O escritório holandês MVRDV divulgou seus planos de renovação de um complexo de edifícios ao sul de Munique, Alemanha. Mantendo seis dos nove blocos existentes, o projeto expande o programa atual e cria um novo marco para o bairro ao implementar uma praça no centro do empreendimento.
Um recente relatório publicado pela The Trust for Public Land (TPL), apresenta dados bastante convincentes, os quais poderão incentivar a transformação de muitos pátios de escolas públicas em áreas de uso comum abertas às comunidades locais. A TPL reitera que abrir e disponibilizar os pátios e infraestruturas públicas das escolas para os moradores locais após o horário escolar e também nos finais de semana, pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer e engajar comunidades. Se todas as 90.000 escolas públicas dos Estados Unidos disponibilizassem seus pátios às comunidades onde se encontram, mais pessoas teriam acesso a espaços públicos e infra-estruturas esportivas a um passo de suas casas. A TPL argumenta ainda que a abertura de todos os pátios de escolas públicas do país, essencialmente transformando-os em centros comunitários de acesso irrestrito em horários específicos, “disponibilizaria de imediato um novo parque a uma distancia de apenas 10 minutos de casa para quase 20 milhões de pessoas— resolvendo a dificuldade de acesso a espaços públicos de qualidade para um quinto das mais de 100 milhões de pessoas que atualmente não contam com um parque nas proximidades de sua casa.”
https://www.archdaily.com.br/pt/971395/patios-comunitarios-em-escolas-publicas-uma-oportunidade-de-mudanca-para-o-futuroJared Green
Anteriormente conhecido como Bibliotheque du Roi, o Richelieu da Biblioteca Nacional da França, perto do Palais-Royal, finalmente concluiu a construção após quase 10 anos de reformas. A transformação do local de 300 anos incluiu restaurações de fachadas, instalação de um jardim interno e manutenção de instalações, promovendo inovação, modernidade e abertura para um público mais amplo. O projeto, que é uma biblioteca e um museu, continuará a abrigar um enorme campus para a história das artes e do patrimônio, e proporcionará aos visitantes um local para caminhadas, descobertas e intercâmbios. O local está previsto para ser aberto ao público no verão de 2022.
O arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava está reconstruindo a Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau e o Santuário Nacional do World Trade Center, na cidade de Nova York. A igreja destruída durante os ataques de 11 de setembro, começou seu processo de reconstrução em 2015, e será finalmente concluída em 2022. O projeto da nova estrutura é inspirado por um mosaico da Grande Mesquita de Hagia Sophia (antiga Igreja de Hagia Sophia), em Istambul. A edificação é um dos modelos fundamentais na definição da arquitetura original da Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau.
Quando David Chipperfield foi questionado sobre o que os visitantes deveriam esperar quando as obras de reforma da Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe em Berlim fossem concluídas, ele disse categoricamente: “Imagine uma Mercedes 1965. É um modelo bonito, sem dúvida, mas que estava caindo aos pedaços devido ao uso incessante e contínuo. Esta obra foi como levar um carro velho no mecânico para que cada uma das peças pudessem ser desmontadas, reparadas e engraxadas e então devolvidas ao seu respectivo lugar de origem para que quando fossemos ligar o motor, ele rodasse como se fosse novo”. Devido aos protocolos de saúde pública impostos como medidas de controle em tempos de pandemia, a cerimonia de reinauguração foi assistida por um número bastante limitado de jornalistas e visitantes, os quais tiveram a oportunidade de caminhar ao lado de Chipperfield sob a novíssima cobertura de aço da Neue Nationalgalerie de Mies. Uma das poucas felizardas a estar presente naquela ocasião, a editora e fotógrafa Gili Merin teve a oportunidade de fotografar o projeto durante o evento que antecedeu a inauguração do pavilhão e entrevistar o arquiteto responsável por trazer esta bela máquina de volta à vida.
Por definição, “estrutura” é um termo bastante abrangente e amplamente utilizado em diferentes disciplinas. Na arquitetura, por sua vez, a expressão “estrutura” pode ser utilizada tanto para referir-se a uma obra construída quanto para descrever o conjunto de elementos portantes que compõe um edifício, responsáveis por distribuir e transmitir suas as cargas até o solo.
Em teoria, as vagas de estacionamento têm apenas uma função: estacionar um carro com segurança até que ele seja usado novamente e, em termos de projeto, as garagens são flexíveis e simples, exigindo intervenções mínimas. No entanto, os estacionamentos hoje em dia não são mais considerados espaços de função única. Quanto mais vazio o local, mais potencial ele tem para integrar funções adicionais. Arquitetos e urbanistas redefiniram os estacionamentos tradicionais, acrescentando instalações recreativas e comerciais à estrutura. Em vez de uma planta típica com marcações amarelas e brancas no chão, agora estamos vendo estruturas convidativas que incorporam fachadas verdes e playgrounds na cobertura, com lava-carros, cafeterias e áreas de trabalho / estudo.
