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Preservação Histórica: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura e patrimônio: estratégias de preservação em sítios protegidos pela UNESCO

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A arquitetura, por assim dizer, possui duas frentes de ação: uma que presa pela permanência e outra pela efemeridade. Definida por suas condições materiais, a arquitetura e forma como construímos nossos edifícios se reflete também nas estruturas que nós, como humanidade, decidimos preservar para o futuro. Promovendo a cooperação internacional nas áreas da educação, arte, ciência e cultura, a UNESCO é uma organização comprometida a preservar os principais locais de memória e de importância histórica para a humanidade. À medida que a arquitetura, assim como as paisagens naturais e urbanas encontram-se cada dia mais ameaçadas pelas crises sociais, econômicas e climáticas, debatermos a importância da preservação de sítios arqueológicos e lugares da memória para o futuro tornou-se mais urgente que nunca.

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Casa projetada por Frank Lloyd Wright escapa de demolição e será restaurada

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Relegada ao esquecimento até poucos meses atrás, uma das casas projetadas por Frank Lloyd Wright em estilo colonial holandês não parecia estar caminhando para um final muito feliz. Naquela ocasião, a residência projetada e construída pelo arquiteto em 1894 na região suburbana de Chicago, estava correndo sérios riscos de demolição quando foi colocada à venda por um valor de aproximadamente um milhão e trezentos mil dólares. Pouco tempo depois, ou melhor, na semana passada, a histórica Frederick Bagley House, definida pela organização sem fins lucrativos responsável pela conservação da obra construída de Frank Lloyd Wright como “uma obra exordial única e insubstituível”, parece agora caminhar em direção a um futuro bastante promissor—ou melhor, para um novo recomeço.

Beirute, um ano depois: reconstrução cívica em uma nação devastada

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Há um ano, no dia 4 de agosto de 2020, a terceira maior explosão não nuclear já registrada na história devastou metade da cidade de Beirute, destruindo o porto e a porção leste da capital libanesa. Uma das maiores tragédias urbanas dos tempos modernos, matou mais de 200 pessoas, feriu milhares e deixou cerca de 300 mil desabrigados, danificando mais de 80 mil estabelecimentos comerciais, residenciais e públicos. Sentida em países vizinhos, a explosão gerou cerca de US$ 15 bilhões em danos materiais — tudo isso em tempos de Covid-19, crise política, agitação social e colapso econômico.

Um ano depois, pouca coisa mudou. Apenas ficou mais difícil para a população de Beirute. Um ano depois, tudo na cidade ainda os lembra daquele dia. As principais questões permanecem sem resposta, nenhum resgate ou plano de ação foi colocado em marcha por instituições governamentais; na ausência completa do Estado, a sociedade civil se mobilizou para assumir com suas próprias mãos os esforços de reconstrução.

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Unesco remove o status de Patrimônio Mundial de Liverpool e tira Veneza da lista de sítios em risco

Neste mês, a Unesco anunciou uma série de decisões sobre importantes patrimônios históricos, gerando discussões em torno da preservação e do desenvolvimento urbano. Na semana passada, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu retirar Liverpool de seu status de patrimônio mundial, já que os novos empreendimentos são considerados prejudiciais à integridade da orla da cidade. Esses projetos colocaram a cidade na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo em 2012, uma designação que Veneza conseguiu evitar no início desta semana, devido em grande parte à recente proibição de navios de cruzeiro.

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Casa E-1027 de Eileen Gray é restaurada e aberta ao público

A Associação Cap Moderne anunciou que a restauração da casa modernista E-1027 de Eileen Gray — junto com outros projetos da região, como a Cabanon, as Unités de Camping e o restaurante l'Etoile de Mer de Le Corbusier — foi concluída e a villa está agora aberta a visitantes. O local está listado como Patrimônio Mundial da UNESCO e é considerado um dos lugares imperdíveis a serem descobertos na região, recebendo mais de 10.000 visitantes por ano.

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Permeabilidade na arquitetura: 20 projetos que reinterpretam os tradicionais muxarabis

Frequentemente, existe uma relação intrincada entre a arquitetura e o ambiente. Cada parte do mundo definiu suas próprias técnicas arquitetônicas com base em suas condições climáticas únicas. No entanto, as preocupações ambientais no século 21 provocaram novas técnicas, implementando soluções para preservar os recursos naturais e proporcionar conforto térmico. Enquanto alguns optaram por uma abordagem futurista com soluções mecânicas e tecnologicamente avançadas, outros decidiram voltar no tempo e explorar como as civilizações protegiam seu povo, arquitetura e meio ambiente quando não tinham mais nada a que recorrer a não ser o próprio meio natural. Neste artigo, veremos como os muxarabis encontraram seu caminho de volta à arquitetura moderna. 

