Rael San Fratello

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De linhas de fronteira a limites difusos: San Diego-Tijuana como a Capital Mundial do Design 2024

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No desenho, as linhas são elementos fundamentais de composição. Elas delineiam o espaço, esboçam estruturas e definem limites. Quando se trata de mapas e fronteiras, a linha adquire um significado particular, pois essa "simples" expressão gráfica marca uma divisão poderosa entre regiões, estabelecendo o início ou o fim de um território. Essa linha tem um significado profundo no limite entre o México e os Estados Unidos, onde ela constantemente se dissolve e questiona a própria fronteira. Nesses locais, o multiculturalismo é uma vivência cotidiana, com uma negociação contínua de limites presente em todos os aspectos da vida. A dinâmica dessas fronteiras envolve o design e a geração de uma complexa rede de interações e colaborações.

Em vez de se dividir entre tijuanenses de um lado e habitantes de San Diego de outro, essa região singular se destaca como uma comunidade cuja essência se harmoniza com um profundo legado de colaboração transfronteiriça, distanciando-se da ideia de cidades separadas por uma linha física. Sendo a primeira indicação binacional na história do programa Capital Mundial do Design (WDC, na sigla em inglês), a região de Tijuana-San Diego compartilha um interesse comum em enfrentar questões urbanas, sociais e econômicas por meio do design. Assim, por meio de conferências, cúpulas de políticas públicas e workshops, a região busca potencializar a catalisação de ideias a partir desse título.

No Dia Internacional dos Migrantes: Um olhar sobre as respostas da arquitetura ao deslocamento

O dia 18 de dezembro marca o Dia Internacional dos Migrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa destacar a necessidade de sistemas de migração mais seguros, justos e inclusivos. Proclamada em 4 de dezembro de 2000, a data busca reconhecer as múltiplas dimensões da migração para além de seus aspectos econômicos e humanitários. Segundo a ONU, evidências crescentes indicam que a migração internacional beneficia tanto os países de origem quanto os de destino. Nesse sentido, o Dia Internacional dos Migrantes oferece uma oportunidade para destacar o valor da possibilidade de migrar e as contribuições de milhões de pessoas migrantes em todo o mundo para as cidades e culturas em que estão integradas.

Alinhado a essa perspectiva, o tema de 2025 da ONU, "Minha Grande História: Culturas e Desenvolvimento", enfatiza como a mobilidade humana impulsiona o crescimento, enriquece as sociedades e ajuda as comunidades a se conectarem, adaptarem e apoiarem mutuamente. Ao mesmo tempo, o Dia Internacional dos Migrantes também reconhece o cenário cada vez mais complexo em que a migração ocorre. Conflitos, desastres climáticos e pressões econômicas continuam a forçar milhões de pessoas a deixar suas casas em busca de segurança ou oportunidades. Sob ambas as perspectivas, é essencial reconhecer o papel da arquitetura na construção de comunidades integradas e multiculturais, bem como na resposta às condições que levam as pessoas a migrar de seus territórios de origem.

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Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários

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A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina preocupada com o espaço, a forma e a presença material. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lote, programa e material. Em vez disso, são produzidos no interior de uma densa teia de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e a logística global moldam a arquitetura de forma tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.

Sob essa perspectiva, a arquitetura é menos um objeto isolado e mais um momento dentro de um campo técnico ampliado. Cadeias de suprimentos, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes de energia não funcionam "por trás" do ambiente construído. De certo modo, esses sistemas determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipo de resíduos produzem. Quando a arquitetura é avaliada primordialmente por meio da forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e sua sobrevida.

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Casa Covida / Emerging Objects

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  • Arquitetos: Emerging Objects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  14
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Os melhores artigos de 2021

2021 foi o ano de uma nova realidade, com a humanidade se adaptando ao que é conhecido como o segundo ano da pandemia. Enquanto alguns países testemunharam um retorno à normalidade alternativa, abrindo-se para o mundo por meio de viagens e eventos, outros permaneceram presos, ampliando ainda mais as lacunas da desigualdade. No entanto, este ano também trouxe muita esperança em todos os aspectos, levantando dúvidas e construindo soluções para o futuro próximo. Com um grande foco na urgência climática, na pesquisa biomédica e também nas noções de hibridismo, 2021 desencadeou novos entendimentos sobre o meio ambiente que nos cerca e sobre o nosso lugar neste mundo.

Destacando tópicos contextuais, trazendo uma perspectiva local e global, enquanto lança luz sobre narrativas históricas esquecidas, a equipe diversificada de editores do ArchDaily tem estado na frente e no centro, reagindo a tudo o que está acontecendo. Sempre buscando "capacitar todos que fazem a arquitetura acontecer para criar uma melhor qualidade de vida", o conteúdo editorial, gerado em todos os sites, em nossos 4 idiomas, inglês, espanhol, português e chinês, forneceu ferramentas, inspiração e conhecimento para ampliar horizontes e ajudar nossos usuários a construir um futuro melhor.

Histórias, espaço público e intervenções urbanas que tecem a fronteira México-Estados Unidos

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Histórias, espaço público e intervenções urbanas que tecem a fronteira México-Estados Unidos - Mais Imagens+ 5

O México é um país localizado na América do Norte, situado entre o Oceano Pacífico e o Golfo do México. Com uma área de 1.964.375 km², possui uma transbordante e riquíssima diversidade cultural que se estende para além das fronteiras nacionais. Isso se evidencia nos 3.141 km de fronteira com os Estados Unidos, que vão do Golfo do México ao Oceano Pacífico, abrangendo territórios situados em uma faixa de 100 km de largura de cada lado do limite internacional — o que inclui 48 condados em 4 estados norte-americanos e 94 municípios em estados mexicanos.

Como redefinir a arquitetura para emergências migratórias?

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Atualmente, a maior parte dos cidadãos do mundo foi direcionada ao confinamento devido à COVID-19. Após mais de dois meses nessas circunstâncias, surgem duas reflexões gerais — independentemente dos problemas pessoais de cada lar. A primeira é que nos adaptemos e vivamos em relativa harmonia dentro do espaço em que habitamos, e a segunda é que o espaço habitável não seja suficiente para o nosso conforto. Aprofundaremos a análise a partir da segunda reflexão, a fim de empatizar com a população que se encontra em situação de risco e decide abandonar sua vida em um determinado lugar para migrar em busca de melhores oportunidades, analisando como a arquitetura responde ou se omite diante da emergência migratória.

Um manifesto sobre o muro fronteiriço entre os Estados Unidos e o México

Um manifesto sobre o muro fronteiriço entre os Estados Unidos e o México - Imagem de Destaque
Teeter Totter Wall. Imagem © Rael San Fratello

Um manifesto sobre o muro fronteiriço entre os Estados Unidos e o México - Mais Imagens+ 10

Há alguns dias, uma instalação rosa-mexicano realizada pela equipe de arquitetura Rael San Fratello na fronteira entre os Estados Unidos e o México viralizou nas redes sociais devido à forte carga política que carregava ao ser ativada pelos corpos de habitantes dos dois países, que se reuniram para se balançar e romper simbolicamente as barreiras político-geográficas de uma das regiões mais violentas do hemisfério.