A medida que os ambientes urbanos se tornam cada vez mais densos, é preciso aproveitar ao máximo cada centímetro quadrado de área disponível. Pensando nisso, arquitetos e arquitetas do mundo todo recentemente descobriram o enorme potencial das coberturas existentes dos edifícios urbanos, na maioria das vezes, espaços subutilizados e de difícil acesso. Além do mais, coberturas e telhados chegam a somar juntas até 25% da área de superfície total disponível em uma cidade. Podendo ser utilizadas tanto como áreas verdes e cultiváveis quanto como espaços públicos e acessíveis, estes jardins suspensos estão sendo pouco a pouco incorporados à infraestutura urbana de várias cidades ao redor do mundo. Neste contexto, este artigo procura analisar em profundidade o real potencial desta estratégia para a criação de uma nova camada de espaços públicos acessíveis em cidades densamente ocupadas.
O Skene Catling de la Peña, escritório de arquitetura com sede em Londres e Madri, em parceria com a Factum Foundation, está desenvolvendo um projeto de reforma que pretende ressignificar a icônica estrutura de concreto do silo industrial projetado por Alvar Aalto em 1931 na cidade finlandesa de Oulu. Concebido para transformar o edifício industrial em um novíssimo centro de pesquisa em arquitetura e patrimônio histórico, o AALTOSIILO “é um projeto de referência que servirá de modelo para futuros projetos de reutilização de estruturas industrial no norte da Europa e além—uma iniciativa que pretende transformar a relação entre o passado industrial da região e a sua relação com o meio ambiente.”
Este mês marcou o início das obras de reforma da Pirâmide de Tirana, um monumento brutalista na Albânia. O projeto assinado pelos arquitetos do MVRDV, trata da reabilitação daquilo que, originalmente, era um monumento comunista. A proposta transforma a estrutura brutalista em um novo polo para a vida cultural de Tirana. Preservando a casca de concreto, a intervenção abrirá o átrio do edifício para cafés, estúdios, oficinas e salas de aula.
Cortesia de DILLER SCOFIDIO + RENFRO E STEFANO BOERI ARCHITETTI
Diller Scofidio + Renfro (DS + R) e Stefano Boeri Architetti venceram o concurso internacional de arquitetura para a reforma da Pirelli 39 em Milão. Lançado em 25 de novembro de 2019, o concurso organizado pela COIMA SGR e a prefeitura de Milão, reuniu 70 inscrições compostas por 359 escritórios de 15 países.
O Centro Georges Pompidou em Paris, França, também conhecido como Beaubourg, passará por grandes reformas. Projetado na década de 1970 pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers e inaugurado em 1977, uma das principais atrações culturais da capital francesa será totalmente fechada a partir do final de 2023 até 2027. Com claros sinais de envelhecimento, principalmente nos sistemas de aquecimento e refrigeração, escadas rolantes e elevadores, esta não é a primeira reforma do museu – em 1997, no marco de seu 20º aniversário, o Beaubourg foi fechado por alguns anos.
Quase 6 meses atrás, em 4 de agosto de 2020, a cidade de Beirute foi sacudida por uma das maiores explosões não nucleares da história. Deixando o lado norte da capital em ruínas, a explosão danificou cerca de 40.000 edifícios. Novas estruturas contemporâneas concluídas recentemente por arquitetos locais conhecidos internacionalmente estão agora enfrentando dilemas de reconstrução, levantando questões existenciais: Como devem ser os esforços de reconstrução de “novos” edifícios danificados? Os arquitetos devem reconstruí-los como eram antes da explosão, apagando o que aconteceu, ou eles devem deixar cicatrizes e retratar novas realidades?
A fim de explorar ideias e destacar diferentes perspectivas, o ArchDaily teve a oportunidade de se sentar com três arquitetos cujos edifícios foram impactados pela explosão. Bernard Khoury, Paul Kaloustian, e Lina Ghotmeh conversaram sobre seus projetos e sua visão da reconstrução de Beirute com a editora-chefe do ArchDaily, Christele Harrouk, ao lado do fotógrafo de arquitetura Laurian Ghinitoiu, que documentou em uma série de fotos a extensão da destruição.
Transformando a experiência artística típica em instituições de arte, o escritório Snøhetta divulgou um projeto de renovação do Museu de Arte de Blanton na Universidade do Texas em Austin. A ampla remodelação visa “unificar e requalificar o campus do museu, [...] através de melhorias arquitetônicas e paisagísticas”. A construção deverá ser iniciada ainda na primeira metade de 2021 e tem conclusão prevista para o fim de 2022.
O MAD acaba de revelar seu mais novo projeto, ao qual eles se referiram como “uma estação de trens em meio à floresta”. Já em processo de construção e com conclusão prevista para o próximo dia 1º de julho, o projeto encontra-se localizado em pleno centro da cidade de Jiaxing, nos arredores de Xangai, sudeste da China. Cobrindo uma área total de mais de 35 hectares, o projeto inclui a completa reformulação da antiga estação de trens de Jiaxing e a criação de um novo terminal anexo subterrâneo. Além disso, a proposta desenvolvida pela MAD contempla ainda a criação de duas novas praças, uma ao norte e outra ao sul, além da revitalização do adjacente Parque do Povo.