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Casa perto de Demachiyanagi / atelier Luke

Casa perto de Demachiyanagi / atelier Luke - Fotografia de Exterior, RenovaçãoCasa perto de Demachiyanagi / atelier Luke - Fotografia de Interiores, Renovação, FachadaCasa perto de Demachiyanagi / atelier Luke - Fotografia de Interiores, Renovação, VigaCasa perto de Demachiyanagi / atelier Luke - Fotografia de Interiores, Renovação, FachadaCasa perto de Demachiyanagi / atelier Luke - Mais Imagens+ 31

  • Arquitetos: atelier Luke
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2018
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Cielo, Gotoh Lighting Furniture, Grohe, HORI LOCKS, Hi-Ceramics, +8

A relação entre a arqueologia e a arquitetura

Em sua essência, a arquitetura é uma profissão interdisciplinar. Desde engenheiros estruturais a agrimensores, um projeto de arquitetura desenvolve-se com a colaboração de indivíduos de diversas áreas de trabalho. Uma conexão muitas vezes esquecida é o elo entre os campos da arquitetura e da arqueologia, que, de várias maneiras, têm muito em comum. Numa época de maior consciência sobre as questões de sustentabilidade e patrimônio, a expertise presente no campo da arqueologia desempenha um papel vital na preservação de marcos arquitetônicos de importância histórica. Essa experiência também pode desempenhar um papel significativo na criação de intervenções arquitetônicas sensíveis, adequadas ao seu contexto, contemporâneas em seu projeto, ao mesmo tempo, em que respondem a precedentes históricos.

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A renderização como ferramenta de preservação do patrimônio na China

O patrimônio construído é um valioso tesouro que nos foi deixado por nossos ancestrais. Edifícios históricos falam não apenas sobre o passado, mas também sobre o presente. Eles nos fazem refletir sobre a nossa própria cultura—quem nós somos e de onde viemos. Entretanto, a medida que nossas cidades crescem e a nossa sociedade evolui, o progresso se dá, muitas vezes, às custas da ruína e do consequente desaparecimento deste mesmo patrimônio, o qual gradualmente parece ser desprovido de sentido. Neste contexto, a proteção e preservação de edifícios históricos parece nunca ter estado tão ameaçada quanto nos dias de hoje.

Grande Museu Egípcio junto às pirâmides de Gizé está pronto para ser inaugurado

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Projetado pelo escritório de arquitetura irlandês Heneghan Peng, o tão aguardado Grande Museu Egípcio—uma estrutura inteiramente dedicada à egiptologia e implantada junto às grandes pirâmides do Egito—, deverá finalmente ser inaugurado no próximo verão. A apenas 2 km de distância das pirâmides de Gizé e considerado o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização, o complexo cultural do Grande Museu Egípcio está sendo construído para abrigar uma coleção de aproximadamente 100.000 artefatos antigos, cobrindo uma área total de 24.000m² além de contar com um museu infantil anexo, um centro de conferências, espaços educacionais, um núcleo de conservação e restauração assim como extensos jardins paisagistas dentro e fora do edifício principal.

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Silo projetado por Alvar Aalto será transformado em centro de pesquisa em Oulu, Finlândia

O Skene Catling de la Peña, escritório de arquitetura com sede em Londres e Madri, em parceria com a Factum Foundation, está desenvolvendo um projeto de reforma que pretende ressignificar a icônica estrutura de concreto do silo industrial projetado por Alvar Aalto em 1931 na cidade finlandesa de Oulu. Concebido para transformar o edifício industrial em um novíssimo centro de pesquisa em arquitetura e patrimônio histórico, o AALTOSIILO “é um projeto de referência que servirá de modelo para futuros projetos de reutilização de estruturas industrial no norte da Europa e além—uma iniciativa que pretende transformar a relação entre o passado industrial da região e a sua relação com o meio ambiente.”

Arquitetura brutalista: o monstro que todos amam

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Certamente têm razão aqueles que dizem que as tendências aparecem tão rapidamente quanto subitamente desaparecem—na moda, na música, na arte e, especialmente, na arquitetura. O brutalismo tornou-se um estilo bastante popular ao longo da primeira metade do século XX, atingindo seu auge na década de 1970 para então cair no esquecimento, à medida que as tendências apontavam para edifícios de linhas puras, formas simples e atemporais. Mas hoje, praticamente meio século depois, o amor pelas superfícies brutas e rugosas do concreto aparente parecem estar ressurgindo com toda força.

