Ou seja, estamos retirando e poluindo a natureza mais do que ela pode se recuperar naturalmente. Segundo o Banco Mundial, se a população mundial chegar mesmo ao número projetado de 9,6 bilhões de pessoas em 2050, serão necessários quase três Planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade.
Diariamente uma quantidade enorme de dióxido de carbono é liberada na atmosfera, através da indústria, transporte, da queima de combustíveis fósseis e até mesmo pela respiração de plantas e seres vivos. À medida que as consequências das mudanças climáticas se tornam mais claras, tanto os governos quanto as empresas do setor privado vêm estabelecendo metas para as reduções de emissões de carbono. O dióxido de carbono é apontado como o principal gás do efeito estufa, e sua alta concentração na atmosfera leva à poluição do ar, chuvas ácidas, entre outras consequências.
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Image Courtesy of TuDelft and the Spong3d project
O termo “resiliência” tem sido utilizado para os mais distintos assuntos. Sua definição científica é a capacidade de uma substância ou objeto retornar à forma depois de sofrer algum trauma. Ou seja, é bem diferente da resistência, pois trata-se da capacidade de adaptação e recuperação. Na ecologia, a resiliência trata da capacidade de um ecossistema em responder a uma perturbação ou a distúrbios, resistindo a danos e recuperando-se rapidamente. Já na arquitetura, desenhar algo tendo a resiliência em mente pode levar a diversas abordagens. Um projeto resiliente é sempre localmente específico. Prever os possíveis cenários típicos de uso da edificação e mesmo as situações de desastre que poderiam desafiar a integridade do projeto e dos ocupantes é um importante ponto de partida. Além disso, podemos abordar sobre as estruturas e materiais adaptáveis que podem “aprender” de seus ambientes e se reinventar continuamente. Se pensamos em programas e robôs com logaritmos que aprendem com o contexto, porque não podemos usar o mesmo raciocínio em nossas construções?
Selecionamos 10 materiais e soluções adaptativas que trabalham no conceito da Resiliência na Arquitetura e Construção. A pergunta que fica é se essas soluções algumas dia terão uma aplicação massiva ou serão apenas inovações pontuais.
Embora o sol esteja a quase 150 milhões de quilômetros de distância, é essa estrela o que possibilita a vida no nosso planeta. Mas nem sempre a arquitetura aproveita da melhor forma todos os recursos oferecidos pela natureza.
Por definição, “energia solar passiva é a coleta e a distribuição de energia obtida pelo sol usando meios naturais”. O conceito simples e o processo de implementação de sistemas passivos de energia solar fornecem calor, iluminação, energia mecânica e eletricidade aos edifícios da maneira mais ambientalmente consciente possível.
Neste artigo, forneceremos um guia completo de implementação de sistemas solares passivos em seus projetos.
Renaturalização do rio Cheonggyecheon em Seul – Coréia do Sul Fonte: https://www.koreapost.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Rio-Cheonggyecheon-Seul.jpg. Cortesia das autoras
Expressiva obra de recuperação do leito natural do rio Cheonggyecheon em Seul – Coréia do Sul e a revitalização urbanística de seu entorno caracterizam exemplo brilhante de Drenagem Urbana Sustentável. A desconstrução baseia-se na premissa da renaturalização, a qual, objetiva retornar ao balanço hídrico pré-urbanização (aumento do tempo de concentração e diminuição do pico de vazão), com alta permeabilidade, e demonstra inegável importância de preservação dos fundos de vale e Áreas de Preservação Permanente - APP's, no Brasil, determinadas pelo Código Florestal.
https://www.archdaily.com.br/pt/920314/drenagem-urbana-sustentavel-para-a-concretizacao-de-metas-de-ods-onuAdriana Idalina Rojas Gutierrez e Ivanete Carpes Ramos
Eletrodutos para distribuição da rede elétrica aparente. Aplicação de papel de parede. Projeto: Apartamento 203. Image Cortesia de Apartamento 203
Também conhecidas como 'obras-secas', conceito cada vez mais utilizado nas reformas de interiores. São soluções simples que modificam a essência de ambientes internos, de maneira mais econômica e sustentável. Através da menor produção de entulhos e, consequentemente, menos desperdício de dinheiro, tempo e matéria-prima. Reunimos nesse guia 8 sugestões que podem auxiliar você a projetar reformas de interiores mais conscientes.
