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Sonhar nas ruínas: como um ritual do sono em Logroño propõe uma nova arquitetura cívica

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As cidades são cada vez mais projetadas para mitigar riscos e, para isso, precisam coletar dados sobre o clima, a infraestrutura, a biodiversidade e a fragmentação social, de modo que a linguagem da resiliência se torne parte integrante do planejamento. No entanto, as condições subjacentes que produzem a polarização, o desengajamento cívico e o colapso ecológico muitas vezes não são questionadas. As ferramentas que dominam a prática urbana tendem a abordar apenas um registro da experiência humana, enquanto as dimensões emocionais e imaginativas da transformação não são tratadas como soluções viáveis.

O filósofo Félix Guattari propôs que a transformação ecológica sustentada depende da atenção simultânea a três ecologias distintas: a ecologia da mente, a ecologia da sociedade e a ecologia do meio ambiente. As políticas ambientais hegemônicas tendem a se concentrar em apenas uma ou duas delas, achatando uma condição complexa em um problema delimitado com uma resposta clara. Rituais ancestrais nos lembram que a transformação depende de práticas que engajam simultaneamente o corpo, a comunidade e o meio ambiente.

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Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço

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Durante séculos, a arquitetura foi definida por uma permanência estática. Presume-se que um edifício seja fixo, com suas paredes e fundações imóveis no espaço. No entanto, um número crescente de arquitetos/as vem questionando essa premissa ao incorporar o movimento na própria essência e nas estruturas tectônicas das edificações.

Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.

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Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar

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Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.

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Rituais diários: espaços de culto e conexão espiritual dentro de casa

A casa é constantemente associada a um espaço sagrado, um lugar que acolhe e respeita diferentes sentimentos e sensações. Assim como Bachelard afirma, ela é o nosso refúgio no mundo, nosso primeiro universo, um cosmos real em cada acepção da palavra. Uma simbologia complexa a qual faz dela um espaço que não pode ser definido apenas pelos aspectos funcionais, como número de quartos ou tamanho dos banheiros. Nas entrelinhas das suas paredes, universos inteiros são acomodados.

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A eterna arquitetura efêmera do Shikinen Sengu: o templo japonês reconstruído a cada 20 anos

Parte da concepção de arquitetura – como se entende desde a modernidade – passa necessariamente pela permanência. A construção tectônica pretende-se durável, e muitas são as reflexões articuladas a partir dessa durabilidade. O que significa, então, associar a arquitetura com a efemeridade? E quando a própria ideia de permanência está atrelada ao transitório? A cerimônia do Shikinen Sengu, no Japão, pode ajudar a responder a essas perguntas.

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Projeto busca requalificar a relação da Índia com o rio Ganges

A empresa Morphogenesis, com sede em Déli, concluiu recentemente uma proposta para um projeto que reabilita e desenvolve os ghats (escadarias que levam ao rio) e crematórios ao longo de um trecho de 210 quilômetros do rio Ganges, o rio mais longo da Índia. O projeto, intitulado "A River in Need", faz parte da Missão Nacional de Ganges Limpa (NMCG), uma empresa do Ministério dos Recursos Hídricos do Governo indiano formada em 2011 com dois objetivos: garantir uma redução efetiva da poluição do rio além de conservá-lo e revitalizá-lo.

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