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Preservação e resiliência em Miami Beach

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Ao longo do século XX, Miami Beach passou por inúmeras e profundas transformações, desde seu importante papel durante os anos dourados na virada do século, passando a ser conhecida como a capital americana do Art Déco até se transformar em um dos principais destinos de luxo da metade do século—para logo depois cair no esquecimento durante os anos 1970. Depois de quase uma década de abandono e decadência, pouco a pouco esta pequena cidade-distrito de Miami começou a despertar o interesse da comunidade de preservacionistas em meados dos anos 1980. Na década de 1990, Miami Beach ressurge como uma fênix para então se tornar novamente um dos destinos mais procurados dos Estados Unidos, atraindo novos ilustres residentes e personagens famosos como Gianni Versace entre outros.

A renovação dos Hutongs de Pequim: intervenções urbanas em pequena escala

Os hutongs são estruturas urbanas que atravessam séculos, preciosos exemplos da arquitetura vernacular chinesa e uma das principais testemunhas da transformação cultural e histórica do país. O nome ‘hutong’, na verdade, deriva de uma palavra em mongol que significa ‘poço d'água’. Era assim que se chamavam as pequenas vielas construídas ao longo da dinastia Yuan (1271–1368) na tentativa de traçar um tecido urbano mais regular que tanto facilitasse a gestão da propriedade da terra quando a eficiência dos fluxos.

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Preservar ou demolir: duas caras de uma mesma moeda

Desde o final do século XIX até os dias de hoje, a cidade de Nova Iorque se consolidou como o principal epicentro da construção de edifícios em altura ao redor do todo. Muitas destas estruturas, concebidas e projetadas pelos mais importantes personagens da história recente da arquitetura, rapidamente adquiriram o status de ícone, influenciando para sempre a forma como concebemos nossos edifícios e cidades. Ainda assim, muitos arranha-céus históricos da cidade de Nova Iorque acabaram sendo demolidos, dando lugar a estruturas cada vez mais altas e tecnológicas. Neste contexto, novidade e obsolescência parecem duas faces de uma mesma moeda. As recentes disputas e impasses ao redor de algumas das mais icônicas estruturas em altura já construídas na cidade de Nova Iorque, revela o quão rapidamente as coisas podem mudar de figura.

Os novos desafios para a preservação do patrimônio histórico em Havana

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Havana é um deleite para aqueles que romantizam a idéia de uma cidade que parece ter parado no tempo. O tecido urbano da capital cubana ostenta orgulhosamente as marcas de sua história, desde a sua fundação pelos espanhóis, a influência da arquitetura mourisca e posteriormente, soviética. Mas além deste imaginário kitsch que permeia este pequeno país insular no meio do Caribe, caracterizado por uma arquitetura colorida e veículos majoritariamente dos anos 50, o que fica evidente quando se visita Cuba por primeira vez, é a privação que o país experimentou ao longo de sua história.

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Antakya Museum Hotel: uma ousada estratégia de preservação histórica

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Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine.

Projetado pelo EAA – Emre Arolat Architecture, o hotel de 199 quartos em Antakya, na Turquia, foi construído com módulos pré-fabricados encaixados em uma enorme trama de vigas e colunas de aço.

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Caminhamos todos os dias por calçadas e ruas, vagando pela superfície da terra sem saber os mistérios que ela oculta. Em algumas cidades, o passado permanece protegido e esquecido, enterrado em baixo do solo. Em outras porém, seus segredos brotam da terra como as flores da primavera. Escavar é redescobrir a história. Na cidade de Antakya, por exemplo, quando removemos uma pedra de lugar, revelam-se relíquias inestimáveis de um passado glorioso. Como aconteceu durante as obras do recém-inaugurado Antakya Museum Hotel, projetado pelo escritório de Emre Arolat (EAA). O projeto transformou este desafio em uma nova e ousada estratégia de preservação histórica.

Preservando a arquitetura brutalista esquecida da Índia

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O brutalismo é uma corrente da arquitetura que se desenvolveu em diferentes partes do mundo, sempre levando em consideração algumas particularidades locais, embora compartilhando de alguns preceitos comuns como, por exemplo, o uso de materiais sem revestimento e o transparecimento do trabalho necessário para erguer as obras. O debate acerca do brutalismo é ainda intenso em diversas regiões, reunindo argumentos a favor e contra sua preservação. 

Enquanto muitos enxergam a arquitetura brutalista como "feia” ou “incompleta”, Arhan Vohra, um estudante de apenas 17 anos, lançou o Brutal Delhi, uma plataforma que reúne suas fotografias de edifícios brutalistas de Nova Delhi, Índia.

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