A prefeitura de Cuiabá inaugurou no mês passado o primeiro abrigo de espera de ônibus construído a partir do reaproveitamento de contêineres. O abrigo foi construído em um modelo público-privado, onde as empresas Pantanal Shopping e a Edificatto Arquitetura cederam a parada de ônibus para a prefeitura, em troca da exploração publicitária do espaço.
https://www.archdaily.com.br/pt/920155/cuiaba-tera-82-pontos-de-onibus-em-conteineres-com-energia-solar-e-jardim-suspensoMayra Rosa
SEPPAS 2 - II Seminário de Planejamento, Paisagem Urbana e Sustentabilidade (2019)
O 2º Seminário de Planejamento, Paisagem Urbana e Sustentabilidade será promovido pela Fundação RTVE (TV UFG) por intermédio do Programa de Pós-Graduação Projeto e Cidade da Faculdade de Artes Visuais da UFG (FAV-UFG). Sendo patrocinado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO). O evento acontecerá entre os dias 04 e 06 de novembro de 2019 e será realizado no Auditório Marieta Telles Machado, localizado na Biblioteca Central do Campus II da UFG em Goiânia-GO.
A premiada arquiteta Tatiana Bilbao falou em uma entrevista divulgada pelo Louisiana Channel sobre suas frustrações com a situação atual de sustentabilidade na arquitetura. Vivendo no México, que Bilbao descreve como um "país sem recursos", ela afirma que as pessoas estão acostumadas a não desperdiçar recursos e que a "sustentabilidade" é uma parte natural da vida cotidiana. “Eu odeio a palavra 'sustentabilidade' porque acho que se tornou uma palavra que pode qualificar um tipo de arquitetura e que, para mim, deveria ser incorporada."
Os seres humanos podem sobreviver 30 dias sem comer, 3 dias sem beber, mas apenas 3 minutos sem respirar. Naturalmente, a nossa necessidade de ar é constante, dependemos dele em todos os momentos, tanto em ambientes internos como externos, embora muitas vezes este seja menos limpo do que o esperado. Odores desagradáveis nos alertam para um ar ruim, mas muitas substâncias irritantes e gases insalubres não são facilmente detectáveis pelo cheiro embora ainda afetem nossa saúde. Os cheiros são o sinal mais óbvio, pois são conscientemente percebidos pelo cérebro e pelo sistema nervoso, permitindo-nos fazer julgamentos sobre o nosso ambiente.
Saiba mais sobre as origens da má qualidade do ar interior, a importância de abordá-la dentro do ambiente construído e como projetar almejando conforto e uma boa qualidade do ar interior.
Marginal Pinheiros em São Paulo. Foto: Felipe Lange Borges, via Flickr. Licença CC BY-NC-ND 2.0
A exuberância dos pinheiros nativos que batizou um dos bairros mais tradicionais de São Paulo e um dos principais rios da cidade, hoje está restrita a fotografias antigas. Poderia ser só mais um relato nostálgico, mas é incentivo para um projeto ambicioso do Legado das Águas – Reserva Votorantim: trazer a Mata Atlântica de volta à cidade. Com projeto da Cardim Arquitetura Paisagística, junto a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo e a Empresa Metropolitana de Água e Energia (EMAE), em uma nova etapa do Projeto Pomar Urbano, o Legado das Águas executará o maior projeto de paisagismo urbano com espécies nativas da Mata Atlântica do Estado, com uma proposta inovadora para transformar a relação entre o rio e a metrópole.
https://www.archdaily.com.br/pt/919257/marginal-pinheiros-recebera-30-mil-mudas-de-especies-nativas-e-rarasMayra Rosa
Barreca & La Varra venceu o concurso “C40 Reinventing Cities” com a proposta de um masterplan de habitação social em Milão, intitulado INNESTO, trabalhando em colaboração com a Arup Italia.
A Universidade Politécnica de Valência oferece um curso online gratuito sobre sustentabilidade aplicada à arquitetura. Disponibilizado através da plataforma edX, o curso Sustainability in Architecture: An Interdisciplinary Introduction está aberto para inscrições e tem início no próximo dia 9 de julho. Ao todo, são 4 semanas de curso, com 3 a 4 horas por semana de estudo.
Projeto Tercer Sonido, Madri, Espanha. Image Cortesia de CicloVivo
O C40 Cities, coalizão formada por cidades de várias partes do mundo, lançou um concurso que elegeria as melhores soluções para transformar espaços urbanos subutilizados em projetos resilientes e de carbono neutro. Chamado de Reinventing Cities, o concurso escolheu 15 ideias inovadoras que podem “reinventar” o futuro das cidades.
A indústria da construção civil movimenta recursos econômicos consideráveis em todo o mundo, gera inúmeros empregos e muita receita. Ao mesmo tempo, também implica em impactos negativos que vão desde o consumo dos recursos naturais, até a elevada geração de resíduos, seja durante a etapa construtiva e nas demolições. Para se ter uma ideia, no Brasil estima-se que 61% do total de resíduos gerados sejam representados pelos Resíduos de Construção e Demolição e 28% pelos resíduos domiciliares [1].