A intervenção humana sobre a paisagem natural é em si, algo contraditório. Se por um lado a arquitetura nos permite um acesso imersivo ao ambiente natural, por outro, edificar sobre a paisagens sensíveis significa despojá-la de sua própria essência. Portanto, ao considerarmos a arquitetura como um artifício que normatiza a presença humana na paisagem natural, o ato de construir implica também estarmos conscientes das múltiplas escalas envolvidas e, acima de tudo, de que a arquitetura—especialmente nestes contextos—é a nossa principal ferramenta para estabelecer os limites entre o acesso à paisagem e a preservação do meio ambiente. Explorando uma variedade de diferentes abordagens e estratégias formais de projeto, apresentaremos à seguir uma série de importantes lições apreendidas através de experiências concretas realizadas por distintos arquitetos e escritórios de arquitetura, experimentos que nos ensinam outras formas de abordar as relações entre a arquitetura e a paisagem.
Facebook Data Centre. Image Courtesy of Liam Young
Centros de processamento de dados, linhas de produção automatizadas, torres de telefonia e depósitos são algumas das principais tipologias utilitárias que povoam o nosso ambiente construído, infra-estruturas cada vez mais importantes para o desenvolvimento da vida cotidiana. Ainda que estejam longe de tangenciar o interesse da maioria dos arquitetos e arquitetas, estas tipologias estão se fazendo cada dia mais presentes em nossas vidas e, consequentemente, no discurso arquitetônico — levantando questões sobre como podemos dar um novo significado à estas estruturas que sustentam as engrenagens da nossa atual sociedade.
A acupuntura urbana é uma tática de design que promove a requalificação urbana em nível local, apoiando a ideia de que as intervenções no espaço público não precisam ser amplas e caras para produzirem um impacto transformador. Como alternativa aos processos convencionais de desenvolvimento, a acupuntura urbana representa um modelo adaptável para a renovação da cidade. Iniciativas altamente focadas e direcionadas ajudam a regenerar espaços negligenciados, ao implantar estratégias urbanas de forma incremental ou consolidar a infraestrutura social de uma cidade.
O escritório norueguês Snøhetta foi premiado com o 2020 National Design Award for Architecture, concedido pela Cooper Hewitt, Smithsonian Design Museum. A homenagem reconhece tanto o impacto de sua obra construída, quanto o foco particular na sustentabilidade social e ambiental. A premiação têm como objetivo conscientizar o público sobre como o design pode melhorar a vida cotidiana.
O escritório Snøhetta venceu o concurso internacional de arquitetura para projetar a nova prefeitura de Cheongju, na Coreia do Sul. Trabalhando com o escritório coreano Tomoon Architects and Engineers, a equipe propõe novas conexões com o contexto urbano para promover um sentido de pertencimento aos cidadãos e visitantes. O projeto visa criar uma prefeitura aberta e inclusiva para Cheongju, um símbolo de colaboração e engajamento cívico.
Snøhetta foi eleito o vencedor do Concurso para a Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt. Selecionado a partir das três propostas finalistas do concurso, incluindo Studio Gang e Henning Larsen, o projeto vencedor “representa as reflexões pessoais do presidente sobre a paisagem, seu compromisso com a gestão ambiental e os períodos de introspecção silenciosa e engajamento cívico que marcaram sua vida”.
Em 1926, Le Corbusier formula os cinco pontos que se tornariam os fundamentos para a arquitetura moderna. Concretizados em 1929 no emblemático projeto da Villa Savoye, os atributos apresentados por Corbusier — pilotis, planta livre, fachada livre, janelas em fita e terraço jardim — foram muito explorados na produção arquitetônica modernista e até hoje estão presentes nos mais variados projetos de arquitetura contemporâneos.
Os cinco pontos se tornaram uma espécie de diretriz para a "nova arquitetura", como anunciava Corbusier. Com o passar das décadas, as novas tecnologias, materiais e necessidades da sociedade continuaram e continuam a atualizar aquelas soluções arquitetônicas prenunciadas há quase um século como rumos para uma nova arquitetura.
O skate é uma experiência urbana. Com espaços públicos interativos e superfícies táteis, as pistas de skate começaram lentamente a moldar a maneira como pensamos o desenho urbano. Além do limite dos parques, os skatistas observam a arquitetura do ambiente construído, e a transformam, por sua vez, repensando como nos reunimos, nos movemos e reimaginando o futuro da vida urbana.
Snøhetta, Studio Gang e Henning Larsen divulgaram seus projetos para a nova Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, no estado de Dakota do Norte, EUA. As equipes foram selecionadas entre 12 escritórios por suas abordagens que integram arquitetura e paisagem.
Em um mundo dominado por imagens, nosso modo de fazer e consumir arquitetura está se tornando cada dia mais dependente do visual. Deste modo, ferramentas de representação estão passando a desempenhar um papel cada vez mais decisivo na forma como concebemos e desenvolvemos nossos projetos. Em muitos casos, escritórios de arquitetura se vem compelidos à buscar ajuda, voltando-se à experientes estúdios de modelagem e renderização 3D para poder retratar mais fidedignamente seus conceitos e ideias.
A arquitetura egípcia contemporânea está baseada em uma história enriquecedora. Como berço da civilização, o país transcontinental influenciou vários estilos de construção e culturas de projeto. Lar de alguns dos primeiros desenvolvimentos urbanos e governos centralizados, o Egito é definido por sua geografia e seu contexto multicultural. Hoje, sua arquitetura moderna precisa enfrentar uma herança de construção que se estende por milênios.
Em tempos de quarentena, arquitetos e designers estão se estabelecendo em um novo ambiente de trabalho remoto. Nesse processo de implementação de plataformas e fluxos de trabalho para trabalhar em casa, o risco de isolamento social permanece real, mesmo para empresas acostumadas a esse ambiente, como o ArchDaily. Como escreveu David Basulto, CEO do ArchDaily, alguns dias atrás, a quarentena implica não apenas trabalhar on-line, mas "permanecer conectado e apoiar-se mutuamente".
Em breve, a Wikipedia estará de cara nova. Isso porque a Wikimedia Foundation – responsável pela plataforma aberta e gratuita – fechou uma parceria com o escritório de arquitetura Snøhetta para o desenvolvimento da nova identidade visual para a enciclopédia on-line gratuita mais visitada do mundo. Com o objetivo de criar uma imagem capaz de impulsionar e promover o compromisso internacional da Wikimedia Fondation de “tornar o conhecimento livre”, o processo de projeto será totalmente documentado e disponibilizado pela equipe de criação.
A Comissão de Planejamento de Nova Iorque aprovou por unanimidade a construção do 550 Madison Garden, projetado pelo escritório norueguês Snøhetta. O projeto que busca reinventar este espaço público recebeu recentemente aprovação pelo Conselho Comunitário de Manhattan.
À medida que 2019 se aproxima do fim, aumenta nossa expectativa em relação a tudo aquilo que está por vir no mundo da arquitetura para 2020. Uma infinidade de projetos deverão ser concluídos no próximo ano, edifícios das mais variadas escalas e programas, impressionantes obras de arquitetura espalhadas pelos quatro cantos do mundo.
O escritório norueguês de arquitetura Snøhetta foi selecionado para projetar o mais novo marco urbano de Xingtai, uma das cidades mais antigas da China. Atravessando um período de grandes mudanças, a cidade de Xingtai decidiu investir em um projeto icônico que representasse este momento e o Snøhetta foi o escritório escolhido para dar forma a este objetivo. O Grande Teatro de Xingtai, previsto no novo plano diretor da cidade desenvolvido a alguns anos, será em breve o mais novo monumento construído na província chinesa de Hebei.
Lantern- WERK, Snøhetta and Oluf Jørgensen A / S. Imagem cortesia de MIR
Os escritórios WERK e Snøhetta foram selecionados como vencedores do concurso para projetar o novo centro marítimo que será localizado no porto de Esbjerg, na Dinamarca. A equipe propôs um edifício reluzente, intitulado Lanternen, ou Lanterna, que receberá atividades comunitárias.
Desenvolvido a quatro mãos entre o Snøhetta a Clark Nexsen, o projeto da nova Biblioteca Pública de Charlotte, na Carolina do Norte, propõe uma re-interpretação do próprio conceito de biblioteca pública, um edifício concebido para o futuro, onde as novas tecnologias não são apenas utilizadas como ferramentas de projeto, mas que também desempenham um importante papel na operação e no significado de uma biblioteca, destacando a sua importância na vida cotidiana da comunidade.